WORKSHOP SOBRE O MANUSEAMENTO DO OZIEXPLORER CE

OziExplorerCE GPS Mapping and Real Time Tracking Software

Boas.

Temos sido questionados nos últimos tempos, com várias questões, situações ou dúvidas sobre a utilização desta ferramenta de Navegação.

Este software de navegação em tempo real, tem tido uma evolução muito rápida, pelo que tem crescido o seu número de utilizadors.

Assim, pretendemos dar em finais de Janeiro um Workshop sobre o Manuseamento do Oziexplorer CE.

Pretendemos dar as noções básicas de configuração do Ozi Ce e sobretudo da manipulação das suas funções, permitindo usufruir de todas as suas potencialidades.

O Workshop será no Auditório da Biblioteca Municipal da Lousã e decorrerá durante todo o dia, havendo uma componente prática no terreno. O dia será indicado brevemente.

Inté.

Bit Map: Navegação 4×4 em iPhone ou iPad (Parte II –tratamento e carregamento de mapas)

O Bit Map inclui apenas um mapa mundo básico, pois, o mesmo foi desenvolvido a pensar na visualização de mapas carregados pelo utilizador a partir de uma multiplicidade de fontes. Assim, a utilização mais intensa do Bit Map depende da instalação prévia de mapas por parte do utilizador.

Uma vez obtidos os mapas num formato digital existem três passos envolvidos no carregamento dos mesmos no Bit Map:

  1. Conversão, passo que designa o armazenamento da imagem num formato gráfico reconhecido pelo Bit Map.
  2. Calibrar, isto é a definição da área da Terra que o mapa representa. O Bit Map suporta dois métodos diferentes de calibrar um mapa. E por último,
  3. Instalação, ou processo de carregamento do mapa na aplicação. O Bit Map oferece três formas de instalar mapas.

 

Conversão

O Bit Map suporta já um conjunto de formatos gráficos relativamente extensos, conforme demos conta na primeira parte deste artigo (http://landlousa.wordpress.com/2010/11/07/bit-map-navegacao-4×4-em-iphone-ou-ipad-parte-i-%e2%80%93-apresentacao-e-caracteristicas/). Suporta assim formatos relativamente comuns como c JPEG, GIF, PNG ou até KMZ, pelo que o utilizador poderá saltar a maior parte das vezes o passo de conversão.

Entre os formatos gráficos mais comuns o JPEG é mesmo o preferido, dado que a possibilidade de compressão reduz os tempos de carregamento da imagem. O Bit Map converte internamente todos os mapas que recebe para o format JPEG e, nesse mesmo processo, recorre a opções de elevada compressão.

 Internamente, assim que é descarregado um mapa para o dispositivo iOS (iPhone ou iPad), a aplicação Bit Map divide e comprime a imagem em fracções, mais rápidas de carregar pelo dispositivo.

O Bit Map suporta ainda um formato proprietário: o formato OZF2 , ou OziExplorer 2 (.ozf2). Trata-se de um formato já antigo e que foi substituído por outro mais recentemente: o OZF3. Este último, contudo, não é suportado pelo Bit Map.

As imagens para serem convertidas no formatoOZF2 necessitam de um software específico. O mesmo pode ser descarregado a partir das seguintes hiperligações:

http://www.oziexplorer3.com/img2ozf/img2ozf_setup.exe

http://blog.marciowb.net/files/geo/prog/Oziexporer/

Os utilizadores do sistema operative Mac OS X terão que executar a aplicação img2ozf através do WINE.

A principal vantagem na utilização do formato OZF2 reside no facto do mesmo produzir já uma imagem optimizada, pelo que o Bit Map dispensa o trabalho de fraccionamento da imagem, algo que ocupa bastante memória e capacidade processamento por parte dos dispositivos iOS.

Calibrar

O Bit Map reconhece e suporta os ficheiros .map produzidos pelo OziExplorer, pelo que a preparação de um mapa a partir de uma carta digitalizada pode ser realizada previamente através daquela aplicação.

Embora o Bit Map permita visualizar mapas construídos a partir de qualquer sistema de projecção, as funções de localização e navegação em tempo real apenas estão disponíveis para os seguintes sistemas de projecção:

  • UTM (Universal Transverse Mercator);
  • latlon (Latitude / Longitude), segundo uma notação decimal.

 

Também a lista de datums (definições matemáticas da forma da Terra, ou elipsoide, combinadas com o offset relativo da origem do elipsoide a partir de um ponto conhecido) é limitada. Relembramos que os datums suportados pelo Bit Map são os seguintes:

  • wgs84
  • wgs72
  • nad27
  • nad83
  • a-can
  • eur
  • tokyo
  • aus
  • osgb36
  • sam69
  • sad-69
  • pulkovo
  • eur50
  • eur79
  • agd66
  • agd84
  • gda94
  • grs80
  • rome40
  • sasia
  • s-42
  • potsdam
  • carthage
  • pulkovo
  • oid

 

O par de ficheiros imagem (num formato gráfico suportado) e meta-informação de geo-referenciação (.map) deve, antes de se proceder ao seu carregamento e instalação no Bit Map, ser compactado num ficheiro .ZIP. Caso o utilizador pretenda carregar mapas contíguos, de modo a operar a sua junção, deve, do mesmo modo, proceder à sua compactação num único ficheiro .ZIP. Este procedimento é muito aconselhado, pois reduz significamente os tempos de carregamento e instalação no dispositivo iOS.

O nome do ficheiro .ZIP é utilizado pelo Bit Map para dar o nome ao mapa, pelo que o mesmo deve ser descritivo. Caso o utilizador coloque antes  os ficheiros numa pasta (ou directório) e compacte esta última, é o nome da pasta o utilizado para dar o nome ao mapa.

Instalação

Os mapas (convertidos e calibrados segundo os processos atrás descritos ou ficheiros KML/KMZ) podem ser carregados no dispositivo iOS de três formas:

  1. Através do iTunes e de uma conexão USB (estabelecida entre o PC e o dispositivo iOS).
  2. Através de uma rede WIFI, o que pressupõe que o PC e o dispositivo iOS estejam ligados e partilhem uma rede sem fios.
  3. Através de um web server, disponível na Internet ou numa rede local a que o dispostivo iOS tenha acesso.

 

Carregar e instalar mapas através do iTunes é o método mais rápido e também o mais simples. Apenas exige que o utilizador consiga ligar o dispositivo iOS por cabo USB ao PC onde se encontra instalada a aplicação iTunes. Em síntese, os passos são os seguintes:

  • Ligar o dispositivo iOS (iPhone ou iPad) que possui o Bit Map instalado a um PC com iTunes por cabo USB;
  • Na aplicação iTunes seleccionar o dispostivo iOS (painel à esquerda);.
  • Seleccionar o separador “Aplicações”;
  • Naquele, deslocar-se até à secção “Partilha de Ficheiros” e seleccionar da lista de aplicações compatíveis o “Bit Map”;
  • Carregar o ficheiro .ZIP através do botão “Adicionar…” e depois sincronizar;
  • Uma vez terminada a cópia, o utilizador deve abrir o Bit Map no dispositivo iOS e tocar no botão “•••” que se encontra no topo da barra de ferramentas para ter acesso à barra de definições e gestão de mapas;

  • Tocar no botão “+” para instalar o mapa;

  • Esperar que o Bit Map processe os ficheiros.

É também possível carregar um mapa no Bit Map recorrendo a uma rede WIFI. O PC que possui o mapa e o dispositivo iOS necessitam de estar ligados a uma rede sem fios.

Neste caso o Bit Map direcciona o utilizador para o browser web do PC (Internet Explorer, Chrome, Firefox, Safari entre outros) e aí deverá  carregar o endereço (URL) que o Bit Map apresenta quando se toca no botão”+”. Esta aplicação disponibiliza um serviço web próprio de carregamento (Upload).

Já no browser web do PC o utilizador terá que, primeiro, validar o acesso introduzindo a chave de segurança apresentada pelo dispositivo iOS e depois seleccionar o ficheiro .ZIP.

É ainda possível descarregar um mapa no Bit Map através de um servidor web, desde que acessível ao dispositivo iOS (Internet ou rede local). Na janela de carregamento , disponível a partir do botão “+” o utilizador só tem que colocar o endereço e tocar no botão “GO”.

Qualquer que seja o método de carregamento utilizado, o Bit Map mantém a inter-actividade com o utilizador ao exibir alertas e barras de progresso. Nesse período a entrada em suspensão por parte do dispositivo iOS é desactivada.

Bit Map: Navegação 4×4 em iPhone ou iPad (Parte I – Apresentação e características)

OziExplorer CE em iPhone? Bem… Ainda não, apesar da pressão da comunidade de utilizadores australianos!

Enquanto não chega o Ozi Explorer CE para dispositivos iOS  (iPhone ou iPad), os utilizadores destes podem recorrer actualmente ao Bit Map, o que lhes permite usufruir em navegação do processador de GPS e de um monitor de boa resolução gráfica e dimensões “generosas”.

O Bit Map, tal como sucede em aplicações Apple, pode ser descarregado a partir da App Store (http://itunes.com/apps/bitmap) e tem um custo de 2,39 €.

O Bit Map é uma aplicação que utiliza imagens em formato digital (tipo raster) como fundo, permitindo a navegação, a visualização e modificação de dados do GPS, a criação de Rotas, Waypoints e Tracks.

Trabalha com mapas calibrados pela aplicação OziExplorer (ficheiros no formato .map), disponível para PC’s, pelo que quase pode ser considerado um add-on daquele último.

Ao contrário do que sucede com o OziExplorerCE  o Bit Map reconhece vários formatos de ficheiros gráficos. O formato JPEG é mesmo o preferido, dado que a possibilidade intrínseca de compressão reduz os tempos de carregamento da imagem. É de notar que o Bit Map converte internamente todos os mapas que recebe para o format JPEG e, nesse mesmo processo, recorre a opções de elevada compressão. Internamente, assim que é descarregado um mapa para o iPhone ou iPad, a aplicação Bit Map divide e comprime a imagem em fracções, mais rápidas de carregar pelo dispositivo.

O Bit Map suporta os seguinte formatos gráficos:

  • OziExplorer 2 (OZF2) .ozf2
  • Tagged Image File Format (TIFF) .tiff, .tif
  • Joint Photographic Experts Group (JPEG) .jpg, .jpeg
  • Graphic Interchange Format (GIF) .gif
  • Portable Network Graphic (PNG) .png
  • Windows Bitmap Format (DIB) .bmp, .BMPf (embora não recomendado)
  • Windows Icon Format .ico
  • Windows Cursor .cur
  • XWindow Bitmap .xbm
  • Portable Document Format (PDF) .pdf

 

A dimensão do mapa é apenas limitada pela memória e capacidade de armazenamento do dispositivo.

O Bit Map funciona em modo “offline”, isto é, funciona em zonas sem cobertura de rede telefónica (GSM, 3G, HSDPA ou 4G) ou rede WiFi. Tal torna-o ideal para actividades de exterior (outdoor), como sejam o todo-terreno, caminhada ou ciclismo.

Funcionalidades básicas de navegação são disponibilizadas, tais como:

  • Leitura em tempo real da posição sobre o mapa;
  • Procura do mapa mais detalhado;
  • Armazenar (log) dos pontos de localização fornecidos pelo receptor GPS à medida que o utilizador se desloca, criando o trajecto percorrido (track log);
  • Importação (a partir do formato KML) e visualização de pontos de interesse (waypoints) e rotas.

 

Sempre que o Bit Map tem activada a funcionalide de leitura da posição em tempo real e se encontra ligado a uma fonte de alimentação é desactivado o modo de suspensão do dispositivo.

Embora o Bit Map permita visualizar mapasconstruídos a partir de qualquer sistema de projecção, as funções de localização e navegação em tempo real apenas estão disponíveis para os seguintes sistemas de proejecção:

  • UTM (Universal Transverse Mercator);
  • latlon (Latitude / Longitude).

 

Também a lista de datums (definições matemáticas da forma da Terra, ou elipsoide, combinadas com o offset relativo da origem do elipsoide a partir de um ponto conhecido) é limitada. Os datums suportados pelo Bit Map são os seguintes:

  • wgs84
  • wgs72
  • nad27
  • nad83
  • a-can
  • eur
  • tokyo
  • aus
  • osgb36
  • sam69
  • sad-69
  • pulkovo
  • eur50
  • eur79
  • agd66
  • agd84
  • gda94
  • grs80
  • rome40
  • sasia
  • s-42
  • potsdam
  • carthage
  • pulkovo
  • oid

Ficam aqui duas imagens da utilização do Bit Map num iPhone 3G com o modo de navegação activo.  A primeira utiliza uma carta militar calibrada para o datum wgs84 a partir do MAPC2MAPC e a segunda um ortofoto retirado do Mobile Atlas Creator (agora imaginem as mesmas imagens num monitor com as dimensões do iPad!)

Na segunda parte deste artigo iremos explorar questões relacionadas com a operação do Bit Map, tratamento e carregamento de mapas.

MAPC2MAPC – Parte 4 (Garmin Custom Maps e Overlays)

Neste último artigo iremos explorar algumas particularidades da ferramenta MAPC2MAPC, como sejam:

  • a criação de Garmin Custom Maps e
  • a utilização de sobreposição de camadas em mapas (overlays).

 

Criação de Garmin Custom Maps

Conforme demos já conta, desde que a GARMIN lançou em Outubro de 2009 para alguns dos seus modelos (Colorado / Oregon / Dakota) a possibilidade de incorporar mapas raster, a comunidade de entusiastas tem lançado ferramentas destinadas a facilitar a conversão e processamento de tais mapas.

A ferramenta MAPC2MAPC inclui-se neste espectro, pois oferece ao utilizador a possibilidade de conversão de mapas raster para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar aquele arquivo de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através, por exemplo, do OziExplorer, mas também a que mais utilizamos no espaço nacional (cartas militares).

Para a criação de mapas específicos partir de ficheiros raster, e de acordo com a Garmin (http://garmin.blogs.com/softwareupdates/2009/10/creating-and-using-garmin-custom-maps-in-five-easy-steps.html), deveremos ter em conta algumas limitações:

  • A resolução máxima do ficheiro raster é de 1 megapixel, pelo que poderemos trabalhar correctamente imagens com as resoluções de 1024×1024 ou 512×2048. Imagens maiores são suportadas, mas o dispositivo produz uma visualização (render) de qualidade inferior.
  • Nenhuma imagem deve ultrapassar mesmo os 3MB, uma vez que leva muito tempo a ser processada pelo dispositivo GPS. A mesma poderá ser fraccionada ou gravar-se com compressão (a taxa de 80% não traz degradações significativas do ponto de vista da visualização no dispostivo GPS).
  • Um mapa no formato KML/KMZ (Keyhole Markup Language e Keyhole Markup Language zipped, formatos nativos do GoogleEarth) pode ser constituído sem problemas por vários ficheiros raster. No entanto, só um ficheiro KML será processado por KMZ (formato nativo do GoogleEarth para distribuição): trata-se do ficheiro kml que se encontra na raiz daquele e, em termos de notação, designado “doc.kml”.
  • De acordo com a Garmin e para a versão corrente de software o número máximo suportado por dispositivo GPS é de 100. Este é um total por dispositivo e não por ficheiro KMZ. No extremo (1 ficheiro raster = 1 ficheiro KMZ), poderemos ter 100 mapas.

 

Algumas das características podem ser definidas logo por omissão, afectando os mapas a produzir, de modo a torná-los conformes com as especificações da Garmin. Aquelas, são definidos na janela “Preferences”, acessível a partir do comando “menu Edit > Preferences”.

Assim, ao nível do atributo “Tile Width” pode ser definida a resolução base da fracção a obter. A resolução máxima, lembramos, deverá ser inferior a 1 megapixel. Embora as resoluções  de 1024 x 1024 ou 512 x 2048 sejam suportadas pelo MAPC2MAPC, o mapa a produzir terá um melhor desempenho com fracções menores, por exemplo na ordem dos 512 x 512.

Se a caixa de marcação “Advanced Garmin Tile Control” estiver seleccionada, as fracções a produzir podem ainda ser ajustadas individualmente.

Para produzir um ficheiro KMZ, o utilizador tem que previamente possuir instalado o utilitário 7-zip file manager e associá-lo ao MAPC2MAPC através do comando “menu Edit > Locate 7-Zip Program”. Este utilitário será então responsável pelo agregar do ficheiro .kml e das fracções num único ficheiro comprimido (.kmz).

O 7-zip file manager pode ser descarregado a partir da seguinte hiperligação: http://downloads.sourceforge.net/project/sevenzip/7-Zip/4.65/7z465.exe?use_mirror=mesh&ts=1278763144

Aberto e carregado o ficheiro de calibragem do mapa, através do comando “menu File > Open Calibration”, pode-se depois proceder à operação de criação do denominado Garmin Custom Map, a qual se encontra igualmente posicionada ao nível do menu “File”, mais concretamente em “menu File > Write Garmin Custom Map”.

O mapa não precisa ter a orientação Norte/Sul.

Se a caixa de marcação “Advanced Garmin Tile Control” tiver sido previamente seleccionada, o mapa “fonte”, bem como a sua decomposição em fracções, são então visualizáveis numa nova janela. Apesar de inicialmente ajustado ao número de fracções definido por omissão em “Preferences”, o utilizador pode reduzir ou aumentar o seu número através dos botões + e -, de modo a cumprir a limitação de 100. O número de fracções (dado em linhas e colunas) pode ser ajustado, sendo a sua dimensão dada ao lado.

Posicionando ainda o ponteiro sobre uma fracção e premindo depois qualquer botão do rato é possível desmarcá-la. Através de tais selecções individuais é possível obter áreas não rectangulares.

As fracções são geradas e armazenadas no formato .jpg, independentemente do formato gráfico do mapa fonte. É também gerado um ficheiro .kml. Todos eles são colocados numa pasta que recebe o nome do mapa e o sufixo de “_tiles”. Caso o utilitário 7-zip file manager se encontre associado ao MAPC2MAPC é ainda produzido o ficheiro .kmz, gerado e armazenado na pasta do mapa fonte.

 

Utilização de sobreposição de camadas em mapas (overlays)

Através do MAPC2MAPC é possível carregar ficheiros com caminhos (tracks) e rotas (routes), e adicioná-los como camadas ao mapa.

A actualização de mapas constitui um exemplo de aplicação prática desta funcionalidade. Assim, suponhamos que utilizamos mapas raster já com alguma idade (caso ainda bem frequente quando nos deslocamos a certas regiões de África, onde apenas podemos ter acesso aos mapas do IGN) e, na preparação de uma viagem, queremos aí adicionar novos caminhos, pistas ou até mesmo estradas.

Aberto no MAPC2MAPC o ficheiro de calibragem do mapa (comando “menu File > Open Calibration”), o utilizador pode depois proceder ao carregar dos ficheiros de caminhos e rotas, recorrendo ao comando  “menu File > Load track overlay”.

São admitidos os seguintes formatos:

  • plt (do OziExplorer);
  • rxf;
  • mxf;
  • txf;
  • kml (do Google Earth).

Durante este processo de carregamento, o utilizador pode ainda definir se os caminhos e rotas são representados no mapa como pontos ou linhas, bem como a sua cor.

Podem ser carregados vários ficheiros, os quais se comportam como camadas a sobrepôr no mapa.

O “novo” mapa pode então ser gerado através do comando “menu File >  Write map and calibrations”. Uma nova imagem é produzida no formato .png (Portable Network Graphics). Do mesmo modo é gerado um novo e adaptado conjunto de ficheiros de calibragem.

O aspecto do mesmo, contendo já embebido o caminho, pode ser visto no OziExplorer.

MAPC2MAPC – Parte 3 (redimensionar, cortar e juntar mapas)

A ferramenta MAPC2MAPC permite ao utilizador cortar e redimensionar os mapas, preservando a sua georeferenciação.

Existem por vezes situações que um mapa é demasiado grande e pesado para ser suportado pelo dispositivo de navegação, ou então necessitarmos apenas de uma determinada quadrícula do mesmo. O MAPC2MAPC permite reduzir ou cortar o mapa, produzindo automaticamente novos ficheiros de calibragem.

Assim, tais operações têm início com a abertura e leitura do ficheiro de calibragem do mapa, através do comando “menu File > Open Calibration”.

Para reduzir o mapa basta aceder ao comando “menu Edit >Rescale map and save” e depois, através da caixa de diálo que surge ao utilizador, definir a percentagem (entre 10% e 90%) de redução do mapa.

A imagem é armazenada no formato .png (Portable Network Graphics) e com uma profundidade de 8-bit. É também gerado um novo conjunto de ficheiros de calibragem adaptados ao mapa redimensionado: .map (OziExplorer), .tfw (ESRI), .cal (Pathaway), .jpr (Memory-Map), .gmi (GPS Tuner map calibration data), .mcd(GPSMap-OS), .txt. Em todos eles é colocado no nome um sufixo retirado da percentagem de redução: temos que para uma percentagem de 70% os ficheiros recebem o sufixo de “_70”.

A operação de corte (crop) do mapa encontra-se igualmente ao nível do menu “Edit”, mais concretamente em “menu Edit > Crop map and save”. O mapa é então visualizável numa nova janela. Apesar de inicialmente ajustada à dimensão da janela (o que corresponde ao botão “fit”), a imagem pode ser ampliada (através dos botões “full” e “200%”) e permite, posteriormente, que o utilizador nela se desloque (através dos botões “D”own, “U”p, “L”eft e “R”ight).

Para seleccionar a área a cortar o utilizador posiciona primeiro o ponteiro do rato no canto superior da área pretendida e prime o botão esquerdo do rato, depois posiciona-se no canto inferior direito e prime o botão direito do rato.

A nova imagem é também armazenada no formato .png (Portable Network Graphics). Do mesmo modo é gerado um novo e adaptado conjunto de ficheiros de calibragem. Em todos eles é colocado no nome um sufixo “_cr”.

Outra funcionalidade bastante interessante no MAPC2MAPC é aquela que permite juntar dois mapas. Estes necessitam de estar previamente calibrados. Esta encontra-se disponível no comando “Merge maps”, situada ao nível da barra de ferramentas.

Assim, o primeiro mapa que é carregado no MAPC2MAPC designa-se “mapa base”, pois o mesmo determina a escala e a orientação no novo mapa a produzir.

Antes de produzir a junção, o MAPC2MAPC oferece ao utilizador a opção de expandir a área do “mapa base” de modo a abranger quer os seus limites quer os limites do mapa a juntar. Esta opção é activada através da selecção da caixa de marcação “Expand base map to …”

No processo de junção, os píxeis do “mapa base” são analisados de modo a determinar possíveis sobreposições geográficas para com o mapa a juntar. Se tal ocorrer, os píxeis do mapa a juntar sobrepõem-se aos do “mapa-base”. Neste processo de cópia é possível controlar o nível de transparência:

  • 100%: o píxel provém do mapa a juntar;
  • 0% o píxel provém do “mapa-base”.

 

Os mapas a juntar não precisam de estar na mesma escala, orientação ou datum. No entanto, o mapa que resulta da junção é sempre escrito no WGS84 datum.