CAMINHADA NOITE DE LUA CHEIA – ANULADA

POR MOTIVOS DE MAU TEMPO É ADIADA A CAMINHADA PARA DATA OPORTUNA.

Boas.

De acordo com o Programa, vamos realizar mais uma actividade em Fevereiro.

Data: 27 de Fevereiro de 2010

Hora e Local: 21:30 Horas, junto a Pousada da Juventude da Lousã

Grau de Dificuldade: Média Elevada

Extensão: cerca de 6 kms

Equipamento: Calçado adequado, lanterna frontal, bastão, blusão adequado.

Mimo: Haverá um chocolate quente com um bolinho no sítio “Vasco Lima”

As inscrições devem ser feitas para landlousa@gmail.com, até ao ia 24 de Fevereiro, para se formalizar o Seguro.

Fiquem bem.

Inté.

Inscritos:

  • Tito Miguel Baptista Dias Correia
  • Liliana Rita Velindro Letra
  • Miguel Barata
  • Rui Barata
  • João Duarte
  • Paulo Barata Duarte
  • Fernando Cota
  • António Topé

TODO TERRENO EM MARROCOS – RESTRIÇÕES À CIRCULAÇÃO (2)

Com o prometido é devido, este post apresenta o que pensamos sobre as restrições à circulação em território marroquino – depois de ler alguns fóruns, de ter trocado alguns mails com pessoal amigo de Espanha e Marrocos e, sobretudo, com o Rui Rodrigues da “MaltadosJipes”.
O site oficial www.tourisme.gov.ma é claro e não deixa qual margem para dúvidas no seu Anexo, nomeadamente em “Dispositions relatives à l’organisation de Rallyes, Raids, et autres manifestations similaires, à vocation sportive, de découverte et/ou touristique, motorisés ou non”.
A parte final do parágrafo anterior (“concentration touristique ou de découverte”), define – com pormenor – o que, para as autoridades marroquinas, se entende por “concentração turística ou de descoberta”, uma expressão que levanta dúvidas de interpretação.
A grande questão é saber o que entende por “concentração turística ou de descoberta”. Será que um grupo de amigos pode ser considerado uma concentração turística? A partir de que número é considerado como tal? Três, seis, doze? Esta foi uma questão que ninguém conseguiu esclarecer com clareza – tanto em Marrocos, como na Embaixada de Marrocos em Portugal. Diz o bom senso que mais de três viaturas já poderá ser considerado “um grupo”, logo ficando sujeito às disposições legais que entram hoje (1 de Fevereiro de 2010) em vigor.
Outra questão pertinente é saber se “um grupo de amigos” que se desloque a Marrocos, várias vezes por ano, tendo como “Cabeça” ou “Chefe” sempre o mesmo indivíduo – seja, ou não, considerado um “Tour Leader”, vulgo “TL” –, tendo para isso os registos de entrada/saída agregados no seu [do “Cabeça”] n.º de Polícia, quando se cruza a fronteira. Esta situação poderá levantar algumas dúvidas à polícia de fronteira, tornando-se pertinente conhecer as normas em vigor, para evitar situações menos agradáveis.

Assim, julgamos cauteloso tomar as seguintes medidas:

  • Entregar na Embaixada de Marrocos, com 60 dias de antecedência, em duplicado os seguintes elementos:
    – Programa do Passeio Turístico, com locais a visitar, lista de hotéis ou Parques de Campismo, tentando incorporar detalhes das zonas turísticas, nomeadamente Parques ou Reservas Naturais ou outros motivos de interesse;
    – Lista de pessoal, com nome, data de nascimento, n.º de passaporte e, caso já tivesse ido a Marrocos, o respectivo n.º de polícia;
    – Percurso detalhado, sobre o Mapa Michelin n.º 742 (ou outro), de preferência com um marcador grosso;
    – Lista de viaturas, com o nome do proprietário, marca e modelo, matrícula e n.º da apólice de Seguro e respectiva Companhia.
  • Caso não se opte por esta via, ou mesmo que o n.º de viaturas seja inferior a três, aconselhamos a tomar as seguintes cautelas;
    – Passagem da fronteira de Marrocos de forma desagrupada;
    – Não utilizar autocolantes nas viaturas;
    – Não utilizar t-shirts alusivas ao Passeio, na Fronteira;
    – Ter à mão um Programa do Passeio e dos locais a visitar e de dormida;
    – Em caso de mais uma ida, alterar o “TL”;
    – Discrição quanto baste.
  • De referir que, por norma, as pessoas que vão a Marrocos numa só viatura têm mais problemas com os controlos policiais, nomeadamente com a velocidade, a circulação em rotundas ou sinais de Stop, do que, em comparação com os casos em que circula mais de uma viatura. Já há uns anos que, por norma, quando chegamos a fronteira de Marrocos com mais de três ou quatro viaturas, a Polícia de Fronteira pergunta quem é o “ Chefe da Expedição” e solicita uma lista com os participantes e locais de dormida.

Este é o nosso contributo para nesta fase de todas as indefinições podermos “Passear ou Expedicionar em Marrocos” com tranquilidade.

Este ANEXO, pode ajudar a organizar o processo.

PS: Solicitar que um dos exemplares entregues na Embaixada seja carimbado com a data de entrega.

Fiquem bem.
Inté.

Mapas raster e mapas vectoriais (imagens bitmap e vectoriais)- parte I

Os mapas digitais são-nos hoje oferecidos como mapas raster ou como mapas vectoriais. Esta distinção conduz-nos necessariamente a dois conceitos fundamentais no processamento de imagem por meios informáticos. Aí falamos antes de bitmaps e vectores. É através dois conceitos a explorar de seguida que nos aperceberemos das vantagens/desvantagens e formas de utilização mais apropriadas para cada tipo de mapa.

Bitmaps e Vectores

Bitmaps e Vectores têm características internas bem diferentes e destinam-se, pelo menos teoricamente, a finalidades também diferentes. Tais diferenças traduzem-se, entre outras coisas, em claras distinções entre os programas que permitem a sua manipulação, assim como em vastas diferenças entre as operações a que cada tipo de imagem pode ser submetido:

  • Imagens bitmap (termo que pode ser traduzido como “mapa de bits”), são também designadas imagens raster. Tratam-se de imagens compostas por manchas de pontos coloridos que, no seu todo, dão a forma final à imagem. Esses pontos coloridos podem ser pixéis (quando a imagem se destina a ser apresentada no ecrã) ou pontos de tinta (quando a imagem se destina a ser impressa). A cor de cada pixel ou ponto é definida individualmente. A qualidade de uma imagem do tipo bitmap é determinada pela sua resolução (quantos pontos são utilizados) e pela sua profundidade de cor (quanta mais informação de cor for armazenada, mais suaves se podem tornar certas graduações e transições de cor).

 

Exemplo de uma imagem do tipo bitmap (fotografia com elevado conteúdo de cor)

  • Imagens vectoriais, são imagens criadas a partir de primitivas gráficas simples, tais como pontos, linhas, curvas e polígonos. Através da combinação destas primitivas é então possível criar imagens complexas. Para estas primitivas gráficas apenas é armazenada uma quantidade limitada de informação – coordenadas dos pontos iniciais e finais, cor em que devem ser desenhadas, bem como as coordenadas dos pontos que definem mudanças de aspecto da forma.

 

Exemplo de uma imagem do tipo vectorial (stencil fornecido com o programa Microsoft Visio)

Simplificando as descrições, podemos então afirmar que, no caso das imagens do tipo bitmap, é armazenada a totalidade do conteúdo da imagem, enquanto que no caso das imagens do tipo vectorial são armazenadas descrições de como a imagem deve ser desenhada.

Normalmente é possível utilizar esta diferença como factor de diferenciação no que respeita ao espaço de armazenamento que ocupam os dois tipos de imagem ocupam: tendo como referência as duas imagens anteriores, o bitmap ocupa 35 KB, enquanto que a imagem vectorial ocupa apenas 1,2 KB.

É claro que também há excepções a esta regra:

Esta imagem vectorial, de elevada complexidade, ocupa 665 KB.

Uma versão bitmap da mesma imagem (formato JPG de alta qualidade) ocupa apenas 491 KB.

A principal diferença entre os dois tipos de imagem ocorre ao nível da sua apresentação no écran ou impressão em papel. Um bitmap tem determinadas dimensões e pode ter sido criado com uma resolução específica, com o objectivo de ser impresso com dimensões fixas numa dada impressora, ou de ocupar uma área bem delimitada numa página web. Se for reduzido ou ampliado, ocorre perca de informação e de nitidez. Atente-se no seguinte exemplo:

A primeira imagem mostra a totalidade do conteúdo da fotografia, com nitidez.

A segunda imagem mostra uma redução exagerada da mesma imagem.

A terceira imagem mostra uma ampliação exagerada de um pormenor (assinalado na primeira imagem).

Uma imagem vectorial pode ser representada em muitas dimensões e resoluções, bem como ser impresso em diversas impressoras, com menor dificuldade que um bitmap. Dado que da sua definição apenas fazem parte as instruções sobre a forma de desenhar as coisas, compete ao software gráfico utilizado (ou ao software de controlo de impressão), a tarefa de criar na altura o desenho vectorial, seguindo essas mesmas instruções, aproveitando ao máximo a resolução disponível no equipamento utilizado. Isso pode ser visto a seguir.

Esta imagem mostra a totalidade da imagem vectorial.

Agora temos uma redução exagerada da mesma imagem.

A próxima parte dedicar-se-á a abordar os formatos principais de armazenamento de imagens bitmap e vectorial, algoritmos de compressão e características de trabalho.

Termino o artigo agradecendo ao meu colega e amigo João Amado, sem o qual este não seria possível.