AO MEU AMIGO VASCO LIMA

Xanoc

Ontem, dia 25 de Abril, vinha com uns amigos do Covão da Ponte, na Serra da Estrela, e na amena cavaqueira com o meu SAvimbi, quando, me dei a pensar, onde poderia encontrar lírios de cor lilás, porque alguém me tinha dito que gostavas muito de lírios lilases.

Não sei porque carga de água é que, em vez de tomar a N17, embrenhei por uns atalhos e quando dei por mim estava parado na Selada das Eiras rodeado de montes de lírios de cor lilás. Thanks, Man.

Vasquinho, daqui a pouco estamos no dia 27 de Abril, e fará dois anos que tu deixaste o pessoal. Não tem sido nada fácil aceitar a tua partida, e cá por casa, expedições e passeios estás sempre presente nas nossas conversas. As nossas conversas de pé de orelha continuam pelos lados da Ortiga sempre que preciso de um conselho amigo e de buscar mais um pouco de serenidade. Estás por perto, sempre ou quase sempre, e isso tem sido muito importante.

Novidades, poucas a não ser o SAvimbi ter uma centralina nossa e em consequência mais uns cavalos e fumarada quanto baste, penso que vai voltar ao regime inicial.

Fico-me por aqui, que não consigo escrever mais nada por hoje, amanhã falamos na Ortiga.

Inté, Man e thanks.

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Integração de Google Earth e Internet Maps no OziExplorer

Desde a versão que é possível integrar o OziExplorer com:

 

1.  Utilizar o Google Earth no OziExplorer.

O OziExplorer comunica com o Google Earth para manipular a visualização do mapa, permitindo assim ao utilizador explorar objectos do OziExplorer, como sejam pontos, rotas ou caminhos.

Em termos de requisitos, esta funcionalidade exige ao utilizador:

  • Uma conexão à Internet;
  • A instalação do Google Earth;
  • Configurar o modo gráfico de apresentação das imagens do Google Earth para DirectX (menu “Ferramentas” > comando “Opções”);
  • Possuir a versão 3.95.5b. do OziExplorer ou superior.

Depois, é preciso descarregar e instalar o mapa “Google Earth .map”, disponível em: http://www.oziexplorer3.com/xtras/google_earth_mapfile_setup.exe

Este mapa é instalado numa nova pasta, designada “Internet Maps” e situada dentro da pasta “Maps”.

Assim, para o utilizador começar a trabalhar com o Google Earth dentro OziExplorer, o utilizador tem que abrir o mapa da forma habitual (menu “File” > submenu “Load from File” > comando “Load Map File”).

Uma vez aberto, o mapa do Google Earth pode ser manipulado de três modos, controlados a partir de uma barra de ferramentas de controlo específica.

 modo OziExplorer:

Trata-se de um modo de trabalho que permite ao utilizador dispor da maior parte das funções do OziExplorer, trabalhar com pontos (waypoints) rotas (routes) e caminhos (tracks).

Apenas estão disponíveis as funções de ampliação do OziExplorer, pelo que os controlos de navegação do Google Earth não funcionam neste modo.

 modo Google Earth:

Através deste modo de trabalho, o utilizador passa dispor da maior parte das funções do Google Earth, nomeadamente os seus controlos de navegação ou a visualização de janelas pop-up (como as que resultam da visualização dos pontos de interesse – POI).

Sempre que uma funcionalidade do GoogleEarth conduza ao aparecimento de uma sessão do browser de Internet, dividindo a janela do Google Earth, o utilizador deverá activar o terceiro modo de trabalho.

 activar o Google Earth:

Trata-se de apresentar o Google Earth fora do OziExplorer, trabalhando de um modo totalmente autónomo. Para voltar ao OziExplorer basta minimizar a janela do Google Earth e activar de novo aquela do OziExplorer na barra de tarefas do sistema operativo.

A barra de ferramentas de controlo do Google Earth dispõe ainda de mais três botões:

 refrescar o desenho do mapa;

 ampliar do mapa;

 reduzir do mapa.

2.  Utilizar “Internet Maps” no OziExplorer.

Neste caso as fracções ou quadrículas dos mapas são descarregadas pelo OziExplorer a partir de uma conexão internet em tempo real e armazenados num ficheiro local de cache, facto que permite uma utilização posterior em modo desligado.

Em termos de requisitos, esta funcionalidade exige ao utilizador:

  • Uma conexão à Internet;
  • Possuir a versão 3.95.5d. do OziExplorer ou superior.

Depois, e á semelhança do que sucede com a funcionalidade de integração com o Google Earth, é preciso descarregar e instalar o mapa “Internet Maps .map”, disponível em: http://www.oziexplorer3.com/xtras/internet_maps_mapfile_setup.exe

Este mapa é igualmente instalado na pasta “Internet Maps”.

Para começar a trabalhar com os mapas Internet, o utilizador tem então que abrir o mapa “Internet Maps .map” (menu “File” > submenu “Load from File” > comando “Load Map File”).

Uma vez aberto, o mapa o OziExplorer procede ao descarregar das fracções ou quadrículas a partir de um primeiro servidor (Open Street Map). Igualmente é dada ao utilizador uma nova barra de ferramentas, a qual permite o controlo deste tipo de mapas:

 Seleccionar o mapa;

Nesta opção o utilizador pode escolher o servidor de Internet Maps e preceder ao descarregar da informação para o OziExplorer.

 refrescar o desenho do mapa;

 ampliar do mapa;

 reduzir do mapa.

 Definir o nível de ampliação do mapa.

 Opções;

Através deste último comando é possível visualizar as estatísticas de download das quadrículas dos mapas e configurar a localização do ficheiro de cache.

Erros:

Uma vez que estas funcionalidades são consideradas pelo próprio autor como experimentais, é normal a existência de erros de funcionamento.

Assim, se o utilizador fechar acidentalmente o Google Earth fora do OziExplorer, este lança sistematicamente a seguinte mensagem de erro:

O fecho do Google Earth deverá ocorrer no âmbito do OziExplorer, pelo fecho do mapa, ou pelo carregar de um outro mapa, ou ainda pelo fecho do próprio OziExplorer.

Apesar da documentação referir que o problema é ultrapassado se o mapa “Google Earth .map” for de novo carregado, tal não sucedeu para o computador utilizado nos testes (MS Windows Vista Enterprise SP2 + OziExplorer 3.95.5g. + Google Earth 5.1.3534.0411), o qual manteve o erro.

Para além deste erro é também bastante noticiado nos fóruns de utilizadores a incompatibilidade com as placas gráficas da família Nvidia Geforce 8600. A visualização do Google Earth no OziExplorer (“modo OziExplorer”) não funciona e o utilizador apenas tem pela frente um ecrã em branco.

Novas versões Mapsource e “downgrade” do formato dos mapas

A Garmin com a versão 6.14 começou a preparar a utilização de um novo formato de ficheiros para armazenar os mapas. Este formato tem o nome de GMP ou “globalmapper package”. A empresa já anunciou nos seus foruns que todo o desenvolvimento neste novo formato será feito a partir da versão 6.16 (em beta) e posteriores, tanto mais que aquele é compatível em plataformas Ms Windows e Mac, como pode ser utilizado em todo o software Garmin (BaseCamp, MapSource, Training Center).

Este formato destina-se a substituir o antigo formato IMG, instituído no Mapsource desde a “clássica” versão 6.13.7. No entanto, o mapa continua a ser enviado para o dispositivo GPS como um único ficheiro gmapsupp.img. Também os códigos de desbloqueio mantêm os 25 dígitos. O mapa City Navigator Europe NT 2009 foi o primeiro mapa disponibilizado pela Garmin no novo formato.

Os novos mapas (formato GMP) são agora instalados na pasta “%ALLUSERSPROFILE%Application DataGarminMaps” (quando antes o eram em c:garmin). Não é possível movê-los para outra unidade e ajustar manualmente o seu registo com o Editor de Registo.

Com a actualização do Mapsource para a versão 6.15.11, um dos problemas mais recorrentes nos foruns e blogs tem sido o seu comportamento menos amigável para com mapas bloqueados de terceiros, os quais deixam por vezes de funcionar. Esta versão já não suporta mapas com FID’s superiores a 2200 (valores tradicionalmente utilizados por terceiros). Segundo a Garmin esta alteração ficou a dever-se ao uso impróprio que determinados fornecedores têm vindo a fazer da tecnologia, sem pagarem licenças. Mapas livres permanecem inalterados, sem quaisquer restrições nas novas versões.

Se o utilizador decidir permanecer numa versão mais antiga do Mapsource (do tipo 6.13.7) então teremos que realizar o “downgrade” dos novos mapas (formato GMP). Esta operação pode ser feita através do utilitário “MapReverseConverter”: http://www.javawa.nl/cne2009_multilang.html

TRAVESSIA DO OCIDENTE (FIGUEIRA DA FOZ) A ORIENTE ( VALLE DA VENTA)

Boas.

Estamos a recolher elementos para avançar com o reconhecimento do percurso para a “Travessia do Ocidente da Figueira da Foz  para o Oriente de Safurdão”. A Travessia terá início junto ao Farol da Figueira da Foz, seguindo o respectivo paralelo até Valle da Venta em Espanha.

Após o reconhecimento, faremos a Travessia em Autonomia Total em data oportuna.

Fiquem bem.

Inté.

Mapas raster e mapas vectoriais (imagens bitmap e vectoriais)- parte I

Os mapas digitais são-nos hoje oferecidos como mapas raster ou como mapas vectoriais. Esta distinção conduz-nos necessariamente a dois conceitos fundamentais no processamento de imagem por meios informáticos. Aí falamos antes de bitmaps e vectores. É através dois conceitos a explorar de seguida que nos aperceberemos das vantagens/desvantagens e formas de utilização mais apropriadas para cada tipo de mapa.

Bitmaps e Vectores

Bitmaps e Vectores têm características internas bem diferentes e destinam-se, pelo menos teoricamente, a finalidades também diferentes. Tais diferenças traduzem-se, entre outras coisas, em claras distinções entre os programas que permitem a sua manipulação, assim como em vastas diferenças entre as operações a que cada tipo de imagem pode ser submetido:

  • Imagens bitmap (termo que pode ser traduzido como “mapa de bits”), são também designadas imagens raster. Tratam-se de imagens compostas por manchas de pontos coloridos que, no seu todo, dão a forma final à imagem. Esses pontos coloridos podem ser pixéis (quando a imagem se destina a ser apresentada no ecrã) ou pontos de tinta (quando a imagem se destina a ser impressa). A cor de cada pixel ou ponto é definida individualmente. A qualidade de uma imagem do tipo bitmap é determinada pela sua resolução (quantos pontos são utilizados) e pela sua profundidade de cor (quanta mais informação de cor for armazenada, mais suaves se podem tornar certas graduações e transições de cor).

 

Exemplo de uma imagem do tipo bitmap (fotografia com elevado conteúdo de cor)

  • Imagens vectoriais, são imagens criadas a partir de primitivas gráficas simples, tais como pontos, linhas, curvas e polígonos. Através da combinação destas primitivas é então possível criar imagens complexas. Para estas primitivas gráficas apenas é armazenada uma quantidade limitada de informação – coordenadas dos pontos iniciais e finais, cor em que devem ser desenhadas, bem como as coordenadas dos pontos que definem mudanças de aspecto da forma.

 

Exemplo de uma imagem do tipo vectorial (stencil fornecido com o programa Microsoft Visio)

Simplificando as descrições, podemos então afirmar que, no caso das imagens do tipo bitmap, é armazenada a totalidade do conteúdo da imagem, enquanto que no caso das imagens do tipo vectorial são armazenadas descrições de como a imagem deve ser desenhada.

Normalmente é possível utilizar esta diferença como factor de diferenciação no que respeita ao espaço de armazenamento que ocupam os dois tipos de imagem ocupam: tendo como referência as duas imagens anteriores, o bitmap ocupa 35 KB, enquanto que a imagem vectorial ocupa apenas 1,2 KB.

É claro que também há excepções a esta regra:

Esta imagem vectorial, de elevada complexidade, ocupa 665 KB.

Uma versão bitmap da mesma imagem (formato JPG de alta qualidade) ocupa apenas 491 KB.

A principal diferença entre os dois tipos de imagem ocorre ao nível da sua apresentação no écran ou impressão em papel. Um bitmap tem determinadas dimensões e pode ter sido criado com uma resolução específica, com o objectivo de ser impresso com dimensões fixas numa dada impressora, ou de ocupar uma área bem delimitada numa página web. Se for reduzido ou ampliado, ocorre perca de informação e de nitidez. Atente-se no seguinte exemplo:

A primeira imagem mostra a totalidade do conteúdo da fotografia, com nitidez.

A segunda imagem mostra uma redução exagerada da mesma imagem.

A terceira imagem mostra uma ampliação exagerada de um pormenor (assinalado na primeira imagem).

Uma imagem vectorial pode ser representada em muitas dimensões e resoluções, bem como ser impresso em diversas impressoras, com menor dificuldade que um bitmap. Dado que da sua definição apenas fazem parte as instruções sobre a forma de desenhar as coisas, compete ao software gráfico utilizado (ou ao software de controlo de impressão), a tarefa de criar na altura o desenho vectorial, seguindo essas mesmas instruções, aproveitando ao máximo a resolução disponível no equipamento utilizado. Isso pode ser visto a seguir.

Esta imagem mostra a totalidade da imagem vectorial.

Agora temos uma redução exagerada da mesma imagem.

A próxima parte dedicar-se-á a abordar os formatos principais de armazenamento de imagens bitmap e vectorial, algoritmos de compressão e características de trabalho.

Termino o artigo agradecendo ao meu colega e amigo João Amado, sem o qual este não seria possível.