O formato Ozf (OziExplorer)

O formato Ozf (Ozf2 e Ozfx3) é um formato proprietário do OziExplorer. Aliás, é mesmo o formato preferencial para se trabalhar com mapas no OziExplorer CE.

Trata-se de um formato optimizado para dispositivos móveis (do  tipo PDA ou smartphone) onde os recursos de memória são sempre reduzidos e não existe a possibilidade de carregar por inteiro a imagem do mapa, tal como sucederia em formatos gráficos comuns do tipo raster (png, jpeg, png, tiff, bmp).

A imagem que constitui o mapa é armazenada em fracções de 64×64 pixeis, reduzidas a uma paleta de 256 cores, indexadas internamente e comprimidas (através da biblioteca de compressão de dados  zlib). Cada fracção pode depois ser individualmente referenciada, lida e rapidamente carregada em tempo real. 

As operações de ampliação e redução do mapa são igualmente consumidoras de recursos ao nível do CPU, pelo que um ficheiro no formato Ozf contém já imagens do mapa em diversos níveis de ampliação/redução, através de filtros bilineares. Existem, contudo, variações nestas escalas e que se devem quer à melhoria de desempenho dos mais recentes dispositivos móveis quer a uma tendência por parte dos utilizadores em lidarem com mapas mais reduzidos. Assim, temos que os ficheiros no formato Ozf2 contêm imagens separadas em níveis de redução menores (80%, 70%, 60% …), ao passo que os mais recentes (formato Ozfx3) contêm apenas para níveis maiores (25%, 10%, 5% …).

Do ponto de vista da sua estrutura interna, os formatos Ozf2 e Ozfx3 apenas diferem em questões menores (como seja o cabeçalho) e as imagens são armazenadas de modo idêntico. A grande diferença está no facto dos ficheiros em formato Ozfx3 se encontrarem codificados. Inicialmente foi aplicado o algoritmo XOR. Actualmente, os ficheiros Ozfx3 são codificados através do algoritmo RC4.

A única desvantagem que o formato Ozf apresenta face aos em formatos gráficos comuns do tipo raster reside no facto de os seus ficheiros terem dimensões ligeiramente maiores, pois, como já referimos, contêm imagens do mapa em diversos níveis de ampliação/redução.

WORKSHOP SOBRE OZIEXPLORER GPS E NAVEGAÇÃO TT

Boas.

Tem sido inúmeros os pedidos para que a LandLousã organize mais um Workshop sobre a utilização do Oziexplorer, Manuseamento de GPS’s e Navegação TT.

Para além de uma introdução básica sobre as funções e configuração do Oziexplorer e dos GPS’s, haverá uma forte componente prática no terreno com a utilização de todas as ferramentas disponíveis para se navegar através da cartografia disponível.

Data do Workshop: Dia 5 de Março de 2011.

Local: Auditório da Biblioteca Municipal da Lousã, junto da Câmara Municipal.

Horário: 10:00 às 13:00 Horas e das 14:30 às 18:00 Horas.

O n.º máximo de inscritos é de 30.

Os participantes devem vir munidos de computador e GPS, para instalação do material do Workshop. Será fornecido um CD com toda a documentação.

O almoço está incluído no preço da inscrição que é de 20.00 euros e pode ser paga no local.

Informações e Inscrições: landlousa@gmail.com

Inscritos:

  1. Rui Marinho
  2. Rui Teixeira
  3. Carla Teixeira
  4. João Pereira
  5. Marco Ascensão
  6. Luís Fernandes
  7. João Pinto
  8. Rafael Rodrigues
  9. Nuno Martins
  10. Rodrigo Silvestre
  11. Sandro Weiner
  12. Rui Cardoso
  13. Vasco Fidalgo
  14. Sérgio Castanheira
  15. Luís Rosado
  16. Filipe Perdigão
  17. António Fernandes
  18. Ricardo Marques
  19. Hugo Trindade
  20. Afonso Pedrosa
  21. Filipe Rodrigues
  22. Sofia Senhorinho
  23. Jorge Pinto
  24. José Ribeiro
  25. Hugo Sá
  26. Miguel Rito
  27. Bruno Santos
  28. Miguel Brandão
  29. Nuno Vicente
  30. Ricardo Simões
  31. Nuno Rosado
  32. Sílvia Oliveira
  33. Paulo Santos
  34. Nuno Silva

 

Inté.

GPX Editor: editor gráfico para trajectos,pontos e rotas no formato GPX

O GPX Editor é uma aplicação de edição de ficheiros que armazenam dados GPS (rotas, pontos e trajectos). Embora vocacionado para lidar preferencialmente com o formato GPX (GPS Exchange Format) é ainda capaz de ler e armazenar informação nos formatos KML e NGT (NoniGPSPlot).

Para aqueles utilizadores que não dispõem de Mapsource / Basecamp ou que preferem trabalhar sobre ortofotos e mapas digitalizados (informação raster), o GXP Editor é uma aplicação muito útil e, ao mesmo tempo, simples na gestão dos seus trajectos, pontos e rotas.

A aplicação é livre e encontra-se disponível para download na seguinte hiperligação:

http://www.knackes.com/blog/index.php?post/2008/11/20/193-gpx-editor-1070

Não pressupõe qualquer processo de instalação, pelo que pode ser executado directamente a partir do ficheiro .exe. Nos sistemas operativos MS Windows Vista e MS Windows 7 deverá ser sempre” executado como administrador”.

O GPX Editor tem como características principais:

  • Pré-visualização das rotas, trajectos e pontos;
  • Sua representação sobre Google Maps e OpenStreetMap;
  • Edição das propriedades de cada objecto;
  • Junção de ficheiros;
  • Cópia, eliminação, corte ou divisão e junção de trajectos;
  • Filtragem de trajectos de modo a reduzir o número de pontos que os compõem, através de algoritmos optimizados;
  • Representação gráfica da extensão e desnível dos trajectos.

O interface de utilização do GPX Editor pode ser visto na imagem que se segue:

OziExplorer em plataforma Android

Encontra-se ainda em fase final de desenvolvimento (alpha) mas promete. Trata-se da versão Ozi para o sistema operativo Android, o que lhe permite assim entrar no universo em franca expansão dos smartphones e tablets (como o Samsung Galaxy Tab).

A hiperligação para download e teste é a seguinte:

http://www.oziexplorer3.com/android/oziexplorer_android.html

Nesta versão do OziExplorer são suportados:

  • As versões 1.5 (Cupcake),  1.6 (Donut),  2.0/ 2.1 (Eclair) e 2.2 (Froyo)[do  sistema operativo Android;
  • A rotação (vertical/horizontal) do dispositivo;
  •  Diversas resoluções de ecrã;.

 

Apenas mapas nos formatos ozf2, ozfx3 são para já aceites, pelo que os mesmos deverão ser previamente tratados através da aplicação img2ozf.

Os mapas, bem como os outros ficheiros com dados GPS (rotas, pontos e trajectos) deverão ser armazenados no cartão SD, nas seguintes localizações:

  • Mapas: na pasta do cartão SD “OziExplorer/Maps”;
  • Dados: na pasta do cartão SD “OziExplorer/Data“.

Como limitações temos:

  • Os pontos (waypoints) podem ser carregados mas não criados, editados ou utilizados para navegação;
  • A função de “Track logging” está sempre seleccionada e cria um novo ficheiro no início de cada dia;
  • A ampliação acima dos 100% não se encontra ainda disponível.

Bit Map: Navegação 4×4 em iPhone ou iPad (Parte III – operações básicas)

O Bit Map é um programa que utiliza imagens em formato digital (tipo raster) como mapas, permitindo a navegação, a visualização de dados do GPS, a criação de rotas e pontos de passagem (waypoints).

Neste último artigo iremos precisamente explorar operações sobre mapas, rotas e pontos de passagem (waypoints).

Mapas.

O Bit Map tem um interface muito simples e é quase todo ele ocupado pela área dedicada à visualização e manipulação do mapa. No topo e na base da janela encontram-se duas barras de ferramentas, cujos elementos permitem ao utilizador gerir as propriedades do mapa a visualizar.

Aquelas barras desaparecem ao fim de 5 segundos de modo a que o mapa ocupe todo o ecrã do dispositivo iOS. Para voltarem a aparecer basta tocar no ecrã.

Ao nível dos mapas é possível realizar as seguintes operações:

  • Deslocação no mapa;
  • Ampliação do mapa;
  • Deslocação entre mapas;
  • Obter a posição em tempo real sobre o mapa.

 

É possível ao utilizador deslocar-se pelo mapa. Basta tocar o ecrã e, mantendo-o pressionado, arrastar a imagem de modo a posicionar-se na área do mapa pretendida.

A ampliação do mapa pode ser obtida directamente através de acções de “pinching” ou “beliscão”, próprias do iOS. O duplo toque com um dedo amplia para o dobro (2x) e com dois dedos reduz para metade. Se o utilizador tocar três vezes no ecrã o mapa volta à escala por omissão.

Caso o utilizador proceda a uma ampliação do mapa superior a 4x, o Bit Map inicia automaticamente a procura de mapa mais detalhado para a área visualizada. No entanto, o utilizador dispõe sempre da possibilidade de controlar tal deslocação entre mapas armazenados no dispositivo iOS. Esta é a função dos botões da barra de ferramentas que ocupa o topo do ecrã:

Permitem ao utilizador deslocar-se para o mapa seguinte ou anterior

Activam a procura de um mapa mais ou menos detalhado para a área visualizada.

Adicionalmente, é possível seleccionar o mapa a visualizar através do gestor de mapas.

O Bit Map permite ainda identificar a posição em movimento, sobre um mapa. Esta opção é de importância especial porque permite que, quando o utilizador navega ligado ao GPS, possa ter em tempo real a posição do nosso 4×4 sobre o mapa ou carta militar.

A localização corrente é dada através do seguinte símbolo:

A função de marcação da posição em movimento, sobre um mapa, é activada e desactivada na barra de ferramentas que ocupa a base da janela. Mais especificamente pelo seguinte botão:

 Uma vez activa a função:

  • A posição actual ocupa o centro do ecrã e o mapa desloca-se automaticamente;
  • É pesquisado um novo mapa sempre que  a posição se mover para o limite do mapa corrente e em visualização;
  • A entrada em modo de suspensão é desligada (caso o dispositivo esteja ligado a uma fonte externa de alimentação.

 

Pontos de passagem (waypoints) e rotas.

O Bit Map permite criar pontos de passagem (locais de interesse registados e armazenadas no dispostivo). Estes podem ser organizados como rotas (sequência de pontos de passagem intermédios que conduzem a um destino).

Assim, se a rota é armazenada como um conjunto de pontos de passagem, a rota activa designa a rota em que será adicionado um novo ponto de passagem. No Bit Map a rota activa assume o “papel” que noutros sistemas, como o OziExplorer, tem o “track log”: o armazenamento automático (ou log) dos pontos de localização fornecidos pelo receptor GPS à medida que o utilizador se desloca.

É possível criar rapidamente um ponto de passagem, utilizando para tal a barra de ferramentas que ocupa a base do ecrã.

Premindo o botão com a forma de um pionés é capturada a localização corrente. O ponto de passagem é adicionado à rota activa e as suas propriedades podem ser editadas na janela que entretanto surge ao utilizador. É popossívelde preencher o nome e a descrição do ponto,mas também editar manualmente as coordenadas.

O ponto de passagem aparece no mapa como uma mira, complementado pelo nome.

Através do botão com a forma de três pioneses é possível activar/desactivar a função de armazenamento automático (log) dos pontos de localização fornecidos pelo receptor GPS à medida que o utilizador se desloca. O tempo e a distância máxima que deverão existir até um ponto ser armazenado são especificados na janela relativa às definições.

Gerir rotas

A partir do botão “•••” que se encontra no topo da barra de ferramentas o utilizador tem acesso à barra de definições, gestão de mapas e rotas. Tocando no botão “Routes”, é aberto o gestor de rotas, onde aparecem listadas as rotas armazenadas no Bit Map.

A designação daquela que é a rota activa ocupa o cabeçalho da lista. Para além disso é listado com um fundo cinza e as letras a amarelo, cor que, de resto, é utilizada para representar os pontos que a compõem no mapa.

As rotas visíveis têm como cor de fundo a cor que é utilizada para representar os pontos no mapa. Rotas não visíveis no mapa são listadas com um fundo de cor branca.

Para seleccionar uma rota como a rota activa basta tocar no botão “>” localizado próximo do nome da rota e, ao nível da janela de propriedades da rota tocar, primeiro, no botão “Activate” e depois, de modo a confirmar a acção, em “Done”.

O controlo da visualização da rota no mapa é também intuitivo. Basta tocar na mesma para que o estado de visualização se altere: aquela ficará sucessivamente com um fundo branco (invisível) ou colorido (visível).

No topo do gestor de rotas está localizada uma barra de ferramentas que permite ao utilizador:

Bloquear a edição das rotas;

Criar uma nova rota;

Enviar as rotas (formato .KML) por email;

A importação e instalação de novas rotas tem um processo idêntico ao descrito para os mapas.

 

Pesquisar pontos de passagem e rotas

Através do botão com a forma de lupa, localizado na barra de ferramentas do mapa é possível pesquisar pontos de passagem e rotas pelo nome. O resultado pode depois ser exibido no mapa.

Definições

Para aceder a outras características do Bit Map, como sejam as definições, gestão de mapas e rotas o utilizador deve tocar no botão “…”.

O utilizador ganha acesso ao gestor de mapas, bem como a uma nova barra de ferramentas na base da janela.

O último dos botões da barra de ferramentas permite ao utilizador aceder à janela de definições. Através dela é possível alterar o comportamento do Bit Map.