CAMINHOS DE SANTIAGO EM 4X4

Pois é.

Como referi já temos data, será de 1 a 4 de Maio de 2008.

Mas a concentração do pessoal será no dia 30 de Abril à noite algures na Província de Leon.

Para quem quiser será um Passeio em autonomia total, eu espero fazer isto tendo como base a boa rede de Parques de Campismo e os Albergues do Caminho.

Inscrições para landlousa@gmail.com

Inté.

COMO COMECEI A GOSTAR DE LAND ROVERS

Pois é!

Quando tinha uns 12 ou 13 anos nas férias grandes lá ia eu para Malange, passar um mês de férias a casa da minha irmã Maria do Carmo. Era a mais velha e a única rapariga. Estava em Malange porque o marido era Engenheiro Agrónomo e após acabar o curso na Metrópole, foi para Angola estagiar sobre o cultivo e produção de algodão, na Cotonang se bem de recordo.

Malange era uma cidade moderna, com ligação rodoviária e ferroviária a Luanda, por comboio e automotora, A automora era mais rápida, saía de Luanda as 8.00 horas da manhã, parava na Canhoca para o almoço e chegava as 17.00 horas a Malange. Era uma viagem porreira.

Eu gostava bués de Malange, tinha bons parques, bons campos para a prática de desporto e sobretudo uma Rádio famosa, o Rádio Clube de Malange, altamente para a época, muito a frente podem crer.

Mas Malange tinha um Corte Inglês  “Os Grandes Armazens Planalto”, vendiam de tudo qual Paris, um tipo podia entrar nu e sair com o melhor fato e num bom carro.

Bem eu gostava mesmo de Malange e ainda hoje recordo os meus amigos do Bairro do Ferrovia, lá para os lados do velho hospital e junto a cadeia.

A minha mana dava aulas na Escola Industrial e o meu cunhado trabalhava no Instituto de Algodão de Angola – IAA -, que controlava toda a Baixa de Cassange, uma das maiores depressões de Angola com cerca de 90 000 kms2 e mais de 35000 agricultores nativos.

Ah pois, no IAA, havia bués de Land Rovers e sempre que ia a Malange lá ia eu com o meu cunhado ver as plantações de algodão, eram milhares de hectares de tudo branco, tudo algodão.

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Então cada viagem em autonomia total tinha a duração mínima de uma semana, lá iamos nós, num série II Truck Cab, com 200 litros de gasóleo atrás, alguma comida pelas picadas de Malange quase até a Lunda, com passagem por Xa Muteba, Tembo Aluma, Lureno e Milundo, onde um Chefe do Posto simpático nos dava guarida.

Em Milundo havia uma nascente de água importante, no fundo Milundo tinha o Posto Administrativo a direita no fundo do lugar e no cimo a Casa do Administrador, imponente, com os belos alprendres.

Eram muitos kms de pistas, atalhos, lama e trilhos, mas sempre a curtir, a uma velocidade certa por causa da chapa ondulada da pista ou trilho.

Mas o bom era de noite, ligava-se o farol de caça e picada fora a procura de uma gazela, pacaça, palanca ou hiena.

Eu era o “faroleiro” de serviço e quando se via no escuro da noite um brilho , lá estava uma peça de caça. O Meu cunhado parava o Land , apontava a carabina e com sorte tinhamos carne fresca para uns dias. No dia seguinte de manhã paravamos ao pé de uma sanzala, os nativos esfolavam o animal, nós ficavamos com uma carne para cozinhar e quase toda  a peça ficava para eles comerem.

Por norma , dormiamos em armazéns da Cotonang ou em pequenos comércios que existiam no meio do mato junto a alguma povoação ou lugar.

Nestes pequenos comércios adorava comer um arroz de peixe seco, era picante  mas saboroso.

Pois foi asim que comecei a gostar de aventura e dos Land Rovers.

Era bonito ouvir aquele barulho certo e afinado do Land Rover série II, adorava ver o amarelo e vermelho da ficha de ligação do farol e não só bem como do acelerador de mão, era bués de fixe.

Na foto em 1970 a caminho de Moçamedes para um Campeonato Provincial de Vela.

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Este texto não foi editado.

VIAGEM DE SONHO – ANGOLA 1968 – Parte 2

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Pois é.

Passei um dia em Nova Lisboa para rever uns amigos que estavam a tirar  recruta na – EOM – Escola de Oficiais Milicianos – e no dia seguinte tinha de basar.

Saí bem cedo, pelo Bairro São João na saída para a Caála e lá fui mais confiante, com melhor clima em direcção ao Lobito.

Como não podia perder tempo, reabasteci a Puch e os jerricans no Cubal e o destino era o Lobito onde tinha pessoal conhecido da vela, já que era praticante federado da modalidade, campeão em Vaurien, lololol.

No Lobito fiquei num Clube de Vela e sei que jantei num Restaurante com umas vidraças junto a baía, há coisas que nos marcam e nunca mais esquecemos, até os pequenos pormenores.

No outro dia de manhã bem cedo, sempre às 4 ou 5 da matina, eu e a minha Lady, lá partiamos para Moçamedes, cantando e rindo quase sempre a beira mar, com uma visita a Baía Farta, sempre os Bigs carangueijos e ao terminal portuário de Saco de Mar para carregamento de minério ferro das minas da Cassinga/Jamba, era uma obra única de engenharia do Professor Engenheiro Edgar Cardoso.

Era uma obra de sonho, tal como a viagem, entravam os vagões carregados de minério de ferro e descarregavam nos super navios por rotação e saíam do outro lado sempre em circulação, pessoal aquilo era uma alta obra, ainda falam mal dos nossos engenheiros.

Bem, a viagem estava quase a terminar e sem qualquer problema.

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Quando cheguei a Moçamedes, fui procurar uma espécie de INATEL, não me lembro do nome, que tinha uma colónia de férias junto ao mar e por 12$50, tinha direito a dormida, pequeno almoço, almoço e jantar.

Foram uns dias de praia e de umas voltas de barco a vela em snipe com os meus amigos do Clube de Vela de Moçamedes.

Entretanto veio ter comigo de avião o Gennaro Pugliese e que tinha mandado a seu Kraidler Florete – escrevo como digo -via camioneta, seja o man só veio depois de eu chegar, não acreditava que a minha Lady aguentasse a viagem.

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Bem, agora acompanhado lá fomos eu e o Gennaro  até ao a entrada do Deserto ver a welwitschia mirabilis.

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Encontramos muitos bosquimanes e algumas avestruzes, ao fim do dia regressamos a Moçamedes.

Estivemos mais uns dias na praia e voltamos os dois, felizes e contentes para casa via Sá da Bandeira, passando por Norton de Matos onde sem saber encontrei uma colega do curso de Quimica da Escola.

Sei que chegamos a Luanda a um Domingo de manhã depois de termos sido corridos pela polícia porque estavamos a dormir nos bancos da igreja do Dondo, dormida santa pensava eu.

Lisos de guito, decidimos partir para a Estação de Caminho de Ferro do Golungo Alto já passava da meia noite, mas tinha de ser, senão íamos para a esquadra.

Mas a zona de Golungo Alto até Catete era fogo com o MPLA, a entrada do Golungo Alto apanhamos a tropa e fomos para a estação de caminho de ferro.

Lembro-me perfeitamente de me deitar junto a Lady na minha esteira com a manta a cobrir e de amarrar a Lady a uma perna com um fio do tipo pesca, por causa dos roubos,lololo, mas às 5 da matina o Chefe da Estação correu connosco e só pararmos na Ponta da Ilha em Luanda.

Depois muito depois as viagens passaram ser de Yamaha, primeiro uma 250 a dois tempos e depois uma 750 Four a quatro tempos.

No Dondo depois de abastecer a 250.

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Bem estou feliz, já chorei e muito as vezes compulsivamente, já ri, já limpei a “Dor” de não puder voltar a minha Terra, Angola.

Este texto não foi editado.

VIAGEM DE SONHO – ANGOLA 1968 – Parte 1

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Pois é!

Desde muito puto que a aventura me morde os calcanhares e não sei bem porquê, desde sempre que assim foi até hoje.

Nesta minha viagem de sonho, tinha 16 anos e nas férias grandes, lá apetrechei a minha Maxi Puch a dois tempos, com suspensão de molas a frente e eixo rígido a trás.

Mandei fazer uma armação em ferro para encosto das costas e “agarrar” a mochila, a minha mãe fez um saco lona para suportar 2×1,5 litros de gasolina mistura e umas latas de conserva e voilá até Moçamedes, para ver o Deserto do Namibe, que ficava a 1200 kms, seja 2400 ida e volta.

Mas estava escrito, tinha de ser, tinha de ir ver o Deserto, as avestruzes gigantes e sobretudo a Welwitschia mirabilis, planta que só existe neste Deserto e que vive mais de 100 anos.

Bem, sei que foi em Agosto mas já não me lembro do dia e que saí de madrugada, só com a minha Maxi Puch, atestada de gasolina, bués de latas de atum e sardinha e algum quito no bolso.

A viagem era dura, difícil e perigosa entre Catete e o Golungo Alto, já que a guerilha do MPLA, andava activa pelo menos de noite.

Mas lá basei feliz e contente com a minha marcha dos 40 Kms/hora como velocidade média, salvo quando era a subir que tinha de ajudar com os pedais, mas nem sempre ou não fosse uma Maxi Puch Made in Austrich.

Nas calmas e sem problemas lá passei Catete, Golungo Alto e parei no Dondo para almoçar e atestar a “Lady”. Sim, todos os meus carros ou motas têm nome próprio por exemplo o meu Land Rover Defender é o “Savimbi”, pois começa com a matrícula em SA.

Para meu espanto tinha feito uma média bestial, porque tinha demorado umas 6 horas para fazer 200 kms. Ainda me lembro de ter almoçado numa explanada tipo quiosque que existia logo a entrada da Vila. A Vila do Dondo era um importante  nó rodoviário de quem ia para o norte via Salazar hoje Dalantando ou para sul via Quibala para Nova Lisboa, Sá da Bandeira, Benguela, Lobito, Moçamedes ou para as Terras do fim do Mundo.

Mas eu queria mesmo era ir para Moçamedes, queria ir ao Namibe e como tal fui para Sul.

A saída do Dondo virei a dta para Quibala que não era mais que um ponto de paragem dos Bigs Camions com Big atrelados que varriam Angola de uma ponta a outra. Posso dizer que tinham uma vida dura, mas eram felizes e via-se na sua cara. Eles adoravam os seus camions.

Ainda me lembro de passar  na Ponte sobre o Rio Quanza e ver mais adiante o Bairro dos Funcionários da Barragem de Cambambe, passava-se a Ponte subia-se sobre a esquerda e lá estava aquela obra imponente, orgulho da nossa engenharia.

Este percurso era mais sinuoso e sempre a subir para o Planalto, o maior e mais belo planalto do mundo o Planalto da Cela que ia da Quibala as fraldas do Alto Hama.

Mas a minha Maxi Puch mantinha-se firme lambia aquelas subidas todas nas calmas e chegamos a Quibala às 21 horas.

Na Quibala havia bués de Pensões, Casas de Pasto e como tal lá encontrei uma Pensão económica aonde comi, porque dormir foi ao lado da Maxi Puch, com uma manta e uma esteira, debaixo de um alpendre.

Às 4 da matina não era preciso relógio, porque as bigs Mercendes-Benz, as Scanias, as Volvos, as Mack’s e as Trader’s faziam bués de barulho para encher os reservatórios de ar para as caixas de velocidades e travões.

Pois, tinha de ser e a etapa era longa, da Quibala a Nova Lisboa, pelo Planalto da Cela, com bués de camions a passar com os seus reboques super carregados que quase atiravam cá o “Je” borda fora, tal era a deslocação do ar, ou o ronco de saudação dos camionistas.

As 9.00 horas da matina estava radiante a ver os kms e kms de plantações de abacaxi, para fabricar o famoso vinho Bangasumo”.

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Por volta do meio dia chego a Cela e estaciono na “Area de Serviço da Shell”, ya, a 31 anos de distância já havia áreas de serviço em Angola, aquilo era  um coisa enorme com pagamento ao guiché e  auto-serviço.

Na Cela havia um colonato e via-se Tugas a moda de Tugas.

Recomposto e com a Lady atestada era preciso chegar ao Alto Hama e depois Nova Lisboa. Mas chegar ao Alto Hama era obra porque a parte final era muito a subir muito a subir e a Lady ia de certeza aninhar-se.

Mas nada que não se resolvesse com imaginação, mas isso eu já conto.

Então, arranquei nas calmas e ao chegar a famosa subida do Alto Hama, reparei que os Bigs Camions super carregados iam em marcha muito lenta e super acelerados a gemer para vencer o desnível, e vai daí toca de apanhar uma boleia, seja estrategicamente colocado tenho de me agarrar a traseira de um deles e voilá  eis a solução, a minha Lady agradecia a ajuda.

Quando cheguei ao Alto Hama, aproveitei para tomar um duche, no tanque junto a estrada com as suas famosas águas termais a uns 60º C, era uma delícia, voltei lá várias vezes e tenho num joelho a marca de um mergulho mal calculado.

Eram para aí uma 5 ou 6 horas da tarde e ainda faltavam 60 ou 80 kms para chegar a Nova Lisboa, mas como diria o outro em beleza, nem a Lady aquecia era sempre a descer.

Cheguei a Nova Lisboa por volta das 21.00 horas e lá fui para casa da avó do Abílio Silva que me esperava.

Texto não editado.

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CAMPO DE FÉRIAS DO ACM EM FOZ DE AROUCE

Boas.

A LandLousã e o ACM Clube de Campo de Foz de Arouce, estabeleceram um acordo para a prática de Preços Especiais em todas as iniciativas promovidas ou apoiadas pela Land lousã.

Tabela de Preços no Clube de Campo “Conde Foz de Arouce”

– Dormida em apartamento de casal, com direito a dormida gratuita para uma criança até aos 12 anos : 20,00€ (Noite)
– Dormida em camarata p/ 6 pessoas (minimo 4 pessoas) : 8,00€ (por pessoa/noite)
– Dormidas em tenda : 5,00€ (por pessoa/noite), com direito a banho quente.
Disponibilizamos a utilização da nossa sala de convivio para a realização de WorkShop’s.
 Será feito um desconto de 10%, no total da estadia quando em actividades realizadas ou apoiadas pela LandLousã.
Reservas: 913003275 Paula Alexandra Gonçalves
Inté.