“DICAS SOLTAS” – Reiniciar mapas em OruxMaps

Ocorre frequentemente um erro entre os utilizadores  de OurxMaps quando, tendo-a aberta e em execução, introduzem novos mapas no cartão de memória (oruxmaps/mapfiles) e de seguida os tentam abrir, ou modificam um mapa (mas mantêm o nome) ou ainda alteram manualmente os ficheiros de calibragem. Provavelmente receberão a mensagem “Unable to open map”.

A forma mais rápida de corrigir o problema passa por aceder à janela de  gestão dos mapas offline e seleccionar o comando “Reset Map Sources”.

DELATAR VERSUS CHIBAR

            Farejam as redes sociais, os portais, em busca de notícias sobre actividades na natureza, infiltram-se, esmiúçam e depois delatam. Eis uma nova classe de delatores, que se consideram os únicos (e acima de toda a suspeita) defensores do ambiente. Através do anonimato delatam, como se pudessem ser os únicos com direiros a caminhar ou a rolar nos caminhos e nos trilhos do nosso País.

            Alguns, nunca os vimos em acções de sensibilização ou de limpeza, porque nessa altura estão sempre indisponíveis, quem sabe na sua procura incessante de “vasculhar”, esgotem todas as forças.

            Ao que parece, começam a ser conhecidos e a perder a credibilidade. No fundo é fácil! É a obsessão primitiva e emperdenida de que, nós, somos os maus, de que nós somos os únicos que matamos a floresta. Mas, a verdade, é que somos nós de entre muitos que, recolhemos as latas e as garrafas deitadas borda fora, somos nós que apanhamos as fitas de sinalização abandonadas, somos nós que recuperamos capelas, somos nós que recuperamos fontanários, somos nós que localizamos os caminhos sem saída e os pontos de água para combate a incêndios, somos nós que sensibilizamos os nossos sócios e amigos a conhecer de forma equilibrada a Serra da Lousã, sem nunca a reduzir a uma colecção finita de matéria-primas, própria do racionalismo económico, ou a um bem finito e estático, inatingível pelas populações e incompreeensível para as mesmas. Esta é a má ecologia, resultante de um activismo ignorante que envereda facílmente pelo disparate, por meias verdades e por lendas pseudo-científicas.

            Nós estamos por cá e vamos continuar por cá a defender a Nossa Serra da Lousã, porque acreditamos que o Século XXI deverá consagrar a cidadania ecológica, porque queremos a acessibilidade ao nosso património natural com regras, mas para TODOS, e não só para alguns.

            Fiquem bem.

VAMOS FAZER 5 ANOS

Boas.

Vamos fazer 5 anos no próximo dia 24 de Novembro de 2011. Tudo começou às 16:40 hora com este primeiro artigo ou “post” de partilha das muitas centenas que vamos continuar a partilhar. Hoje temos amigos em todo o lado, alguns para sempre e outros que nunca vamos esquecer, já que, não estão cá para partilhar connosco mais um ano.

Assim, no dia 3 de Dezembro, com os Castanheiros 2011, vamos comemorar mais um ano, com umas castanhas assadas e um pouco de geropiga, portanto estão todos convidados a aparecer na SEDE.

Inté.

Novas versões de Androzic e OruxMaps

Em Outubro saira novas versões para as aplicações de navegação sobre cartografia do tipo raster  Androzic e OruxMaps . Tratam-se, como já demos conta em artigos anteriores, de clientes de navegação para sistemas operativos da família Android (logo, instalável em smartphones ou Tablets) e adaptados a actividades de outdoor.

A última versão do OruxMaps (v.4.4.1) foi disponibilizada no portal do autor e no Android Market dia 19 de Outubro. Trata-se de uma versão que vem apenas corrigir erros internos de funcionamento do produto.

O  Androzic, aplicação que utiliza como fonte preferencial de informação mapas nos formatos proprietários dos produtos OziExplorer e OziExplorerCE (.ozf2 e .ozfx3), possui uma nova versão (1.0.1)  desde 24 de Outubro.

Dado existirem vários datum em utilização simultânea, o Androzic já incorpora e permite a selecção de um conjunto muito amplo. No entanto, os datums utilizados em Portugal para elaboração da Cartografia à escala 1:25 000, Datum Lisboa (Portugal) e European 1950 (Portugal), não se encontram presentes, à semelhança do que sucede com o OziExplorer. O utilizador tem sempre a possibilidade de adicionar tais datums a partir do ficheiro datums.dat que já possua no OziExplorer. Basta copiar o mesmo para a pasta em que se encontra instalada a aplicação.

A sua definição e utilização pode ser vista mais em pormenor noutro artigo da Land Lousã:

http://landlousa.wordpress.com/2009/06/16/oziexplorer-ficheiros-ocultos/

DA RUDGE À YAMAHA DR 250

 
Bomba de Gasolina - Dondo - 1973

Tudo começou com uma Rudge, comprada na Casa Inglesa. Uma Rudge roda 20, com um quadro inovador, já que a parte superior do quadro era convexo. A Velha Rudge, todos os dias me levava a escola, desde o Musseque Marçal onde vivia até a Escola Emídio Navarro. Tinha uns 10 anos e fazia aquele longo percurso, pela Garcia da Horta, Avenida do Brasil, Liceu Feminino, Hospital Militar, Sagrada Família, e depois Brito Godins, eram mais de uma dúzia de Kms. As aulas acabavam à noite e o regresso era penoso já que tinha de ligar o dínamo para ter luz sinalizadora. A Rudge foi sempre uma fiel companheira, parte importante da minha faceta de “Caçador de Meia-Tijela” e de estudante do cajueiro do Kms 14.

Uns anos depois, veio a Maxi Puch, comprada no Stand dos Irmãos Mota Veiga, junto a Gelataria Pólo Norte e da Igreja da Senhora da Nazaré. A evolução era pouca, para além do motor, mas os pedais lá estavam para subir a rampa da Mutamba à Brito Godins. As primeiras Expedições foram feitas com a Maxi Puch, depois de tirar a carta de condução de motociclo com motor. Por norma as Expedições eram sempre para o sul de Angola, Moçâmedes, Benguela e Lobito e muitas à Barra do Quanza e ao Morro dos Veados. Mas também havia provas de velocidade, aos pares, sempre no Parque de estacionamento da Biblioteca Municipal de Luanda, em circuito fechado, com direito a espectadores e tudo, sempre até aparecer a Bófia. Por norma acaba na Padaria para o “Pão Quente com Margarina”, junto aos Correios da Brito Godins, numa Avenida larga cujo nome não me recordo agora. Esta motoreta ficou lá por casa no Bairro de Santo António, pelo menos até Setembro de 1975.

Até que um dia, disse ao meu Pai, “Precisa que viesse comigo a um sítio” e estranhamente acedeu e nada melhor que dizer “Queria que me comprasse aquela “Mota”. Nunca nada foi tão fácil, foi ao balcão e mandou preparar uma linda Yamaha RD 250 de cor azul, com a matrícula ANL-55-59. Começou uma nota etapa de grandes viagens, de Luanda a Nova Lisboa, Luanda a Silva Porto, Luanda ao Lobito, Benguela, Gabela, Novo Redondo, Porto Amboím, Sá da Bandeira e depois na tropa em Nova Lisboa na recruta.

As longas viagens por norma começam quase sempre por volta da meia-noite e atravessava na altura a zona mais problemática de Catete e Golungo Alto, zona de intervenção do MPLA, mas a partir do Dondo até a Barragem de Cambambe era sempre nas calmas até a Quibala e depois com a “espia toda enrolada” nas longas rectas sem fim até ao Colonato da Cela. A Subida do Alto Hama agora era sempre a abrir, qual roncar de motor.

Mas, foi com minha Yamaha, que numa tarde de 1974, depois de uma tarde de treinos na Baía de Luanda em Snipes, que parando na Avenida António Barroso, em casa do meu “Proa”, vi passar a rapariga mais bonita lá da rua e disse ao Billy, “É pá vai ali uma garota toda bonita, conheces? Conheço, disse o Billy. Então vê lá se a convidas para ir logo a noite a Discoteca com a tua irmã. E foi assim que conheci o “amor da minha vida” até hoje.

Esta mota tinha a particularidade de ter um travão da frente muito sensível, sempre que no banco do pendura levava uma “garota”, já que o trava destrava obrigava as “damas” ao encosto fatal no condutor, deixando de haver travão com o braço esquerdo das “donas” para não haver o encosta para lá.

Penso que esta mota ficou numa garagem da minha casa junto ao “Cruzamento descruzado da Saratoga”. A última vez que a vi foi no dia 13 de Novembro de 1975.

Foi a tanto tempo, pessoal…..

“Quando o avião levantou e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria  a minha Terra, Terra em que tinha nascido e Terra que queria ajudar a crescer.”