EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 1

O término de uma expedição representa sempre para nós a oportunidade para definir a área geográfica da seguinte. E, para 2013, a aposta passou por uma zona mais a sul de Marrocos: o Sahara. Trata-se de uma zona com particularidades muito próprias: pista rápidas, demolidoras e, por vezes, a “pisar” o perigo, por motivos óbvios que não iremos aprofundar.

O núcleo do grupo de sempre não apenas se manteve, como acabou reforçado em boa hora por novos elementos, todos eles unidos por um forte espírito de camaradagem e entreajuda, ao mesmo tempo que animado pela procura de emoções em zonas inóspitas e geradoras de adrenalina.

O que se segue é um relato cronológico desta expedição, naturalmente resumido e centrado nos seus aspetos e sensações mais relevantes.

            1.º Dia

            Tânger-Med a Camping Achakkar – 70 Kms

Dia do ponto de encontro, o qual teve lugar na Gare Marítima de Algeciras, onde tomaríamos o Ferrie das 21horas. Acabámos por pernoitar num parque de Campismo a sul de Tânger, o Camping Achakkar, junto à Gruta de Hércules. Trata-se de um parque com boas condições, localizado junto ao mar.

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FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS – 10.º

Não era uma tarde como as outras, esta era diferente, por tudo o que poderia acontecer nessa noite. As emoções eram muito fortes, para não dizer explosivas. A morte pairava no ar e a qualquer momento podia rebentar  uma sangrenta Guerra Civil, assim mesmo com maiúsculas, porque seria muito grande.

Nessa tarde do dia 10 de Novembro de 1975, tudo iria mudar, iria nascer um País novo, em que aqueles que por lá ficaram tinham tomado a decisão de o ajudar a crescer. Mais tomaram a decisão de ter uma Pátria nova e porque não? se tinham por lá nascido e crescido.

A meio da tarde, quando da janela do meu Gabinete na Marginal de Luanda, observei os movimentos de descarga de material bélico, maior foi a minha apreensão, a que se juntava um presumível ataque aéreo da cidade de Luanda, pela FNLA, com aviação sul-africana.

Os momentos de tensão eram visíveis e um pouco depois do final da tarde a velha Fragata Capelo Ívens, vai para o Largo e não espera pela meia-noite.Com uma despedida de triste memória e sem glória, com era devido a todos.

A noite corre calma, com tiros de metralhadora para o ar, mas nada que não se admita. Assim, decido descer a Brito Godins e dirigir-me  ao Palácio Presidencial, para festejar a Independência.

Lembro-me de estar num mar de gente em euforia e de ter subido para uma árvore, junto ao Mirador sobre a Baía. Aguentei quase até ao fim e depois a pé regressei a casa só e com algum receio, num passo apressado. Ao chegar ao cruzamento da Saratoga, perto do Kinaxixe, a coisa complicou-se, as bocas e os insultos subiram de tom e nada melhor que recolher a casa, que ficava ali próximo. O tiroteio aumenta, as milícias tomam conta das operações e nada melhor que dormir esssa noite na casa de banho, que era interior.

No dia seguinte, a vida voltou a normalidade, até que a Guerra Civil violenta, dura, sanguinária, quase destrói o País, rebenta com famílias e separa os amigos.

Temos de entrar no espírito revolucionário dos Comités de Rua, de Bairro de Serviço e tudo se aceita na normalidade, porque todos, mas todos, deviam o exemplo, fosse Ministro ou trabalhador, novo ou velho, Simão Toco ou Jesuíta, todos

Mas, como em tudo há contratempos que a razão da Guerra desconhece e nos fazem tomar decisões que, hoje passados estes anos todos, me fazem questionar, aonde pertenço, de que terra sou, que País mereço, se o mereço……..

“Quando o avião levantou voo e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria a minha Terra, Terra em que tinha nascido e por opção Terra que queria ajudar a crescer.”

 

 

 

LOS PIRINEOS EN TODOTERRENO – Del Mediterráneo al Atlántico

Caro sócio.

A Landlousã tem uma excelente sugestão para os seus Sócios, caso queiram fazer uma Travessia nos Pirenéus em Espanha.

Um livro com  36 percurso para veículos Todo Terreno com um total de 1140 kms de percurso e 38 percursos alternativos para fazer a pé ou de automóvel ligeiro, sempre acessíveis desde os percursos de Todo Terreno.

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Mais de 100 fotografias e uma pormenorizada descrição de utilização do livro, bem como uma legenda de sinais convencionais actual facilitam a utilização do livro.

A Travessia dos Pirenéus é uma experiência única, que nos permite conhecer paisagens de sonho, gentes cordiais e simpáticas e uma cultura que varia ao longo da cordilheira, por motivos históricos muito fortes.

Fiz esta Travessia em Julho de 2013, com uma incursão aos Pirenéus Franceses e recomendo vivamente esta experiência, sendo que é importante fazer esta Travessia, ou é aconselhável nos meses de Junho a Setembro. mesmo assim é “obrigatório” estar atento às condições meteorológicas, já que há chuvadas muito fortes e tornam os trilhos difíceis de circular.

mapa

O percurso pode ser feito em ambos os sentidos, com início em Portbou, junto ao Mar Mediterrâneo e final no Cabo Higuer.

Fica mais uma sugestão Landlousã.