inReach para smartphones

Lembram-se do Spot? Pois bem, a canadiana DeLorme lançou no final de 2011 um produto denominado inReach, por sinal muito aclamado entre a comunidade, que permite a smartphones dotados de sistemas operativos iOS (iPhone, iPad) ou Android transformarem-se em dispositivos de comunicações a duas vias com satélite (rede Iridium), numa abrangência quase universal, muito para além do mero telefone ou do cliente de rede sem fios.

O objetivo é simples: ampliar a cobertura de sinal. Na verdade, 90% da superfície terrestre encontra-se desprovida de qualquer cobertura no âmbito da telefonia móvel (por exemplo 2G, 3G ou até mesmo 4G) ou até de redes na norma IEEE 802.11 (Wi-Fi ou WLAN). E é muitas vezes nessas zonas que necessitamos de estabelecer comunicações seguras com familiares ou até obter assistência.

O inReach é em si mesmo um dispositivo físico ao qual os smartphones se ligam (Bluetooth). Recorrem para tal a uma aplicação (gratuita e disponível em Apple App Store ou Google Apps Marketplace): o DeLorme Earthmate.

A solução (inReach + Earthmate) fornece ao smartphone as seguintes funcionalidades de comunicação:

  • Composição, envio e receção de mensagens de correio e SMS;
  • SOS interativo (descrição da situação, atualizações mútuas da situação e acompanhamento automático da posição);
  • Acompanhamento e registo do trajeto efetuado (com uma precisão de 5 metros);
  • Navegação online/offline sobre os mapas topo da Delorme.

“DICAS SOLTAS” – Recuperar dados em OruxMaps a partir de um backup

O OruxMaps cria automaticamente um backup da informação entretanto carregada pelo utilizador (como sejam trajetos ou rotas). Esta,  de nome oruxmapstracks.db.backup (em formato SQLite), fica localizada na pasta tracklogs/oruxmapstracks.db:

tracklogs/oruxmapstracks.db/oruxmapstracks.db.backup

Assim, se um utilizador perder inadvertidamente um trajeto realizado, basta aceder à referida base de dados de backup  e alterar o nome para oruxmapstracks.db.

Depois, há que reiniciar o OruxMaps. Se o backup estiver correto, o utilizador passará a ter acesso de novo aos trajetos.

WinGDB3: converter rotas e trajetos em Mapsource e Basecamp

WinGDB3 é uma aplicação desenhada especificamente para trabalhar com rotas, trajetos (tracks) e pontos de passagem no formato Garmin, convertendo-as entre si. Suporta quer o Mapsource quer o Basecamp.

É, assim, capaz de converter rotas criadas automaticamente a partir de mapas como o City Navigator ou o Metroguide, convertendo-as em trajetos ou pontos de passagem. Todos os dados associados aos pontos que compõem a rota/trajeto, como por exemplo a altitude, são conservados.

O WinGDB3 utiliza como fonte primária o formato GDB. Suporta as versões 1, 2 e 3. Não se mostra especializado para tipos específicos de recetores Garmin, embora modelos como os Nuvi e Quest, que possuem funções limitadas de trackback, possam usufruir da conversão de um trajeto em rota, ou os modelos da série 60, que estão sempre a recalcular rotas,  tenham a vantagem de converter, ao invés, uma rota em trajeto.

Tais conversões podem ser ajustadas por parte do utilizador, conferindo-lhe a capacidade de gerir a dimensão de uma rota ou de um trajeto, quer segmentando-os quer filtrando-os.

Uma rota ou trajeto podem ser convertidos a partir da manipulação direta da área de transferência (ou clipboard). Trata-se de uma operação simples de “Cortar” / “Copiar” do objecto (rota, trajeto) ao nível do Mapsource ou Basecamp, seguido de um pressionar do botão “Converte”, já ao nível do WinGDB3 e, finalmente, em “Colar” o resultado no Mapsource ou Basecamp.

Outras características importantes do WinGDB3 são:

  • Suporte de múltiplas línguas (inglês, holandês, alemão, francês, português, italiano, polaco, espanhol, turco, checo e      húngaro).
  • Capacidade de importar trajetos em formatos gpx, crs ,tcx, fit, kml, kmz, itn e nmea/nma/log.

A aplicação é totalmente livre pode ser descarregada a partir do site do próprio autor:

http://www.sackman.info/

As questões relativas à transformação de rotas em trajectos, recorrendo para tal a aplicações como o GPS VISUALIZER ou o GPSBabel, têm sido abordadas pela Land Lousã:

Ferramentas como o WinGDB3, quando utilizadas em conjunto com o GPSBabel ou o GPS VISUALIZER fornecem aos utilizadores capacidades quase universais de conversão entre uma miríade de formatos ao nível de dispositivos GPS e de aplicações de informação geográfica.

Google Earth para Android e iOS (iPhone e iPad)

A Google lançou no dia 19 de Março a versão 6.2 do Google Earth para os sistemas operativos Android e iOS (iPhone e iPad).

Esta versão suporta já conteúdos no formato KML (Keyhole Markup Language), hoje uma norma internacional do Open Geospatial Consortium e que constitui uma notação XML  para exprimir conteúdos geográficos  e de visualização em mapas a duas ou três dimensões. Assim, sempre que o utilizador pesquisar informação em formato KML o GoogleEarth será executado automaticamente e o mapa/conteúdo carregado.

Com Google Earth  6.2 estão disponíveis a camada de conteúdos Panoramio e a Galeria do Google Earth. Esta última reveste-se de especial importância, pois, abre ao utilizador a possibilidade de pesquisa e navegação direta a partir de fontes como o Wikiloc ou o EveryTrail.

Tudo pode, depois, ser visualizado com o Google Earth,  como sejam rotas, trajetos, pontos, imagens ou hiperligações.

A versão para sistema operativo Android permite ainda partilhar capturas de ecrã nos círculos do Google+, através do Gmail.

Arquitetura SiRFstarV e plataforma SiRFusion

A arquitetura SiRFstarV e a plataforma SiRFusion são os últimos desenvolvimentos da empresa britânica CSR (Cambridge Science Park), líder no desenvolvimento de chips de controlo GPS.

Segundo o fabricante a arquitetura SiRFstarV introduz um novo conceito nas áreas de localização e navegação. Em lugar de depender apenas da rede norte-americana GPS para determinar o posicionamento do dispositivo recetor, a nova arquitetura passa a recolher informação em tempo real proveniente dos satélites das redes GPS, Galileo, Glonass e Compass, a par de sistemas rádio (como Wi-Fi, 2G, 3G ou 4G).

Tira também partido dos sistemas SBAS (satellite-based augmentation system), os quais se destinam a melhorar a um nível regional o sinal de satélite a partir de estações terrestres:

  • Wide Area Augmentation System (WAAS), gerido pela FAA (United States Federal Aviation Administration);
  • European Geostationary Navigation Overlay Service (EGNOS), gerido pela Agência Espacial Europeia;
  • Multi-functional Satellite Augmentation System (MSAS), gerido pelo Ministério japonês da Agricultura, Infraestruturas e Transportes (JCAB);
  • Quasi-Zenith Satellite System (QZSS), proposto pelo Estado japonês;
  • GAGAN, sistema proposto pelo Estado indiano;
  • System of differential correction and monitoring (SDCM), proposto pelo Estado russo;
  • Satellite Navigation Augmentation System (SNAS), proposto pelo Estado chinês;
  • Wide Area GPS Enhancement (WAGE), gerido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (utilização militar);
  • StarFire navigation system, sistema comercial gerido pela empresa John Deere;
  • Starfix DGPS System e OmniSTAR, sistemas comerciais gerido pela empresa Fugro.

Tal como já sucedia ao nível da arquitetura anterior (SiRFstarIV), tem ainda associada sensores MEM, de modo a melhorar o posicionamento, especialmente em zonas interiores (situações de indoor), já que a última posição fiável é guardada em memória e utilizada até que sejam recebidos de novo sinais de satélite ou rádio.

Cabe à plataforma SiRFusion a combinação em tempo real da informação proveniente desta multiplicidade de fontes, gerando não só posicionamentos mais precisos como melhorando a disponibilidade dos sistemas em zonas de indoor.

Dada a lenta penetração que temos vindo a verificar por parte do SirfStarIV junto mercado, é bem provável que nos próximos anos o salto ocorra já para o SirfStarV (e respetiva companhia: SiRFusion).