II EXPEDIÇÃO LANDLOUSÃ A MARROCOS – 2008

Boas.

Ahpoizéééééééé´, o pessoal não pode parar.

A minha recolha de elementos sobre esta Expedição, está a correr melhor do que eu pensava.

As minhas pesquisas sobre tracks ou trajectos tem permitido alinhavar um Expedição que em relação a 1ª tenha as seguintes alterações:

1 – Entrada em Marrocos por Tânger a partir de Tarifa;

2 – Cruzar o Alto Atlas a partir de Azrou por uma pista que vai terminar em Hani, esta pista anda a media de 3000 mts de altitude;

3 – A proposta anterior poderá levar-nos a Msemrir e a partir daí cruzar novamente a pista das Gargantas Dadés a Todra, mas fazendo esta etapa de dia, para vermos o que não vimos na mesma pista de noite;

4 – Haverá obrigatoriamente uma passagem por Alnif para visitar a Associação Bougafer e entregar algum material;

5 – Desta vez Zagora e o Vale de Dráa será obrigatorio. Esta visita antecede a etapa raínha de 330 kms entre Zagora e Merzouga. Passagens por lagos salgados e secos e pistas junto a fronteira com a Argélia vai ser o nosso desafio.

6 – Desta vez o Auberge do Sud será o nosso apoio durante pelo menos 3 noites, para descansar, reapertar os Land Rovers, e curtir as dunas e os pôr do sol;

7 – O regresso será feito em direcção ao mediterrâneo.

Poderá ainda haver a possibilidade de a etapa de Zagora a Merzouga se fazer Merzouga  a Zagora e partir em direcção ao atlântico, batendo as praias todas por aí a cima.

Bem a ver vamos, como diz o outro.

Quando puder coloco por aqui os tracks.

CumpTTs.

O “VELHO” ESTÁ DE VOLTA

 marrocos1.jpg

Depois de um grande susto o “Velho” está de volta e em força.

Pois é, durante o II Encontro Nacional de Defender’s cá o “Velho”, quando se levantou sábado de manhã da sua Quechua, reparou que o chão do aeródromo, estava repleto de brilhantes, nada mais irreal, estava a sonhar ou a recuperar do ronco do Athayde.

Isso preocupou-me bastante, como é do  conhecimento de alguns. 

Dei duas pestanadelas rápidas e aí é que a porca torceu o rabo, porque a luz passou a ser assimilada por milhões de brilhantes  o que me levou a assimilar estes factos com um sofrimento interior muito violento e dramático, mas tinha de continuar com a festa dos Defender´s sem que nada saísse da minha angústia e drama.

Entretanto durante o dia a coisa acalmou e fiquei mais calmo mas muito apreensivo, bastante até.

Naa segunda feira logo de manhã toca a marcar consulta no Clínica e sem querer  entrar em aceleração, até marquei para o dia 21 de Novembro, tudo na boa para eu próprio não me alarmar, seria ou era cagaço.

Estando no dia 26 numa obra em Cantanhede com o meu Def “Savimbi”, eis que  a entrar no Def, reparo que o volante do Savimbi era rico bués de rico, era brilhantes por todo o lado, era obra pessoal, havia “merda no beco”, agora era a sério, isso estava mau, mesmo mau. Esse foi o primeiro aviso a sério, algo estava mal, ou caminhava para lá.

Com o rabinho entre as pernas, venho para casa e entro em reclusão de luzes apagadas encolhido no sofá a engolir em seco, mas estava muito apreensivo, bastante mesmo.

Liguei para a Clínica para ser visto segunda feira com urgência e eu tenho sempre vaga, é assim, antes não tivesse, e o “Craque” estava num congresso no estrangeiro só terça-feira, o que piorou o meu drama e incertezas, mas a que aguentar, sabem como, mas tinha de ser.

Dia dia, lá estou eu a espera de ser visto, dilata pupila, aguarda e eis que estou em frente ao “Craque”, o Doutor António Travassos, bués de competente, mas pouco falador. Aí entro em aceleração, mas o 1º teste, aquele que me preocupava  muito, mesmo muito passa, nada a assinalar na retina, estava toda impecável, nova, que alívio, ufa.

Passo ao 2º exame e aí o Man, detecta que tenho a cápsula do cristalino a opacificar, o que provocava a refracção da luz e de ver os pretos cinzentos.

O Man atira vamos aos tiros, e eu respondi de imediato, é para já. Assino uma declaração, entro na sala de laser e 6 tiros põem um tipo novo, tudo em emnos de 2 a 3 minutos.

Quando saio era um tipo diferente , agora preto é preto já não cinzento.

Hoje já consigo fazer esta crónica a ver preto  preto no meu monitor, já consigo ler o GPS de dia e ainda bem.

Agora só la vou dia 7 para uma consulta de rotina, ando feliz e cada vez mais só adepto de gozar um dia de cada vez e levar a vida com alegria.

Não tem sido fácil, podem crêr, mas vou aguentando, com a força da família e dos amigos.

Esta crónica não é mais que o meu desabafo, que para já acabou em bem, sim em bem, não haja dúvidas.

Um abraços a TODOS.

“O VELHO ESTA  DE VOLTA”

DESAFIO DEFENDER E AFINS

Pois  é.

Não sei se é por estar  na fase de começar a faltar “o tempo”, se é pela idade, se é pelos desafios, se é para aceitar o repto do Malamack, mas estou deveras empenhado, (gostei do termo deveras), em fazer um Desafio, Track, Treta, ou lá o que queiram chamar, entre a Lousã e Castelo Branco.

Adoro aquela sequência de 7 marcos geodésicos, num sobe e desce vertiginoso de 14 Kms, algures para os lados de Vale do Urso e Paradanta, são altamente, estão a ver, ou tás a ver, como diria o Athayde ?.

Mas  queria fazer uma pista à séria, com auto-suficiência em comida, gasóleo, dormida, uma espécie de “Camel”, espécie não, um Camel a “Vasquinho” ou a “Home”.

O programa seria do tipo 23.00 horas de uma sexta, bazar por aí e só parar de manhã depois de cortar “bués” de troncos, abrir valas ou tapar, encher buracos,(buracos????), enfim, de modo a que dê uma crónica a Zé Pedro, daquelas “à Séria”.

Só tenho uma dúvida se o Portelo aceita o repto de ir com o seu “Defender  do tipo Expo”, ou se devemos levar o BatxRover.

Quanto a datas, o mais certo será Janeiro de 2008.

Vão estando atentos. Comecem com a preparação física.

Nada de “cortes” ou de “bichos do mato”.

II ENCONTRO NACIONAL DE DEFENDERS

Pois é.

Aqui fica o relato do João Pedro.

Bués de fixe.

II Encontro Nacional de Defenders

Mais um Encontro Nacional de Defenders!

Este ano a fasquia estava alta e as expectativas também.

O ano passado, este evento havia sido considerado por muitos dos presentes como a melhor actividade Land Rover em que já haviam participado!

Os Defenders são uma maneira diferente de viver o espírito Land Rover e como tal impunha-se um programa a condizer.

À semelhança do anterior Encontro, de manhã houve workshops, de tarde houve pista de obstáculos, com o cair da noite deu-se início a mais uma mega churrascada à lá Campus Defender, segue-se uma nocturna pelos corta-fogos da Lousã, recolhe-se ao Campus e a pernoita é feita em tendas, pois esse é o espírito da coisa!

A receita era a mesma, mas o prato haveria de se revelar muito mais saboroso!

A aventura começou logo de manhã quando me apercebo que ia chegar atrazado às Bombas da Repsol, onde tinha combinado chegar ás sete em ponto! Cheguei ás sete e cinco e ainda tive de ir atestar! Claro que as minhas orelhas já ferviam e não era pouco!

A caravana era composta por sete carros! Lá arrancámos em direcção à Lousã, a um ritmo digamos, despachado!

Chegámos em cima da hora, mesmo a  tempo de participar no primeiro workshop apresentado pelo Raul Silva.

O tema deste workshop foi Mecânica Defender.

Falou-se das características de todos os motores que têm equipado os Defenders até aos dias de hoje. Muito interessante e muito bem apresentado, até para quem não está minimamente dentro do assunto da mecânica. O Raul Silva é já uma referência entre nós e fez questão de estar presente mais um ano! Nós agradecemos!

Pausa para comer uma bola de berlim na Roulotte que especialmente se deslocou ao Aeródromo! Aqui também se podiam comer bifanas, beber café, sentar na esplanada a fazer a fotosíntese debaixo de um maravilhoso sol de Outubro, etc!

O workshop que se seguiu era sobre estratégia em provas de navegação.

Desta feita o orador foi o Kankura Salazar. Aqui pudemos ter uma imagem do que é a realidade do campeonato nacional de navegação. Muitas dicas úteis e muitas curiosodades. Foi interessante, bem apresentado e divertido, pois foram contadas algumas peripécias engraçadas. 

Após o almoço, foi tempo de nos fazermos à Pista!

Este ano, meus amigos, a Pista era “à óme”!

Havia duas pistas distintas, uma acessível, que toda a gente se podia aventurar sem medos e outra que já exigia “ATITUDE DEFENDER” !

Ahpoisééé! O Vasco tinha preparado para nós uma pista pura e simplesmente espectacular!

AxleTwists de rodinha no ar eram muitos (quase todos!), inclinações laterais “limite” , uma subida inclinada para além das “especificações de fábrica”, bem com uma descida mesmo muito inclinada, que morria a pique (entenda-se ” a pique” como que: Porra que nem com os travões se segura aqui a pandeireta!) num poço da água que chegava ás portas dos carros com suspenção de série, acabando com duas inclinações laterais seguidas e desencontradas.

Ou seja, uma pista completíssima e exigente, que desafiava grandemente os carros de série, mas que não era “favas contadas” para os artilhados, pois a nível de cruzamentos e inclinações, estava-se com pouca margem para esticanços!

Na minha modesta opinião, era impossível fazer uma pista mais adequada! A maioria dos presentes não resistiu e foi lá! Uns com mais dificuldade outros com menos, lá se foi conquistando esta pista de obstáculos, que nos agarrou a tarde inteira! Os meus sinceros parabéns ao Vasco!

Enquanto uns ainda foram fazer a já afamada pista dos Flinstones, a maioria começou a montar o acampamento e iniciou-se  preparação de mais uma churrascada!

Aqui deu-se lugar ao Convívio que esteve ao melhor nível, como já é habitual! Achei que este ano, mesmo muitas caras novas, houve muita interacção, esteve-se muito à vontade, foi também mais especial por isso!

Não podia deixar de salientar que a contrastar com muitas caras novas, este ano tivemos uma antiga que de tão afastada que andava, já se sentia ” uma cara nova”!

Sejas bem vindo de volta BATX, a malta gosta de te te aturar (excepto eu! Mas eu alinho com a maioria, não sou de arranjar problemas!)!

Após o jantar, rumámos aos corta fogos da Lousã, sempre uma boa desculpa para belas nocturnas! Dois trajectos que se cruzaram no meio da Serra! Um belo pormenor logístico! O Mestre não brinca!…

Recolhemos a o acampamento já longa a noite!

De manhã foi acordar, arrumar as coisas, despedir à pressa e rumar a casa. 

Foi mais um fim de semana fora de série, a paixão pelos Defenders saiu reforçada, bem como a vontade de voltar sempre a estes encontros!

Obrigado Parola, Vasco e a quem esteve de perto convosco a trabalhar para nós todos!

Um Defender não é um carro, é um modo de estar na vida!

Ahhhhpoiséééé