Mobile Atlas Creator – Parte 1 (características e instalação)

Existem várias aplicações para visualizar mapas, tais como o Google Maps, Google Earth ou Microsoft Maps, mas que têm o inconveniente de dependerem de uma conexão de dados (ligação internet).

O Mobile Atlas Creator, também conhecido como TrekBuddy Atlas Creator, é uma aplicação open source que permite resolver aquele problema ao deixar o utilizador criar mapas offline, passíveis de serem utilizados por aplicações em smartphones ou PDA’s, dotados sistemas operativos Android ou Windows Mobile.

Assim, esta aplicação acaba por ter vantagens como :

  • Rapidez de visualização dos mapas
  • Funcionamento em zonas sem cobertura de rede de dados
  • Possibilidade de combinação de ortofotos, como os que são extraídos do Google Maps, com cartografia topográfica detalhada, onde são exemplos os mapas calibrados para OziExplorer.

 

Fontes de mapas

O Mobile Atlas Creator suporta já um grande número de fontes:

  • Google Maps
  • Google Map Maker
  • Google Maps China (Ditu)
  • Google Maps Korea
  • Google Earth
  • Google Hybrid
  • Google Terrain
  • Yahoo Maps
  • OpenStreetMap Mapnik
  • OpenStreetMap Osmarenderer
  • OpenStreetMap Cyclemap
  • OpenStreetMap Public Transport
  • OpenStreetMap Hiking
  • Microsoft Maps
  • Microsoft Maps China
  • Microsoft Virtual Earth
  • Microsoft Maps/Earth Hybrid
  • Outdooractive.com (Germany, Austria, South Tyrol)
  • AustrianMap
  • Multimap.com
  • Cykloatlas
  • Freemap Slovakia
  • Terraserver-USA
  • UMP-PC.pl
  • DoCuleu.pl
  • Emapa.pl
  • OpenPisteMap
  • Turaterkep (Hungary)
  • NearMap Australia
  • Humbermedia Bavaria
  • StatKart Norway Topographic
  • Eniro.com map/aerial/nautical (Sweden, Norway, Finland)
  • Ovi/Nokia Maps
  • Bergfex (Austria)

Os mapas para serem trabalhados como fonte pelo Mobile Atlas Creator necessitam de respeitar certos requisitos. Muitos destes são incompatíveis. A lista completa pode ser encontrada aqui:

https://trekbuddyatlasc.svn.sourceforge.net/svnroot/trekbuddyatlasc/trunk/MOBAC/misc/Incompatible%20maps.txt

 

Características base

 O Mobile Atlas Creator permite ao utilizador criar mapas offline para um vasto conjunto de aplicações e dispositivos GPS:

  • TrekBuddy;
  • AndNav;
  • RMaps (formato SQLite);
  • BigPlanetTW (formato SQLite);
  • Mobile Trail Explorer;
  • Maverick;
  • OSMtracker;
  • Glopus;
  • CacheBox;
  • Magellan RMP;
  • Garmin Custom Map (formato KMZ);
  • Touratech QV; e
  • OziExplorer.

 São ainda funcionalidades do Mobile Atlas Creator:

  • A criação de conjuntos de mapas, provenientes de várias fontes e resoluções;
  • O descarregar e armazenar local das quadrículas seleccionadas dos mapas, bem como a definição de mecanismos de actualização automática daquelas a partir das actualizações ocorridas nos próprios mapas
  • Suporte de ligações em rede que utilizem servidores proxy.

Ao nível do OziExplorer são produzidos mapas compostos por um par de ficheiros com as seguintes características:

  • Imagem no formato PNG com 24 bits de profundidade;
  • Ficheiro de calibragem do mapa (métricas GPS) no formato .map.

 

Requisitos e instalação

O Mobile Atlas Creator é uma aplicação escrita em Java e,como tal, pode ser executada num variado espectro de plataformas, como sejam o MS Windows, UNIX/LINUX, MAC OS.
O Mobile Atlas Creator tem como requisitos para a sua execução:

  • Java Runtime Environment Version 6 Update 14, ou superior;
  • Ligação à Internet ;
  • 512 Mb de memória RAM ;

 Actualmente o Mobile Atlas Creator encontra-se na versão 1.7. Este pode ser descarregado a partir da seguinte ligação:

https://sourceforge.net/projects/trekbuddyatlasc/files/Mobile%20Atlas%20Creator/MOBAC%201.7/Mobile%20Atlas%20Creator%201.7.zip/download

Para arrancar a aplicação bastar invocar o ficheiro “Mobile Atlas Creator.exe” num ambiente MS Windows ou o ficheiro “start.sh”, em ambiente Linux / Unix.

Da primeira vez que é executada a aplicação, todos os ficheiros e pastas necessários são automaticamente

Nova versão do OziExplorerCE

No dia 1 de Junho foi lançada a versão 2.33a do OziExplorerCE. As adições/correcções mais significativas do produto são:

  • Correcção do erro de armazenamento dos pontos no ficheiro de “track log”, sempre que aqueles não são expressos em UTC (Coordinated Universal Time).
     
     
  • A inclusão da medida local ou internacional do tempo no ficheiro de “track log”, permitindo assim a exibição das coordenadas e da hora em que os pontos foram adquiridos.Esta inclusão passa pela adição de um quinto campo no registo do ficheiro de “track log” (formato .plt). Contudo, a versão mais recente do OziExplorer não reconhece ainda este campo, pelo que se o referido ficheiro é editado no OziExplorer o mesmo é eliminado. 
  • Tira partido de Windows Mobile Managed APIs, permitindo que dispositivos gps que exponham stream driver interfaces  sejam assumidos imediatement como uma fonte de dados. Assim, se o PDA possui um dispositivo GPS gerido pelo Windows e no Ozi estiver configurada ao nível da caixa de diálogo NMEA (GPS), opção Communication Port, o valor “Auto”, aquele é o dispositivo procurado em primeiro lugar. 
  • Novas opções de configuração, situadas no separador “Sys2” da caixa de diálogo “General  Settings”. Estas permitem especificar as dimensões das fontes utilizadas nos menus e nas caixas de diálogos, bem como as dimensões das barras de ferramentas e das barras de menus

Integração de Google Earth e Internet Maps no OziExplorer

Desde a versão que é possível integrar o OziExplorer com:

 

1.  Utilizar o Google Earth no OziExplorer.

O OziExplorer comunica com o Google Earth para manipular a visualização do mapa, permitindo assim ao utilizador explorar objectos do OziExplorer, como sejam pontos, rotas ou caminhos.

Em termos de requisitos, esta funcionalidade exige ao utilizador:

  • Uma conexão à Internet;
  • A instalação do Google Earth;
  • Configurar o modo gráfico de apresentação das imagens do Google Earth para DirectX (menu “Ferramentas” > comando “Opções”);
  • Possuir a versão 3.95.5b. do OziExplorer ou superior.

Depois, é preciso descarregar e instalar o mapa “Google Earth .map”, disponível em: http://www.oziexplorer3.com/xtras/google_earth_mapfile_setup.exe

Este mapa é instalado numa nova pasta, designada “Internet Maps” e situada dentro da pasta “Maps”.

Assim, para o utilizador começar a trabalhar com o Google Earth dentro OziExplorer, o utilizador tem que abrir o mapa da forma habitual (menu “File” > submenu “Load from File” > comando “Load Map File”).

Uma vez aberto, o mapa do Google Earth pode ser manipulado de três modos, controlados a partir de uma barra de ferramentas de controlo específica.

 modo OziExplorer:

Trata-se de um modo de trabalho que permite ao utilizador dispor da maior parte das funções do OziExplorer, trabalhar com pontos (waypoints) rotas (routes) e caminhos (tracks).

Apenas estão disponíveis as funções de ampliação do OziExplorer, pelo que os controlos de navegação do Google Earth não funcionam neste modo.

 modo Google Earth:

Através deste modo de trabalho, o utilizador passa dispor da maior parte das funções do Google Earth, nomeadamente os seus controlos de navegação ou a visualização de janelas pop-up (como as que resultam da visualização dos pontos de interesse – POI).

Sempre que uma funcionalidade do GoogleEarth conduza ao aparecimento de uma sessão do browser de Internet, dividindo a janela do Google Earth, o utilizador deverá activar o terceiro modo de trabalho.

 activar o Google Earth:

Trata-se de apresentar o Google Earth fora do OziExplorer, trabalhando de um modo totalmente autónomo. Para voltar ao OziExplorer basta minimizar a janela do Google Earth e activar de novo aquela do OziExplorer na barra de tarefas do sistema operativo.

A barra de ferramentas de controlo do Google Earth dispõe ainda de mais três botões:

 refrescar o desenho do mapa;

 ampliar do mapa;

 reduzir do mapa.

2.  Utilizar “Internet Maps” no OziExplorer.

Neste caso as fracções ou quadrículas dos mapas são descarregadas pelo OziExplorer a partir de uma conexão internet em tempo real e armazenados num ficheiro local de cache, facto que permite uma utilização posterior em modo desligado.

Em termos de requisitos, esta funcionalidade exige ao utilizador:

  • Uma conexão à Internet;
  • Possuir a versão 3.95.5d. do OziExplorer ou superior.

Depois, e á semelhança do que sucede com a funcionalidade de integração com o Google Earth, é preciso descarregar e instalar o mapa “Internet Maps .map”, disponível em: http://www.oziexplorer3.com/xtras/internet_maps_mapfile_setup.exe

Este mapa é igualmente instalado na pasta “Internet Maps”.

Para começar a trabalhar com os mapas Internet, o utilizador tem então que abrir o mapa “Internet Maps .map” (menu “File” > submenu “Load from File” > comando “Load Map File”).

Uma vez aberto, o mapa o OziExplorer procede ao descarregar das fracções ou quadrículas a partir de um primeiro servidor (Open Street Map). Igualmente é dada ao utilizador uma nova barra de ferramentas, a qual permite o controlo deste tipo de mapas:

 Seleccionar o mapa;

Nesta opção o utilizador pode escolher o servidor de Internet Maps e preceder ao descarregar da informação para o OziExplorer.

 refrescar o desenho do mapa;

 ampliar do mapa;

 reduzir do mapa.

 Definir o nível de ampliação do mapa.

 Opções;

Através deste último comando é possível visualizar as estatísticas de download das quadrículas dos mapas e configurar a localização do ficheiro de cache.

Erros:

Uma vez que estas funcionalidades são consideradas pelo próprio autor como experimentais, é normal a existência de erros de funcionamento.

Assim, se o utilizador fechar acidentalmente o Google Earth fora do OziExplorer, este lança sistematicamente a seguinte mensagem de erro:

O fecho do Google Earth deverá ocorrer no âmbito do OziExplorer, pelo fecho do mapa, ou pelo carregar de um outro mapa, ou ainda pelo fecho do próprio OziExplorer.

Apesar da documentação referir que o problema é ultrapassado se o mapa “Google Earth .map” for de novo carregado, tal não sucedeu para o computador utilizado nos testes (MS Windows Vista Enterprise SP2 + OziExplorer 3.95.5g. + Google Earth 5.1.3534.0411), o qual manteve o erro.

Para além deste erro é também bastante noticiado nos fóruns de utilizadores a incompatibilidade com as placas gráficas da família Nvidia Geforce 8600. A visualização do Google Earth no OziExplorer (“modo OziExplorer”) não funciona e o utilizador apenas tem pela frente um ecrã em branco.

WORKSHOP SOBRE NAVEGAÇÃO TT COM OZIEXPLORER

Boas.

Tem sido inúmeros os pedidos para que a LandLousã organize mais um Workshop sobre a utilização do Oziexplorer, nomeadamente com as alterações provenientes das últimas actualizações.

Para além de uma introdução básica sobre as funções e configuração do Oziexplorer, haverá uma forte componente prática no terreno com a utilização de todas as ferramentas disponíveis para se navegar através da cartografia disponível.

Data do Workshop: Dia 17 de Abril de 2010.

Local: Auditório do Museu Etnográfico Dr. Lousã Henriques, na Rua Dr. João Luso, coordenadas 29 T 564041 4440978.

Horário: 10:00 às 13:00 Horas e das 14:30 às 18:00 Horas.

O n.º máximo de inscritos é de 25.

Informações e Inscrições: landlousa@gmail.com

Ficha de Inscrição AQUI. A inscrição só é aceite com o respectivo pagamento.

Partilhar um GPS por várias aplicações (GPSGate)

Se possuímos um dispositivo GPS que apenas tem um interface USB ou um interface série proprietários, nomeadamente Garmin (protocolo PVT), seria muito útil dispor da capacidade de converter aquela conexão USB numa porta série virtual que suporte NMEA, protocolo “standard”, reconhecido por um espectro já considerável de software.

Pensando ainda de outro modo: e se eu puder dispor da capacidade de receber os dados posicionais transmitidos pelo dispositivo GPS (Garmin USB ou Bluetooh NMEA) e de os partilhar por mais que uma aplicação em simultâneo?

É que tipicamente a conexão entre o dispositivo GPS e o programa que lê os dados por aquele enviado opera-se através de uma porta série (ou porta COM). Se um programa está aceder aos dados NMEA a porta COM fica bloqueada e mais nenhum programa lhe pode aceder

O programa sueco Franson GPSGate (disponível em http://franson.com/gpsgate/) permite ler e converter os dados transmitidos por um único dispositivo GPS físico, ligado por USB, porta série (RS-232) ou Bluetooth, numa ou mais portas série virtuais as quais podem ser depois utilizadas para estabelecer conexões NMEA com qualquer software que as aceite, replicando assim os dados.

A imagem que se segue exemplifica de forma esquemática o modo de funcionamento do GPSGate:

Para o efeito apenas se exibem duas portas virtuais, mas o programa foi concebido para trabalhar com um número arbitrário de portas.

Existem duas versões deste programa:

  • A versão “Express”, com um custo de 9,95€, que permite ao utilizador criar e utilizar duas portas série virtuais;
  • A versão “Standard”, com um custo de 29,95€, que permite, por seu lado, criar um número praticamente “ilimitado” de portas série virtuais.

A instalação do GPSGate é simples e apenas exige como requisito o “Microsoft Windows Installer” (produto que integra as últimas versões do MS Windows). A configuração é também ela muito fácil e encontra-se praticamente automatizada. Assim, quando o utilizador executa o programa pela primeira vez, tendo previamente ligado o GPS e estabelecido uma conexão com o Computador Pessoal, é activado um assistente (“wizard”) que faz a procura dos dispositivos GPS, configuração e criação de portas COM virtuais:

O utilizador ao premir o botão “Next” dá início à procura de dispositivos GPS ligado ao Computador Pessoal. Neste passo é sempre possível desmarcar os tipos de dispositivos que não interessam, acelerando assim a busca.

Sempre que for encontrado um dispositivo o programa notifica o utilizador através de uma caixa de diálogo, a qual permite aceitá-lo como dispositivo de entrada de dados (“input”).

Neste passo do assistente o utilizador deve indicar como o GPSGate irá lidar com os dados recebidos do dispositivo físico de modo a serem partilhados com outras aplicações. Se estiver inseguro quanto ao que escolher prima simplesmente o botão “Next”.

O último passo do assistente fornece ao utilizador um resumo das várias portas virtuais criadas pelo programa. É possível guardar esta informação num ficheiro de texto para posterior referência (botão “Save”).

Findo o processo de configuração, o utilizador pode começar então a utilizar aplicações como o Google Earth, OziExplorer ou GarminPC, ligando-as às portas virtuais disponibilizadas pelo GPSGate.

O programa quando está em execução aparece como um ícone de notificação, na zona que apelidamos de “systray”. Através dele é possível aceder a todas as funções de configuração avançada e executar de novo o assistente de configuração.

O ícone de notificação tem ainda a função de indicar o estado da ligação ao dispositivo físico de GPS:

 
O GPSGate não detectou qualquer dispositivo GPS;


Foram detectados dados posicionais válidos, mas o dispositivo GPS ainda não conseguiu determinar (fixar) a sua posição;


Uma posição válida foi detectada.

O programa GPSGate oferece ainda um outro conjunto de funcionalidades muito interessantes:

  • NMEA Logger, funcionalidade de registo (log) dos dados NMEA transmitidos pelo dispositivo GPS e que podem ser posteriormente reproduzidos;
  •  Suplemento (PlugIn) para ligar o GPSGate ao Google Maps (instalado no browser), permitindo navegação neste em tempo real;
  • Possibilidade de partilhar os dados transmitidos pelo dispositivo GPS através de uma rede TCP/IP, e, por conseguinte, de vários computadores pessoais;
  • NMEA MUX, funcionalidade de recepção de dados provenientes de vários dispositivos físicos de GPS, combinando-os entre si.

Na imagem que se segue temos o computador a trabalhar em simultâneo com o OziExplorer, Google Earth e Garmin Mobile PC. Todos estão em modo de navegação em tempo real, ligados por cabo USB a um Garmin 60CSx com o mapa vectorial TopoLusitania (só falta mesmo um odómetro!):

Nota: A Garmin ainda hoje oferece uma ferramenta que permite a recepção de dados posicionais no formato PVT e a sua tradução em NMEA. Neste contexto comporta-se exactamente como GPSGate, dado que a conexão USB ou série (RS-232) é convertida numa porta COM virtual. O seu nome é Spanner e originalmente fazia parte do produto GPS 18. O seu desenvolvimento sempre esteve a cargo da empresa Constellation Data Systems, Inc. (“Multi Port GPS Utility”) Nunca falámos da mesma porque tecnologicamente termina no Windows XP. Até à data não existem quaisquer esforços no sentido de a compatibilizar com as plataformas Windows Vista ou Windows 7.