EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 3

9.º Dia

            Boucle por Dakhla – 75 Kms

9.1

A manhã deste dia foi ocupada com reparações mecânicas, bem como em usufruir da baía de Dakhla a partir da magnífica esplanada do café-restaurante Smarkand, o que aconselhamos.

À tarde, uma volta por Dakhla. Primeiro o seu lado atlântico, depois a baía. Pudemos observar aldeias de pescadores, o vaivém constante dos barcos, numa “cidade” de barracas de pano todas encostadas por causa do vento. Uma matilha de cães pescadores, na zona da baía, fazia a nossa delícia, tal a arte de apanhar peixe para a sua subsistência, assim como imensos flamingos.

9.2

Misturados e omnipresentes, inúmeros Land e Santana, símbolos das décadas colonialistas de 60-70. Rover Serie.

9.3

O dia não podia terminar sem uma visita ao souk, na praça principal, onde se podia comprar todas as novidades em perfumes, roupas ou até gadgets.

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Mapas Garmin no formato “NT”

1. Introdução

Faz já algum tempo que a Garmin introduziu na sua cartografia comercial um novo formato de ficheiros para armazenar os mapas, conhecidos pela sigla “NT” (New Technology).

Este formato tem o nome de GMP ou “globalmapper package” e destinou-se a substituir o antigo formato IMG, instituído no Mapsource, desde a “clássica” versão 6.13.7.

O primeiro produto comercial disponibilizado no novo formato foi o “CityNavigator NT 2009”. A partir da versão 6.15.x do Mapsource (corria o ano de 2010), o fabricante anunciou em todos os seus fóruns que o desenvolvimento e comercialização de cartografia, bem como das suas ferramentas de planeamento e navegação (à altura o Mapsource, que viria posteriormente a ser descontinuado, e o Basecamp) seriam concentrados no formato GMP, não obstante a manutenção de retro compatibilidade com o formato IMG.

Ainda que não específica, é contemporânea destes novos mapas a possibilidade de utilização de códigos com um comprimento de 3 bytes para especificar os objetos a representar num mapa.

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EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 2

5.º Dia

            Bivouac_1 a Smara – 317 Kms

 5.1

 

 

 

A alvorada foi bem cedo, já que o sol por ali nascia por volta das 6h00m, e o dia prometia com as primeiras pistas de pedra até Jdiriya. Saímos cerca das 9h00m e chegámos a Jdiriya a rondar as 12h15m. Tratava-se de uma pista rápida, rodeada de pedra, muita pedra mesmo, e exigente do ponto de vista da concentração na condução, já que um erro ou desvio facilmente redundaria no rebentar de um pneu.

O Land Rover Discovery “Helfalump”, que já no dia anterior sofrera uma pseudo avaria, pois o dono é um fervoroso adepto das chaves dinamométricas ao invés de utilizar a força do “Trinta” praticada pela “Land Bastos”, acabaria por atascar apenas a 10 Km de Jdiriya (N27 19.659 W10 20.774), pelas 12h02m30s.

5.2

 

 

 

 

 

À entrada, uma boa recepção por parte dos adultos e, sobretudo das muitas crianças. Despendemos algum do nosso tempo à conversa e no tratamento tópicos dos olhos dos mais idosos, aliás, preocupação bem expressa pelos mais novos. Acabaríamos mesmo por deixar gotas e pomadas oftálmicas, a par de roupa. Em troca, recebemos que tinham de melhor: uma taça em porcelana com leite fresco, que tivemos de beber e partilhar entre nós.

5.3

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UMA HISTÓRIA DE QUASE NATAL….Dizem

Dizem, que chegou sem contar, num dia frio de inverno, despido de afectos e vestido de raiva. Dizem, que desceu a escada do avião e degrau a degrau, contando o tempo e ao mesmo tempo, num turbilhão de imagens e acontecimentos ia buscando solução para o imprevisto. Dizem, que ele, já tinha passado por diversas guerras, todas marcantes e impiedosas, mas esta sem armas era a mais difícil de todas.

Dizem, que o ar gelado da madrugada no aeroporto, não lhe gelava a alma tolhida pela guerra, embora viesse de mangas de camisa, dizem que se fez ao desafio, sem armas, sem dinheiro, mas dignidade e sobretudo, com o maior amor da vida dele.

Dizem, que olhou para todos os lados e sem tostão, se manteve firme, buscando por entre as pessoas, aquela que mais amava, e lá estava ela, linda como sempre, sorrindo e pronta para a luta.

Dizem, que a sua busca incessante em buscar o ganha-pão, calcorrear a “Nobre e Invicta”, numa corrida desenfreada a pé, sempre de cabeça erguida, sempre em luta, nunca se conformando com a resposta “é novo demais, lamento”.

Dizem, que obstinado, nunca desistiu da procura até que começou a sentir nos pés, o frio da calçada de granito, o cheiro doce dos pastéis, e os aromas do café, seja comia com os olhos e sentia o rugoso do granito nas plantas dos seus pés.

Dizem, que um dia, uma aristocrática, sabendo que a mulher da sua vida, tinha muito jeito para os panos, a contratou quase em exclusividade, para fazer muitos vestidos e pela primeira vez puderam muito felizes, saborear com o seu dinheiro um café e um pastel.

Mas, segundo dizem, alguns amigos a maior alegria que tiveram, foi comprar um frango de churrasco, uma garrafa de “Três Marias” e junto a um arbusto, do Passeio da Foz, saborearem, pedaço a pedaço, golo a golo, a maior alegria dos últimos meses.

Dizem, que um dia, obstinado como sempre, partiu, com rumo e destino, mas sem mala nem dinheiro, para o sul, onde o frio, era ainda mais frio, mas as pessoas mais afáveis.

Dizem, que foi tão obstinado e convincente, que conseguiu meter o Rossio no Largo do Xico do Cano….lá para às bandas de Estremoz…..,ela, a amada foi ter com ele.

Dizem, que eles, continuam felizes, com a família maior, muitos amigos, e que até hoje o melhor frango de churrasco e o melhor verde, foi aquele que comeram na Foz do Douro, porque foi comprado com muito suor e comido com amor…….