Uma excelente Expedição, na sua 1ª etapa.
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EXPEDIÇÃO A MAURITÂNIA
Tudo tem o seu começo, e esta Expedição, à Mauritânia, não foi exceção. Não era como as outras, era diferente, para o melhor e para o pior. Tratou-se de uma expedição exploratória, onde, para além do denominado traçado “turístico”, procurávamos algo mais que nos levasse ao pormenor das vivências e dos lugares, e, ao mesmo tempo, testasse a nossa capacidade enquanto grupo. Em diversas ocasiões fomos levados ao limite, tal como as nossas viaturas, com etapas longas e cansativas. Acordar cedo, ainda o sol não tinha nascido, e parar apenas com o seu pôr, foi o dia-a-dia, num ritmo firme e seguro, imposto pelo nosso guia. De nome Ahmed Hemeyda, cabe-nos agradecer-lhe. Sempre se mostrou uma pessoa culta e educada, capaz de nos orientar invariavelmente no terreno. Fomo-nos apercebendo como era uma pessoa respeitável e respeitada por onde passávamos. Por vezes intransigente, mas sempre um amigo, que colocou a nossa segurança acima de tudo e de todos.
O ponto de encontro para a Expedição foi em Tan Tan, já em solo marroquino, onde o Saara abre as suas portas. No entanto, este relato apenas terá início perto da fronteira com a Mauritânia, em Bir Gandouz, tal como também aí atingirá o seu fim. A esse mesmo local chegámos no dia 5 de fevereiro, já a noite ia adiantada, acompanhados do guia, que entretanto fora apanhado no “Carrocel” de Dakhla, e com o intuito de dormirmos no Hotel Barbas, poiso dos muitos viajantes em trânsito pela rota da África Ocidental.
No dia seguinte, a saída para a fronteira da Mauritânia, tendo a terra de ninguém de permeio, seria muito cedo, ainda mesmo antes dos galos cantarem. Cobrimos os cerca de 90 km que ligam o Barbas à fronteira, no seu lado marroquino, já o dia clareava e nos aguardavam longas filas de camiões. Por volta das 9h00m da manhã, a quando da abertura da fronteira, e num “toque de mágica”, o guia conseguiu que se abrisse um corredor de ligeiros e, assim, avançássemos rapidamente nas formalidades de saída.
Saímos de Marrocos e entrámos, não na Mauritânia, mas num pedaço de “Terra de Ninguém”. Foi uma travessia calma e com o grupo a acusar um primeiro choque com a paisagem coberta de viaturas queimadas e desmontadas, quase sem vivalma, e por onde se cruzavam aqueles carros que seguiam por ambas as fronteiras.
No posto fronteiriço da Mauritânia as demoras foram bem maiores. Primeiro, o famoso visto biométrico, depois os registos das viaturas. Já passava das 15:00 horas quando entrámos em pista, paralelos à linha do comboio de transporte de minério que une a cidade costeira de Nouadhibou a Zouerate. Ao cair da tarde, depois de passarmos por uma aldeia e por um cemitério de vagões, cruzávamo-nos a primeira vez com o segundo comboio mais comprido do mundo. O ruído dos motores das suas máquinas é imponente e fica no ar durante horas.
Duzentos quilómetros para lá da fronteira e junta à linha férrea tínhamos o nosso primeiro bivouac.
Dia 7 de Fevereiro.
Segundo dia da expedição, marcado por uma longa etapa que nos conduziu ao Oásis de Tergit.
Muito de madrugada começámos a ouvir o ronco do comboio. Longe é certo, mas inconfundível! O som é constante, com uma cadência impressionante que se mantém por horas, no silêncio da madrugada.
O nosso guia, põe o pessoal de pé e corre para a linha. O comboio era infindável e as máquinas da frente saudaram-nos com os seus apitos.
Mantivemo-nos ao longo da linha quase até Choum, onde infletimos para Atar, seguindo a antiga estrada N1, em terra batida, com placas de sinalização e marcos quilométricos. Antes, cruzáramos inúmeros pequenos lugares, a par de postos de controlo militar, assim como o monólito de Ben Amira, ponto de paragem para almoço e que nos obrigaria a cruzar a linha férrea.
Em Atar, uma paragem curta para reabastecer de combustível, água, fruta e até adquirir cartões de telemóvel dos operadores de telecomunicações nacionais. Depois, mais 48 km até ao Oásis de Tergit, o que representou um total de 388 km, sobre um misto de areia, pedra, pista de toufna e, já na parte, final asfalto.
A viagem para Tergit, foi calma. A noite foi passada em albergue, o qual, reunia boas condições de higiene e estadia em tenda tradicional. O momento mais marcante do dia acabaria por ser o jantar, já que fomos brindados com um prato da cozinha tradicional mauritana: mechoui (cabrito assado no forno e recheado com couscous). Continuar a ler “Expedição Exploratória a Mauritânia (Relato) – Fevereiro de 2016”
Olá.
Enquanto preparo o Relato da nossa viagem fica este pequeno vídeo, realizado pelo João Campeão.
https://youtu.be/Cl3Fl-41WxE.
Oportunamente colocarei um novo artigo com o Relato completo da nossa Expedição.
Obrigado.
Boas.
Um Guia é sempre uma ferramenta importante e os “Guias J. Gandini” dão a garantia de termos acesso a informação e dados correctos.
Como sabem qualquer “expedicionário” consulta os Guias Gandini, que são considerados a “Bíblia” das Expedições do Sáhara.
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Boas Expedições.