AGADIR DE IMCHGUIGUILNE – Considerações

Boas.
Quando saímos de Tafraoute em direcção a Camping Atlântica Parc perto de Taghazoute, estávamos longe de saber que o caminho até Ãit-Baha nos pudesse trazer tantas surpresas.
Uma dessas surpresas, foi o Agadir Imchguiguilne, pela imponência e pela sua história de mais de 700 anos.
Optamos nesta Descida até Dakhla, sempre que possível em almoçar nas ditas “Tagines de Rua”, pelo que quando chegamos a Âit-Baha, uma pequena cidade com muito comércio e vida em almoçar ao Restaurant Makro (N30 04.349 W9 09.175), uma bela Tagine de cordeiro.

A saída gentilmente o Dono do Restaurante disse-nos ” A 5 kms têm um belíssimo Granier para visitar” e foi isso que fizemos.
Este “post” vai procurar de uma maneira simplista dar a conhecer o que vivi naquele local com uma longa  história.

A minha descrição.
Um Agadir ou Granier, é uma sítio fortificado, onde as populações de determinado lugar, guardavam os eus valores, como documentos, dinheiros, cereais e outro tipo coisa valiosas para os habitantes.

O Agadir ou Granier está situado a cerca de 5 kms para norte de Âit-Baha e tem as seguintes coordenadas N30 05.640 W9 09.855.

 

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GO TO AZIMUTE 204º – LOUSÃ TO DAKHLA – Rescaldo

Boas.

Chegamos a casa depois de 6391 kms, dos quais 3991 Kms em Marrocos.

O nosso objectivo era chegar à linha do Trópico de Câncer, percorrendo sempre que possível o mais junto a costa. Não havia a obrigação obsessiva de fazer pistas, mas sempre que possível e dentro de condições de segurança, avançávamos sem qualquer dificuldade.

Hoje, não é possível em Marrocos fazer muitas das pistas na costa, nomeadamente junto ao mar, já que as autoridades e os militares, não o permitem. Tivemos essas proibições mais do que uma vez de Tan Tan para sul.

Hoje fazemos um rescaldo do que consideramos o mais positivo e o negativo.

De positivo consideramos:

  • O Porto de Tânger-Med e toda a sua modernidade, nomeadamente a “Douane” e a ausência de cachipangas. Formalidades rápidas e atendimento moderno e simpático;
  • O custo das portagens e dos combustíveis;
  • As estradas secundárias entre El Jadida e Oualídia, junto a costa e  a riqueza de produtos agrícolas a venda, bem como a mistura de cores das “montras” de legumes e verduras dos postos de venda dos produtores;
  • A Pista entre Tifnit e Moussa, junto a falésia, cerca de 27 kms de areia em que o mar é sempre uma constante, bem como os núcleos de pescadores;
  • O Festival de Música Gnaoua em Essaouira;
  • As “vendas” de peixe fresco dos pescadores, com sargos, robalos, loulous e douradas;
  • Aglou Plage com a sua praia e os restaurantes;
  • Os estuários com flamingos logo a saída de Tan Tan Plage, de Oued Chebeika e do Oued Ez Zehar;
  • A Reserva Natural de Naíla;
  • O afundanço, uma cratera enorme com ligação ao mar;
  • O Museu de Saint Antoine de St Exupery e o Monumento em sua honra. É uma pena o Museu ter poucas visitas, sendo um excelente equipamento. Foi-nos pedido para divulgarmos a sua existência;
  • Os “encalhados” “Armás” e “Q Será q Será” a saída de Tarfaya, local de romaria de famílias para uma foto;
  • A estrada costeira entre Tarfaya e Boujdour, é uma estrada fabulosa, com excelente paisagens, mar sempre a mão e muitos banhos até Foum Al Wad. Em Foum Al Wad, há dois Parques de Campismo e uma excelente praia;
  • Boujdour, pelo que representou para os Portugueses, com uma visita ao Cabo e ao Marco que representa o cabo;
  • A vida da cidade de Boujdour, as esplanadas e o souk;
  • A “pescin, N24 24.724 W15 12.073,”   no meio da longa etapa entre Boujdour e Dakhla, onde sabe bem tomar um banho com água limpa;
  • A chegada à linha do Trópico de Câncer “N23 26.364 W15 57.975” e a festa do pessoal que passa, nomeadamente camionistas;
  • Dakhla, com a sua vivência, o souk, o mercado de peixe, as pessoas e o mar. As praias de Dakhla e a sua baía;
  • A Duna Branca a cerca de 34 kms de Dakhla, com a cor da sua areia, as lagoas de água límpida e os pescadores;
  • Laayoune Plage e a Casa Josefina, com a sua boa comida e lagostas;
  • A cidade de Laayoune, moderna com esplanadas agradáveis, onde um pequeno almoço com café, sumo de laranja, pão, bolo e doces custa 15 Dha, cerca de 1.50 euros;
  • O Ksar de Tafnidilt e toda a sua imponência, bem como a Maison de Hôtes de Tafnidilt, a modernidade no meio de uma pista com toulé-ondulé quante baste;
  • A estrada de montanha de Bou Izakarne e Coll de Kerdous, com destaque para  Ifrane do Anti-Atlas;
  • O souk de Tafraoute, sempre rico e colorido;
  • O Hamman de Tafraoute, “N30 12.111 W9 37.084”;
  • A estrada entre Tafraoute e Âit Baha, de que destaca os novos Campings de Tadart e a Vila fortificada de Tizourgane;
  • O Agadir de Imchguiguilne. Uma visita guiada permite conhecer ao pormenor os métodos construtivos, a arquitectura, a divisão do espaço e a sua representatividade e toda a ordem que um Agadir transmite. Aconselhamos uma visita, já que o “Guarda” é competente e conhecedor;
  • A Praia de Arhoud e  a cooperativa de pescadores, onde se pode comprar bom peixe fresco;
  • O percurso do Vale do Paraíso. É uma sequência de belas paisagens numa estrada estreita entre Oulma e as Cascatas de Immouzer. A água límpida dos rios, as pequenas praias, os cafés com esplanadas, os oásis e os recantos para um bom banho sucedem-se  continuamente. Aconselhamos mais de um dia para fazer esta Boucle. Há muitas opções de alojamento. O regresso deve ser feito pela 7001, fazendo assim um percurso aconselhado por Gandini;
  • A Praia de Sidi-Kaouki, a sul de Essaouira, bons Campings, bons bares e praia a perder de vista;
  • As tagines de rua, dos souks, dos becos ou ruelas;
  • Os barbeiros, onde fazer uma barba é agradável e profissional;
  • Uma visita a Moulay-Bousselhamm e saborear um bom peixe grelhado num dos restaurantes junto a praia;
  • Uma visita aos flamingos caso consiga alugar um barco com guia junto ao Porto de Pesca;
  • O percurso entre Mohammedia e a Praia de Mehdya;
  • O preço do gasóleo que varia entre 0.80 euros até Tan Tan e  para baixo de Tan Tan a 0.60 euros o litro. Continuar a ler “GO TO AZIMUTE 204º – LOUSÃ TO DAKHLA – Rescaldo”