EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 3

9.º Dia

            Boucle por Dakhla – 75 Kms

9.1

A manhã deste dia foi ocupada com reparações mecânicas, bem como em usufruir da baía de Dakhla a partir da magnífica esplanada do café-restaurante Smarkand, o que aconselhamos.

À tarde, uma volta por Dakhla. Primeiro o seu lado atlântico, depois a baía. Pudemos observar aldeias de pescadores, o vaivém constante dos barcos, numa “cidade” de barracas de pano todas encostadas por causa do vento. Uma matilha de cães pescadores, na zona da baía, fazia a nossa delícia, tal a arte de apanhar peixe para a sua subsistência, assim como imensos flamingos.

9.2

Misturados e omnipresentes, inúmeros Land e Santana, símbolos das décadas colonialistas de 60-70. Rover Serie.

9.3

O dia não podia terminar sem uma visita ao souk, na praça principal, onde se podia comprar todas as novidades em perfumes, roupas ou até gadgets.

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EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 2

5.º Dia

            Bivouac_1 a Smara – 317 Kms

 5.1

 

 

 

A alvorada foi bem cedo, já que o sol por ali nascia por volta das 6h00m, e o dia prometia com as primeiras pistas de pedra até Jdiriya. Saímos cerca das 9h00m e chegámos a Jdiriya a rondar as 12h15m. Tratava-se de uma pista rápida, rodeada de pedra, muita pedra mesmo, e exigente do ponto de vista da concentração na condução, já que um erro ou desvio facilmente redundaria no rebentar de um pneu.

O Land Rover Discovery “Helfalump”, que já no dia anterior sofrera uma pseudo avaria, pois o dono é um fervoroso adepto das chaves dinamométricas ao invés de utilizar a força do “Trinta” praticada pela “Land Bastos”, acabaria por atascar apenas a 10 Km de Jdiriya (N27 19.659 W10 20.774), pelas 12h02m30s.

5.2

 

 

 

 

 

À entrada, uma boa recepção por parte dos adultos e, sobretudo das muitas crianças. Despendemos algum do nosso tempo à conversa e no tratamento tópicos dos olhos dos mais idosos, aliás, preocupação bem expressa pelos mais novos. Acabaríamos mesmo por deixar gotas e pomadas oftálmicas, a par de roupa. Em troca, recebemos que tinham de melhor: uma taça em porcelana com leite fresco, que tivemos de beber e partilhar entre nós.

5.3

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EXPEDIÇÃO SAHARA 2013 – Relato – Parte 1

O término de uma expedição representa sempre para nós a oportunidade para definir a área geográfica da seguinte. E, para 2013, a aposta passou por uma zona mais a sul de Marrocos: o Sahara. Trata-se de uma zona com particularidades muito próprias: pista rápidas, demolidoras e, por vezes, a “pisar” o perigo, por motivos óbvios que não iremos aprofundar.

O núcleo do grupo de sempre não apenas se manteve, como acabou reforçado em boa hora por novos elementos, todos eles unidos por um forte espírito de camaradagem e entreajuda, ao mesmo tempo que animado pela procura de emoções em zonas inóspitas e geradoras de adrenalina.

O que se segue é um relato cronológico desta expedição, naturalmente resumido e centrado nos seus aspetos e sensações mais relevantes.

            1.º Dia

            Tânger-Med a Camping Achakkar – 70 Kms

Dia do ponto de encontro, o qual teve lugar na Gare Marítima de Algeciras, onde tomaríamos o Ferrie das 21horas. Acabámos por pernoitar num parque de Campismo a sul de Tânger, o Camping Achakkar, junto à Gruta de Hércules. Trata-se de um parque com boas condições, localizado junto ao mar.

1

 

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EXPEDIÇÃO SAHARA 2013

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Um grupo de amigos vai novamente realizar mais uma Expedição, desta vez à zona mais a sul de Marrocos. Não há programa detalhado nem nenhum percurso estudado para seguir à risca, estamos “no ir”.
Há muita vontade de ir e, “fazer o caminho, caminhando”, de acordo com a nossa vontade de ficar e apreciar os locais onde nos sentirmos bem.
Serão 15 de aventura, muita navegação, muitos bivouacs e sempre em autonomia total.
Âncoras, vamos ter algumas, umas na ida outras no regresso, mas Tafraoute, Dakhla, Boujdour e Taghazout.
Quando tivermos mais dados ou notícias, cá estaremos.
Fiquem bem.
Inté

JDIRIYA VERSUS EDCHERA – Marrocos 2013

EDCHERA VISTA GOOGLE 2012

“1971 A la sortida d’Edchera aquesta carretera portava a la gran llera seca d’un riu prehistòric, Saguia El Hamra, i després de pasar a prop de l’Oasi El Messeid,que s’endevina com una taca de vegetació al fons de la Saguia, la carretera continuava pel desert fins El Aaiun.”.

Um pequeno extracto do  relato que Josep Maria Pérez escreveu nas suas memórias sobre a Guerra no Sahara.

Jdiriya, Edchera ou Edchdeiria, é uma pequena povoação com menos de 100o habitantes situado no Sahara, e tem as seguintes coordenadas, 27º 14′ 49” N e 10º 25′ 18” W.

PISTA HAWZA A JDIRIYA

Foi de 1958 a 1971 um importante base militar primeiro espanhola, depois marroquina, sendo mais conhecido como Forte Chacal.

Edchera era conocida antes de la guerra de Ifni-Sahara de 1957-58 como un pozo de caudal poco abundante y de agua salobre, con palmeras situado en la orilla norte de la Saguia el Harma. Posteriormente el lugar adquirió gran notoriedad tras los combates que allí se sucedieron en aquella guerra en los meses de enero y febrero de 1958. Después, a unos metros del pozo, se situó un vértice astronómico del mapa 1:500.000, vértice que recibió aquel nombre. A partir del 1961, se inició la construcción de un fuerte que adquirió su máximo esplendor e importancia en la década de los 70. Edchera y su Fuerte General Pérez de Lema, más conocido por su denominación no oficial de Fuerte Chacal , como le llamaban los legionarios, constituyeron un hito muy importante en la historia de La Legión”

Mapa do percurso (parte) de Assa a Smara

Este será mais um Ponto de Interesse na descida de Lebouirat à Dakhla, da Expedição de 2013.

Inté.

Inté