Les Souvenirs Légionnaire du Oued Ziz – D9

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O Guide L’Atlas Marocain, Nouvelles Routes Touristiques, de Jacques Gandini, edição de Março de 2011, permite obter percursos turísticos com pormenores e detalhes muito interessantes. A descrição que o autor, coloca em todos os percursos, permite-nos acompanhar no terreno, “a tudo aquilo que temos direito de ver e observar”, mas por norma metemos o “pé na tábua”, que o Reg ou Erg espera por nós.
Hoje vamos abordar um percurso, que por norma todos nós ou quase todos, passa ao lado dele, “como cão por vinha vindimada”.Este percurso designa-se por “Les Souvenirs Légionnaire du Oued Ziz”
Quase todos nós já descemos ou subimos a famosa N 13 no troço que hoje vamos abordar, nomeadamente entre Rich e Er Rachidia. Para sermos mais precisos entre o Túnel do Legionário e Aït Atmane.
Durante a ocupação francesa desta parte do Reino de Marrocos a França, para defender os seus interesses, construiu uma série de equipamentos como pontes, túneis, estradas e pequenos fortes ou bordj e esta zona é rica nestas “memórias da Legião Estrangeira”

O “Les Souvenirs Légionnaire du Oued Ziz”, tem as seguintes características:
Região: Gourama;
Zona: entre Rich e Er Rachidia:
Gasóleo: Rich ou Er Rachidia;
Campismo: Er Rachidia (Auberge Chez Zaid Au Vieux Ksar) e o Kasbah Hotel Jurassique (32° 09′ 252″ W: 04° 22′ 512);
Bivouac: poucas possibilidades ao longo do Oued Ziz;
Distância do percurso: 11 kms ida e volta
Piste 4*4 – 7 kms até zona de Parking/Bivouac

Como já referimos temos como Memória da Legião Estrangeira o famoso Túnel do Legionário, por onde todos passamos. É muito difícil parar, contudo a placa comemorativa da sua construção está danificada.
Descendo um pouco mais e depois de passar pelo Kasbah Hotel Jurrassique, que aconselhamos, e logo a seguir a Tamerakech, mais concretamente a esquerda de IFri, é possível ver nas falésia um antigo “Granier”.
Seguimos atravessando Lahoucine de um pouco depois estamos em Aït Atmane, onde devemos sair a esquerda nos entido de Er Rachidia.
Encontramos a velha pista do Ziz que tomamos a esquerda. Um pouco mais a frente temos uma pequena nascente.
Ao Km 3.50, encontramos um Parque. Devemos estacionar e fazer uma caminhada de 100.00 mts, encontramos um estratificado de lajes, incrustadas de fósseis de conchas, incomum nesta zona.
Ao Km 4.40, uma Saliência ou esporão de uma granate ou granada, deslumbrante. Seguimos ainda pela velha pista do Ziz até encontrar ao Km 4.70 um corrimão de pilões, onde poderá fazer Bivouac.
Ao Km 5.30, encontra as ruínas de um antigo Ksar, o Ksar D’Amzoudj. Os seus jardins outrora esplendorosos, estão hoje abandonados, não só pelo tempo como pelas águas da albufeira.
Logo a entrada do antigo Ksar, ainda é possível ver a placa “Kasbah Amzoudi, Féverier 1928- 2º Compagnie Légion”.
O percurso 4×4, começa depois de Amzouj.
Ao Km 7.50, encontramos a antiga Casa dos Cantoneiros D’Amzouj, entre a pista e o Oued, É possível ver ainda os pequenos pilares de marcação da pista.
Ao Km 14.20 a antiga pista termina. Há um Parque de estacionamento com zona de Bivouac. A antiga pista ficou submersa pelas águas da albufeira.
Há inúmeras aves e placas de sal, devido a evaporação da águas.
Não avançar para além da zona do Parque de estacionamento, pois pode ser perigoso, já que o solo seco e duro, pode esconder buracos profundos.
Fica mais esta nota, e da próxima vez, não siga, faça um desvio e vá vadira por este pequeno troço. Os Reg’s e Erg’, já estão perto.
Inté

Parcours Beldi E2 – La Vallée Perdue de L’Oued Akandour

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Olá.
O Guide L’Atlas Marocain, Nouvelles Routes Touristiques, de Jacques Gandini, edição de Março de 2011, permite obter percursos turísticos com pormenores e detalhes muito interessantes. A descrição que o autor, colca em todos os percursos, permite-nos acompanhar no terreno, “a tudo aquilo que temos direito de ver e observar”, mas por norma metemos o “pé na tábua”, que o Reg ou Erg espera por nós.
No “post” anterior, abordamos o tema “Beldi” versus “Roumi”, de propósito para chamar a atenção ao nome do percurso que estamos a avaliar.
Um desses percursos é o designado “Parcours Beldi E2”, com início na zona de Skoura. É um percurso “Coll-de-sac”, seja sem saída. Este percurso termina a altitude de 2000.00 mts ao fundo de um Vale no flanco Sul do Alto Atlas Central. A beleza do percurso é indescritível na sua parte final, cerca de 20.00 kms.
O “Parcours Beldi E2”, tem as seguintes características:
Região: Flanco Sul do alto atlas Central;
Zona: Skoura:
Gasóleo: Skoura;
Campismo: Só na zona de Skoura;
Bivouac: muitos ao longo do “Parcours Beldi E2”;
Distância do percurso: 105 kms ida e volta
Piste CCH – há 3 pequenos troços.(Pista para Camping-Car)

Antes de emitirmos uma avaliação ou proposta de percurso, para além do descrito pelo autor dos diversos Guias sobre Marrocos, o Senhor Jacques Gandini, também recolhemos uma série de opiniões, de relatos e também as nossas experiências. Daí termos escrito o post anterior sobre “Beldi versus Roumi”.
Este percurso é tipicamente marroquino, seja genuíno, pelo que o autor o designou como “Parcours Beldi E2”.
Km 0 – Esta em Skoura e deve seguir em direcção a Toundoute, pela P 1502. Logo à saída e 1.50 kms depois entra noa antigo bairro administrativo onde ainda há vestígios de Serviços para Endígenas.
Antigas zonas de estufas ou de plantação ainda persistem em perfeito estado.
Um pouco mais a frente ao km 4.90, encontramos um magnífico edifício de características arquitectónicas “Beldi”, o Auberge Kasbah Triguioute. A partir do km 20, a paisagem é mesmo “Beldi”, já que inúmeros e bonitos jardins, que dão cor e beleza aos pequenos lugares que vamos cruzando, como Aguerd, Imi n’ Oulaoun e Assaka Gandoula.
Km 23.40 – aqui começa uma pista CC, que nos leva a Tamsoult. No percurso é possível observar inúmeros kasbah. Esta pista não tem saída e no final devemos retornar ao Km 23.40 e seguir para Toundoute, que tem souk a quinta-feira. Depois de Toundoute e antes de Aguerd, aconselhamos uma visita a vestígios de esqueletos de dinossauros, no Museu, e a uma mina de sal.
Km 34 – pela esquerda há uma pista só para 4×4, que segue para o Douar Asseghmou, são cerca de 6.00 kms de ida e volta ao km 34.
Km 50 – Tizi à 1940 mts de altitude, com uma vista soberba sobre o Valle D’Akandour. Ao fundo pequenos lugares com casas de barro, seja de tijolo de barro vermelho escuro.
Km 52,50 – Douar Assaka Gandoula, fim do percurso ao Vale Perdido do Oued Akandour.
Há muitas zonas de Bivouac depois de Toundoute, todas elas com um motivo diferente. Aconselhamos fazer o percurso nas calmas, pois há inúmeros motivos de interesse.
Fica mais esta sugestão…..Bons trilhos.

Beldi Versus Roumi

Beldi versus Roumi

Não pretendemos nem queremos tornar este “Blog” um local de grandes conceitos com laivos de intelectualidade, mas somente abordar de modo prático e simples alguns conceitos, para quem vai a Marrocos a Argélia e a Tunísia.
Os conceitos de “Beldi” versus “Roumi”, são de origem árabe e definem o conceito importante e neste caso antagónicos.
O conceito de árabe de “Beldi”, numa abordagem mais simplista, refere-se ao “Tradicional” ao “Indigena”, com base nos seu valor ancestral, na sua qualidade e simbolismo.
“Roumi”, entende-se como o contrário, como o moderno ou o anti-tradição.
Um exemplo, que nos pode dar uma melhor ideia, é a qualidade dos produtos agrícolas Marroquinos de cariz biológico, em que são designados pela sua qualidade de “Beldi”.
“Beldi”, tem raízes profundas em Marrocos e o conceito vai-se alargando e pode ser utilizada como por exemplo:
“ Uma mulher marroquina que use roupas tradicionais e faça as coisas a moda antiga, é “Beldi””;
“Peças que são produzidas com esmero e arte, são “Beldi””.
Um exemplo que quase todos já observamos, é a típica venda de vegetais e legumes nas ruas de Chefchaouen, não só pela qualidade dos produtos, mas também pelo rigor do modo com se vestem as vendedoras.
O oposto como já referimos é “Roumi”, seja que não tem tradição, que é de menor qualidade, que é de produção em fábrica. Seja define-se “Roumi”, como sendo modernice, seja, é entendido em Marrocos que todos aqueles que não sejam tradicionais, são “Roumi”, como por exemplo a comida dos MacDonald’s, as calças de ganga, bués.
Um exemplo que também muitos de nós já observamos nos souks de maior dimensão, é a variedade de utensílios de fabrico chinês, incluindo pseudo tagines de alumínio.
O conceito mais forte é o da foto abaixo em que as galinhas do topo são tipicamente Marroquinas e como tal “Beldi” e as do fundo por serem não tradicionais, são “Roumi”.
Fiquem bem.

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Midelt e as Minas e Vilas Fantasmas Versus Parcours D10

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O Guide L’Atlas Marocain, Nouvelles Routes Touristiques, de Jacques Gandini, edição de Março de 2011, permite obter percursos turísticos com pormenores e detalhes muito interessantes. A descrição que o autor, colca em todos os percursos, permite-nos acompanhar no terreno, “a tudo aquilo que temos direito de ver e observar”, mas por norma metemos o “pé na tábua”, que o Reg ou Erg espera por nós.
Um desses percursos é o designado “Percurso D10”, com início na zona de Midelt e percorre um conjunto de locais mineiros e vilas abandonados, face a crise no sector na exploração do manganês e da galena ou galenite.
O “Percurso D10”, tem as seguintes características:
Região: Médio Atlas;
Zona: Midelt:
Gasóleo: Midelt, Zeida e ao longo da N13;
Campismo: Midelt e Tinmay;
Bivouac: muitos ao longo do “Percurso D10”;
Distância do percurso: 70 kms
– Asfalto degradado – 40 kms
– Piste CCH – 30 kms (Pista para Camping-Car)

Descrição do Percurso:
Tomando a P 7320, junto a estação de combustível da Shell, deve-se ter em atenção que foi feito um percurso pedonal, pelo que se torna necessário encontrar uma saída para retomar a P 7320.
Tomar a direcção a Mibladen, tendo contudo de tomar todas as precauções, pois a estrada está muito degredada. Cerca de 13 kms depois chega a Mibladen, uma antiga e quase fantasma vila mineira abandonada. Ainda é possível ver uma antiga placa de informação “Midelt 14 Km”. A partir daqui entra nas Gorges do Oued Moulouya eeaté a zona de exploração da bacia de Aouli, penso que as mais importantes minas da zona. Basta ver as antigas fotos do complexo de tratamento do minério e dos serviços de apoio, para ter a noção da sua grandeza e da sua importância com factor de “fornecedor de material para a guerra”, com o mais importante de todos o manganês, ou ouro negro como popularmente de chamava.
Mais, o poderio de Aouli, estava também na sua linha férrea, que servia para levar o manganês para a Europa. Ainda hoje quem esteja atento, ainda consegue ver ao longo da N 13 e da R 503, muitas obras de arte do período do esplendor das minas.
A saída de Aouli faz-se por uma pista quase irreal, que nos leva a ver antigas grutas de minas de chumbo, muito usuais nesta zona do Médio Atlas.
Ao Km 21, uma antiga ponte de madeira sobre o Oued Moulouya e um pouco mais à frente, encontramos ao km 23, um conjunto de “grutas” de mineiros com portas blindadas, para suportar as inundações do Oued Moulouya. Ainda hoje algumas dessas “grutas”, são habitadas.
Ao km 24, entramos em Tazentout, onde ainda há vestígios das unidades de tratamento do minério e zonas de habitação do pessoal, “La Balima”. Excelente local para Bivouac e pesca.
Ao Km 24.50 chegamos ao fim da zona mineira e começa a pista CCH.
Ao km 25.80, entramos na “Ville de Aouli”. Continuando a subir para o Planalto de Mikfane, onde a esquerda vemos restos de equipamentos e cas, bem como uma mesquita bandonada.
Ao km 38, encontramos a antiga “Ville de Bou Ayad”, a altitude de 1300 mts. A paragem é obrigatória para uma visita, seguindo depois em direcção ao Marabout de Sidi Ayad, junto ao Oued Ayad.
Seguindo depois para a imensa Planície de Tichout, tendo entretanto observado antes alguns mineiros amadores, que nos tentam vender algumas rochas. Na Planície de Tichout, pode ver e colher uma planta local que se chama “Nigelle”.
Ao km 55, chega ao coroamento da Barragem Hassan II,inaugurada em 2008. O paredão da Barragem tem 115 mts de altura e a albufeira tem a capacidade de 400 milhões de metros cúbicos. A parede da barragem levou cerca de 620 000 m3 de betão.
Aqui há duas opções, sendo que uma pode ser negada pelo exercito que vigia a barragem, optando por seguir pela CCH até a a Nacional que liga Fez a Midelt.
Fica a nota sobre este percurso que a Land Lousã, aconselha, sendo que por aqui não há Reg nem Erg.
Bons trilhos.
Inté

Ramadão 2017 – 27 de Maio a 25 de Junho

Olá.
Sabemos que muitos de vós, já está a programar uma ida ao reino de Marrocos em 2017.
Contudo seria bom ter em conta a data do Ramadão, que será de 27 Maio a 25 junho de 2017.
Não é que não seja aconselhável ir na período Santo do Ramadão, mas face a característica do período e às suas condicionantes, julgamos não aconselhar uma viagem neste período.
Contudo a decisão fica ao critério de cada um.
Nós desde 2007 que já fomos pelo menos 4 vezes no Ramadão e temos observado que nos últimos anos tem havido um maior rigor no cumprimento dos preceitos a observar neste período e que devemos entender e compreender.
Fica a nota……