Marabout Versus Kasbah Marabout

Não querendo entra na semântica das palavras e nos conceitos porventura religiosos do tema, atrevemo-nos a criar um “Versus” que joga com as palavras e que realça a capacidade de um Tuga investir numa das zonas mais duras de Marrocos.
Marabout, no seu sentido mais lato, e nomeadamente no Norte de África, pode ser um Santo ou um Guia ou também um local de culto Há diversas interpretações sobre este tema, mas todos nós que circulamos por Marrocos e Argélia, com certeza que já nos cruzamos com pequenos edifícios brancos de arquitectura singular que são os morabitos, onde por ventura de venera um Marabu ou está sepultado um Marabu.
Kasbah Marabout, é como o nome indica, é um “Hotel Bivouac au pied des Dunes”.
Fica entre Merzouga e Zagora na mítica etapa com o mesmo nome e na zona de Tafraoutr Sidi Ali.
Segundo o Lonely Planet, “Um lindo hotel no coração do deserto, que combina perfeitamente com a paisagem. Os quartos confortáveis, estão decorados ao estilo bérbere. Tem 14 tendas bérberes, totalmente equipadas para uma experiência autêntica.”
O Kasbah Marabout, tem este nome, porque a curta distância está sepultado um Marabu.
Esta é uma nossa dica para alojamento, onde o ambiente Tuga também é marcante, agradável e visível, não deixando contudo de respeitar as características e costumes da zona.
As coordenadas GPS : N:30°38″428′ – W:04°45″040′
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Guefaït Versus Gafaït

Na minha busca de novas pistas e lugares de interesse para A Expedição de Setembro/Outubro de 2016, vários locais ou pontos de interesse, vão aparecendo.
Guefaït versus Gafaït, é um deles e por algumas imagens que vi, realmente é outro local de sonho.
Dizem ou escrevem alguns que, descobrir “Guefaït versus Gafaït“, é descobrir outro mundo.
Guefaït versus Gafaït. Fica na Província de Jerada na zona Oriental de Marrocos, conhecida pela sua forte zona de Minas de carvão, chumbo e zinco. Mas, Guefaït versus Gafaït, tem no seu coração um esplendido Oásis, junto ao Oued Za.
Depois de sair de Jerada, por Hassi Blal, carregada de negro das suas minas de carvão, pela P 6048, continuamos em pleno deserto, constituído por uma vegetação rasteira de (halfa e chih).
Continuando ao longo da P 6048, cerca de 20 kms por uma estrada em mau estado, pior que pista, e em pleno deserto, encontramos ao “virar da esquina” um magnífico oásis. Este oásis é, Guefaït versus Gafaït, soberbo, um contraste em toda a plenitude.
Um Guarda é responsável pela manutenção e segurança do espaço. Um conjunto de rios ou ribeiros de várias cores, o da direita é verde, o da esquerda é desértico, caindo se uma falésia. Descendo até aos ribeiros pela areia é possível observar tartarugas e peixes. Mais à frente numa enseada é possível tomar banho com a água da nascente que brota mais acima.
A zona de Bivouac é muito segura e tranquila, e as pessoas são afáveis e prestáveis.
A zona Oriental de Marrocos, continua fora das Rotas Emblemáticas e para os aventureiros, isso é muito bom……
Fica mais esta dica…..coordenadas…. N34 14.403 W2 24.463.Em Setembro coloco as fotos……..
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René Estienne Versus Col Sidi Belkassem

Na preparação da Expedição que vou fazer no 3.º trimestre deste ano, a pesquisa de locais que pretendo visitar ou “descobrir”, levam a procurar novos pontos de interesse e este é um deles, pelo que o partilho aqui.
O Guide Pistes du Maroc, Tomo IV, L’Oriental, tem na zona que J. Gandini, designou como L’Oued Guir et son afluente L’ Oued Haïber, um conjunto de percursos mais tranquilos e e excelentes, nomeadamente na zona de L’Aute-Guir.
O simbolismo histórico dos percursos, levam-nos a locais como o Ksar Tazzouguert, ao Coll de Belkassem, ao Memorial de René Estienne, ao Bordj Ksar Moghel, ao Bordj Ksar Atchana e a outros locais de interesse.
Porventura, foi nesta zona Oriental, que se travaram as batalhas mais sangrentas entre os locais e os Franceses, logo no início do século passado.
Os percursos designados pela letra “K”, o K1, K2, K3, K4 e K5, transportam-nos para toda essa realidade e funcionam como uma “Boucle”, o que permite descobrir novas rotas do que se designa por “Emblemático”.
Do simbolismo dos vários percursos, escolhi o “K4”, porque para além de cruzar o Col Sidi Belkassem, passa ao pé do Memorial de René Estienne. O percurso “K4”, que une Beni Tajdjit a Tazzouguert, tem cerca de 42 kms carregados de simbolismo.
René Estienne, um “Aventureiro”, seja um Explorador Francês, que nasceu a 18 de Janeiro de 1900 e faleceu no dia 18 de Maio de 1927, numa emboscada, no Col de Sidi Belkassem.
René Estienne, permitiu com os seus estudos, criar a mais longa “estrada automóvel” do mundo, entre o Mediterrâneo ao Níger, ao Tchad e ao Congo Francês.
De 17 de Dezembro de 1922 a 7 de Janeiro de 1923, faz parte da equipa que faz a dupla travessia do Shara. No seio da equipa da Citrën, com Georges-Marie Haardt e Louis Audoin-Debreuil.
De seguida faz a viagem de Figuig a Tanezrouf na Argélia, balizando a pista que mais tarde serviu para a Companhia Générale Transsaharienne. Mais tarde em 1927, realiza o reconhecimento do percurso Béchar-Reggan-Gao.
Mas, em 18 de Maio de 1927, um comboio de três camiões, comandados por René Estienne, tenta ligar Beni Tadjit a Bou Denib. Na zona do Col de Sidi Belkassem, cerca das 14:30 horas, um bando de bandidos, ataca o comboio de camiões e René Estienne é morto com dois tiros na cabeça, ao volante do camião.
Nesse local, foi edificado um Memorial, que tem as coordenadas N 23º 10,16’ W 03º 39,13’.
Fica mais esta nota.
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La Source d’El Ourak Versus La Source d’El Ouarak

Segundo o relato do Capitão Bertrand, Comandante do Agrupamento de Forthassa, no seu reconhecimento de 20 a 30 de Outubro de 1910 no território dos Beni Guild e dos Oulad en Naceur, que a seguir transcrevemos:

“ As fortes chuvadas do dia 21 de Outubro, ainda não influenciaram o caudal da nascente d’Aïn el Ourak, que brota, ao pé do maciço rochoso. O caudal é ainda normal, talvez até inferior ao que  nós observamos anteriormente. Pensamos que nas próximas 48 horas o caudal possa ser superior. Esta nascente é importante para saciar a sede aos animais. A nascente foi melhorada na última Primavera, pelo pessoal da Companhia de Cavalaria e ainda se encontra intacta. Foi construído um reservatório “tanque”, que cria as reservas indispensáveis para que os animais possam beber. As obras na nascente foram uma salvaguarda, para que os animais não danificassem a sua estrutura”.

Em 2012, na nossa Expedição ao Chott Tigri e na sequência dos inúmeros “Bordj’s” ou Fortes que visitamos e foram muitos, este para nós, não só pela sua envolvente, como pela acção solidária que sem contarmos tivemos que fazer, ficou marcado como um ponto importante para um regresso e se possível com um Bivouac.

O local é imenso e tem o forte estrategicamente, bem construído. Tem três dos seus lados, protegidos por altas montanhas escarpadas e um dos lados livre e aberto, onde era possível controlar qualquer ataque.

Era uma enorme fortificação, que se realça pela sua localização e por duas ou três construções, com cobertura cónica cujas paredes com uma expessura anormal, quase de 80 cm, cria uma temperatura muito baixa, ao que nós designamos por frigoríficos.

Seguindo o percurso G2b do tomo IV Pistes du Maroc, L’Oriental, que tem início junto ao Bordj Bel Rhiada, é possível chegar através de um desvio ao Bordj Ourak ou Fort Ouarak, cujas coordenadas são N 32º 35,58’ W 02º 32,24’.

Em Setembro ou Outubro de 2016, vamos fazer um bivouac  junto à nascente, para cumprir o desejo que não foi possível cumprir em 2012.

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