MEGDAZ VERSUS MAGDAZ

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Boas.

Megdaz ou Magdaz é uma dos mais belos lugares do Alto Atlas, em pleno coração do Vale de Tessaout ou Tassaout. As cores de Me(a)gdaz são deslumbrantes e a sua arquitectura, tornam este quase inacessível lugar, como uma preciosidade que se pretende manter.

Me(a)gdaz, fica a poucos quilómetros de Toufghine em direcção a Fakfiour. Até a bem pouco tempo, só existia uma Pista até Toufghine, sendo o caminho depois até Me(a)gdaz, feito por carreiros de mulas. Hoje, pelo que tenho lido em alguns Fóruns, parece que já se chega a Me(a)gdaz por 4×4, mas ainda tenho essa dúvida, pelo antigo trilho hoje Pista da ligação de Ouarzzate a Demnate, pela R 307.

Me(a)gdaz, fica a cerca de 1949 metros de altitude e tem cerca de 2000 habitantes, a maioria com actividade na agricultura em que os cereais são a sua maior riqueza. Nesta zona exietem os maiores e mais belos celeiros colectivos de Marrocos.

Megdaz (Magdaz), é o paraíso para qualquer arquitecto ou amantes da arquitectura berbere, ou para qualquer arqueólogo ou historiador, já que a técnica de construção utilizada, permite que as suas habitações suportem os rigores do Inverno e as fortes tempestades, que assolam aquela zona do alto Atlas.

Em Me(a)gdaz, o barro, a pedra e a madeira, constituem a matéria base da maioria dos edifícios, sendo construídos com estes materiais e com técnicas apuradas ao longo dos tempos para vencer as intempéries.

Alguns destes edifícios os Tighermine, têm mais de quatro séculos de existência e ainda estão bem conservados.

Em Me(a)gdaz encontramos as maiores concentrações de kasbahs e celeiros e o maior número de habitações preservadas e mais preservada do Alto Atlas, o que a torna espectacular e um caso de estudo.

Outra particularidade de Me(a)gdaz, é que é a terra natalde uma célebre cantora berbére  Mririda N’ai Aatiq. As suas canções estão disponíveis e traduzidas numa grande obra designada “Les chansons de la Tassaout”.

Me(a)gdaz, será o meu próximo destino, na descoberta do Alto Atlas. O Gite de Abdallah, espera pelo pessoal, nomeadamente para quem gosta de trekking.

Fica a “Dica”.

TODO TERRENO EM MARROCOS – RESTRIÇÕES A CIRCULAÇÃO (4)

Boas.
Recebemos hoje a seguinte mensagem:
“Boa noite Parola. Já passei o Sahara Ocidental e continua tudo igual. Em alguns controlos  policiais, os polícias perguntam se vamos em turimo ou numa organização e a resposta é turismo, claro”.
Isto quer dizer que algumas das “Dicas” do TODO TERRENO EM MARROCOS – RESTRIÇÕES A CIRCULAÇÃO (3), se aplicam aqui como n.ºs nas viaturas e autocolantes.
Fica a nota.
Inté.

 

WAYPOINT’S IMPORTANTES DE MARROCOS

Boas.

Deixamos aqui ficar uma série de waypoints que podem definir tracks ou rotas em Pistas fidedignas realizadas tanto po J. Gandini ou Chris Scott.

É um trabalho cansativo, que vamos fazendo de acordo com as zonas que pretendemos “descobrir”.

Estes wpt’s, permitem saber pormenores importantes como, se são ou não “DPM”, “Oranginas”, locais de “Bivouac” e outras informações credíveis.

Aos poucos vamos avançando e “partilhando”.

Gandini Tomo I, AQUI.

Gandini Tomo II, AQUI.

Gandini Tomo IV, AQUI.

Chris Scott, AQUI.

Fiquem bem.

Inté

TODO TERRENO EM MARROCOS – RESTRIÇÕES A CIRCULAÇÃO (3)

Boas.

Parece que já há uma Circular do Ministério de Turismo de Rabat a esclarecer o documento inicial.

“”Ref .- Circular del Ministerio de Turismo de Rabat. ( Doc. Adjunto )
 
            Hemos estado recabando mas información en el Ministerio de Turismo y Organismos oficiales relacionado con el tema y nos han informado que dado a que en Marruecos se organizan cada año muchas manifestaciones como Rallys, Raids, carreras en BTT, maratón y teniendo en cuenta la multiplicidad de las solicitudes de organización de dichos eventos, el Departamento de Turismo ha formalizado  unas disposiciones por respetar y las medidas que se tienen que tomar previamente al organizar alguna de  las manifestaciones en referencia porque es muy importante que se proceda  a una buena organización de este tipo de eventos conjugando su impacto positivo sobre el sector turístico y la economía nacional con la preservación del medio ambiente y el desarrollo de la población local.
 
           Estas disposiciones  se aplican en el caso de la organización de  manifestaciones de  carácter deportivo  o de descubierta acompañadas de equipos de prensa,… como Rallyes, Raids, competiciones en BTT, maratón, etc.
 
          Sin embargo, las Asociaciones sin fines lucrativos junto con  los CLUBES  así como los viajes  organizados o no organizados están exentos del cumplimento de estas formalidades  como no entran en los perímetros de esta circular.””

Fiquem bem.

 

TODO TERRENO EM MARROCOS – RESTRIÇÕES À CIRCULAÇÃO (2)

Com o prometido é devido, este post apresenta o que pensamos sobre as restrições à circulação em território marroquino – depois de ler alguns fóruns, de ter trocado alguns mails com pessoal amigo de Espanha e Marrocos e, sobretudo, com o Rui Rodrigues da “MaltadosJipes”.
O site oficial www.tourisme.gov.ma é claro e não deixa qual margem para dúvidas no seu Anexo, nomeadamente em “Dispositions relatives à l’organisation de Rallyes, Raids, et autres manifestations similaires, à vocation sportive, de découverte et/ou touristique, motorisés ou non”.
A parte final do parágrafo anterior (“concentration touristique ou de découverte”), define – com pormenor – o que, para as autoridades marroquinas, se entende por “concentração turística ou de descoberta”, uma expressão que levanta dúvidas de interpretação.
A grande questão é saber o que entende por “concentração turística ou de descoberta”. Será que um grupo de amigos pode ser considerado uma concentração turística? A partir de que número é considerado como tal? Três, seis, doze? Esta foi uma questão que ninguém conseguiu esclarecer com clareza – tanto em Marrocos, como na Embaixada de Marrocos em Portugal. Diz o bom senso que mais de três viaturas já poderá ser considerado “um grupo”, logo ficando sujeito às disposições legais que entram hoje (1 de Fevereiro de 2010) em vigor.
Outra questão pertinente é saber se “um grupo de amigos” que se desloque a Marrocos, várias vezes por ano, tendo como “Cabeça” ou “Chefe” sempre o mesmo indivíduo – seja, ou não, considerado um “Tour Leader”, vulgo “TL” –, tendo para isso os registos de entrada/saída agregados no seu [do “Cabeça”] n.º de Polícia, quando se cruza a fronteira. Esta situação poderá levantar algumas dúvidas à polícia de fronteira, tornando-se pertinente conhecer as normas em vigor, para evitar situações menos agradáveis.

Assim, julgamos cauteloso tomar as seguintes medidas:

  • Entregar na Embaixada de Marrocos, com 60 dias de antecedência, em duplicado os seguintes elementos:
    – Programa do Passeio Turístico, com locais a visitar, lista de hotéis ou Parques de Campismo, tentando incorporar detalhes das zonas turísticas, nomeadamente Parques ou Reservas Naturais ou outros motivos de interesse;
    – Lista de pessoal, com nome, data de nascimento, n.º de passaporte e, caso já tivesse ido a Marrocos, o respectivo n.º de polícia;
    – Percurso detalhado, sobre o Mapa Michelin n.º 742 (ou outro), de preferência com um marcador grosso;
    – Lista de viaturas, com o nome do proprietário, marca e modelo, matrícula e n.º da apólice de Seguro e respectiva Companhia.
  • Caso não se opte por esta via, ou mesmo que o n.º de viaturas seja inferior a três, aconselhamos a tomar as seguintes cautelas;
    – Passagem da fronteira de Marrocos de forma desagrupada;
    – Não utilizar autocolantes nas viaturas;
    – Não utilizar t-shirts alusivas ao Passeio, na Fronteira;
    – Ter à mão um Programa do Passeio e dos locais a visitar e de dormida;
    – Em caso de mais uma ida, alterar o “TL”;
    – Discrição quanto baste.
  • De referir que, por norma, as pessoas que vão a Marrocos numa só viatura têm mais problemas com os controlos policiais, nomeadamente com a velocidade, a circulação em rotundas ou sinais de Stop, do que, em comparação com os casos em que circula mais de uma viatura. Já há uns anos que, por norma, quando chegamos a fronteira de Marrocos com mais de três ou quatro viaturas, a Polícia de Fronteira pergunta quem é o “ Chefe da Expedição” e solicita uma lista com os participantes e locais de dormida.

Este é o nosso contributo para nesta fase de todas as indefinições podermos “Passear ou Expedicionar em Marrocos” com tranquilidade.

Este ANEXO, pode ajudar a organizar o processo.

PS: Solicitar que um dos exemplares entregues na Embaixada seja carimbado com a data de entrega.

Fiquem bem.
Inté.