TrackingLocDroid: Integração Wikiloc com OruxMaps e Googlemaps

TrackingLocDroid é uma aplicação para plataformas baseadas em sistema operativo Android que permite ao utilizador descarregar rotas do Wikiloc e importar directamente as mesmas para OruxMaps ou Googlemaps. Posiciona-se assim como uma peça de integração entre aplicações.

Tem ainda a capacidade de conversão entre formatos de armazenamento das rotas (KML para GPX e o contrário).

A aplicação TrackingLocDroid pode ser descarregada do Android Market e é livre.

Em dispositivos sem serviços de telefonia (ou seja, smartphones) registámos sempre um erro de instalação que remetemos ao autor.

Leituras de altitude a partir de um receptor GPS (geometria dos satélites)

 

Porque é que a localização horizontal do veículo é mais precisa que a localização vertical (altitude)?

Actualmente existem 30 satélites NAVSTAR posicionados à volta do planeta Terra e deslocando-se em órbitas precisas. Destes, 27 encontram-se a trabalhar continuamente (os satélites PRN01, PRN25 e PRN32 estão inoperacionais).

Para um receptor GPS fornecer  ao utilizador dados precisos sobre a sua posição em três dimensões precisa de os recolher  a partir de, pelo menos, quatro satélites. No que toca à posição horizontal o receptor GPS  precisa de, pelo menos, 3 dos 27 satélites, posicionados próximo do horizonte e em posições opostas à da localização actual.

Os satélites formam um triângulo sobre a posição horizontal do utilizador. Quanto maior for este triângulo melhor o receptor GPS poderá calcular a posição horizontal corrente, uma vez que os satélites fornecem medidas de frente, trás e lado.

Por seu lado, satélites agrupados num triângulo mais pequeno e por cima do receptor produzem medidas menos precisas, uma vez que a distância de medição também varia menos.

Ao nível da Garmin, o utilizador quando acede à página de visualização gráfica do estado de recepção de dados  dos satélites pode ter um noção sobre a precisão da sua posição.

Nesta imagem de um receptor Garmin 60CSx podemos ver que o anel interior representa uma localização de 45 graus a partir do horizonte e o anel  exterior  o horizonte sobre a localização. Assim, quanto mais próximos estiverem os satélites do anel interior ou mesmo no seu interior a triangulação será menos precisa.

Medir com precisão a posição vertical (altitude)  não é tão fácil, uma vez que  tal requereria que os satélites se  posicionassem acima e abaixo do utilizador. Como é óbvio eles estão lá, mas os seus sinais encontram-se bloqueados pelo planeta Terra.

Neste contexto, os receptores GPS recorrem a modelos matemáticos diferentes para obterem a altitude. Um receptor GPS pode obter a distância a partir do centro do planeta e, depois, utilizando o raio da superfície, obter a altitude. Chamamos-lhe um modelo matemático de elevação ou altitude.

O planeta Terra não é uma esfera perfeita mas antes um elipsóide (aproximadamente).  A melhor imagem é a de uma bola que não é perfeitamente redonda mas antes espalmada no topo e na base.

Um receptor GPS utiliza para encontrar as coordenadas um modelo de elipsóide, denominado WGS-84, o qual tem em conta 2 eixos:

  • O primeiro, o eixo menor (A), mede a distância que vai do Pólo Norte ao centro do Planeta (6.356.752,3142m);
  • O segundo, ou eixo maior (B), mede a distância que vai do Equador ao centro do Planeta (6.378.137,0m).

Se repararmos a distância entre eixos é diferente. O “espalmar da bola” é calculado do seguinte modo:

                X = (A-B)/A

Com base neste modelo obtemos a imagem matemática  que define a forma do planeta , a qual é utilizada para calcular a altitude.Este modelo de elipsóide é um modelo simplificado que constitui no fundo um mapa da superfície, onde o nível do mar (altitude 0) ocorreria em toda a superfície. Mas é, ao mesmo tempo, um modelo imperfeito devido às irregularidades do relevo terrestre , provocadas por elementos naturais, como as montanhas, vales ou até elementos humanos.

Logo, a posição vertical que o receptor GPS fornecerá ao utilizador será a posição sobre o modelo elipsóide e não sobre o mar.

Para o cálculo da posição vertical (altitude) o receptor GPS necessita de três tipos de informação:

  • Posição dos satélites;
  • A hora (fornecida pelo relógios atómicos dos satélites);
  • A forma do nível do mar para o planeta Terra.

Quer isto dizer que tal altitude é correcta? Só por acidente. Já aqui vimos que a posição vertical encontrada pelo dispositivo GPS é matemática e existe sempre uma tendência para o erro no cálculo do centro do planeta devido à possibilidade de não ocorrer a intersecção de linhas por parte dos satélites.

Assim, se o utilizador tiver um erro de 10 metros na sua posição horizontal é muito provável que em termos de posição vertical ocorra um erro de de 20-30 metros (ou seja, 1.5 o erro da posição horizontal).

É por este motivo que receptores GPS incorporam um barómetro, lendo a pressão atmosférica. Mas, mesmo esta combinação pode ocasionar erros, na medida em que a pressão barométrica pode modificar-se durante a deslocação do veículo devido a outras razões que não a mudança de altitude (condiçoes atmosféricas, por exemplo).

O melhor método para obter a posição vertical é mesmo descarregar o trajecto ou a rota sobre um mapa topográfico detalhado e comparar as leituras do receptor GPS com os dados topográficos do mapa.

Um bom artigo sobre altitude pode ser encontrado aqui:

 http://gpsinformation.net/main/altitude.htm

Transformação de Coordenadas – IGEOE

O Instituto Geográfico do Exército (IGEOE) disponibiliza no seu portal uma aplicação bastante útil de transformação de coordenadas entre diferentes sistemas de projecção e de referenciação.

A aplicação encontra-se disponível em http://www.igeoe.pt/utilitarios/coordenadas/trans.aspx

Através desta, o utilizador tem a possibilidade de levar a cabo transformações  entre sistemas de coordenadas rectangulares (por exemplo, Militar, Ponto Central e UTM) ou geográficas.

São igualmente disponibilizadas conversões entre os Datum de Lisboa, ED50, WGS84 e Datum73.

No processo o utilizador pode efectuar a transformação de apenas um ponto, pelo que bastará escrever as coordenadas directamente na ferramenta, ou então fornecer um ficheiro de coordenadas.

PARTILHAR UM GPS POR VÁRIAS APLICAÇÕES (GPSGATE Express)

Num artigo anterior demos conta das potencialidades do programa sueco Franson GPSGate (disponível em http://franson.com/gpsgate/), o qual permite ler e converter os dados transmitidos por um único dispositivo GPS físico, ligado por USB, porta série (RS-232) ou Bluetooth, numa ou mais portas série virtuais as quais podem ser depois utilizadas para estabelecer conexões NMEA com qualquer software que as aceite, replicando assim os dados.

http://landlousa.wordpress.com/2009/12/11/partilhar-um-gps-por-varias-aplicacoes-gpsgate/

O GPSGate Express para Windows tornou-se agora livre. Pode ser descarregado a partir da seguinte hiperligação:

http://newsletter.gpsgate.com/lt.php?c=40&m=14&nl=1&s=52171b06f8194411b9991ae13d20fa4b&lid=426&l=-http–gpsgate.com/download

Este programa tem como funcionalidades principais:

  • Partilha de um dispositivo físico GPS em duas portas COM virtuais;
  • Lidar com a maioria dos dispositivos GPS, sejam eles Bluetooth, Série(RS-232)  ou USB;
  • Capacidade em retomar conexões perdidas;
  • Suporte de dispositivos GPS  Garmin;
  • Ligar dispositivos GPS ao software de navegação nRoute, utilizando protocolo Garmin;
  • Visualizar da posição no Google Earth;
  • Disponibilizar  da posiçãp para um web browser;
  • Suporte do sistema operativo MS Windows (7/Vista/XP/2k/NT/98), a 32 ou 64 bits.

DICAS SOLTAS – “DIVISÃO DE TRAJECTOS OU TRACKS”

Boas.

Como sabem, um dos problemas que mais preocupa os utilizadores de GPS’s de Todo Terreno, é a transferência de dados para o GPS, em que a expressão “truncado” aparece no monitor do GPS.

Esta expressão advém do facto dos GPS’s “fora de estrada”, permitirem por norma a recepção de 500 ou 700 pontos de track, de acordo com o modelo respectivo.

Como já se referiu em tempos num “post” aqui publicado, um das soluções propostas era utilizar o Wikiloc, como ferramenta para obviar este inconveniente.

Outro método é “partir” o percurso em troços de 500 ou 700 pontos de Track, através do Mapsource, Oziexplorer ou outro Programa similar de Navegação.

Mas, existem outros métodos expeditos como por exemplo o TrkSplit, que permite de um modo prático ultrapassar a “truncagem” dos trajectos. Esta aplicação permite seccionar de acordo com o tipo de GPS, o track inicial numa seqyuência de secções, que poderão ser editadas se necessário for, em qualquer dos Programas mencionados anteriormente.

AQUI, tem o link de acesso a aplicação TrkSplit.

Inté.

PS. Obrigado ao João Martins Alves, pelo envio do ficheiro.