BORDJ OMAR DRISS VERSUS HASSI BEL GUEBBOUR – Março de 1992

25 de Abril de 1992 – O conceito de aventura, por mais de uma vez esteve presente na inacabada 1.ª Expedição Lisboa-Luanda, quando uma brutal tempestade de areia, nos fustigou de forma implacável a caravana da Expedição, no deserto do Sahara na parte oriental da Argélia e bem perto da fronteira com a Líbia.

A coluna tinha arrancado de manhã cedo, mas não tão cedo como o desejado, porque foi preciso, repor a pressão dos pneus dos 4×4 e do camião Mercedes-Benz 6×6, que se tinha atascado nas dunas na noite anterior.

A pista era rápida, muito rápida o que permitiu recuperar o tempo perdido, mas teve o inconveniente de partir a caravana. Pela pista cruzamos com uma longa caravana de Tuaregues, que atravessam o Sahara, com produtos, nomeadamente sal e muito contrabando na zona de fronteira. Esta imagem da caravana de Tuaregues, ainda hoje perdura na minha memória, pela sua beleza e simplicidade.

A caravana dos 4×4, estabelece um ritmo elevado, fragmentando ainda mais a caravana, mas a pista era propícia a isso, uma pista de areia, plana e rápida.

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De repente, o vento do deserto acorda e torna o ar pesado, mas ao mesmo tempo um espectáculo natural deslumbrante, que se vai tornando perigoso, com a projecção de areia e pequenas pedras. Era difícil estar fora do 4×4, o pó entrava por tudo que era sítio e não se via nada. A pintura dos 4×4 e os vidros, eram sujeito a um “jacto de areia” demolidor. O céu fecha-se e uma imensa e densa camada de pó que parece asfixiar os “caravanistas aventureiros”.

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A caravana estava partida, e os mais atrasados não conseguiam ver o rasto da equipa da frente, pese embora a pista ser balizada. Foi então que se tomou a decisão mais acertada e usual neste tipo de situações, seja parar e aguardar que a situação amainasse.

Nós, conseguimos ir até uma estrada asfaltada e depois erradamente seguimos em direcção a Bordj Omar Driss, quando deveríamos seguir para Hassi Bel Guebbour, mais a norte. Tivemos de fazer cerca de 70 kms, mas ao final ao início da noite a caravana estava toda reunida……e com mais experiência e foram estas vivências e atitudes que tornaram mais responsável e respeitador face a um Sahara implacável. Sahhara em árabe significa deserto, para mim será o Deserto dos Desertos……

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TAMANRASSET VERSUS TIN-ZAWATINE, Março de 1993

30 de Março de 1993 – A Saída de Tamanrasset foi cerca das 19:00 horas e era importante deixar a cidade o mais rápido possível depois de dois dias de imensa pressão, pois,  a polícia fazia constantes investidas para fazer perguntas. Devido a situação, a partir de Tamanrasset, tivemos que levar um “Guia”. A paragem seguinte foi em Abalessa, onde estivemos retidos, em mais um controle policial. Decidimos seguir por pista em direcção a Silet, contudo, um Kms à frente, decidimos parar e dormir dentro dos carros, pois era urgente recuperar o tempo perdido e avançar, sabendo que nos esperavam muitos problemas na fronteira, como se vieram a passar.

 

31 de Março de 1993 – Partimos às 5:00 horas da manhã, estava muito frio e ao Km 130 um dos 4×4 teve o 1.º furo. A “pista” era típica do Teneré, plana até a aonde a nossa vista alcançava o horizonte, salpicada de pedra miúda, demolidora para os 4×4. O almoço foi feito em andamento, não se podia parar, umas latas de atum com bolachas de água e sal. O UMM Alter Turbo, duplamente carregado, transmitia à cabine um calor insuportável, mas fiável. Tinha dois eixos de Willys, fortes e resistentes para a pancada, com diferencial e semi-eixos reforçados.

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GO TO AZ 59º VERSUS GO TO AZ 239º

Caros Sócios.

Já estamos a prepara mais uma Travessia, para o final de Setembro ou princípio de Outubro.

Será uma Travessia em autonomia total, com zonas zonas e poucos usuais nos percursos, sendo que o património histórico-cultural será um dos pontos principais.

Será uma Travessia com ida e volta por paisagens muito características da Beira Serra, com passagem por muitas das Praias Fluviais.

Oportunamente daremos mais pormenores, sendo que desejamos a todos os Sócios(as), uma excelentes férias.

Dica, AQUI.

Inté.

O que pode significar o conceito de GPS para a sociedade e o cidadão de hoje?

GPS é a sigla para “Global Positioning System”. Em português significa sistema de posicionamento global.

Este sistema foi criado em 1973 nos Estados Unidos da América para facilitar os sistemas de navegação.

Muitos de nós “cruzamo-nos” diariamente com ele a partir dos nossos automóveis ou até telemóveis. No entanto, o seu papel e impacto são bem mais vastos.

A hiperligação que se segue aponta para um vídeo de 7 minutos (em inglês) desenvolvido pela Força Aérea dos Estados Unidos da América:

http://www.youtube.com/watch?v=chNQW22vVNI

Explica de um modo muito simples o impacto que este tipo de sistemas tem nas nossas vidas diárias, em áreas tão diversas quanto a navegação aérea ou marítima, mercados e transações financeiras, agricultura, meteorologia, proteção civil e, claro, na utilização de telemóveis de última geração (smartphones).

Para além disso, aborda ainda o programa de modernização planeado para o sistema, o qual inclui novas funcionalidades de uso militar e civil.

MARROCOS……..ALGUMAS SUGESTÕES (3)

Boas…

  • Marrocos como País, boas paisagens, gente simpática e acolhedora, mais no interior do que no litoral das grandes cidades;
  • Gasóleo 50, já é vulgar em Marrocos, seja o que eles chamam “Gasóleo Europeu”, e que cumpre os requisitos de qualidade da UE;
  • O preço do gasóleo que varia de 7,5 MAD a 8,0 MAD, sendo mais caro no interior. No paralelo de Tan Tan Plage para baixo o custo reduz bastante, já que é intervencionado e custa a volta de 6,0 Mad;
  • O preço do óleo para os motores, para o Defender Td5, cumprindo as normas exigidas pelo fabricante o Total Quartz 9000. Uma lata de 5 lts custa cerca de 425,00 MAD;
  • Para os carros que aquecem, a Total tem à venda um líquido de refrigeração para radiadores, próprio para “Países de temperaturas elevadas”, a 13,5 MADo litro;
  • O preço do Mapa 742 da Michellin que custa cerca de 75,00 MAD nas áreas de serviço;
  • O preço das lavagens e lubrificações nas pequenas áreas de serviço, já que é sempre bom fazer uma lubrificação depois de dois dias de pista;
  • A qualidade e o preço de uma “Tagine de Rua” em qualquer “Restaurante Beira de Estrada”, por norma onde se vê que deita mais fumo;
  • A qualidade e o preço dos vinhos marroquinos, tanto o branco, o tinto ou o rosé de “Meknés”, que são vendidos nos Restaurantes entre os 80 a 100,00 MAD;
  • A qualidade do peixe e o preço nas zonas costeiras, de preferência, nas praias e nas cabanas de pescadores;
  • A qualidade da sua fruta, nomeadamente na zona entre Fez e Azrou e mais a sul as deliciosas melancias;
  • A Medina de Essaouira, as galerias de arte e o Porto de Pesca;
  • A Praça Djemaa el Fna em Marraquexe à noite;
  • O pão Marroquino, nomeadamente as baguetes;
  • A gentileza da Polícia Marroquina;
  • A excelente comida no Terraço do Hotel de France em Khenifra;
  • As arcadas de Foum Z’Guid e os frangos de churrasco do restaurante que faz esquina no lado esquerdo do largo;
  • As Lojas “Mini Mercado” nas pequenas cidades ou Vilas;
  • As temperaturas amenas do Alto Atlas; Continuar a ler “MARROCOS……..ALGUMAS SUGESTÕES (3)”