Novas versões de Androzic e OruxMaps

Em Outubro saira novas versões para as aplicações de navegação sobre cartografia do tipo raster  Androzic e OruxMaps . Tratam-se, como já demos conta em artigos anteriores, de clientes de navegação para sistemas operativos da família Android (logo, instalável em smartphones ou Tablets) e adaptados a actividades de outdoor.

A última versão do OruxMaps (v.4.4.1) foi disponibilizada no portal do autor e no Android Market dia 19 de Outubro. Trata-se de uma versão que vem apenas corrigir erros internos de funcionamento do produto.

O  Androzic, aplicação que utiliza como fonte preferencial de informação mapas nos formatos proprietários dos produtos OziExplorer e OziExplorerCE (.ozf2 e .ozfx3), possui uma nova versão (1.0.1)  desde 24 de Outubro.

Dado existirem vários datum em utilização simultânea, o Androzic já incorpora e permite a selecção de um conjunto muito amplo. No entanto, os datums utilizados em Portugal para elaboração da Cartografia à escala 1:25 000, Datum Lisboa (Portugal) e European 1950 (Portugal), não se encontram presentes, à semelhança do que sucede com o OziExplorer. O utilizador tem sempre a possibilidade de adicionar tais datums a partir do ficheiro datums.dat que já possua no OziExplorer. Basta copiar o mesmo para a pasta em que se encontra instalada a aplicação.

A sua definição e utilização pode ser vista mais em pormenor noutro artigo da Land Lousã:

http://landlousa.wordpress.com/2009/06/16/oziexplorer-ficheiros-ocultos/

DA RUDGE À YAMAHA DR 250

 
Bomba de Gasolina - Dondo - 1973

Tudo começou com uma Rudge, comprada na Casa Inglesa. Uma Rudge roda 20, com um quadro inovador, já que a parte superior do quadro era convexo. A Velha Rudge, todos os dias me levava a escola, desde o Musseque Marçal onde vivia até a Escola Emídio Navarro. Tinha uns 10 anos e fazia aquele longo percurso, pela Garcia da Horta, Avenida do Brasil, Liceu Feminino, Hospital Militar, Sagrada Família, e depois Brito Godins, eram mais de uma dúzia de Kms. As aulas acabavam à noite e o regresso era penoso já que tinha de ligar o dínamo para ter luz sinalizadora. A Rudge foi sempre uma fiel companheira, parte importante da minha faceta de “Caçador de Meia-Tijela” e de estudante do cajueiro do Kms 14.

Uns anos depois, veio a Maxi Puch, comprada no Stand dos Irmãos Mota Veiga, junto a Gelataria Pólo Norte e da Igreja da Senhora da Nazaré. A evolução era pouca, para além do motor, mas os pedais lá estavam para subir a rampa da Mutamba à Brito Godins. As primeiras Expedições foram feitas com a Maxi Puch, depois de tirar a carta de condução de motociclo com motor. Por norma as Expedições eram sempre para o sul de Angola, Moçâmedes, Benguela e Lobito e muitas à Barra do Quanza e ao Morro dos Veados. Mas também havia provas de velocidade, aos pares, sempre no Parque de estacionamento da Biblioteca Municipal de Luanda, em circuito fechado, com direito a espectadores e tudo, sempre até aparecer a Bófia. Por norma acaba na Padaria para o “Pão Quente com Margarina”, junto aos Correios da Brito Godins, numa Avenida larga cujo nome não me recordo agora. Esta motoreta ficou lá por casa no Bairro de Santo António, pelo menos até Setembro de 1975.

Até que um dia, disse ao meu Pai, “Precisa que viesse comigo a um sítio” e estranhamente acedeu e nada melhor que dizer “Queria que me comprasse aquela “Mota”. Nunca nada foi tão fácil, foi ao balcão e mandou preparar uma linda Yamaha RD 250 de cor azul, com a matrícula ANL-55-59. Começou uma nota etapa de grandes viagens, de Luanda a Nova Lisboa, Luanda a Silva Porto, Luanda ao Lobito, Benguela, Gabela, Novo Redondo, Porto Amboím, Sá da Bandeira e depois na tropa em Nova Lisboa na recruta.

As longas viagens por norma começam quase sempre por volta da meia-noite e atravessava na altura a zona mais problemática de Catete e Golungo Alto, zona de intervenção do MPLA, mas a partir do Dondo até a Barragem de Cambambe era sempre nas calmas até a Quibala e depois com a “espia toda enrolada” nas longas rectas sem fim até ao Colonato da Cela. A Subida do Alto Hama agora era sempre a abrir, qual roncar de motor.

Mas, foi com minha Yamaha, que numa tarde de 1974, depois de uma tarde de treinos na Baía de Luanda em Snipes, que parando na Avenida António Barroso, em casa do meu “Proa”, vi passar a rapariga mais bonita lá da rua e disse ao Billy, “É pá vai ali uma garota toda bonita, conheces? Conheço, disse o Billy. Então vê lá se a convidas para ir logo a noite a Discoteca com a tua irmã. E foi assim que conheci o “amor da minha vida” até hoje.

Esta mota tinha a particularidade de ter um travão da frente muito sensível, sempre que no banco do pendura levava uma “garota”, já que o trava destrava obrigava as “damas” ao encosto fatal no condutor, deixando de haver travão com o braço esquerdo das “donas” para não haver o encosta para lá.

Penso que esta mota ficou numa garagem da minha casa junto ao “Cruzamento descruzado da Saratoga”. A última vez que a vi foi no dia 13 de Novembro de 1975.

Foi a tanto tempo, pessoal…..

“Quando o avião levantou e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria  a minha Terra, Terra em que tinha nascido e Terra que queria ajudar a crescer.”

A SUBIDA DO ALTO HAMA

 

Norton de Matos hoje Quilengues no regresso de Moçâmedes

Ui… foi há tantos anos – mais de quarenta -, mas hoje lembrei-me dessa grande viagem, numa visita a alguém que já não posso abraçar, a minha mãe.

O meu espírito de aventura sempre se manifestou desde muito cedo. Porquê? Não sei; mas também não interessa. O que sei é que um dia me lembrei de ir de Luanda a Moçamedes de Maxi Puch, uma ciclo-motoreta com pedais e sem suspensão no eixo traseiro. Mas o que interessava mesmo era ir à descoberta e à aventura: cerca de 3000 kms de ida e volta. A velocidade máxima não podia ser superior a 40 kms por hora – e nas subidas era preciso dar ao pedal ou, quanto muito, embalar.

Saí de Luanda bem cedo, com uma mochila de apoio, três litros de gasolina em pequenas vasilhas da Texaco e com 1000$00 que a minha mãe me deu para os 30 dias de viagem com umas paragens pelo meio.

Mas esta viagem tinha duas ou três grandes âncoras, o Alto Hama, a Serra da Leba e o deserto do Namibe. Por hoje, fico-me pelo Alto Hama. O Alto Hama ficava a cerca de 540 kms de Luanda e tinha (que me lembre) duas particularidades: a nascente termal e a sua subida, longa e acentuada.

A primeira etapa acabava na Quibala, que era um entreposto comercial importante, onde todos os camionistas paravam para reabastecer e dormir. Como disse, saí de Luanda bem cedo e ainda de noite e cheguei a Quibala, já passava da meia-noite. Pelo que me lembro, comi qualquer coisa e dormi junto à Maxi Puch num dos alpendres de uma Casa de Pasto. Bem cedo, muito cedo, arranquei para o Alto Hama para aquilo que eu chamava a etapa maratona, a mais difícil, já que o motor da Maxi Puch não estava capaz de suportar a longa subida: uma subida tão longa exigente, que se dizia que os motoristas das Mercedes, Scanias e Volvos, podiam descer e literalmente “arrear a calça” e, numa corrida, tornar a conduzir a camioneta.

Depois de percorrer o Planalto da Quibala a Cela, a coisa ia começar a complicar-se, já que ao longe se via a “Catedral do Alto Hama” – e a subida lá estava. Já não sei quantos quilómetros mediam a longa subida; sei que era preciso vencer mais esta etapa e nada melhor que parar e pensar numa estratégia.

Assim vi que todos os camiões, a determinada altura, mantinham uma velocidade constante em caixa baixa (em 2ª ou 3ª velocidade) num ronco forte, levando a reboque sempre um atrelado completamente carregado. A descida era feita na mesma; até era feita em menor velocidade, com as descargas constantes dos compressores de ar dos travões.

Estava quase de noite e nada melhor do que passar do pensamento a prática. Arranquei em força, levando o motor da Maxi Puch ao limite, cerca de 50 km/hora até me aproximar de um camião que seguia em esforço num ronco infernal até ao cimo ao Alto Hama.  A técnica, perigosa, era “apanhar uma boleia” num dos ganchos do atrelado de um dos camiões e seguir “atrelado” até ao fim da subida, num enorme esforço de braços. Desta vez o motorista não “arreou a calça” e levou-me em segurança até ao tanque de águas quentes e sulforosas para recuperar e descer até a cidade de Nova Lisboa no dia seguinte.

Foi há muito tempo, pessoal…

“Quando o avião levantou e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria  a minha Terra, Terra em que tinha nascido e Terra que queria ajudar a crescer.”

Inté.

CASTANHEIROS 2011 – 3 de Dezembro de 2011

“A castanha, um fruto natural abundante nestes soutos das terras altas, resistente aos rigores de terreno e de ambiente, onde só o centeio medrava, foi referência de assentamento de povoamentos nas serras. Os povos serranos, pobres na sua condição, sempre encontraram nestes dois alimentos suplemento importante para a pobreza da sua dieta diária, servindo os mesmos para colmatar graves deficiências de nutrição.

Encontra-mo-los assim associados ao dia a dia destas populações, substituindo açúcares e doces, leguminosas e gramíneas, fazendo as vezes de adoçante, de remédio, da batata, do trigo e muitas vezes da batata, com carácter de imprescindibilidade, tal a carência de alternativas e tal a sua riqueza natural.

Os caldos ou sopas tinham na castanha elemento essencial; dia de festa era dia para se comer uma qualquer vitualha adoçada com mel. Hoje em dia o mel é doce corrente e referência de tratamento em constipações e a castanha aparece associada aos magustos do S. Martinho. Começam já a ser procurados e consumidos um por ao longo de todo o ano, aparecendo com mais frequência nos compêndios gastronómicos.”

Esta introdução foi retirada do portal da Câmara Municipal da Lousã e exprime a importância que os castanheiros tiverem nos povos das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã.

Assim nada melhor do que propormos aos nossos sócios uma visita aos soutos de castanheiros, promovendo um “concurso de fotografia”, e um pequeno magusto tradicional na sede da Landlousã. Estamos a providenciar que seja servida uma sopa serrana feita numa panela de 3 pernas com o lume do borralho.

Inté

WORKSHOP DE MECÂNICA – 26 de Novembro de 2011

Face aos inúmeros pedidos para a realização de mais um Workshop de Mecânica, nomeadamente sobre manutençâo, programação e dicas importantes sobre como melhorar os nossos 4×4, decidimos avançar com mais um wokshop para os nossos sócios.

Assim, falando com o Ti Bré, acertamos o dia 26 de Novembro de 2011, para a realização de mais esta actividade da Landlousã.

O Programa detalhado será publicado oportunamente. O local será como sempre o Hangar do Aeródromo da Lousã. O horário será entre 10:00 Horas e às16:00 Horas, estando a ser equacionado um almoço ser na zona do workshop.

Inté.