Parques de campismo do mundo…

O projecto do suíço Ulrich (http://www.desert-info.ch/) tem por objectivo recolher e sistematizar um banco de dados com parques de campismo de todo o mundo. Trata-se de um projecto que pode ser mantido com a ajuda de todos os viajantes.

Através da hiperligação http://www.desert-info.ch/download/pdf/Google/Camping-Welt.zip descarrega uma pasta comprimida com as coordenadas dos parques de campismo de 74 países. Os dados encontram-se nos formatos kml (GoogleEarth Markup Language) e gpx (GPS eXchange Format, lido por Garmin MapSource e OziExplorer).

Eis aqui um aspecto do ficheiro de Marrocos em Mapsource, o qual conta com 133 parques:

parques de campismo em Marrocos

ROTAS DOS PARQUES E RESERVAS NATURAIS – ESPANHA (2)

Boas.

Pois é, lá vamos nós fazer uma sequência de Parques e Reservas Naturais do norte de Espanha, como Sanábria, Ancares, Somiedo, Picos da Europa e Ordesa e Montes Perdidos.

Serão 10 a 12 dias em Autonomia Total, com o fiel e fiável SAvimbi e a Rosa Maria.

A partida será dia 17 após o almoço e o regresso é quando nos der a vontade. Temos uma âncora que aconselhamos vivamente o Hotel Del Norte, em Andrin, Asturias. Este será o nosso único alojamento fixo, porque adoramos o sítio, o Hotel e a envolvente.

Daremos notícias e fotos.

Por cá fiquem todos bem.

Mungo ué.

NO TEU DESERTO – Quase Romance

mstBoas.

Aconselho a compra deste livro que já li e reli e, me fez recordar as duras Pistas da Argélia rumo a Tamanrassett.

“O novo livro de Miguel Sousa Tavares, um “quase romance” (como o classificou) intitulado “No Teu Deserto”, está nas  livrarias desde 7 de Julho, sendo uma edição da Oficina do Livro. A obra tem 128 páginas.
Segundo o site Diário Digital, Miguel Sousa Tavares, na Comunidade de Leitura da Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, disse que este livro é “quase um diário de viagem” ou “quase um romance de amor”.
Na nota de imprensa divulgada pela Oficina do Livro surge este texto: “Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.”

Afríca tem destas coisas e o Sahara ainda nos prende mais as emoções e as recordações. Quem vai ao Sahara jamais será o memso desde que entenda a magia e o sentir do Deserto.

Ainda ontem a SIC  Notícias transmitiu um comentário soberdo da Cândida Pinto sobre Moçambique, Zâmbia, Namíbia e Angola, sobre as aventuras de 4 pilotos de aviação em pequenos aviões do tipo Cesna. Fiquei fascinado com o Lago Niassa, as Cataratas do Lago Vitória e o Delta do Okavango, em que os Defenders anfíbios fizeram as delícias dos meus olhos.

Espero em 2010 ou 2011, fazer uma Expedição a Namíbia que termine no Delta do Okavango, pelo menos ando já a trabalhar para isso, pelo que dia 16 amanhã, terei em mão os Tracks à muito ambicionados, de alguém que fez em 2008 essa Expedição, desdea Cidade do Cabo em LR, claro.

Fiquem bem.

Inté.

III EXPEDIÇÃO LANDLOUSÃ A MARROCOS 2009 (9)

Logo_Marrocos_2009Boas.

A preparação da Expedição continua em velocidade de cruzeiro, com a aquisição de tendas, sacos de dormir, freezers para o embate dos primeiros dias, 5 acampamentos, pelo menos até Hassilabied.

Oportunamente será feita a reserva das Travessias de ida e volta via Algeciras/Ceuta.

Haverá uma paragem em Alnif para procedermos a abertura oficial da “Casa Da Costura”, com o equipamento que entregamos em 2008 a ONG BOUGAFER.

A Rota que se propõe e que queremos partilhar convosco, mas que poderá ser alterada unicamente com um desvio a Ouzina e a Lost City é a seguinte ROTA de acordo com as disponibilidades de tempo.

Fiquem bem.

Inté.

OPEL KAPITAN DE1959 – O Início

kapitan_1953_1955Boas.

Foi para aí em 1966 que eu dei as primeiras voltas de popó a conduzir, quer dizer que, devia ter uns 13 ou 14 anos, num famoso Opel Kapitan de 1959. O Opel idêntico ao da foto tinha unicamente, cores diferentes. O  tejadilho ou hard top era verde escuro e o resto da carroceria, era o chamado verde alface ou “cueca”.

O Opel Kapitan, tinha 3 velocidades e seis cilindros com mudanças ao volante. Os bancos da frente e de trás eram corridos, umas autênticas poltronas, só faltava o wc.  Assim aos domingos de manhã o esquema para a volta,  consistia em lavar o Popó, plir os cromados e depois secar em andamento. Primeiro de mansinho, com umas marcha-atrás e depois de lavado o “puxar a frente”  e nas calmas essa manobras iam evoluindo para umas voltinhas a “socapa” para outras paragens.

Esssas voltas começaram por esticar o percurso com uma volta maior pela Serração Bailundo, Avenida do Brasil, Rua Paiva Couceiro e depois Marçal. Mas com se diz por cá “Tantas vezes o cântaro vai a fonte que depois se parte” e  foi o que aconteceu.

Certo domingo depois de lavar o Opel, polir os cromados e retocar a faixa branca dos pneus, nada melhor que “secar” a bomba, com mais uma ou duas voltas.

Saí de casa, com o Pye ligado, eram uns rádios fixes com emissoras pré-sintonizadas, em direcção a Casa Sameiro, volta a esquerda para a Fabríca da Mancabira, volta a direita para a Casa Gagajeira ao pé da Bailundo e segue com alto som para o Bairro do Teixeira. Como correu bem “nova volta, nova corrida”, qual Piqué, qual Fângio, era como andar um colchão tão boa era a suspensão. Faço a mesma volta e quando entro na Avenida Brasil, só oiço uma sirene em riste, era a PSP, manda escostar e saí da banheira o “Je”. Os homens não acreditavam que eu pudesse andar numa Rua com tanto movimento como aquela, mas nada que um tipo se atrapalhasse, levei o carro até casa e com direito a Guarda de Honra. Depois, bem depois  é que foram elas, mas isso fica para outra memória, das muitas que há para contar. Um dia quando tiver netos e, lerem isso, talvez digam “Quero ser aventureiro como ele”.

Fiquem bem.