RECONHECIMENTO E AGRADECIMENTO

Boas.

Na recente Expedição ao Anti-Atlas o SAvimbi, nome porque é mais conhecido o Land Rover Defender Td5 de Parola Gonçalves, partiu o Turbo a caminho de Smara, já no Sahara Ocidental.

Para além do agradecimento pessoal que fiz aos expedicionários, pelo espírito de solidariedade, camaradagem e espírito de Expedição demonstrado, não queria deixar de publicamente reconhecer a três pessoas que muito colaboraram para que o SAvimbi, viesse pelos seus próprios meios até casa.

Em primeiro lugar a  Christine (Mamy du Maroc) e a sua equipa do Auberge 2 Chameaux, em El Ouatia, que providenciou os mecânicos e serviu de elo de ligação, já que só falavam árabe e um pouco de francês;

Em segundo lugar aos mecânicos, o Monsieur Montacer Boirza, dono da oficina e ao Monsieur Hasem, funcionário, que desde o início mostraram serem competentes e capazes de levar a bom termo a reparação do SAvimbi.

E por último ao John e Ana, ao Leonel e Américo, ao Marco Lino e Raquel Magalhães, ao Viriato e Helena e a Rosa Maria, por serem solidários e com espírito de expedicionário.

A todos muito obrigado.

PS: Leonel, jamais vou esquecer aquele reboque de 300 kms, que começo a 40 km/hora e terminou a 80 Km/Hora, com uma técnica perfeita nas travagens nos STOP’s policiais. Maior sincronia não podia haver. Américo, excelente trabalho a dar chocolates, rebuçados e bebidas ao Leonel para não haver paragens.

Monsieur Montacer Boirza

Monsieur Hasem

TRAVESSIA LOUSÃ A VALVERDE DEL FRESNO

Boas.

Já estamos a preparar a II Travessia Lousã a Valverde Del Fresno, para os sócios da Landlousã.

Será no final do mês de Setembro ou início de mês de Outubro.

Vamos manter o esquema da edição de 2010, com uma etapa nocturna entre a Lousã e Janeiro de Baixo ou Porto de Vacas, locais onde há Parques de Campismo.

No dia seguinte a etapa a decorrer quase sempre emTT, terminará noCamping Natural de Fresno.

Mais pormenores ao longo do mês de Agosto/Setembro.

Está previsto um reconhecimento do percurso, em que se procurará melhorar o do ano de 2010, nomeadamente com alternativas mais curtas e rápidas e com a alteração do final de Valle da Venta para Valverde del Fresno.

Mais informações para landlousa@gmail.com.

Fiquem bem.

EXPEDIÇÃO AO ANTI-ATLAS 2011 VERSUS RESCALDO

Boas.

Numa Expedição ou Passeio, fazemos sempre ama avaliação, para que os que forem depois de nós, consigam usufruir do melhor que há, quanto a nossa avaliação.

Não aconselhável a evitar:

  • A estrada ou pista a R 404, entre Shkirat e Sidi Bettache, mais crateras na miragem do asfalto, muito pó e muitos camions carregados do Alto Atlas;
  • Camping Les Gambusias. Este Camping do tamanho de um campo de futebol, junto à praia tem, é todo relvado e com sombras, mas tem os piores wc’s de Marrocos; 
  • A caça a multa na famosa rotunda de Tan Tan com as coordenadas N28º 26.907′ W11º 06.706′;
  • A Pista entre Tarhjicht e Guelmin, pela defunta N12. Paisagem seca e sem qualquer interesse;
  • Um encontro imediato com as “pistolas radar” na zona de Tan Tan e sua envolvente;

Aconselhável:

  • Gîte ou Maison D’Hôte L’Eau Vive, junto a barragem de Bin Ouidane. Excelente Camping, integração ambiental cuidada, bons preços e muita simpatia.
  • O percurso pela R 306 desde Ouaouizarth até Bin Ouidane ao longo da albufeira da barragem com o mesmo nome;
  • Apreciar a Ponte Supensa, coordenadas N32º 07.927′ W6º 18.027′, sobre o Oued Abid, uma excelente obra de engenharia;
  • As Pistas do Alto Atlas da Cathedral des Roches à Agouti e os inúmeros Gites de Montanha e o Vallé de Bougoumez;
  • A Pista técnica de Tirsal, entre Agouti e Demnate;
  • Uma visita ao souk de Demnate;
  • O Gîte D’Étape Kasbah Iminifri, com as coordenadas N31º 43.302′ W6º 58.289′, em Ait Bouzid, bons quartos, wc’s e camping;
  • A Estância Termal de A’Baynou, onde pode acampar e usufruir de um banho Termal grátis;
  • O Campément Akka Nait Sidi, excelente, caro, mas vale a pena;
  • Não perder a subida pelo Oued Ait Mansour até Tafraoute e visitar as Pedras Azuis no final da Pista, quando se encontra a nova R 104;
  • Visitar o fabuloso souk de Tafraoute;
  • O Camping de Tazka a saída de Tafraoute com as coordenadas N29º 42.906′ W8º 59.174′. Um Camping limpo, moderno e com internet wireless grátis;
  • Fazer a Pista de 179 Kms entre Asrir e Tan Tan. Não deve ser feita a solo, pelo menos duas viaturas 4×4. Muita navegação e muita adrenalina;
  • Estacionar a entrada da cidade de Tan Tan e apreciar a sua “entrada monumental”, tirar umas fotos e descansar da “porrada” que apanhou nos 179 kms de Pista. Vai ver que valeu a pena;
  • Usufruir do ambiente de fim de tarde numa das inúmeras esplanadas da Avenida principal de Tan Tan e depois rumar a El Ouatia para um banho de mar;
  • O Camping Auberge Des 2 Chameaux, bons serviços, bons preços e muita simpatia. Localização com as coordenadas N28º 29.087′ W11º 19.231′;
  • Gasóleo a 5,20 Dh em El Ouatia, nas coordenadas N28º 29.644′ W11º 19.853′. Gasóleo de boa qualidade e fornecedor de confiança;
  • Um excelente mecânico, competente e com bons preços. Coordenadas N28º 29.605′ W11º 19.811′. Resolveu com eficácia e seriedade o problema do turbo de SAvimbi.  Os mecânicos chamam-se Boirza tel 0667381253 e Hasem  tel 0652934023;
  • Um caminhada pelo Passeio Marítimo da Praia de El Ouatia ao fim de tarde e dar um mergulho;
  • Apreciar a azáfama dos nadadores-salvadores da Praia de El Ouatia, ao som dos apitos incesssantes, no cimo de uma torre dentro de água;

Por sugestão de Marco Lino, vamos criar um autocolante com a seguinte frase, “Recomendado por LandLousã”. Aqui vão as nossas Recomendações:

  • Gîte ou Maison D’Hôte L’Eau Vive;
  • Camping Auberge Des 2 Chameaux;
  • Campément Akka Nait Sidi;
  • As Cascatas de Tissint;
  • A casa de Charles de Focauld, em Tissint;
  • O Bar Restaurant Chegaga no Largo de Foum Z’Guide e tomar uma bebida fresca e saborear um frango de churrasco ou uma espetada de vaca;
  • Uma visita pelas ruas de Tan Tan, nomeadamente pela zona da central de camionagem;
  • As pequenas lojas de Guelmin, Tafraoute e Tan Tan, onde há de tudo um pouco e com qualidade;
  • As farturas na praia de El Ouatia;
  • Uma grelhada mista de carne de camelo e vaca, na Boucherie do Mercado de El Ouatia;

Estas são para já as nossas sugestões, que irão ser actualizadas de acordo com as contribuições.

Inté

GORGES DE AIT MANSOUR VERSUS ROUTE BARRÉ

GORGES DE AIT MANSOUR

                Depois de uma noite diferente no Campement Akka Nait Sidi, optamos por fazer uma visita às Cascatas e às Ruínas da Casa de Charles de Focauld em Tissint, visita que aconselhamos.

                Antes de partir, os reabastecimentos com água e pão foram feitos num dos Cafés/Restaurantes da praça principal da cidade. Contudo, convém ter em atenção que ao sair do seu 4×4, pode ter o azar de cair numa caixa de esgoto, que por lá proliferam sem tampa.

                É impressionante que quase um século depois a antiga Casa de Charles de Focauld, consigam transmitir uma integração entre a arquitectura árabe e católica.

                Devido ao adiantado da hora o que interessava era chegar a Icht o mais rápido possível, com uma paragem em Tata para reabastecer de gasóleo. Porém a paragem em Tata demorou mais que o previsto, já que a 2ª bateria de um 4×4 dava sinais de estar avariada. Testes, verificação de esquemas de montagem, concluem que a bateria estava cansada e o esquema LandLousã, tinha sido marafado, ehehehhe.

                A meio da tarde chegamos a Icht, avançando ainda pela N12, até a bomba de combustível que serve de entreposto comercial, onde alguns reabasteceram e de simulou um almoço com as famosas conservas “Isabel”.

                Mais uns kms e entramos em Pista ao longo de cerca de 30 kms dentro do Oued Ait Mansour. Uma Pista fácil com muita pedra, muito calhau rolado, com trilho umas vezes bem definido outras nem por isso.

                Ao longo da Pista e na sua margem direita, de quando em quando apareciam umas sombras provocadas pelas altas arribas e por muitas árvores a que se juntava esquilos e mais esquilos. A Gorges de Ait Mansour está repleta de esquilos.

                A subida do Oued decorreu sem problemas, com um ou outro 4×4, a ficar sem umas palas ou uns cantos de plástico do Pára-choques traseiro, modernices de 4×4 com alcatifa, lololol.

                Um pouco antes de Talat-n-Issi acaba a pista e entramos numa estrada nova asfaltada que termina em Talat-n-Issi. Aqui existia uma placa de fundo amarelo que deveria ter umas letras brancas a dizer, “Route Barré en Ait Mansour, 20 Kms”. Havia placa mas letras népia e aí vamos nós por uma das zonas mais espectaculares de Marrocos. Um oásis impressionante, aldeias encastradas nas encostas de areia vermelha e um percurso no meio de palmeiras entre Souk-El-Had-D’Afella-Irhir e Agutin. Simplesmente fabuloso e impressionante.

                Com o percurso “Barré”, devido as chuvas, tivemos de regressar a Talat-n-Issi e tomar a direcção de Tafraoute, que ainda distava cerca 50 kms. Mas o resto da viagem animou já era uma Pista no meio de uma zona de árvores, palmeiras, oueds e às vezes restos de asfalto, com a particularidade de termos uma temperatura mais amena, terminando o percurso na zona das Pedras Azuis.

                Cansados, chegamos a Tafraoute ao anoitecer, reabastecendo na cidade com fruta, águas e fomos ao Camping Tazga, que aconselhamos. Boas instalações, bom preço, com internet wireless  e muita simpatia.

                Eis pois a última crónica ou relato, com a certeza que Trafaoute deve ser um ponto a colocarem na vossa Rota, se quiserem fazer a zona de Tan Tan.

                Outra certeza é que em Abril de 2012, vamos voltar a zona do Anti-Atlas e Sahara Ocidental, para que a partir de Tata, Assa, M’Sied, Bir Anzarane e Dakhla possamos completar um ciclo de Grandes Expedições.

 

Campement Akka Nait Sidi, chá de recepção

Casa de Charles Focauld, interior

Cascata Monumental de Tata

TARBAT-N-TIRSAL VERSUS MARCO LINO

                A etapa entre Bin Ouidane e Agouti, era rolante e por uma das zonas mais belas do Alto Atlas, o Valée des Aít Bougoumez. A tentativa de fazer o H1, tinha caído por terra, quando soubemos que as fortes chuvadas dos dias anteriores tinham obstruído novamente a Pista de Anergui à Cathedral des Roches.

                Optamos então por rolar com calma até Agouti, por uma zona rica em agricultura e com o maior nº de Gîtes de Marrocos.

                Dar Itrane, é um desses Gîtes e talvez um dos que tem qualidade acima da média.

                Depois de Agouti, paramos para descontrair e fazer o troço entre Imi-N-Talat e Ait Bouzid, com passagem por Tarbat-N-Tirsal, seja fazendo a Pista de Tirsal como é conhecida.

                Depois de Agouti, há uma bifurcação com dois ramos, um que sobe em direcção a Ait Mohammad e acede a Azilal ou Demnat, por asfalto ou o ramo que desce até Imi-N-Talat, por asfalto e depois por Pista até Ait Bouzid.

                Estávamos já no final da tarde e Marco Lino, entra em Pista, numa zona de terra vermelha com alguma lama e barreiras caídas. Lentamente fomos progredindo com todas as cautelas já que a Pista estava escorregadia.

                Depois do cruzamento para Abachkou, subimos para um planalto em que a Pista tinha desaparecido por completo obrigando a uma navegação exigente, trialeira em piso de lamelas de xisto, aparecendo de quando em vez uns enormes rebanhos de cabras e ovelhas. A altitude da Pista variava entre os 2300 e os 2400 mts.

                Nas calmas e sob o lema “Devagar, mas com estilo”, chegamos a Ighir-N-Tissent, que não seria mais que um núcleo de apoio aos pastores, descendo depois até Tarbat-N-Tirsal, por trilhos muito perigosos, já que as barreiras caídas de lama dificultavam a progressão em segurança. Mais tarde enquanto aguardavamos por uma boa Tagine de Poulet, Marco Lino, em jeito de desabafo, disse que sentiu respeito por essa zona do percurso. Pese embora os perigos da pista, as paisagens e a riqueza agrícola da zona, faziam valer a pena o esforço do final da tarde.

                Antes de chegar a Tarbat-N-Tirsal, as imagens das aldeias encaixadas nas encostas davam um visão de quanto era rica aquela zona. O Lugar de Tagassalt, é um desses exemplos, encaixado na encosta e rodeado de pequenas plataformas de centeio, trigo e hortas.

                A chegada a Tarbat-N-Tirsal, foi meio atribulada, já que apareceram muitos miúdos, naquela terra os nascimentos suplantam todos os indicadores de natalidade. Por lapso enviamos pela encosta para dentro do lugar, obrigando a manobras com ajuda da população.

                A descida até Tilsghit foi do melhor, porque a Pista atingia a cota 1350 mts, através de um caminho estreito escavado na encosta que nos levou até Ait Boulmane, onde potentes máquinas estão a abrir um novo até Tarbat-N-Tirsal, bem como a colocar uma nova linha de alta tensão, para fornecer energia eléctrica as populações.

                Cansados mas felizes, chegamos por volta das 21:00 horas ao Gîte Imi-N-Ifri em Ait Bouzid, Gîte, que recomendamos.

                Demoramos cerca de 4 horas a fazer os cerca de 56 kms de Pista digna desse nome, sabiamente conduzidos pelo Marco Lino, que teve uma navegação precisa em terreno exigente, por vezes duro outras vezes escorregadio. Thanks Marco Lino.

                Fiquem bem.

Valée des Aít Bougoumez

Tagassalt e a agricultura em socalcos

Uma caixa de direcção “Cassé”

As chuvadas do dia anterior e muitos calhaus

Tagassalt e a montanha, peça única