OruxMaps: Navegação 4×4 em Android (Parte III – Mapas online)

O OruxMaps permite descarregar e visualizar mapas em tempo real, a partir de fontes online como o Google Maps ou o Microsoft Bing Maps.

Possui ainda a capacidade de descarregar e armazenar tais imagens de modo a que possam ser visualizadas em locais sem conexões de dados presentes, como uma rede celular de telemóvel ou uma rede WIFI.

No ecrã de abertura do OruxMaps o utilizador tem, desde logo, a possibilidade de aceder aos mapas online.

O último mapa online em que o utilizador navegou é carregado por omissão, bem como o nível de ampliação seleccionado.

Podemos ver aqui um mapa da zona da Lousã a partir da fonte Google:

Para seleccionar um novo mapa pode ser utilizado o botão , disponível na barra de botões, ou Menu > Maps. Ambas as opções dão acesso à lista de mapas.

Nesta lista estão disponíveis cerca de trinta mapas, com coberturas geográficas diferentes. Caso seja seleccionado um mapa sem cobertura para a localização corrente é obtida uma imagem em branco no ecrã.

A lista de mapas online pode ser enriquecida através da adição de mapas que cumpram a norma WMS (Web Map Service, protocolo aberto originalmente desenvolvido pelo Geospatial Consortium e que tem como objectivo a disponibilização de imagens geo-referenciadas sobre canal Internet e a partir de bases de dados GIS).

Em Portugal, o Instituto Geográfico Português (IGP) através do serviço m@pas online disponibiliza ao gratuitamente  um conjunto de serviços de dados geográficos de acordo com os padrões do Open GeoSpatial Consortium, Web Map Service (WMS) e Web Feature Service (WFS). Através deste serviço  é possível visualizar:

  • Carta Administrativa Oficial de Portugal – CAOP2010,
  • Carta de Risco de Incêndio Florestal (CRIF),
  • Carta de Portugal 1:500 000,
  • Carta de Portugal 1:200 000,
  • Carta de Portugal 1:100 000,
  • Carta de Portugal 1:50 000,
  • Ortofotomapas e
  • Planos de voo da Fototeca .

 

Estes serviços podem ser acedidos a partir de http://mapas.igeo.pt/

Para usar WMS com OruxMaps deveremos instalar na pasta  “oruxmaps/mapfiles” um ficheiro no formato XML (wms_services.xml) com as definições dos serviços a aceder.

É editável, de modo a receber novos wms. Para tal o utilizador necessita de:

  • Especificar o URL do wms,
  • Definir um ID único,
  • Determinar os níveis de ampliação a consultar,
  • Especificar as camadas a visualizar,
  • Formato da imagem a pedir ao servidor.

 

O OruxMaps descarrega e armazena automaticamente na memória do dispositivo Android os mapas por onde o utilizador se desloca, de modo a não ter que descarregar os dados de novo.

Os dados guardados em cache ficam, pois, disponíveis para serem utilizados offline.

Por omissão o OruxMaps define uma cache com a dimensão mínima de 256Mb e a dimensão máxima de  512Mb. Tais valores podem ser ajustados pelo utilizador. Basta aceder à secção Settings > Map Online.

Em OruxMaps, a cache traduz-se num ficheiro (OruxMapsCacheImages.db), armazenado na pasta “oruxmaps/mapfiles”.

Para além do recurso à cache, o utilizador pode ainda criar directa e de forma integrada conjuntos de mapas offline a partir de fontes online. Utiliza um gerador interno e deve ser utilizado apenas quando se possui uma boa conexão WIFI, dado o peso que tais mapas apresentam.

Estes mapas offline serão armazenados na pasta “oruxmaps/mapfiles” do cartão de memória.

Trata-se de uma opção que tem a vantagem de permitir ao utilizador especificar a área geográfica e os níveis de ampliação a descarregar e a armazenar.

Seleccionada a fonte (mapa online), o utilizador pode dar início ao processo através de Menu > Tools  > Map Creator.

Não se trata de um método flexível já que obriga à especificação dos limites latitude/longitude sob a forma de valor e não de modo geográfico, bem como dos níveis de ampliação.

A selecção de níveis de ampliação superiores requer mais espaço, algo que o OruxMaps vai informando. O máximo permitido é de 2Gb.

Definida a área de uma mapa a criar temos que atribuir-lhe um nome. Este é armazenado junto de outros mapas offline e acede-se do mesmo modo que aqueles.

OruxMaps: Navegação 4×4 em Android (Parte II – Funcionalidades e operações básicas)

O OruxMaps suporta já de forma integrada receptores GPS Bluetooth, o que se traduz numa vantagem para dispostivos Android (smartphones ou tablets) desprovidos de tais receptores internos.

Nas nossas experiências obtivemos mesmo assim melhores resultados utilizando aplicações de terceiros. Ou seja, recorremos a aplicações (no caso concreto a aplicação BlueGPS)  que, depois de emparelhado o receptor (BT 338, possuidor de  processador SirfStar III) com o dispositivo Android, fornecem elas os dados NMEA  ao OruxMaps.

Pontos de passagem (waypoints) .

O OruxMaps permite criar pontos de passagem (locais de interesse registados e armazenados no dispostivo). Estes podem ser organizados como rotas (sequência de pontos de passagem intermédios que conduzem a um destino).

É possível criar rapidamente um ponto de passagem, utilizando para tal a barra de botões que ocupa o topo do ecrã.  Assim, basta tocar no botão “Create Waypoint”.

Aparecerá ao utilizador uma janela com as propriedades a carregar para o ponto.

São propriedades do ponto de passagem, passíveis de edição:

  • Nome;
  • Símbolo, seleccionável a partir de uma lista;
  • Coordenadas;
  • Projecção, que permite criar um ponto deslocado da localização corrente numa determinada distância e direcção;
  • “Geocoding” ou atribuição de  identificadores geográficos à localização corrente (requer conexão à Internet);
  • Extensões informativas ao ponto, como sejam imagens, audios, vídeos ou textos a anexar.

 

Se possuirmos um trajecto activo o OruxMaps apenas exibirá os pontos desse mesmo trajecto, caso contrário serão visualizados todos os pontos armazenados na base de dados.

O utilizador pode aceder à janela de gestão dos pontos de passagem armazenados  apartir do Menu definições do Android.

Nesta janela é possível realizar várias acções, como sejam:

  • Ordenar a lista de pontos;
  • Fitrar, criando assim subconjuntos de pontos;
  • Reiniciar / limpar filtro;
  • Exibir no mapa os pontos listados / seleccionados;
  • Criar uma rota a partir do pontos listados / seleccionados;
  • Eliminar todos os pontos;
  • Importar pontos, a partir de ficheiros .GPX ou .KML;
  • Exportar pontos para ficheiros .GPX ou .KML.

 

Se se seleccionar um ponto surgem ao utilizador outras opções:

  • Editar as propriedades básicas do ponto;
  • Eliminar o ponto da base de dados;
  • Aceder  às extensões informacionais do ponto, como sejam os conteúdos multimédia anexos;
  • Visualizar o ponto no mapa;
  • Alterar o posicionamento do ponto na lista de pontos seleccionados / filtrados;
  • Eliminar o ponto da lista de pontos seleccionados / filtrados.

 

Trajectos e rotas.

O botão “Track logging” activa o modo de registo e armazenamento de trajectos, cujo nome por omissão assume o valor data + hora.

É a partir deste botão que se traçará o trajecto sobre o mapa, o qual toma a cor vermelha (valor alterável, bem como a espessura do traço, na janela de Definições). Caso exista um trajecto já iniciado o OruxMaps pergunta ao utilizador se pretende prolongar o segmento anterior, criar um novo segmento ou iniciar um novo trajecto (o qual eliminará o trajecto até aí visível).

Tendo o modo de “track log” activo e tocando no botão “Track logging”, o registo do trajecto é interrompido e os dados até aí recolhidos são armazenados na base de dados.

É possível aceder à janela de gestão de trajectos armazenados a partir de Menu > Tracks. Tal como no caso dos pontos de passagem é possível filtrá-los, importar/exportar trajectos a partir de ficheiros nos formatos .GPX ou .KML, e seleccionar qual o trajecto a exibir no mapa. Aliás esta é mesmo uma das maiores limitações da actual versão do  OruxMaps, pois a mesma apenas deixa exibir um trajecto de cada vez.

Seleccionado um trajecto da janela de gestão é possivel ao utilizador aceder, para além das operações “normais” de edição, a:

  • Estatísticas;

  • Continuar o trajecto (operação que carrega o trajecto no ecrã e permite ao utilizador adicionar-lhe novos segmentos e pontos);
  • Abrir o trajecto como rota;

 

Esta última opção activa o botão “Route” , com as suas correspondentes opções:

  • Eliminar do visor a rota activa;
  • Inverter a rota;
  • Seguir a rota activa;
  • Navegar de ponto de passagem em ponto de passagem (distância e rumo ao ponto de destino);
  • Aviso de afastamento da rota activa;
  • Aviso de proximidade de um ponto de passagem.

 

Nas experiências até agora realizadas o OruxMaps revelou-se um produto bastante competente. Muito preciso na marcação da localização e sem atrasos no registo dos trajectos. Também a transição entre mapas teve um bom desempenho.

Nota-se que o Ozi consegue fazer um melhor trabalho de processamento das imagens raster  no seu formato proprietário (OZF3) que o OruxMaps, mas essa é uma questão a abordar mais à frente.

Talvez por também estarmos demasiado habituados ao OziExplorer demos por nós a cometer o mesmo erro de ampliação do mapa (+ / -). Efectivamente,  tais botões podem ampliar o mapa, mas, se nas definições tivermos activado a opção de carregamento automático de mapas mais detalhados,  aqueles activam também essa busca (mais ou menos detalhado).

No próximo artigo iremos abordar a navegação em mapas on-line, gestão dos mesmos e armazenamento em modo local (recurso à cache). O último artigo será dedicado à navegação em mapas off-line e preparação dos mesmos a partir de ferramentas como o OruxMpas Desktop e o Mobile Atlas Creator.

“CASA GARCIA” E “MAR RESTAURANTE – CASA PEPE”

         Como já repararam, colocamos um conjunto de sugestões para a zona de Asilah e Larache, nomeadamente as Ruínas de Linux, as Ruínas de Ksar Sghir e os Cromeleques de M’Soura.

         Agora, a nossa sugestão, vai para a gastronomia, principalmente para bons pratos de peixe grelhado e marisco.

         Assim temos em Asilah, junto ao Passeio Marítimo as seguintes sugestões, a  “Casa Garcia” e o “Mar Restaurante – Casa Pepe”.

         As especialidades de ambos os Restaurantes, são os mariscos e os peixes frescos que chegam sempre ao final da tarde em pequenos barcos que regressam ao Porto de pesca.

         Fica a sugestão, porque nós já somos clientes habituais, nomeadamente do Restaurante Casa Garcia.

OruxMaps: Navegação 4×4 em Android (Parte I – Apresentação e Interface)

À semelhança de outros sistemas operativos “não” Windows onde temos já vindo a dar conta do aparecimento de software de navegação, fruto da crescente divulgação de dispositivos do tipo smartphone e, mais recentemente, de tablets, também o sistema operativo Android vê chegar aplicações muito completas, capaz de o tornar funcionalmente competitivo face aos dispostivos móveis equipados com Windows Mobile ou aos dispositivos dedicados Garmin e Magellan.

OruxMaps é uma dessas aplicações. É livre e pode ser descarregada quer a partir do Android Market quer directamente da página do autor, em:

http://www.oruxmaps.com

OruxMaps utiliza imagens em formato digital (tipo raster) como fundo, permitindo a navegação, a visualização e modificação de dados do GPS, a criação de Rotas, pontos de passagem (Waypoints) e trajectos (Tracks), à semelhança do que sucede com o OziExplorer para a “família” MS Windows (ainda fase de desenvolvimento  no Android) e com o Bit Map para iOS.

Tem como funcionalidades mais importantes:

  • Visualização, navegação sobre mapas online (os “suspeitos do costume”: Google Maps, Microsoft Bing, OpenStreet Map,…) e armazenamento dos mapas percorridos em cache local;
  • Criação de mapas offline a partir de mapas online;
  • Suporte de receptores GPS externos Bluetooth;
  • Visualização e navegação sobre mapas offline;
  • Registo automatico e armazenamento dos pontos de localização fornecidos pelo receptor GPS à medida que nos deslocamos, criado o trajecto percorrido (track logging);
  • Carregamento e visualização de rotas e trajectos, a partir dos formatos .gpx e .kml;
  • Moving map, a qual fornece  em tempo real a posição sobre o mapa e procura automaticamente o mapa mais detalhado;
  • Ampliação do mapa;
  • Registoe e edição de waypoints.

 

Dada o elevado número de características que o OruxMaps apresenta, a sua análise será fraccionada em vários artigos. Por agora, ocupemo-nos do interface.

Interface

No arranque, o OruxMaps fornece ao utilizador uma página de inicialização (startup screen), a qual lhe permite:

  • Percorrer e seleccionar um mapa da lista de mapas offline carregados no dispositivo (Browse Maps);
  • Posicionar-se sobre o mapa na localização corrente, activando automaticamente o receptor GPS e o mapa da área (Actual Location);
  • Percorrer e seleccionar um mapa online, o que pressupõe uma conexão à Internet  (Online Maps);
  • Configurar o modo de funcionamento e apresentação da aplicação (Settings).

Se seleccionarmos um mapa online (google Maps, por exemplo), o aspecto do OruxMaps é este:

O topo da aplicação é ocupado por uma barra de botões, os quais permitem ao utilizador realizar as acções mais comuns em navegação, como sejam a selecção e ampliação de  mapas, ligar e alterar o modo de aquisição de dados do receptor GPS, adicionar e editar pontos de passagem (waypoints), percorrer rotas e armazenar trajectos.

Esta barra pode ser configurada e personalizada a partir da área Settings > User Interface.

Logo abaixo da barra são apresentados ícones de estado relacionados com a recepção  de dados por parte  do receptor GPS e actividade de track logging.

O OruxMaps não é fornecido com uma aplicação integrada de monitorização do estado de recepção de satélites. Utiliza antes a aplicação GPS Status (também ela livre e disponível no Android Market).

Na base situa-se uma barra de estado, a qual fornece informações sobre altitude, velocidade e precisão.

Ambas as barras (de botões, no topo,  e de estado, na base) podem ser configuradas de modo a ficarem ocultas, libertando o ecrã para a visualização do mapa, pontos, rotas e trajectos. Tocando no ecrã as mesmas voltam a aparecer.

Vale ainda a pena aceder à secção que pelo nome de “Tweaks”, acessível a partir do menu do Android e que consitui um  atalho para um conjunto de opções  constantes das Definições.

Algumas das mais interessantes são:

  • Personalização do símbolo que marca a localização corrente;
  • Rotação automática do mapa;
  • Activar da opção de procura automatica do mapa que representa a localização corrente;
  • Exibição de bússola, indicando o Norte Verdadeiro;
  • Visualização do ângulo, sob a forma de uma mancha triangular amarela que roda e aponta para a direcção em que nos movemos.