CHARLES DE FOUCAULD

Boas.

Penso que foi em 1993, que ouvi pela primeira vez falar em Charles de Foucauld.

Na altura, estavamos retidos à 3 dias em Tamanrasset, no Parque de Campismo local. Aguardavamos a chegada de um guia Touareg para nos levar à atravessar o Mali, e também, porque, o jornalista José Manuel Fernandes do jornal “Público”, tinha sido levado para a esquadra da polícia, porque se “atreveu” a montar no recinto do Parque a antena do telefone satélite, que era enorme e obrigava a uma certa perícia na sua montagem.

Com a espera, foi-me dito pelo dono do Restaurante do Parque, que a cerca de 80 kms, em Assekrem no sítio do Hoggar, havia uma Ermida do Padre Charles de Foucauld, que tinha escolhido aquele lugar desertíco para praticar a pobreza extrema. A Pista era dura e o local inóspito, mas lá fomos, seguindo as indicações. Charles de Foucauld foi assassinado no dia 1 de Dezembro de 1916, naquele local da Argélia, por um grupo de bandidos.

Ermida em Assekrem.

Tumba de Charles de Foucauld em El Ménia

Agora, passado estes anos, ao preparar a Expedição ao Anti-Atlas 2011, deparei com vários artigos sobre a passagem do Padre Charles de Foucauld por Marrocos, ainda enquanto militar e de estudioso pela geografia humana e não só. Assim, na sua passagem por Marrocos, Charles de Foucald viveu alguns anos em Tissint, de onde partia e regressava para os seus estudos e preparar a sua grande travessia de poente a nascente até a Argélia.

Hoje, Tissint tem como principal atractivo as ruínas da casa onde viveu Charles Foucauld, cuja foto anexamos. Esta “atracção” é desconhecida dos expedicionários em geral, bem como da Cascata de Águas Salgadas, que existe a saída de Tissint, atracções que esperamos visitar em Junho de 2011.

Fica  a “dica” e umas fotos.

Ruínas da Casa de Tissint.

SUGESTÕES LANDLOUSÃ PARA O VERÃO 2010

As nossas sugestões para este Verão:

Livros:

– O Teu Deserto de Miguel Sousa Tavares

– O (Des)Caminho Para Santiago, de Cees Nooteboom

– Sul de Miguel Sousa Tavares

– Todos os Ventos do Mundo, diário de um navegador solitário, de Manuel Martins

– 1 KM de Cada Vez, de Miguel Cadilhe

– Linhas da Nostalgia, um percorrer pelas linhas de caminho de ferro desactivadas, Rui Cardoso

– Cão Como Nós, de Manuel Alegre

– Rafael, de Manuel Alegre

– Grand Sud Marocain,Country Guide da Petit Futé

– Morocco Overland, de Chris Scott, da Trailblazer

– Pistes du Maroc à travers l’histoire, de J. Gandini, da Extrem’sud

– A Linha da Lousã, de Dário Silva

– Lousã, um excelente livro de fotos da Lousã de Varela Pècurto

– Guide du Sahara, les guides bleus, das edições Hachette

– Portugal, Pé-Ante-Pé, Guia de Percursos Naturais, da Bertrand Editora

– Guia da Rede de Percursos da Serra da Lousã, edição das Câmaras da Lousã, Góis e Castanheira de Pêra

– Portugal Passo-A-Passo, 20 Passeios por Portugal, de Rui Cardoso e Abel Melo e Sousa

– Tuareg, de Alberto Vazquez-Figueroa. Um livro em que a honra está acima de tudo.

– Manual de leitura de cartas, do Instituto Geográfico do Exército. Excelente introdução à utilização de cartas tográficas e documentos afins.

– Quiet for a Tuesday, de Tom Sheppard. Um livro para admirar a fotografia e sonhar muito…

Locais:

– Serra da Lousã e as suas Rotas do Xisto

– Covão da Ponte, no concelho de Manteigas, Serra da Estrela

– Praia Fluvial de Cambas, no Rio Zêzere, concelho de Oleiros

– Sede da LandLousã, no concelho da Lousã, ao km 24.50 da N236

– Aldeia do Xisto da Cerdeira, concelho da Lousã

– Hassi Labied, (Auberge du Sud), Merzouga Marrocos

– Chott Tigri, entre Tendrara e Iche, na zona oriental de Marrocos

– Oásis de Iche, Marrocos

– Tafraoute, anti atlas , Marrocos

– Praia Fluvial da Bogueira, em Casal de Ermio, concelho da Lousã

Links:

– www.landlousa.com

– http://amaltadosjipes.blogspot.com/

– http://terracotta.nireblog.com/

– http://www.saharayatlas.com/

– http://viajarpormarruecos.blogspot.com/

– http://vadiar.uniterre.com/

– http://www.salimanaji.org/

– http://randlover-bre.blogspot.com/

– http://www.viagens4x4.com/

– http://www.aldeiasdoxisto.pt/

– http://www.horizonsunlimited.com/hubb/

Vamos actualizando, diariamente. Aceitamos sugestões

MAPC2MAPC – Parte 1 (características base e instalação)

MAPC2MAPC é uma ferramenta especificamente desenvolvida para manipular mapas digitais. Entre as principais funcionalidades temos:

  • Carregar mapas digitalizados (raster) e georeferenciá-los;
  • Carregar  georeferências dos mapas digitalizados em vários formatos e datums;
  • Visualizar mapas;
  • Cortar e redimensionar os mapas, preservando a sua georeferenciação;
  • Reprojectar os mapas;
  • Rodar os mapas para o Norte verdadeiro;
  • Ler e criar Mapas raster para Garmin (Garmin Custom Maps);
  • Ler ficheiros nos formatos “.sid” e “.jp2”;
  • Fundir, juntar mapas  ou criar camadas, independentemente da sua escala ou projecção;
  • Converter mapas de um datum para outro.

 

O MAPC2MAPC suporta já um grande número de formatos. Assim, esta ferramenta é capaz de ler e escrever nos formatos MAP (Ozi), JPR (Memory-map, Fugawi), GMI (GPSTuner), MCD (GPSMAPOS, GPSGO), CAL (Pathaway), TFW (Mapyx/Quo), KML, KMZ. Will also read GUX (GPSU) e IMP(CompeGPS). É ainda capaz de aceder ao utilitário MrSIDDecode para descodificar ficheiros armazenados no formato MrSID (multiresolution seamless image database), formato desenvolvido e licenciado pela LizardTech para codificar gráficos raster geoferenciados, como os ortofotos.

Apesar de lidar com vários datums, apenas reescreve o mapa no datum WGS84.

Requisitos e instalação

Actualmente o MAPC2MAPC encontra-se na versão 2.5.3. e é freeware.Esta ferramenta pode ser descarregada a partir da seguinte ligação:

http://www.the-thorns.org.uk/mapping/mapc2mapc.zip

O MAPC2MAPC pode ser executado sem problemas em plataformas MS Windows, nas versões Windows XP, Vista e 7.

Em versões mais recentes do sistema Opertaivo MS Windows (Vista e 7) têm sido reportados alguns erros de instalação e execução de controlos ActiveX:

  • ‘Component COMCTL32.OCX or one of its dependencies is not correctly registered’
  • ‘Component MSINET.OCX or one of its dependencies is not correctly registered’

 

Para estas versões, o utilizador deve instalar e posteriormente executar a ferramenta como administrador.

Se mesmo assim persistirem os problemas de instalação dos referidos controlos no sistema operativo é ainda possível ao utilizador proceder ao seu registo manual. Para tal tem que executar o utilitário “Linha de Comandos” em modo de administrador e dar os seguintes comandos:

  • regsvr32 -u comctl32.ocx
  • regsvr32 msinet.ocx

Nos próximos artigos iremos explorar:

  1. Funcionalidades do MAPC2MAPC;
  2. Particularidades do MAPC2MAPC, como sejam a criação de Garmin Custom Maps e utilização de sobreposição decamadas em mapas (overlays).

IV PASSEIO LANDLOUSÃ MARROCOS 2010

Boas.

Estamos “quase” de partida e o pessoal caloiro anda numa azáfama incrível. Tendas novas, sacos de dormir, comida, bebidas, sobressalentes, revisões apressadas o que tem permitido um convívio exemplar.

Desta vez, o Manuel e a Rosa, o Paulo, Joel, e o Rui Fernades, o Mesuras a Dina e a Ana Fernandes, o Jorge, o Miguel, e o João Gomes, o Nuno Santos, a Sónia e o Miguel, o Rui Rodrigues e a Sílvia, o Pedro e a Cristina, o Quim Tó e o Barata, o Frederico e a Céu, o Nuno Ferreira e os manos António e Carlos, eo o Tito e o Pedro Simões, vão connosco a Marrocos. É uma caravana de malta nova, a maioria vai pela 1ª vez a Marrocos. Estamos a fazer tudo para que venham a  gostar.

Para os que ficam, por não terem lugar, para o ano prometemos novo Passeio. e já estão inscritos.

Auberge du Sud, Auberge Camping Mharech, Auberge Chez Ali eos Camping’s Azilan, Amazhig, Ouarzazate e Flamant, são os poisos deste Passeio.

Ceuta, Chefcahouen, Erfoud, Hassi Labied, Oáis Mharech, Zagora, foum Z’guis, Tazenack, Ouarzazate, Marraquexe e Moulay Bouselham, são algumas das nossas âncoras. Os acampamentosd serão uma constante, já que é aí que o convívio vai aproximar pessoas e fazer amigos.

O Spot, estará online e dará o nosso track diário.

Qualquer informação landlousa@gmail.com

Fiquem bem.

Inté. Laripô.

DE ONDE SOU? NÃO SEI.

Não quero saber de onde sou, prefiro ser do mundo, ou, de um lugar qualquer, onde me sinta bem. Naquele dia, que já não sei quando foi, tive a certeza que nunca mais voltava lá, do lugar de donde era. Todos os dias, penso na curva ascendente que aquela Boeing, descreveu ao subir sobre a Samba Pequena. Aquela subida doeu mais que a morte se esta tem dor.

Não sei se sou do Kikolo, do Maria Pia, do km 14, do Sambizanga, do Marçal, ou de outro lugar, com nome de terra e não de País. Sei que quis voltar e fiquei pelo caminho. Sei que todos os dias desenho com pormenor os becos, as estradas e os caminhos, do Kikolo, do Maria Pia, do km 14, do Sambizanga do Marçal, ou de outro lugar, com nome de terra e não de País.

Não quero saber de onde sou, porque o velho Tamarineiro já tombou com a idade, o Musseque Marçal já não tem a Joana Maluca, a velha Jesuína com paracuca e doces de coco, nem a velha Mabunda com o seu cigarro acesso no interior da boca.

Não quero saber de onde sou, porque a velha Rudge, se esfumou corroída de ferrugem, não me levando ao Kikolo como caçador de meia-tijela, com a fiel Diana 27, atrás dos rabos-de -junco e das rolas.

Não quero saber de onde sou, porque já não há  “Intrépido”, para bolinaR ir até ao Mussulo tomar uns banhos na baía e voltar a navegar ao largo, para o Kikolo, à Maria Pia, ao do km 14, ao Sambizanga, ao Marçal, ou de outro lugar, que eu já não sei qual é, com nome de terra e não de País.

Apátrida? Talvez! Retornado, também não! Refugiado, exilado, deslocado, não sei. Mas do Kikolo, do Maria Pia, do km 14, do Sambizanga, do Marçal, ou de outro lugar, com nome de terra e não de País é que não sou.Só sei que vim de lá, sem saber de onde sou.

Não quero saber de onde sou, porque já não há becos para eu passear, amigos para visitar e paracuca para se comer. Os velhos becos, já não me levariam a Cacimba da Macambira, ao Suba e as barrocas do Sambila.

Não quero saber de onde sou, porque já não há o Cine São Domingos com os filmes de cowboys e espadachim, nem o moto cross do Rangel em que o Mabeco era o Campeão.

Não quero saber de onde sou, porque queria dar mais ao “meu” País, agora nome de terra de donde dizem que vim, sobrevoando em curva ascendente que aquela Boeing descreveu ao subir sobre a Samba Pequena, perdendo as letras de Kikolo, do Maria Pia, do km 14, do Sambizanga, do Marçal, ou de outro lugar, com nome de terra e não de País. Só sei que vim de lá, sem saber de onde sou. Apátrida, Retornado, Refugiado, Deslocado, não sou, a minha Pátria são vocês, meus amigos…

Inté, Tamanrasset.