REDE DE PISTAS DO SAHARA – 1970

Boas.

Na busca incessante da procura de Pistas para a realização da Expedição de 2012, ao Sahara, encontramos este valioso documento digital que descreve com minúcia alguns dos trajectos do Sahara Ociental, nomeadamente na época da ocupação espanhola. Estão descritos 65 percursos apoiados num mapa.

AQUI, tem o link de acesso.

A introdução ao documento é explícita:

En El Aaiún, en 1970, el servicio de Obras Públicas realizó un trabajo de croquizado de las sesenta y cinco pistas más importantes del territorio. Este trabajo, que se completaba con la redacción de un texto descriptivo para cada una de las pistas, y del que circularon copias entre usuarios de la administración colonial, constituyó la más completa recopilación y mejor inventario de la red viaria del territorio. El nombre con el que se le conoció fue el de “Red de Pistas del Sahara”, y a pesar de su valor, nunca llegó a ser publicado de manera oficial. El paso del tiempo y el uso del territorio por una parte, y, sobre todo, la ocupación del mismo y la consiguiente guerra por otra, han hecho que hoy sólo resulte válido desde los puntos de vista 
histórico y cultural.” 

Por exemplo:

Pista número 31: BIR NZARAN – VILLA CISNEROS

Tiene una primera zona el Sebeta, que por ser muy llana y desprovista de obstáculos, la recorren en toda su amplitud, dando lugar a una serie interminable de rodadas. Esto hace que se preste al despiste, ya que también está cruzada por varias pistas de petroleros que abonan la desorientación. La falta de puntos que sirvan de base de orientación hace preciso el saberse orientar hasta llegar al borde de la zona baja de Legsaibe, zona con pasos flojos y lomos de piedra. Esta zona frena la marcha, pero por esta razón está más definida la pista y con el Aguerguer, cuyo paso es una serie de curvas también pero no de difícil paso, es todo el obstáculo mayor que tiene en todo su recorrido. Una vez pasado el Aguerguer y hasta el cruce de la pista de Aaiun, el suelo es duro con algún bache, pero la zona es llana. Llegados a este cruce, la carretera es asfaltada y se encuentra en buenas condiciones. Se tiene previsto el balizamiento, sobre todo en su primera parte que es donde más lo necesita, para este mismo año.

SAHARA OCIDENTAL 2010 (7)

saharaBoas.

Pois é, por aqui não se está parado, desde ontem dia 26 que se estabeleceu a data.

Será de 21 de Maio a 6 de Junho de 2010, dezassete dias de plena aventura.

O percurso continua em estudo, face a muitas e muitas indicações que temos tido, desde o Anieto, Eduardo Coelho, Nuno Carvalho, Gandini e Jesus Cobo, mas já tem uma estrutura que assenta sobretudo na troca de experiências dos nomes mencionados, mas com forte indicação do J. Gandini que tem colaborado desde o início connosco.

Temos pelo menos oito dias dedicados só ao Sahara, o restante é para lá chegar e voltar.

Temos muita vontade de ir e mais de programar as coisas com calma e responsabilidade pela zona em questão.

Para já só para a zona do Sahara Ocidental, cerca de 8 diase muitos Kms: a proposta é aliciante:

Dia 1 – “Trajecto 000″ – primeira parte do trajecto RDP1 do Gandini de Smara a Bir Anzarane. É descrito como uma pista segura e rolante, a qual, em conjunto com a segunda parte pressupõe uma autonomia de 1000 kms sem gasóleo;
Dia 2 – “Trajecto 001″ – segunda parte do trajecto RDP1 do Gandini de Bir Anzarane a Lamhiris;
Dia 3 “Trajecto 002″ – Trajecto de ligação em estrada de Lamhiris a Dhakla, com incursão em 4×4 ao parque de ostras e lagoa através do percurso H1 do Gandini. Este percurso está marcado de modo invertido em relação ao original, mas que, segundo o próprio Gandini, pode ser feito sem problema de espécie alguma;

Dia – 4 Descanso em Dhakla;
Dia 5 – “Trajecto 003″ – trajecto de Dhakla a Boujdour (o antigo Cabo Bojador dos portugueses). Inicia-se em Dakhla e vai até Hassi Lakra (percurso J do Gandini) através da rota perdida espanhola. Daí a ligação é feita por estrada a Boujdour;
Dia 6- “Trajecto 004″ -Trajecto de Boujdour a Laâyoune (fábrica dos fosfatos). Trata-se do trajecto A do Gandini, invertido em relação ao original, mas que,segundo o próprio Gandini, pode ser feito sem problema. Corre sempre que possível junto à costa e utiliza as praias;
Dia 7 – “Trajecto 005″ – Trajecto de ligação entre Laâyoune e Tan Tan por estrada, com passagem por Tarfaya.
Dia 8 – “Trajecto 006″ – Trajecto do Quim, Nuno e Peseiro, realizado na expedição ao Sahara Ocidental em Fevereiro. Liga-nos Tan Tan ao Oued Noun, naquilo que parece ser um antigo forte da legião estrangeira.
Dia 9 – “Trajecto 007″ – Trajecto do Quim, Nuno e Peseiro, realizado na expedição ao Sahara Ocidental em Fevereiro. Liga-nos do Oued Noun (fim do “Trajecto 006″) a Goulimine;

Os “Trajecto 006″ e “Trajecto 007″ serão feitos no mesmo dia, devendo contudo ter-se em conta os Kms a realizar e o tempo disponível.

A partir de agora é recolher ainda mais e mais informação e ir nas calmas equipando o 4×4, com Roof Tent, 4 a 6 jerricans, 2 pneus sobressalentes completos, etc, etc.

Nós vamos dando notícias. Vocês fiquem atentos.

Esclarecimentos: landlousa@gmail.com

Inté.

Mungo ué.

Laripô.

SAHARA OCIDENTAL 2010 (6)

Boas.

Acabado de chegar, nada melhor que continuar a programar já a próxima Expedição ao Sahara Ocidental. Serão 15 dias em Autonomia Total, com percursos cuidadosamente estudados. Esta será a nossa preocupação maior, face a natureza do território, as minas, e a dureza do Deserto do Sahara. O regresso será feito pelas Pistas junto a Costa, sempre que possível a beira-mar.

Será em Maio de 2010 e já temos tudo muito avançado, com a colaboração do Gandini e de alguns espanhóis que fizeram as Pistas recentemente bem como do NCR.

Novidades em breve.

SAHARA OCIDENTAL 2010 (5)

saharBoas.

A Expedição vai-se compondo, as dúvidas vão-se eliminando, nomeadamente com os reabastecimentos.

Na nossa troca de experiências e de relatos, vão chegando mail’s, uns mais animadores e outros mais cautelosos.

De Cadiz, Nieto um dos Expedicionários que já fez as Pistas do Sahara, vai dando notícias:

“Parola, Soy antonio.
Hicimos el Sahara Occ. En Septiembre 2006 desde Smara hasta Dakhla a través del puro desierto a lo largo de tres días con tres noches de vivac. Puedo decirte que tan solo hay Gasoil en Smara, El Aaiun y Dakhla. Es necesario ir bien aprovisionado con el deposito lleno y al menos dos jerrycans de 30 litros cada uno.
También son necesarias un par de ruedas de repuesto, pues la zona situada a 100 Km. aprox.  de Smara hacia el sur es un suelo lleno de piedras sueltas de silex cortantes como cuchillos. En el año 2004 tuvimos que desistir de hacer esta ruta porque pinchamos (rajamos) cinco veces.
NOTA: Ir por las rodadas, nunca campo a través, puede haber minas. Al menos cerca de la frontera con Argelia
 
Saludos y buena suerte”

e

“Hola, Parola
 
Como veo que estáis miesmo decididos, os adjunto el Track y los WPTs, de nuestra travesía del año 2006_Sept.
Nota: Entre el wpt52 y el wpt53., de la primera serie, está el lugar peligroso para los pinchazos (Subid presión 3-3,5 Kg. y procurar no salir de las rodadas)
Por si hay problemas , el WPT97 real es la intersección con la carretera de Geltat-Zemmour con El Aaiún.
Saludos,
Antonio Cádiz (España)”

São estas partilhas que alimentam a vontade de ir e viver estas experiências intensas, mesmo face aos perigos de uma zona fortemente minada, a que chamamos “zonas do silêncio”.

  1. José Ventura
  2. João Cardoso
  3. Carlos Costa
  4. Paulo Bré
  5. Luís Vidal
  6. Parola Gonçalves

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Inté.

MICHEL VIEUCHANGE – A Rota da morte

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Michel Vieuchang, era  um jovem aventureiro que desiludido com o que passava na Europa, empreendeu a grande aventura de ligar Tiznit a Smara ou Semara em 1930.

Esta arriscada expedição levou-o a morte por disenteria. A aventura teve início no dia 10 de Setembro e terminou em 16 de Novembro de 1930. Para não ter problemas vez a maior parte da Expedição vestido de mulher.

Michel Vieuchange, faleceu no dia 30 de Novembro de 1930, nos braços do irmão Jean Vieuchange, totalmente desidratado, tendo contudo realizado o seu feito. As fortes tempestades de areia, o sol intenso e a falta de alimentos, levaram-no a exaustão. A água salobra e de charcas e a carne crua, debilitaram-no  ainda mais.

Este percurso tem sido uma das novas apostas dos aventureiros, cansados de percorrer os trilhos emblemáticos.

Michel Vieuchange, foi dos primeiros europeus a visitar e a fotografar a cidade proibida de Smara, sendo as fotos seguintes tiradas por si.

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smara17

Pelas relatos, que tenho lido de uma Expedição realizado em 2008 por franceses, mais motivado fiquei de fazer o Percurso em 2014, integrado na Trans Sahara 2014.

Mais fotos e pormenores em breve, aconselhando desde já a leitura do seguinte livro.

Smara_m

Track, AQUI.

Inté.