MAPSOURCE/OZIEXPLORER/GOOGLE EARTH

Boas.

Pensamos estar no bom caminho de, pudermos navegar com GPS e ver ao mesmo tempo, no monitor do GPS e no monitor do PC, estes três modos de navegação com a mesma antena de GPS ou GPS. Parece que ver o Oziexplorer e o Google Earth ao mesmo tempo no mesmo monitor será a nossa próxima aposta. Portanto Malamack, nada de arrumar a bússola, transferidor e a carta militar, esses vão sempre ser precisos.

Inté.

TOPO MARROCOS by GARMIN

A Garmin acabou de lançar a sua nova cartografia Topo de Marrocos. Esta cartografia é um guia perfeito do país com informação detalhada de estradas, localidades, trilhos Todo-Terreno. A informação adicional para os expedicionários do deserto, como postos de gasolina, poços de água, oásis e outra informação relevante é uma mais valia importante. Inclui ainda o software Basecamp da Garmin, que permite ver e gerir waypoints, rotas e tracks no computador assim como no GPS.

Principais características:
– Mapa topográfico digital em DVD e cartão de memória MicroSD;
– Contornos do terreno;
– Ruas, caminhos e trilhos;
– Diversos Pontos de Interesse como bosques, lagos e montanhas, bombas de gasolina, etc.;
– Funções de gestão de rotas e waypoints;
– Carregamento de mapas, waypoints, rotas e trilhos para unidade Garmin compatíveis;
– Cálculo automático de rota;
– Software BaseCamp, incluído no DVD.

De realçar que esta Cartografia só é compatível com determinados modelos da Garmin, por insuficiência de processador, memória ou de cores.

Fica mais esta “Dica”.

Inté.

Ferramentas para inspeccionar as características dos mapas detalhe instalados no MapSource

A aplicação MapSource organiza e gere os conjuntos de mapas como “produtos”. Cada “produto” ou mapset é constituído por um mapa de alto nível para pré-visualização (preview map), por mapas de detalhe (que depois podem ser seleccionados individualmente através da “Ferramenta de Mapa” e carregados no receptor GPS), por um ficheiro .tdb e, opcionalmente, por um ficheiro TYP.

Estes mapas detalhe (ou map tiles em inglês) são identificados por um nome relacionado com a área geográfica que cobrem, bem como contêm internamente as coordenadas daquela mesma área. Sucede que tais dados não têm qualquer correlação com a identificação em termos de ficheiro (.img), uma vez que esta é sempre constituída por 8 dígitos. Tal conhecimento pode ser importante quando pretendemos combinar mapas detalhe específicos ou, ao invés, proceder à sua partição para um tratamento mais detalhado.

Através da ferramenta Mapsource Map Explorer (disponível para download em http://www.geodude.nl/community/content/view/29/49/) é possível aceder e verificar as características dos mapas detalhe instalados no MapSource.

O valor referido no atributo “Map Number” corresponde ao nome do ficheiro .img. Se este valor tiver um comprimento  inferior a oito dígitos, obtém-se o .img adicionando zeros à esquerda, até perfazermos os referidos oito dígitos.

Uma outra ferramenta que pode ser utilizada para inspeccionar as características dos mapas Garmin  é a GMapTool. Já aqui demos conta anteriormente das suas possibilidades para cominar ou partir mapas (http://landlousa.wordpress.com/2009/08/10/como-combinar-varios-mapas/). 

Ao executar a ferramenta GMapTool.exe,  o utilizador começa por premir o botão “Add Files” e navegar até à directoria que contém os mapas a inspeccionar (por exemplo c:garmin). Aí adicionamos os mapas:

Finalmente, premimos o botão “Details”.

Google Map Maker

Apesar do crescimento da cartografia do continente africano para dispositivos GPS que já fomos dando através da iniciativa MapCenter2, o Google passou a disponibilizar gratuitamente para download, desde que para fins não comerciais, mapas detalhados do continente e dos países que o compõem em formato KML.

Estes podem ser acedidos a partir de: https://services.google.com/fb/forms/mapmakerdatadownload/

O utilizador só tem que se registar. Uma vez terminado este último processo acederá a uma nova página com indicação dos mapas a descarregar.

É possível que a página sofra de alguns problemas, nomeadamente a área central (um controlo do tipo iframe) indicar que a navegação foi cancelada. A forma mais rápida de o resolver é posicionar o ponteiro do rato sobre essa zona, premir o botão direito e seleccionar o comando “Propriedades” do menu contextual. Seleccione então o URL e carregue-o numa nova janela do browser.

Converter imagens raster de um datum para outro

Através da ferramenta OziMapToKMZ  é possível procedermos à  conversão de mapas em formato OZI para formato KMZ, permitindo-nos, assim, reaproveitar um conjunto de mapas digitalizados que temos vindo a constituir e a georeferenciar através do OziExplorer.

No espaço nacional as cartas militares utilizam projecções diferentes daquelas utilizadas nos mapas criados no GoogleEarth. Efectivamente, as imagens raster das cartas militares encontram-se projectadas no Datum Lisboa (Portugal) e os mapas do GoogleEarth apenas utilizam o datum WGS84.

Assim sendo e para utilizarmos as cartas militares nos dispositivos GPS da GARMIN como mapas específicos, teremos que georreferenciar e re-projectar os ficheiros raster (formato JPEG).

Para esta operação necessitamos de dois programas:

A primeira tarefa passa por abrir a ferramenta MapMerge e seleccionar o mapa que se pretende reprojectar através do botão “Add”. Teremos então acesso a uma caixa de diálogo que nos permite indicar o caminho da pasta que contém o mapa-alvo. Este, bem como todos os outros ficheiros .map que constarem da pasta são listados e detalhados  na área de informação que ocupa o lado direito da aplicação:

mapmerge01

O mapa a projectar deverá ser seleccionado através da caixa de marcação que se encontra à frente da sua referência.

De seguida, teremos que proceder a um conjunto de configurações, tais como:

  • Definições do novo mapa de destino, como sejam a escala (em metros por pixel) e a projecção (WGS 84).
  • Pasta de destino, onde o novo mapa será armazenado.

Tais configurações são dadas nos separadores “Destination Map” e “Configure”. Assim no primeiro separador teremos que indicar:

  • Pixel Scale – Local onde o utilizador deverá especificar a escala do mapa de destino em metros por pixel. Este atributo que determina a dimensão do mapa a produzir e, quanto menor for o valor, maior será a imagem a criar, bem como o tempo de processamento.

Para calcularmos o número de pixels por metro temos que utilizar a escala que serviu de base ao mapa e multiplicá-la por 0,000265. Se a esacala é de 1:25000, então o número de pixels por metro é 25000 * 0,000265, isto é 6,63 metros.

  • Map Datum – O datum do mapa a produzir (neste caso pretende-se o datum em WGS 84)
  • Map Projection – Projecção do mapa de destino.

Existem projecções que podem requerer parâmetros adicionais, os quais terão que ser dados pelo utilizador.

mapmerge02

Ao nível do separador “Configure” as opções que nos interessam para esta operação de conversão são três:

  • Temp File Folder – Pasta utilizada pela ferramenta durante o processo de criação do novo mapa e onde serão no seu decurso criados ficheiros temporários.
  • Destination Folder – Pasta onde será armazenado o novo mapa.
  • Resize (%) – Atributo que designa a percentagem de redimensionamento do novo mapa. Se pretendemos que o mesmo tenha uma resolução inferior ao mapa que lhe serve de base devemos indicar um valor inferior a 100.

mapmerge03

Finalmente só temos que pressionar o botão “Create Map” e indicar a opção “Fom Selected Maps”.

mapmerge04

O mapa agora criado é constituído pelo par de ficheiros .map e .ozfx3 (formato de imagem nativo do Ozi Explorer e único aceite no Ozi Explorer CE). No entanto, a ferramenta OziMapToKMZ  não suporta tal formato. Pelo que o mapa OZI terá que sofrer um segundo nível de conversão intermédia: a conversão do formato de imagem.

Para tal há que executar a ferramenta ozf2img. Trata-se de uma ferramenta que funciona no modo de linha de comando (vulgarmente conhecida como aplicação a correr em janela de MS-DOS) e que deverá ser copiada para a mesma pasta onde se encontra o mapa constituído pela imagem ozfx3. A sintaxe da mesma é seguinte:

ozf2img -i<file>.map

O resultado do processamento é um ficheiro .png (Portable Network Graphics, formato gráfico surgido em 1996 para substituir o GIF).

mapmerge05

Este novo ficheiro .png terá que ser associado ao ficheiro .map. Basta abrir através de um simples editor de texto e substituir na terceira linha o nome da imagem (de OZFX3 para PNG).

mapmerge06

Finalmente, o mapa está pronto a ser utilizado no OziMapToKMZ.