SALON OUTDOOR 4X4

Boas.

O meu amigo César Sainz, da Cantábria, pediu-me para divulgar este evento, aqui vai:

“Hola Parola!!!cartel_salon_outdoor_4x4__expositores_pendientes_de_confrimacion_2
Que tal va todo por ahi? hace muchisimo tiempo que no coincidimos ni por el messenger… espero ue todo vaya bien y sigas disfrutando del 4×4.
Ya he visto alguno de los videos que hay pr la red de los viajes a Marruecos y son muy buenos…
Te queria enviar esta información para que me hicieses el favor de moverlo por los aficionados al 4×4 en Portugal.
De momento no esta todo cerrado y puede haber algún cambio tanto en el cartel como en el programa de activiades, pero va a ser muy divertido durante tres dias.
Un saludo y muchas gracias

Cesar Sainz Dackla_MC”.

 

Dackla Experience

dackla_mc@hotmail.com

0034696705352

HAMMAM’S EM MARROCOS

 Hammam’s, ou banhos mouros, como ficaram conhecidos, são lugares de purificação, higiene, sociabilização e sociabilidade mais ou menos intensa  e de certa forma estruturam, o espaço de algumas sociedades árabes e islâmicas.hammam-marrakech-maroc
Os Hammam’s existem com maior ou menor frequência nos diferentes países árabes-islâmicos, nas zonas mais ou menos urbanizadas determinadas por diferentes concepções de espaço, e são também, obviamente, vivenciados de modos diferentes consoante a pertença social, o género, a idade ou a nacionalidade e ainda de acordo com a linha jurídica do Islão dominante.
Apesar da sua difusão pelo Médio Oriente, a importância do Hammam parece ser sociologicamente mais relevante no Magrebe, sobretudo em Marrocos.
Todos partilham de certas características físicas: uma a três salas aquecidas através de hipocaustos e canalizações, água fria e quente corrente, uma sala de recepção, podendo a estas juntar-se uma piscina, uma sala de repouso e outros equipamentos.
Tratando-se de um lugar de purificação prescrita após a actividade sexual, os homens não podiam – nem quereriam, porque ali se exibe também a sua virilidade – proibir as mulheres de o frequentar. Por isso, o Hammam surge ainda, no imaginário literário e oral, como lugar álibi para aventuras menos ortodoxas.
Os “hamman” são uma importante instituição na cultura marroquina.Para além dos seus rituais e significado sócio-cultural, trazem igualmente importantes benefícios terapêuticos: massagistas profissionais trabalham nos “hammans”, complementando a função efectuada no nosso corpo pelas mudanças de banhos frios para banhos quentes.
Estes sumptuosos e elegantes banhos encerram vários significados sociais. O mais importante é o de servir de ponto de encontro: é neles que as mulheres costumam observar e “capturar” as futuras esposas dos seus filhos.
Antigamente, os “hammans” eram reservados às classes altas da sociedade, mas actualmente fazem parte da vida quotidiana dos habitantes de Marrocos. No entanto, é importante que tenha em consideração que, em alguns estabelecimentos de banhos, as mulheres não têm o mesmo horário de entrada que os homens.
Como diria o João Leitão,” Há duas grandes diferenças de Hammams em Marrocos, os caros e os baratos. Hammam em árabe quer dizer “duche” ou “banho”, e em Marrocos serve para a maioria dos marroquinos se lavare consequentemente tratar da sua saúde muscular através dessas massagens. Ou seja, se for a um desses Hammams públicos, não espere que seja um sítio místico de purificação da alma…vai ser espezinhado e puxado até os braços lhe saltarem. Uma coisa que o vai deixar como novo e os seus ossos agradecem.
Pois se for a Marrocos não se esqueça de ir a um Hammam de preferência privado.
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A GRANDE REFORMA DO IIL

“Quando o avião levantou voo e fez a curva para a direita tive a noção exacta que seria a última vez que veria  a minha Terra, Terra em que tinha nascido e por opção Terra que queria ajudar a crescer.”

 
            Corria o ano de 1974, e pelas 4:00 horas da madrugada lá estava eu a fazer os ensaios de carga das estacas que suportariam a estrutura do novo Hospital de Luanda quando chega ao pé de mim o Engenheiro Mendes, responsável pela Sondadora, uma empresa responsável por fundações especiais em estacaria e paredes moldadas no solo e me diz “Parola, ouve um golpe de estado em Portugal”. Depois foi a mudança radical, primeiro em passos envergonhados depois atrapalhados.
            De manhã cedo quando fui para as aulas quase que não se ouvia falar de golpe de estado e muito menos de revolução, o sinal rebentou no Bar da Associação de Estudantes, quando o Zeca Afonso, o Correia de Oliveira, o Zé Mário Branco, o Fanhais e o Paulo de Carvalho abriram as hostilidades. Nunca a música tocou tão alto e sem medos.
            Corria em Portugal a reforma de ensino de Veiga Simão que sofria os atrasos próprios do regime mas que não se estendia ao Ultramar.
            Em meados de 1974, um grupo de alunos e professores progressistas, entendeu por bem dar uma volta ao ensino dos Institutos Industriais. Desse grupo fazia parte o Engenheiro Magalhães, o Engenheiro Costa Lobo, o Amaral, o Zé Pedro, eu próprio e muitos outros.
            Começavam a chegar a nova elite de licenciados da Universidade Patrice Lubumba na União Soviética e outros de Cuba e da Republica Democrática do Congo.
            Começava a louca correria de planos de estudo, de planos curriculares, de cargas horárias, sei lá uma imensidão de coisas que ocupava o pessoal em exclusividade.
            Na altura não havia internet e faxes cadê deles, mas nada fazia desistir o pessoal.
            Em Portugal Continental os estudantes andavam a trouxada e com passagens administrativas e por lá tudo empenhado na grande reforma.
            Toma posse o Governo de Transição chefiado por um grande Senhor o Professor Doutor Mário Vieira de Almeida e o Ministro da Educação era da Unita, o Doutor Januário Wanga, uma pessoal afável, com um trato educado e sempre muito atencioso. Tinha tirado o curso de geologia na Bélgica e estava dentro dos sistemas de ensino menos elitistas.
            Numa azáfama desenfreada de consulta de cursos nomeadamente do MIT, da Bélgica e da Suíça, foi possível com ajuda de um importante especialista que trabalhava na reforma do ensino cá, avançar para um ensino moderno, prático e adequado a realidade do futuro País.
             A família Guerra Marques, excelentes professores da Universidade de Luanda deram uma ajuda na elaboração dos planos curriculares, em que as cadeiras de Computadores, Análise Matemática e Física tiveram um peso importante no 1.º ano do curso, ou mais concretamente nos primeiros três semestres. a Resistência de Materiais, a Mecânica de Solos, a Hidráulica Aplicada e o Projecto passaram a estar presentes.
            Dentro do prazo estabelecido pelo Ministro da Educação do Governo de Transição entregamos o nosso trabalho dentro do prazo e em Junho ou Julho de 1975 era aprovada a 1.ª Grande Reforma em Angola.
            Fomos muitos os que colaboraram empenhadamente no processo, mas cabe ao Engenheiro Magalhães todo o mérito de gerir a Reforma em época de revolução.
            Fiz muitas viagens com ele a Nova Lisboa para apresentar a Reforma, era um homem exigente e duro a negociar.
            Todos os que tornaram possível esta Reforma de Ensino que ainda hoje perdura pela inovação e consistência dos Programas, o meu Obrigado. Foi a Reforma que me permitiu deixar um Programa obsoleto e entrar num Curso competitivo, moderno e eficaz, conforme a minha vida profissional o demonstrou.
            Fiquem Bem.
            Mungo ué.
PS: A Professores como Professora Maria Amélia, Engenheiro Costa Lobo, Engenheiro Maia, Professora Gina, Professora Maria Emília, Professor Mineiro, vulgo “Batatoíde”, Engenheiro José Augusto e ao Professor de Betão e Estruturas o Engenheiro Rufino, devo a minha formação como homem e técnico.

EXPEDIÇÃO A GUINÉ-BISSAU

Boas.

Pois é, hoje ao fim da tarde fui convidado para participar numa Expedição a Guiné-Bissau.

Um convite interessante, sobretudo pela causa nobre a que está ligada. Fiquei de pensar e ponderar, mas será difícil já que em Março/Abril e em Maio espero estar no norte de África. Tenho uma grande dívida para com a Escola de Khamlia, no sul de Marrocos. Hoje falando com o Moha e o Hamid, via google talk, transmiti essa dívida que quero cumprir.

Se houver alteração de datas, pondero estar presente nessa grande expedição, já que a Instituição em causa merece todo o apoio.

Fiquem bem.

Inté.

TRack, Aqui