ROTAS VERSUS TRAJECTOS (TRACKS) e TRAJECTOS VERSUS ROTAS

Na sequência do post onde já explorámos uma forma de transformar rotas em trajectos (tracks) recorrendo para tal ao GPS VISUALIZER, vimos agora demonstrar outro modo de realizar esta mesma operação, bem como a inversa (conversão de trajectos em rotas), através do GPSBabel.

A ferramenta GPSBabel é totalmente livre edestina-se primariamente à conversão dados de GPS (pontos,trajectos e rotas) entre os formatos mais populares ao nível de dispositivos GPS e aplicações de informação geográfica.

Esta versão pode ser descarregada na seguinte hiperligação:
http://www.gpsbabel.org/download.html

A rota da figura anterior foi criada no MapSource e guardada no formato nativo (GDB).

Utilizando a ferramenta GPSBABEL, temos então que seleccionar:

  • O formato de entrada ou fonte (GPX) e o ficheiro a transformar;
  • O tipo de objecto que queremos exportar: trajectos (tracks),
  • O formato de exportação ou destino (OZIEXPLORER) e o nome do ficheiro que armazenará o trajecto (obrigatoriamente de extensão PLT).

A transformação é obtida através dos filtros de informação a converter disponibilizados pela ferramenta. Assim, o utilizador tem que premir o botão “Filters” e depois marcar a opção “Miscellaneous”. Depois, basta activar a opção “Transform” e seleccionar “Routes -> Tracks”.

O trajecto pode ser visto a seguir no OziExplorer.

Para obtermos o processo inverso, basta então:

  • Definir como tipo de objecto a exportar a rota (route),
  • Seleccionar nos filtros de informação a converter a opção “Tracks -> Routes”.

Nesta última imagem podemos visualizar então um trajecto que originalmente se encontrava no formato GPX e transformado em rota.

ROTAS VERSUS TRAJECTOS (TRACKS) – EXEMPLO

Boas.

Na seguência do “post” anterior, entendi por bem apresentar um exemplo de um percurso em Marrocos entre o Camping  Les Tamaris as Gargantas do Todra, pelo Vale de Amellago, uma das zonas mais lindas de Marrocos.

O percurso tem 198 kms de Pista de Montanha e foi projectado atendendo ao seguinte:

  • Utilização do Programa Mapsource;
  • Com a utilização da cartografia roteável de Marrocos;
  • Ancoragem de pontos com interesse previamente definidos de acordo com o que se pretende fazer ou visitar, neste caso 10 pontos, (Figura 1);
  • Criação da rota, com base nos pontos de rota previamente definidos, o que gerou 27 pontos de mudança de direcção e 198 kms de percurso de rota, (figura 2);
  • Arquivar a rota criada com a extensão .gpx;
  • Com a ajuda da aplicação GPS Visualizer , a rota foi “transformada” em trajecto (track), com o total de 1073 pontos e 198 kms de percurso, (Figuras 4 e 5);

As figuras seguintes:

Figura 1, pontos âncora.

Figura 2, rota vista Mapsource.

Figura 3, rota vista Oziexplorer.

Figura 4, rota convertida em track, via GPS Visualizer, vista Mapsource.

Figura 5, rota convertida em track, via GPS Visualizer, vista Oziexplorer.

ROTAS VERSUS TRAJECTOS (TRACKS)

Boas.

Tendo estado a preparar alguns percursos para Passeios a Marrocos a realizar durante o mês de Agosto a pedido de amigos da Landlousã, constatei que o pessoal prefere trajectos (tracks) às rotas, nomeadamente quando percorre pistas.

Assim, venho partilhar uma das formas de entre muitas, para transformar rotas em trajectos (tracks).

– Figura 1

  • A rota da figura 1, foi criada através do Mapsource com uma mapa roteável e foi guardada na extensão .gpx;

– Figura 2

  • A figura 2, representa a mesma rota com a extensão .gpx, aberta no Oziexplorer. Como se pode observar, a sequência de pontos da rota criada no Mapsource, resume-se a um conjunto de linhas rectas, desvirtuando a essência de uma rota, tal como se pretende para navegar em pista;
  • Para ultrapassar esta distorção e para que possa transformar uma rota num trajecto (track), sugerimos que, por exemplo siga este procedimento de entre outros como o Gps Babel;
  • Através da aplicação GPS VISUALIZER, procure o “Upload a GPS file” e escolha o “Choose an output format”, que pretende para a sua rota, arquivando o produto final na estensão .gpx, o que aconselhamos;

– Figura 3

  • Este produto final com a extensão .gpx, permite obter uma rota ou um trajecto (track), com a mesma qualidade em pontos da rota inicial, como se pode ver na figura 4. Nesta figura, pode-se comparar as diferenças do antes e do depois.

– Figura 4

Fica pois mais esta “Dica” que vai ajudar de certeza os utilizadores mais “práticos”.

Inté

ECW MAPS VERSUS OZIEXPLORER

Boas.

Temos sido algumas vezes confrontados com a questão de muita boa cartografia disponível estar no formato ECW, puder ser utilizada no Oziexplorer.

O formato de imagem de mapa ECW, não é mais que uma imagem comprimida ao máximo sem perder qualidade, sendo por norma utilizada no CompeGps.

Atendendo que alguns dos bons “sites” partilham muita Cartografia neste formato, é possível com uma simples operação criar o ficheiro “.map”, para utilização no Oziexplorer.

A sequência de operações é a seguinte:

  • Instalar os DLL disponíveís AQUI. Descompactar e copiar para a pasta Windows;
  • No Menu “file” seleccionar a função “Import map” e de seguida “ECW Map’s;
  • Depois no ECW Map Import, selecciona o pasta ou ficheiro onde se encontra hospedado a imagem .EWC e define o local de armazenamento do ficheiro .map.

Com uma simples operação imediata pode usufruir de boa cartografia no Oziexplorer.

Bons Trilhos.

Inté

OZIEXPLORER EM PLATAFORMA ANDROID (versão Beta)

Em Dezembro do ano passado demos conta do desenvolvimento do OziExplorer para o sistema operativo Android. Desde o dia 3 de Junho que este entrou numa fase Beta (V 1.0x).

A hiperligação para download e teste é a seguinte:

http://www.oziexplorer3.com/android/oziexplorer_android.html

São suportadas as seguintes  versões do sistema operativo Android: 1.5 (Cupcake), 1.6 (Donut), 2.0/ 2.1 (Eclair) , 2.2 (Froyo) e 3+ (Honeycomb), bem como as mais diversas resoluções de ecrã e a rotação (vertical/horizontal) do dispositivo;

Trata-se de uma versão já mais próxima do que o OziExplorerCE nos habituou. Assim, o utilizador dispõe já das seguintes funcionalidades:

  • Diversos níveis de ampliação do mapa;
  • Registo, visualização e edição de pontos de passagem (waypoints);
  • Modo de visualização em 3D;
  • Carregamento e visualização de trajectos;
  • Monitorização integrada do estado de recepção de satélites (apresentando valores de SNR e HDOP);
  • Rotação automática do mapa;
  • Armazenamento do trajecto percorrido (track logging);
  • Função de “moving map” (leitura em tempo real da posição sobre o mapa) ;
  • Procura e carregamento automáticos de mapa em resultado da acção “moving map”.

O leque de formatos suportados foi alargado. Assim, para além dos formatos ozf2 e ozfx3, os quais exigem que os mapas sejam sujeitos previamente a uma conversão através da aplicação img2ozf, o OziExplorer suporta já directamente nesta versão Beta:

  • ECW, JP2 (jpeg 2000;
  • PNG, JPG (desde que a dimensão sem compressão não ultrapasse os 20MBytes).

Os mapas, bem como os outros ficheiros com dados GPS (rotas, pontos e trajectos) deverão ser armazenados no cartão SD, nas seguintes localizações:

  • Mapas: na pasta do cartão SD “OziExplorer/Maps”;
  • Dados: na pasta do cartão SD “OziExplorer/Data“.

Estão previstas no futuro as  seguintes funcionalidades:

  • Personalização dos próprios ecrãs pelo utilizador;
  • Exibição de informações diversas (nascer do sol, pôr do sol, velocidades máxima e mínima);
  • Odómetros;
  • Rotas;
  • Edição completa das propriedades de um ponto de passagem (waypoint);
  • Navegação para um ponto de passagem.

Apesar do Ozi para Android se encontrar numa fase Beta e,como tal, em desenvolvimento,  é já fornecido nas versões de teste (“trial”) e completa. Esta última, tem um custo de $25.00 USD. Trata-se de um preço especial de lançamento e que garante de modo gratuito as actualizações.

O licenciamento é feito  por dispositivo, ao contrário do que sucede para as versões OziExplorer e OziEplorerCE, que têm por base o utilizador.

A versão de teste apresenta duas limitações :

  • A função de “moving map” apenas permanece activa por períodos de 15 minutos;
  • O mapa é visualizado com a marca de água  “TRIAL“.

Em termos de interface, O Ozi para Android organiza a informação a exibir, bem como as operações, em páginas. Segue neste aspecto, o modelo do OziExplorerCE.

A barra de comandos que ocupa a base do ecrã permite ao utilizador deslocar-se entre esta páginas.

Temos assim ao nível do ecrã imediatamente disponível:

Acesso ao menu principal (também disponível a partir do botão de menu do dispositivo Android).

Activar/interromper da função de registo de trajecto e centrar do mapa na posição corrente (GPS tracking)

Navegação entre páginas de informação;

 

Ampliação do mapa;

Activar do modo de visualização em 3D;

Rotação automática do mapa;

Criar de um ponto de passagem (waypoint).

Através do menu principal o utilizador tem acesso às funções manipulação  de trajectos (tracks) e pontos de passagem (waypoints).

Nesta versão são suportados 25 trajectos em simultâneo, desde que não ultrapassem no conjunto 10.000 pontos, e 10.000 pobtos de passagem.

A edição dos pontode passagem é, para já, limitada. As coordenadas apenas podem ser editadas  segundo o sistema Latitude/Longitude e a aquelas são visualizadas sómente em graus e minutos.