WinGDB3: converter rotas e trajetos em Mapsource e Basecamp

WinGDB3 é uma aplicação desenhada especificamente para trabalhar com rotas, trajetos (tracks) e pontos de passagem no formato Garmin, convertendo-as entre si. Suporta quer o Mapsource quer o Basecamp.

É, assim, capaz de converter rotas criadas automaticamente a partir de mapas como o City Navigator ou o Metroguide, convertendo-as em trajetos ou pontos de passagem. Todos os dados associados aos pontos que compõem a rota/trajeto, como por exemplo a altitude, são conservados.

O WinGDB3 utiliza como fonte primária o formato GDB. Suporta as versões 1, 2 e 3. Não se mostra especializado para tipos específicos de recetores Garmin, embora modelos como os Nuvi e Quest, que possuem funções limitadas de trackback, possam usufruir da conversão de um trajeto em rota, ou os modelos da série 60, que estão sempre a recalcular rotas,  tenham a vantagem de converter, ao invés, uma rota em trajeto.

Tais conversões podem ser ajustadas por parte do utilizador, conferindo-lhe a capacidade de gerir a dimensão de uma rota ou de um trajeto, quer segmentando-os quer filtrando-os.

Uma rota ou trajeto podem ser convertidos a partir da manipulação direta da área de transferência (ou clipboard). Trata-se de uma operação simples de “Cortar” / “Copiar” do objecto (rota, trajeto) ao nível do Mapsource ou Basecamp, seguido de um pressionar do botão “Converte”, já ao nível do WinGDB3 e, finalmente, em “Colar” o resultado no Mapsource ou Basecamp.

Outras características importantes do WinGDB3 são:

  • Suporte de múltiplas línguas (inglês, holandês, alemão, francês, português, italiano, polaco, espanhol, turco, checo e      húngaro).
  • Capacidade de importar trajetos em formatos gpx, crs ,tcx, fit, kml, kmz, itn e nmea/nma/log.

A aplicação é totalmente livre pode ser descarregada a partir do site do próprio autor:

http://www.sackman.info/

As questões relativas à transformação de rotas em trajectos, recorrendo para tal a aplicações como o GPS VISUALIZER ou o GPSBabel, têm sido abordadas pela Land Lousã:

Ferramentas como o WinGDB3, quando utilizadas em conjunto com o GPSBabel ou o GPS VISUALIZER fornecem aos utilizadores capacidades quase universais de conversão entre uma miríade de formatos ao nível de dispositivos GPS e de aplicações de informação geográfica.

Iche, um destino fabuloso

Isolada nas montanhas, na fronteira entre Marrocos e a Argélia, rodeada por um relevo acidentado, encontra-se uma encruzilhada de pistas utilizadsa tradicionalmente pelas caravanas de camelos vindas do Norte para Sul ou de Este para Oeste. Estamos em Iche.

Iche ou Yiche é uma pequena vila aninhada num vale junto de seu palmeiral, situada na ponta Nordeste do “Jebel Abienen”, um dos cornos setentrionais do maciço de “Beni Smir” (2160 m). O vale de Iche está encaixado entre este maciço e o maciço “Jebel MZI” (2200 m), que separa Iche da Argélia. De acordo com o dialecto berbere Iche significa corno ou canto (ahyIchei), traduzindo bem a representação geográfica deste oásis.

Foi fundadada pelos fenícios por volta de 4.000 anos A.C. Crê-se que em razão da presença de fontes de água. É mesmo considerada uma das mais antigas povoações de Marrocos. No entanto, descobertas arqueológicas demonstram uma presença humana na região bem mais antiga, a qual parece remontar ao Neolítico. A demonstrá-lo um conjunto relativamente vasto de gravuras rupestres (onde se destacam Dchira, Douissa, El Mlalih e Rkiza), bem como de monumentos funerários (localmente chamados de krakir, rjam ou qbour El jouhala).

Reza ainda a história que no século XIX, o movimento de caravanas era intenso trazendo uma certa prosperidade a este local. Iche era um local de retemperamento de forças dos homens e animais que faziam parte das caravanas que por ali passavam, de reagrupamento, antes da travessia por regiões hostis do Norte ou do Sul.

Mais recentemente , em Outubro de 1963, e tal como a vizinha Figuig, foi palco de violentos combates entre forças marroquinas e argelinas, no conflito militar que ficaria conhecido como a “Guerra das Areias”. A falta de definição de fronteiras precisas desde os tempos coloniais foi um fator decisivo. Situação que ainda hoje se mantém de certo modo, não obstante o cessar-fogo de 20 de Fevereiro de 1964 sob os auspícios da OUA e ONU, e que tem contribuído para permanentes focos de tensão (http://www.bladi.net/marocains-arretes-frontiere-algerienne.html).

Hoje, deparamo-nos com uma vila com cerca de 200 habitantes, onde as habitações estão agrupadas num Ksar, em torno da mesquita e restos da cidade. São apoiadas por cavernas de arenito rochoso cavado, que fica no centro de uma depressão, uma espécie de carreiro que interrompe a regularidade do planalto rochoso sobre a margem esquerda do rio.

A água tem um papel fundamental para o Homem, a terra e os animais. A sua permanência é assegurada por uma barragem ao nível do oued (rio) d’Iche e um complexo (ao mesmo tempo que imemorial) sistema de irrigação. Diz-se que estas águas possuem propriedades terapêuticas. Fazem duas colheitas anuais de batatas, feito excepcional se considerarmos que crescem num raio de 300 km. Caso diferente, são as palmeiras que na sua maioria não conseguem produzir os frutos que dela são originários. Contudo, e quase como compensação pelo seu palmeiral “pouco produtivo” encontramos vinhas e várias árvores de fruto, como a macieira ou o damasqueiro.

Um destino que merece bem ser explorado: http://www.everyoneweb.com/ichcom/

Google Earth para Android e iOS (iPhone e iPad)

A Google lançou no dia 19 de Março a versão 6.2 do Google Earth para os sistemas operativos Android e iOS (iPhone e iPad).

Esta versão suporta já conteúdos no formato KML (Keyhole Markup Language), hoje uma norma internacional do Open Geospatial Consortium e que constitui uma notação XML  para exprimir conteúdos geográficos  e de visualização em mapas a duas ou três dimensões. Assim, sempre que o utilizador pesquisar informação em formato KML o GoogleEarth será executado automaticamente e o mapa/conteúdo carregado.

Com Google Earth  6.2 estão disponíveis a camada de conteúdos Panoramio e a Galeria do Google Earth. Esta última reveste-se de especial importância, pois, abre ao utilizador a possibilidade de pesquisa e navegação direta a partir de fontes como o Wikiloc ou o EveryTrail.

Tudo pode, depois, ser visualizado com o Google Earth,  como sejam rotas, trajetos, pontos, imagens ou hiperligações.

A versão para sistema operativo Android permite ainda partilhar capturas de ecrã nos círculos do Google+, através do Gmail.

Arquitetura SiRFstarV e plataforma SiRFusion

A arquitetura SiRFstarV e a plataforma SiRFusion são os últimos desenvolvimentos da empresa britânica CSR (Cambridge Science Park), líder no desenvolvimento de chips de controlo GPS.

Segundo o fabricante a arquitetura SiRFstarV introduz um novo conceito nas áreas de localização e navegação. Em lugar de depender apenas da rede norte-americana GPS para determinar o posicionamento do dispositivo recetor, a nova arquitetura passa a recolher informação em tempo real proveniente dos satélites das redes GPS, Galileo, Glonass e Compass, a par de sistemas rádio (como Wi-Fi, 2G, 3G ou 4G).

Tira também partido dos sistemas SBAS (satellite-based augmentation system), os quais se destinam a melhorar a um nível regional o sinal de satélite a partir de estações terrestres:

  • Wide Area Augmentation System (WAAS), gerido pela FAA (United States Federal Aviation Administration);
  • European Geostationary Navigation Overlay Service (EGNOS), gerido pela Agência Espacial Europeia;
  • Multi-functional Satellite Augmentation System (MSAS), gerido pelo Ministério japonês da Agricultura, Infraestruturas e Transportes (JCAB);
  • Quasi-Zenith Satellite System (QZSS), proposto pelo Estado japonês;
  • GAGAN, sistema proposto pelo Estado indiano;
  • System of differential correction and monitoring (SDCM), proposto pelo Estado russo;
  • Satellite Navigation Augmentation System (SNAS), proposto pelo Estado chinês;
  • Wide Area GPS Enhancement (WAGE), gerido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (utilização militar);
  • StarFire navigation system, sistema comercial gerido pela empresa John Deere;
  • Starfix DGPS System e OmniSTAR, sistemas comerciais gerido pela empresa Fugro.

Tal como já sucedia ao nível da arquitetura anterior (SiRFstarIV), tem ainda associada sensores MEM, de modo a melhorar o posicionamento, especialmente em zonas interiores (situações de indoor), já que a última posição fiável é guardada em memória e utilizada até que sejam recebidos de novo sinais de satélite ou rádio.

Cabe à plataforma SiRFusion a combinação em tempo real da informação proveniente desta multiplicidade de fontes, gerando não só posicionamentos mais precisos como melhorando a disponibilidade dos sistemas em zonas de indoor.

Dada a lenta penetração que temos vindo a verificar por parte do SirfStarIV junto mercado, é bem provável que nos próximos anos o salto ocorra já para o SirfStarV (e respetiva companhia: SiRFusion).