MAPC2MAPC – Parte 2 (calibrar mapas)

Uma das razões principais para a utilização da ferramenta MAPC2MAPC prende-se com a capacidade e a facilidade que possui em converter formatos de ficheiros de calibragem de mapas do tipo raster.

Usualmente estes mapas raster são compostos pelo par de ficheiros imagem (tipicamente nos formatos .png, .tif, .jpg, .gif) + calibragem (caso do OziExplorer que se apresenta na extensão .map).

Pode ainda suceder que o mapa pretendido seja demasiado grande para o dispositivo utilizado na navegação. O MAPC2MAPC permite ao utilizador reduzir ou cortar o mapa, produzindo novos ficheiros de calibragem, adaptados assim às novas dimensões do mapa.

Estas operações têm início com o comando “menu File > Open Calibration”.

Através deste comando é aberto e lido o ficheiro de calibragem do mapa, produzindo-se as conversões do datum e da projecção. Nesse passo, pode ser pedido ao utilizador para escolher o datum.

Embora a versão actual do MAPC2MAPC possua já um conjunto relativamente extenso de datums (com origem em http://www.gpsu.co.uk) é possível que o nome seja diferente daquele que está armazenado no ficheiro de calibragem, pelo que é pedida a correspondência. Esta, é em diante mantida no sistema como correspondência por omissão e pode ser eliminada em qualquer momento através do comando “menu Edit > Remove Datum Match”

A imagem pode ser visualizada numa nova janela, através do comando “menu View > View calibrated map”, a qual exibe as coordenadas dos pontos por onde o ponteiro do rato se vai deslocando (sempre no Datum WGS84). Apesar de inicialmente ajustada à dimensão da janela (o que corresponde ao botão “fit”), a imagem pode ser ampliada (através dos botões “full” e “200%”) e permite, posteriormente, que o utilizador nela se desloque (através dos botões “D”own, “U”p, “L”eft e “R”ight). Os pontos utilizados para calibrar o mapa são exibidos com o símbolo de uma cruz vermelha.

Se aquilo que o utilizador pretende é simplesmente converter o formato do ficheiro de calibragem de um mapa, basta então, uma vez carregado aquele no MAPC2MAPC, escolher o comando “menu File >  Write calibrations”. É produzido um conjunto de ficheiros nos formatos .map (OziExplorer), .tfw (ESRI), .cal (Pathaway), .jpr (Memory-Map), .gmi (GPS Tuner map calibration data), .mcd(GPSMap-OS), .txt. O ficheiro no formato original não será reescrito, a menos que o utilizador tenha modificado o mapa directamente no MAPC2MAPC.

Para georeferenciar uma imagem do tipo raster o utilizador pode simplesmente proceder ao carregar da mesma a partir do comando “menu File > Load map for calibration”. Esta é dada a visualizar imediatamente  e ajustada à dimensão da nova janela. Premindo o botão rato sobre a caixa de texto com o valor “Click here to start calibrating” iniciamos o processo de calibragem.

Surge então a caixa diálogo de selecção do datum e método de projecção. Depois, o utilizador só tem que marcar os pontos (mínimo aconselhável 3) e carregar as coordenadas:

  • Em UTM estas são dadas em metros e apenas é necessária a parte numérica da zona (1 a 60);
  • Em latitude/longitude as coordenadas dos pontos podem ser dadas em graus, minutos e segundos; graus e minutos decimais ou graus decimais.

A coordenada do ponto de calibragem pode ser ajustada posicionando o ponteiro do rato sobre o ponto e premindo botão direito do rato.

Na caixa de diálogo é possível acertar com precisão o ponto na porção ampliada da imagem, através dos botões “D”own, “U”p, “L”eft e “R”ight, e aferir do mesmo no Google Maps (o que pressupõe uma conexão à Internet).

Terminada a marcação dos pontos de calibragem da imagem, o utilizador deve premir o botão rato sobre a caixa de texto com o valor “Click here to finish”. A janela é fechada e terminada a calibragem. Esta pode então ser gerada nos formatos atrás descritos através do comando “menu File >  Write calibrations”.

Outro método para calibrar uma imagem aproveita ficheiros de pontos (nos formatos .rxf, .txf, .mxf, .plt, .kml), utilizando assim as suas coordenadas. Para o caso o utilizador pode assim aproveitar um trajecto em OziExplorer (.plt) ou em Google Earth, onde se encontrem visíveis e marcados pontos importantes no terreno, tais como estradas, cruzamentos, e que sabemos pertencerem à imagem raster a calibrar.

Nesta opção deve-se utilizar o comando “menu File > Calibrate map from a file of points”. É pedida a imagem e o ficheiro de pontos. O utilizador só então que voltar a marcar (e ajustar) na imagem aqueles pontos que previamente possuia marcados no ficheiro de pontos (por exemplo, .plt ou .kml). As coordenadas são calculadas e como guia aparece a imagem do ponto no Google Earth.

MAPC2MAPC – Parte 1 (características base e instalação)

MAPC2MAPC é uma ferramenta especificamente desenvolvida para manipular mapas digitais. Entre as principais funcionalidades temos:

  • Carregar mapas digitalizados (raster) e georeferenciá-los;
  • Carregar  georeferências dos mapas digitalizados em vários formatos e datums;
  • Visualizar mapas;
  • Cortar e redimensionar os mapas, preservando a sua georeferenciação;
  • Reprojectar os mapas;
  • Rodar os mapas para o Norte verdadeiro;
  • Ler e criar Mapas raster para Garmin (Garmin Custom Maps);
  • Ler ficheiros nos formatos “.sid” e “.jp2”;
  • Fundir, juntar mapas  ou criar camadas, independentemente da sua escala ou projecção;
  • Converter mapas de um datum para outro.

 

O MAPC2MAPC suporta já um grande número de formatos. Assim, esta ferramenta é capaz de ler e escrever nos formatos MAP (Ozi), JPR (Memory-map, Fugawi), GMI (GPSTuner), MCD (GPSMAPOS, GPSGO), CAL (Pathaway), TFW (Mapyx/Quo), KML, KMZ. Will also read GUX (GPSU) e IMP(CompeGPS). É ainda capaz de aceder ao utilitário MrSIDDecode para descodificar ficheiros armazenados no formato MrSID (multiresolution seamless image database), formato desenvolvido e licenciado pela LizardTech para codificar gráficos raster geoferenciados, como os ortofotos.

Apesar de lidar com vários datums, apenas reescreve o mapa no datum WGS84.

Requisitos e instalação

Actualmente o MAPC2MAPC encontra-se na versão 2.5.3. e é freeware.Esta ferramenta pode ser descarregada a partir da seguinte ligação:

http://www.the-thorns.org.uk/mapping/mapc2mapc.zip

O MAPC2MAPC pode ser executado sem problemas em plataformas MS Windows, nas versões Windows XP, Vista e 7.

Em versões mais recentes do sistema Opertaivo MS Windows (Vista e 7) têm sido reportados alguns erros de instalação e execução de controlos ActiveX:

  • ‘Component COMCTL32.OCX or one of its dependencies is not correctly registered’
  • ‘Component MSINET.OCX or one of its dependencies is not correctly registered’

 

Para estas versões, o utilizador deve instalar e posteriormente executar a ferramenta como administrador.

Se mesmo assim persistirem os problemas de instalação dos referidos controlos no sistema operativo é ainda possível ao utilizador proceder ao seu registo manual. Para tal tem que executar o utilitário “Linha de Comandos” em modo de administrador e dar os seguintes comandos:

  • regsvr32 -u comctl32.ocx
  • regsvr32 msinet.ocx

Nos próximos artigos iremos explorar:

  1. Funcionalidades do MAPC2MAPC;
  2. Particularidades do MAPC2MAPC, como sejam a criação de Garmin Custom Maps e utilização de sobreposição decamadas em mapas (overlays).

GPSBabel versão 1.40

Saiu em finais de Junho a nova versão (v. 1.40) do software de conversão GPSBabel. O GPSBabel é um programa totalmente livre que converte dados de GPS (waypoints, tracks e rotas) entre os formatos mais populares ao nível de dispositivos GPS e aplicações de informação geográfica.

Esta versão pode ser descarregada na seguinte hiperligação:
http://www.gpsbabel.org/download.html

A diferença que mais salta à vista é a do interface gráfico, uma vez que o mesmo foi totalmente redesenhado e simplificado, de modo a aparecer  ao utilizador de uma forma consistente, independentemente da plataforma em que é executado (MS Windows, Mac ou Linux). O interface foi programado em Qt, sistema multi-plataforma para o desenvolvimento de programas de interface gráfica criado originalmente pelos noruegueses da Trolltech (http://pt.wikipedia.org/wiki/Qt).

Entre as novidades:

  • Infra-estrutura de suporte multilingue (já se encontram disponíveis versões em alemão, espanhol, russo, francês e húngaro);
  • Suporte de novos formatos (a lista completa pode ser vista aqui: http://www.gpsbabel.org/news/20100620.html);
  • Filtros de informação a converter;

  • Capacidade de gerir extensões GPX da Garmin no que toca a dados de temperatura ambiente, ritmo cardiaco, profundidade e cadência;
  • Capacidade de lidar com transparência em modelos Nuvi 500 e Dakota da Garmin;
  • Preservar dos ícones de waypoints do OZIExplorer;
  • Suporte de segmentes de caminhos (tracks) em formatos como GPX, delbin, e Garmin (.gdb);
  • Melhor suporte da propriedade do “Controlo de Deslize de Tempo” (time slider, o qual permite visualizar informação temporal armazenada em tracks de forma sequencial) referente ao formato .KML do Google Earth, versões 4.0, 5.0 e superiores.

Presentemente não existe documentação de suporte para a versão 1.40, mas pode-se sempre recorre a manuais das versões anteriores (1.36 e 1.35),  disponíveis em: http://www.gpsbabel.org/readme.html

Mobile Atlas Creator – Parte 2 (operação)

O interface básico da aplicação Mobile Atlas Creator (MOBAC) apresenta-se dividido em duas grandes zonas:

  • A zona de visualização da fonte, a partir da qual serão extraídas áreas que darão origem a mapas;
  • A zona de controlos que permitem ao utilizador gerir as propriedades do mapa a criar.

Os mapas são organizados nesta aplicação como “atlas”. Segundo a lógica do MOBAC, à semelhança do Trekbuddy, um atlas é um conjunto de mapas, organizado em diferentes camadas. Uma camada pode conter várias mapas e pode representar um nível de ampliação (zoom)/detalhe ou um tipo de mapa.

É aconselhável o utilizador definir, antes de mais o formato em que quer criar o mapa. Para tal basta abrir a caixa de combinação “Format” da secção “Atlas Settings”:

Como já o dissemos o MOBAC tira partido de informação do tipo Raster, capaz de ser utilizada em aplicações como o OziExplorer ou em dispositivos Garmin Dakota, Oregon e Colorado, através dos denominados “Custom Maps” e com um formato KML/KMZ (Keyhole Markup Language e Keyhole Markup Language zipped, formatos já de si nativos do GoogleEarth).

Assim, para o utilizador criar mapas compatíveis com a aplicação OziExplorer deve seleccionar a opção “OziExplorer (PNG & MAP)”. Dado que o OziExplorer não suporta mapas compostos por várias imagens ou fracções (tiled maps), algumas características são ignoradas no processo de criação dos mapas.

Ao nível do OziExplorer são produzidos mapas compostos por um par de ficheiros com as seguintes características:

  • Imagem no formato PNG (Portable Network Graphics) com 24 bits de profundidade;
  • Ficheiro de calibragem do mapa (métricas GPS) no formato .map.

 

É preciso ter em atenção que o MOBAC pode produzir imagens neste formato que atingem grandes dimensões, tornando lento o seu carregamento.

Para criar “Custom Maps” utilizáveis em dispositivos Garmin o utilizador deve seleccionar o formato “Garmin Custom Map (KMZ)”.

Neste formato será gerado um ficheiro .KMZ por camada, contendo até um máximo de 100 imagens/fracções no formato JPEG. Dado que a Garmin define como dimensão máxima para as imagens constituintes de um “Custom Map” 1024×1024 pixéis, as imagens são automaticamente redimensionadas sempre que se revelarem maiores.

O utilizador tem à partida a possibilidade de controlar a dimensão máxima do mapa, prevenindo, pois, tais operações de redimensionamento. Para tal deve-se pressionar o botão “Settings”, o qual dá acesso a uma caixa de diálogo com o mesmo nome. A dimensão máxima do mapa é definida no separador “Map size”.

Os passos para a criação de mapas nesta aplicação são bastante simples:

  • Seleccionar a fonte a partir do qual serão criados os mapas.

  • Dar um nome ao atlas

  • Deslocar-se e localizar na fonte a área de interesse: o utilizador pode realizar operações de ampliação utilizando o “Controlo de Mapa”, disponíveis no canto superior esquerdo de cada fonte, ajustando assim a visualização do mesmo, como mover-se, premindo o botão direito do rato.

  • Seleccionar a área que quer criar como mapa, premindo o botão esquerdo do rato. O modo como é efectuado a selecção depende das opções exibidas no “Controlo de Mapa”. Assim se a opção marcada for “grid disabled”, o utilizador tem a possibilidade de seleccionar áreas como dimensões específicas. Qualquer outra opção cria uma rede de quadrículas e a operação de selecção conforma-se às mesmas.

  • Seleccionar o nível apropriado de ampliação (zoom): pessoalmente aconselho que se comece por um nível 14, o qual poderá ir até 18 em caso de caminhada.

  • Adicionar a área seleccionada ao atlas, premindo o botão “Add selection”, localizado na secção “Atlas content”. Caso o formato de criação do mapa seja “Garmin Custom Map (KMZ)”, convém verificar o número de imagens/fracções que serão geradas, de modo a não exceder a dimensão máxima imposta pelo fabricante Garmin e que é de 100. Se for esse o caso, terá então que ser seleccionada uma área de menor dimensão ou um nível de ampliação menor.

(veja-se este caso, onde com um nível de ampliação de 14 se seleccionou toda a zona oriental de Marrocos)

  • Criar o Atlas, premindo o botão “Create Atlas”.

A aplicação gera automaticamente os mapas e a estrutura de pastas. Estas são posicionadas sob a pasta “atlases”.

Caso o utilizador tenha seleccionado o formato  “OziExplorer (PNG & MAP)” , é criada uma pasta por camada e, naquela, um par de ficheiros .png e .map por mapa.

Caso o formato de criação do mapa seja “Garmin Custom Map (KMZ)”, a pasta, bem como o ficheiro .KMZ que armazena, podem ser copiados então para a estrutura de pastas “GarminCustomMaps” do dispositivo GPS.