Gpx2img 1.0: Como adicionar trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints) a um mapa e convertê-los em caminhos e Pontos de Interesse (POIs) – Parte 2

Num outro artigo (http://landlousa.wordpress.com/2009/09/14/como-adicionar-trajectos/) explorámos já a questãoda incorporaçãp de trajectos (tracks) ou pontos de interesse (waypoints) que recolhemos em viagens e que gostaríamos de os adicionar a um mapa, seja através de novos trilhos ou de pontos de interesse a indexar.

Para os podermos ter disponíveis no mapa necessitavamos até aqui de duas aplicações, muitas horas de trabalho em parametrização e uma curva de aprendizagem mais exigente:

Em finais de Agosto de 2011 foi lançada uma nova aplicação que permite de uma forma muito simples não apenas criar mapas transparentes, como editar e enriquecer mapas existentes através de interfaces gráficas e intuitivas. Trata-se da aplicação gpx2img, a qual integra o já nosso conhecido compilador cGPSmapper.

 Os dados são preferencialmente geridos e obtidos  a partir do formato GPX. Posteriormente poderão ser compilados e o resultado final é disponibilizado através de um ficheiro de extensão .img, pronto a carregar no MapSource ou BaseCamp.

O gpx2img contempla ainda algumas funcionalidade que vão para além da simples conversãoentre formatos GPX e IMG:

  • Criação de mapas transparentes, os quais podem ser carregados sobre outros mapas (do tipo “topo” ou “city”);
  • Edição de trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints);
  • Criação de pontos de interesse;
  • Suporte de ficheiros TYP, ou seja, disponibilizar símbolos gráficos específicos para representar linhas, polígonos e pontos, substituindo assim os conjuntos fornecidos por omissão pela Garmin;
  • Definição de níveis de ampliação dos mapas.

A aplicação gpx2img pode ser descarregada a partir da hiperligação http://gpx2img.com. Existe uma versão de demonstração perfeitamente funcional e limitada apenas em algumas características, bem como uma versão paga (20 USD). As diferenças entre ambas podem ser vistas na tabela que se segue:

  Versão Demonstração Versão Paga
Tempo de conversão: 15 segundos 0
Número máximo de ficheiros GPX
que pode ser carregado:
2 Ilimitado
Marca de água: Sim Não

 

Interface e modo de funcionamento

O interface da aplicação é simples e intuitivo. Assim, o mesmo apresenta-se dividido em três paineis:

  • Mais à direita, o painel de gestão de ficheiros GPX;
  • A seu lado (e à esquerda), o painel de representação gráfica dos dados, uma vez carregados;
  • Na base, o painel de controlos que permite ao utilizador gerir as propriedades  dos trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints).

 

As operações de criação do mapa têm início com o carregar dos ficheiros GPX, passível de levar a cabo através do premir do botão  “Add GPX File” ou então por uma operação de “drag-and-drop”. Os trajectos e pontos de passagem que nele(s) constam  são representados graficamente no painel à direita e listados na base sob a forma de tabelas.

Para editar um ponto de passagem basta ao utilizador  seleccioná-lo na tabela ou no painel de representação gráfica dos dados. As suas propriedades são especificados à direita

Apenas os atributos “POI Type” e “POI Name” são de preenchimento obrigatório e sempre que a aplicação não conseguir estabelecer uma correspondência entre o ponto e o tipo (“POI Type”) , aquele é representado ao nível da coluna “Valid POI!” com o seguinte símbolo:

Para preencher qualquer um dos outros atributos, o utilizador deve primeiro seleccionar a caixa de marcação que o precede.

As modificações realizadas só se tornam definitivas se o utilizador premir o botão “Apply Changes” e têm efeito no ficheiro GPX original (comando “menu File >  Save Files”)..

Os trajectos são editados de modo idêntico, embora as modificações operadas pelo utilizador se repercutam imediatamente.

Estes trajectos e os pontos de passagem podem ainda ser associados a símbolos gráficos específicos, tendo para isso o utilizador que carregar um ficheiro TYP (disponível a partir do comando “menu File > Load New TYP File”).

As funções que acábamos de descrever podem ainda ser obtidas a partir do painel de representação gráfica. Basta ao utilizador seleccionar o ponto ou trajecto e premir o botão direito do rato de modo a fazer aparecer um menu contextual, o qual dá acesso às operações de edição/eliminação.

 

Um dos problemas mais notados está ligado à impossibilidade de alterar directamente os pontos que compõem o trajecto ou mover um ponto de interesse.

O gpx2img permite ao utilizador criar um novo ponto de interesse, posicionando o ponteiro do rato sobre o local desejado (ao nível do painel de representação gráfica do mapa) e premindo em seguida duas vezes o botão esquerdo do rato (“double-click”).

No entanto, não é possível precisar a sua localização através do carregamento directo das coordenadas (latitude/longitude). Trata-se de algo que o autor prometeu corrigir numa próxima versão.

Algumas das características de exportação podem ser definidas logo por omissão, afectando os mapas a produzir, de modo a torná-los conformes com as especificações da Garmin. Aquelas, são definidos na janela “Preferences”, acessível a partir do comando “menu Edit > Preferences”.

Assim, as propriedades a controlar são:

  • Blank Overview Map –  Através desta opção o utilizador pode controlar a geração do mapa de pré-visualização ao nível do MapSource dos mapas mais detalhados.
  • Clear MapSource tile cache when generating maps? – A cache de mapas detalhados, nos seus diversos níveis de ampliação, é uma funcionalidade destinada a melhorar o desempenho do MapSource, mas pode criar situações “confusas”. É que se o utilizador enveredar por um processo de geração e alteração de detalhes ao mapa de forma sucessiva, poderá visualizar, ao nível de MapSource, detalhes antigos e não os novos, em resultado de uma leitura à cache. Para prevenir tal situação a opção deverá estar desmarcada.
  • Install generated maps in MapSource – Trata-se de uma opção que permite, uma vez terminado o processo de geração do mapa, proceder à sua instalação no MapSource/BaseCamp. Quando o gpx2img é executado pela primeira vez procede a uma verificação do sistema. Caso não encontre instalado o MapSource/BaseCamp desactiva esta opção.
  • Target Directory – Pasta onde serão armazenados os ficheiros .img gerados pelo gpx2img.
  • Map Name – Através desta opção é possível definir o nome do mapa, tal como será listado  no MapSource/BaseCamp.
  • Path Types – Trata-se de uma opção que permite ao utilizador definir a utilização de cores e símbolos gráficos específicos para representar linhas, polígonos e pontos ao nível do dispositivo GPS, substituindo assim os conjuntos fornecidos por omissão. Assim, se a opção se encontrar seleccionada e um ficheiro TYP carregado, o par IMG + TYP serão instalados no MapSource/BaseCamp.

Seleccionando na caixa de diálogo a hiperligação “Advanced Options” o utilizador tem ainda a possibilidade de controlar os níveis de ampliação do mapa.

Num mapa, a definição dos níveis de ampliação está associada à exibição de mais ou menos detalhe. Assim, a selecção de objectos apropriada à visualização dependerá do nível de ampliação (zoom), pelo que a exibição de edifícios individualizados, de estradas secundárias ou de trilhos apenas se justifica em grandes níveis de ampliação. À medida que diminuímos o tamanho (zoom out), a exibição de tais objectos torna-se inapropriada, podendo apenas mostrar as estradas principais ou os grandes cursos de água, sob pena de tornar o mapa ilegível. Através dos níveis é possível então configurar no mapa a visibilidade e o aspecto dos objectos.

Quando procedemos a operações de aumento ou diminuição do tamanho do mapa, aparece no Mapsource como no receptor de GPS informação sobre a escala corrente (por exemplo 1 km). Os níveis de ampliação são definidos e identificados através de valores numéricos, designados de Hardware Zoom Level, cujo intervalo oscila entre 1 (o menos detalhado) e 24 (o mais detalhado). Nesta ordem crescente, a transição de um número para aquele que imediatamente se lhe segue corresponde ao duplicar do nível de ampliação. A correspondência entre os designados de Hardware Zoom Level e as escalas pode ser visto na tabela que se segue:

Hardware Zoom Level Escala métrica
12 500km a 800km
13 200km a 300km
14 80km a 120km
15 50km
16 20km a 30km
17 12km
18 5km
19 3km
20 2km
21 800m a 1,2km
22 500m
23 200m
24 Até 120m

 

Terminada a edição dos dados, o utilizador tem apenas que premir o botão “Convert Checked Files” para iniciar o processo de geração de um mapa vectorial da Garmin (ficheiro .img), pronto a instalar no MapSource ou no BaseCamp. Os ficheiros .img são gerados segundo o modelo clássico de 8 dígitos para o nome, pelo que assenta numa sequência, a qual tem início no número 13976001.

Independentemente do número de ficheiros GPX carregados em simultâneo, apenas é gerado um MAPSET de cada vez.

Finalizado o processo de conversão é apresentado ao utilizador uma caixa de diálogo.

Combinação com mapas base em MapSource/BaseCamp

Na medida em que os mapas gerados pela aplicação gpx2img são transparentes, os objectos do mesmo (linhas, pontos e polígonos) podem ser representados sobre qualquer mapa, ao nível do dispositivo GPS. Para tal basta seleccionar no MapSource/BaseCamp os mapas (“topo” ou “city”) pretendidos, através da ferramenta “Map Select”. Proceder seguida à mesma selecção para o mapa gerado a partir do gpx2img e carregar o conjunto no dispositivo GPS.

IV EXPEDIÇÃO LANDLOUSÃ MARROCOS 2010

Lousã, 23 de Agosto de 2010

Boas.

Pois é, mais logo, ao final da tarde, partiremos para mais uma Expedição LandLousã à Marrocos.

Somos muitos, o Manuel e Rosa Maria,Quim Tó e Filipe Miguel, Tito Correia e Pedro Miguel, Jorge José Miguel e Carlos, António Fernandes, Dina Erse, Rui e Ana Margarida, Nuno Miguel e Sónia, Paulo Fernades e Joel Silva, Pedro eduardo e Cristina Antunes, Frederico Malta e Maria do Céu, Nuno Alexandre e os Manos Barata, Rui e Sílvia e os Manos Rolo. Somos uma dúzia de 4×4, a maioria caloiros nestas andanças de Expedições em Marrocos. Vamos nas calmas e sem grandes desafios.

Vamos de acordo com um Programa simples, mas que pode evoluir percursos mais exigentes, se o pessoal gostar e as máquinas estiverem em condições.

Os Pontos Âncora, serão o Auberge du Sul em Hassilabied, o Auberge Chez Ali em Zagora e o El Andalous em Marraquexe.

O percurso pode ser seguido no SPOT.

ACTUALIZAÇÃO: Novo link SPOT – aqui.

Fiquem por cá, até breve.

Inté

Aprender a trabalhar com uma bússola através do Google Maps

Na prática do todo o terreno ou num simples passeio é frequente ter-se como companheiro um dispositivo GPS, levando-nos a ignorar ou a esquecer o mapa em papel e a utilização da bússola. É importante pensar que os primeiros não passam de máquinas, as quais podem avariar, para além do que dispõem na maior parte das vezes de visores demasiado pequenos para nos oferecerem um contexto geográfico ou a determinação de um rumo.

A entidade Barcelona Field Studies Centre S.L. (http://geographyfieldwork.com/) criou um site que se destina a ensinar e ajudar a melhorar a utilização de uma bússola em mapas. Trata-se do “Google Map Compass Tool” e encontra-se disponível na seguinte hiperligação:

http://googlecompass.com/

A ferramenta Google Compass trabalha sobre o Google Maps e permite ao utilizador  traçar e registar azimutes, distâncias e declinações ou variações  magnéticas  em caminhos simples ou compostos por vários pontos.

A ferramenta começa exactamente pela escolha do tipo de percurso e depois pelo ponto de partida, utilizando a caixa de pesquisa do Google Maps. Como vamos ver a navegação pode então ser definida como a localização de uma posição e o traçada do caminho seguido, até lá chegar.

Seleccionado o ponto de partida, o utilizador deve premir o botão “Show Compass”, localizado no canto inferior direito do mapa. Uma bússola de reconhecimento Silva Ranger aparece no mapa junto ao ponto especificado.

A bússola pode ser arrastada e posicionada de modo a apontar para qualquer direcção. O utilizador tem então a possibilidade de traçar um caminho no mapa e visualizar as suas coordenadas. As diferenças entre o Norte magnético e o Norte verdadeiro são automaticamente ajustadas.

As coordenadas dos caminhos podem ser armazenados e utilizados posteriormente.

Dois botões adicionais aparecem no topo do mapa. No canto esquerdo, o botão “Menu”, que permite ao utilizador:

  • Desfazer / refazer passos;
  • Alterar o comprimento da seta vermelha;
  • Limpar todas operações realizadas pelo utilizador;
  • Carregar / Guardar / Importar um caminho.

No lado direito surge o botão “Draw Route”.

Na base existe ainda um botão muito importante: “Maximize This Map”. Permite ao utilizador gerar um mapa de maiores dimensões numa nova janela e, como tal, de mais fácil manipulação.

O fluxo de trabalho com a bússola para traçar um caminho é o seguinte:

1. Assim, o utiizador deve começar por arrastar a bússola, de modo a posicionar o seu centro sobre o ponto de partida.
2. Premir o botão esquerdo rato sobre a bússola para permitir que aquela possar rodar na direcção pretendida.
3. Premir de novo o botão esquerdo rato sobre a bússola para parar a sua rotação, uma vez posicionada na direcção pretendida.
4. Alteraro comprimento da seta vermelha, de modo a que termine no ponto de destino pretendido (botão “Menu” comandos “Resize Arrow By Slider” ou “Resize Arrow Manually”).

5. Premir o botão“Draw Route” . Uma caixa de diálogo surge ao utilizador dando conta da distância até ao ponto de destino. 

6. Premir o botão “Move Next” para deslocar a bússola para o destino, o qual se converte no novo ponto de partida.
7. Repetir os passos 2-6 até terminar o caminho.

 Uma vez terminado o caminho é possível visualizar e imprimir o caminho, através do comando “View/Print Route(s) Information”, disponível a partir do botão “Menu”.

I EXPEDIÇÃO LANDLOUSÃ ISLÂNDIA 2011

Boas.
Vamos preparar a I Expedição Landlousã Islândia 2011.
Julho será o mês escolhido e será uma Expedição feita em Autonomia Total.
Prevemos fazer cerca de 3000 km’s de pistas ou estradas de terra, fazendo uma volta completa pelo País. Por norma a N1 ou “Ring Road” como é mais conhecida, é o trajecto mais percorrido.
Mais novidades em breve, quanto ao nº de viaturas e tipo de opção de transporte.
Para já o pessoal que fez a Expedição a Rekkam e ao Chott Tigri, têm a sua  inscrição assegurada.
Inté.
http://www.foro4x4.com/foro/index.php?topic=18692.0

AGADIRS DO ANTI ATLAS- Ousmgane, Ifourhaine e Tisguimt

 

 Ao longo da sua história e desde sempre, os berberes sedentários viviam da agricultura de pequenos rebanhos de cabras e ovelhas. Um modo de vida era precário e difícil principalmente nas zonas de montanha, onde as condições eram mais adversas.

                Em tempo de guerra, quando as aldeias e os clãs estavam envolvidos em lutas uns contra os outros, as reservas de comida eram a parte mais cobiçada. Os Agadirs para além da reserva de cereais, eram também local de guarda de bens pessoais.

                Assim, para proteger os seus bens, os aldeões construíam edifícios fortificados, os chamados Agadirs. Deste modo, mantinham em segurança o que de mais importante e valioso era para a sua aldeia, a subsistência.

                Estes Agadirs, no seu interior possuíam um conjunto de células ou cabines onde para além dos cereais, podia o proprietário ter também bens pessoais. O proprietário tinha uma chave de acesso ao seu “Grenier”.

                O Agadir tinha um Guardião que para além de fazer a guarda ao forte é também o “Vigilante”, pelas entradas e saídas dos proprietários de cada célula ou “Grenier”.

                Ainda hoje é proibida e entrada de estrangeiros em alguns Agadirs.

Agadir de Ousmgane 29º 59,90’N 08º 40,15’W

Agadir de Ifourhaine 29º 59,20’N 08º 43,43’W

Agadir de Tisguimt     29º 54,94N 08º 44,79’W

Fica a “Dica”.

Inté