FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS – 3.º

Março ou Abril de 1992, Kidal (Mali)

A aventura de Tin Zaouatene a Kidal, foram de tal modo perigosas, que hoje a distância de 20 anos, reconheço que estava noutra dimensão. A avaliação dos perigos passou ao lado da Expedição, de certeza que estávamos noutra galáxia.

Kidal, um pequeno lugar a 900 Kms de Tin Zaouatene e a cerca de 700 kms de Gao, longe de tudo e de qualquer rota segura. Dizem que hoje, após queda da Líbia é zona forte da AQIM.

Entramos em Kidal vindos de uma Pista por onde não passava nenhuma caravana a mais de dois anos, o que criou estupefacção ao pequeno grupo de pessoas que junto a um poço enchiam baldes e bidons de água.

O edifício da Alfândega era uma minúscula, construção de barro, coberta de chapa de zinco e só com uma abertura a da porta, mas sem porta.

O militar, de calça de camuflado e peito a descoberto tem uma pistola no cold e uma metralhadora na mão. Senta-se numa espécie de cadeira ( um antigo banco de automóvel, mas com as molas à mostra) e começa a carimbar os passaportes sem fazer perguntas, em cima de uma pequena mesa tosca de madeira. Cá fora a uns 200 metros uma coluna militar esperava por nós. Havia duas vezes por semana uma coluna militar, com dois blindados soviéticos e duas carrinhas Toyota, com metralhadoras fixas no chassis, que faziam o percurso entre Kidal e Gao.

Junto ao poço, havia um pequeno edifício “Palais de Justice” e logo ao lado um pequeno comércio.

Consegui uma laranjada, Fanta? Canada-Dry? Sei que a bebi numa golfada.

Lousã, 20 anos depois…

Parola Gonçalves

 

Melhorias nas aplicações de navegação em dispositivos Android e iOS

A acreditar nestas duas últimas semanas, o segundo semestre do ano de 2012 promete para os utilizadores de dispositivos equipados com Android e iOS. Aqueles que já são considerados pela comunidade informática como os clássicos “frienemies”, colaborando  quando o interesse é mútuo ou afastando-se quando as oportunidades ocorrem, apresentaram, respectivamente, nos dias 6 e 11 de Junho novidades muito interessantes nas áreas do software de navegação.

A Apple, na sua conferência anual em S. Francisco (World Wide Developers Conference ou WWDC), anunciou ontem, dia 11 de Junho, por intermédio do seu vice-presidente Scott Forstall, o completo redesenhar da sua solução de cartografia digital e navegação, a implementar na nova versão do sistema operativo iOS (com uma data de lançamento que se estima para o final de ano). Assim, o iOS 6 passará a contar com uma aplicação de nome Mapas desenhada pela própria Apple, dotada de capacidade de indicação de direcção em tempo real (turn by turn), de integração com o Siri e de representação tridimensional dos edifícios dos meios urbanos (modelados com recurso a fotografia obtida pela própria Apple). Os mapas serão vectoriais e fornecidos pela Tom Tom / Tele Atlas.

Antecipando-se a estas alterações, a Google, por seu lado, anunciou dia 6 de Junho, grandes melhorias nos seus sistemas geradores de mapas (Google Earth e Google Maps).

Neste contexto, o Google Maps para Android passará a funcionar em modo offline, permitindo ao utilizador descarregar os mapas de uma área seleccionada e continuar a recorrer à aplicação sem uma conexão Internet. Paralelamente, o Google Street View , recurso do Google Maps e do Google Earth lançado em 2007, passará a disponibilizar vistas panorâmicas de 360° na horizontal e 290° na vertical ao interior de prédios.

Já o Google Earth, disponibilizará uma visão 3D mais realista, do ponto de vista de modelação e texturas, suportada em fotografias aéreas, captadas a 45º e a partir de quatro ângulos diferentes.

FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS – 2.º

Março de 1992 – Ghardaia (Argélia)

A saída de Telmecen, tinha sido muito cedo, estávamos no Ramadão e saímos do Pequeno Parque de Campismo com o som das primeiras orações. A Mesquita era anexa ao Camping e o som era muito forte, mas a viagem também era longa.

Diziam que Ghardaia era as Portas do Deserto, lembro-me de descer por uma estrada sinuosa e ver encaixada na montanha uma cidade. Descemos para um”plateaux” e lá estava uma cidade soberba, em que as cores se misturam e fundiam com a envolvente. Diziam que era uma cidade “dividida” em cinco de acordo com as etnias e credos religiosos, seria? ainda hoje não sei.

O Parque de Campismo de Ghardaia era dentro de um Oásis, um Parque moderno para a altura com uma recepção carregada de autocolantes e muitos de Moto Clubes Portugueses.  Muitas\ palmeiras e água com farturas em caleiras ou “fogaras” cruzavam o Parque, tal e qual uma descrição de um espaço de cinema.

Fora do parque o ambiente era muito fechado, talvez por estar no Ramadão, mas quando o sol se pôs no horizonte, o rebuliço começou. As ruas foram invadidas por bancas de venda, desde ao meio cigarro a um xote de escocês.

O jantar foi num dos Restaurantes “Restaurant Paris”, uma sopa (harira) e esparguete com carne de vaca carregado de massa de tomate.

Ainda hoje me lembro da beleza do Camping de Ghardaia…..

Lousã 20 anos depois

Parola Gonçalves

 

FRAGMENTOS DE MEMÓRIAS – 1.º

1992 Parque de Campismo Municipal de Tamanrasset.

O UMM do “Pavarotti” tinha dado o berro depois ter engolido golfadas de areia pela entrada de óleo, já que a tampa tinha ficado pelo caminho, eventualmente por ter ficado mal apertada. Consegui ir “pendura” pela rodas da frente no camion 6×6 Mercedes de apoio a Expedição. Mas como um mal nunca vem só, o UMM do Pedro Coelho tinha problemas de aquecimento e tinha queimado a junta da cabeça. Há males que vêm por bem, como diz o povo e foi feita uma enxertia de para outro UMM.

Uns 3 ou 4 dias depois de inúmeras peripécias, foi-nos dado ordem de partida ao fim da tarde, e nada melhor que tentar em basar o mais rápido, mas népia, com tanta bófia tivemos de pernoitar dentro dos 4×4 em Abalessa e de madrugada partir para Silet, para depois passar a fronteira em Tin Zaouatene.

Ao meio da tarde chegamos a Tin Zaouatene, para ficar 1 ou 2 dias ao sol a espera de ordem para avançar, não para o percurso, mas para a terra de ninguém ao encontro dos bandidos armados. Foram 3 encontros, dos quais o 2.º ainda hoje deixa marcas, tal era o aspecto dos 2 bandidos fortemente armados de armas e de sujidade…….

Lousã, 20 anos depois

Parola Gonçalves

 

 

 

TRAVESSIA DO ESTREITO DE GIBRALTAR – PREÇO DE FERRIES

Boas.

Com o Ramadão à porta e o Verão quase aí, o preço dos Ferries entre Algeciras e Marrocos deu um pulo em termos de preços. Julga-se até que depois de 15 de Junho os preços tenham outra vez um grande aumento.

Contudo, nós na nossa incessante pesquisa, conseguimos saber onde se pode adquirir um bilhete de ida e volta entre os 198.00 euros e os 220.00 euros ida e volta, sendo esta em regime aberto, para 4×4+2 pessoas.

Neste momento, Viajes Normandie, tem um preço de 220.00 euros na Companhia IMTC, sendo que os bilhetes têm de ser levantados  no balcão, o que muitas vezes não permite “apanhar” o Ferrie da manhã. Outro inconveniente é que a Travessia é feita em Ferrie lento, que demora mais do dobro do tempo.

A Camaleon 4×4, tem o preço de 198.00 euros, ida e volta em regime aberto em Fasty Ferrie e um sistema de emissão de bilhetes, através de localizar móvel de acordo com a companhia. Este preço refere-se a Companhia Baleária.

Fica mais esta dica, que poderá ser actualizada depois de 15 de Junho, sendo que nos foi garantido através de contacto telefónico que o preço seria mantido, mesmo após dia 15 de Junho.

Inté.

Parola Gonçalves