II EXPEDIÇÃO LAND LOUSÃ MARROCOS 2008

São um pouco mais que das 6.30 horas da manhã do dia 15 de Agosto de 2008 e daqui a pouco baso para mais uma Expedição a Marrocos a II, da Land Lousã, mas não ficaria de bem comigo se partisse para esta Expedição sem ter uma “conversa” com o Vasco Lima. Pode parecer absurdo mas não é, e ele sabe bem que não é.

Sabes como te disse ontem ao meio dia na “Urtiga”, que foste um dos impulssionadores de esta Expedição e sabes bem o que tinhamos planeado fazer, nomedamente nos dias que iriamos passar no Auberge du Sud e nas etapas desde Merzouga a Zagora, Zagora a Tata, Tata a Tafraoute e depois as etapas a beira mar de Sidi Ifni a Tan Tan.

Sabes que vamos todos “coxos” porque fazes falta, muita falta a todos nós, mesmo àqueles que vão na Expedição e que te não conheceram, mas, já te conhecem de tanto falarmos de ti. Não posso deixar de te dizer que isto este ano foi mais duro e difícil de organizar, mais dias, mais exigências,  mais “tretas”, faltavas cá tu para dar um murro na mesa e pôr ordem na caravana. Já sei que vou “patinar” quando chegar ao Auberge du Sud e dar uma grande volta por aquelas dunas antes de parar para cumprimentar o Moha, o Hamid  e companhia. Isto prometo-te eu e sabes que não falho. Antes de parar, o “Savimbi” vai tentar andar a “Vasco Lima” desafiando a inclinação lateral daquelas dunas medonhas, como tu bem fazias e punhas o pessoal de “Boca Aberta”.

Se puderes dá uma força ao pessoal e a noite naquele cadeirão “medonho” do Auberge du Sud quando eu olhar para aquele céu estrelado sei que estarás por lá e que fizeste uma grande viagem desde a “Urtiga” na Serra da Lousã até ao Erg Chebbi em Merzouga.

Fica bem Man e até a próxima que já estou a descambar.

Depois quando regressar passo novamento pela “Urtiga”, como sempre para contar como foi e deixar um pouco de areia das Dunas do Auberge du Sud e de Tan Tan Plage.

Mungo ué.

Land Lousã, Marrocos, TTuristas e o Benfica

Em véspera de uma grande viagem (física, mental, quiçá espiritual), alguns elementos do Land Lousã estão num estado que, em futebol, se chama de estágio. Os anseios são muitos, a experiência é alguma e a expectativa é elevada. Alguns sentirão o peso do mundo nas suas costas, como se a responsabilidade pelo sucesso de uma expedição dependesse unicamente de si.

É nestes momentos que se vê a fibra dos campeões, dos vencedores, dos que vão mais além.

A preocupação, para além de sinal de inteligência, é um mecanismo de defesa, de sobrevivência. Quem se preocupa, fá-lo porque pensa; quem pensa, sobrevive. Acho bem.

No entanto, desejo a todos os TTuristas que seguem nesta fantástica expedição que vão sem medo. Sintam a liberdade de poder ir de A a B e de se divertirem a fazê-lo – ainda por cima, rodeados de família, amigos e companheiros.

Dando continuidade ao paralelismo com o futebol, que esbocei no primeiro parágrafo deste texto, aproveito para lembrar a estória de Tavares, jogador de um Benfica (que não é aquele que aprendi a gostar e que terá entrado em coma em 1994). Uma vez que o que não falta na Internet são blogues de futebol, cito a referida estorieta directamente do defunto Futeblog-total.blogspot.com:

«A borra é o antónimo da raça. A um jogador raçudo raramente lhe dá a borra nos grandes momentos. Quando muito, pode revelar insuficiência psicológica através de uma raiva incontrolada que desagua em expulsão ridícula (vermelho directo) por agressão bárbara a um adversário, sem aparente razão. E isso nunca é sinónimo de lhe ter dado a borra. Continua a ser uma inegável demonstração de raça.
O exemplo paradigmático – mítico até – da maior borra de sempre do futebol português aconteceu a 1 de Março de 1995: o jogador Tavares pisou S. Siro com a chemise do Benfica e, aos 23 minutos de jogo já houvera sido substituído por Kenedy, sem nenhuma razão aparente. Tavares não aguentou o ambiente infernal daquele estádio. Os joelhos tremiam, o suor era frio, o seu fio de jogo era menor que zero. Sentiu náuseas e quase se urinou pernas abaixo. Pediu a substituição. O que é que lhe deu? Deu-lhe a borra total.»

O objectivo deste post é motivar-vos para a expedição (ok, confesso que sempre quis que este blog tivesse uma Categoria “futebol”).

Esta viagem será mais um nó nos vossos laços de amizade – que não vos dê “a borra” e desfrutem ao máximo.

Boa viagem, tragam-me areia do deserto.

Land Lousã: só os duros é que penetram.

– Rui

Esta mensagem é dedicada particularmente aos “meus”: Tatai e Romy. Sei que vão em boas mãos. Até já.

II EXPEDIÇÃO LAND LOUSÃ A MARROCOS – 2008

Atrevo-me a “colar” aqui esta mensagem de quem gosta muito de nós, participantes nesta II Expedição. Aqui vai então:

Amigos,
 
Queria ter o dom de em palavras expressar o que a alma sente…
Apenas vos consigo dizer que levais convosco um companheiro/amigo inseparável, um companheiro de todas as horas, um amigo muito especial.
Para uns, para os que de mais perto com ele privaram, sei que o sentem sempre presente e que no vosso coração há um espaço só dele. Para todos, por mais que o vosso entendendimento racional o possa negar, acreditem que levam um passageiro “extra” na vossa expedição. Estou certa, que no que puder, irá zelar para que tudo corra bem, e que esta II Expedição LandLousã Marrocos 2008 será uma experiência única, inolvidável e que sirvirá também para fazer de todos mais “amigos”.
Não vai ser difícil “senti-lo” … será na brisa quente, será na serenidade do pôr do sol, será no brilho intermitente de uma estrela, será no rasto de poeira que os vossos LR vão levantar.
Não se esqueçam de “dar calor” nas dunas do Erg Cherbbi…
 
Que Deus vos acompanhe também, pois o Vasco eu sei que está convosco.
 
Mungo ué
Ana Sofia Lima
 
“Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água
é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe
que os anjos existem e
que alguns são invisíveis.”
(Carlos Drummond de Andrade)

Inté.