“DICAS SOLTAS” – Alternar facilmente entre mapas – OZIEXPLORER (3)

O OziExplorer apenas permite a visualização de um mapa a cada momento. A pesquisa do mapa é utilizada em muitas das funções do OziExplorer, como sejam:

  • Map Find ,
  • Index Map,
  • Name Search,
  • Moving Map.

Durante as fases de preparação de um passeio/viagem que envolvam o conhecimento dos locais, trajectos ou rotas, é perfeitamente normal que se recorra aos comandos de pesquisa de mapas da área geográfica e, perante a lista apresentada, se vá procedendo a uma visualização alternada dos mesmos.

Não existe, pois,  no OziExplorer a possibilidade de carregar e visualizar dois ou mais mapas em simultâneo.  

A solução para  alternar facilmente entre mapas passa antes por trabalhar com a posição no ecrã e as propriedades da janela “Maps available for this position”, a qual lista o resultado da procura por parte do OziExplorer aos mapas da área.

Assim, o primeiro passo passa por activar a opção “Auto Shrink Window on Map Open”, a qual minimiza a dimensão da mesma, sempre que um novo mapa da lista é carregado.

Depois, basta reposicioná-la sobre uma zona que não cause interferência ao trabalho, como seja a barra do título do OziExplorer.

Uma vez que a janela se mantém activa, ao pretendermos trocar de mapa, basta carregar nos botões para restaurar a dimensão da janela e seleccionar o novo mapa.

“DICAS SOLTAS” – “INDEXAR MAPAS” – OZIEXPLORER (2)

Na navegação em tempo real em OziExplorerCE somos por vezes confrontados com a sua incapacidade em obter automaticamente o mapa mais detalhado. No extremo, podemos mesmo ser confrontados com um erro do tipo “No Map Search Index Files”.

Estes problemas estão muitas vezes relacionados com configurações definidas pelo utilizador para a localização dos ficheiros .map (os mapas) e das correspondentes imagens (normalmente ficheiros .ozf2, .ozfx3).

Assim, talvez valha a pena revermos antes o modo utilizado pelo OziexplorerCE para localizar e carregar um mapa no dispositivo.

Como é localizado um mapa em OziExplorerCE

Quando um ficheiro .map é aberto, o OziExplorerCE procura a imagem correspondente do modo seguinte:

  • O nome da imagem do mapa é lida do ficheiro .map, tendo a extensão e a localização (filepath) removidas;
  • As extensão .ozf2, .ozfx3 e .ecw são-lhe adicionadas para procurar as imagens nestes formatos, depois,
  • o OziExplorerCE pesquisará automaticamente a imagem do mapa nos caminhos definidos no menu Configuration > Map Images Files

                            a) A primeira entrada (Image File Path 1) é pesquisada, e, caso não seja encontrada a imagem,
                            b) É procurada a segunda entrada (Image File Path 2);

 

  • E, se mesmo assim a imagem não for encontrada, o OziExplorerCE procurará aquela na localização do ficheiro .map.

 

Indexar ficheiros para acelerar a pesquisa dos mapas

Com o objectivo de tornar mais rápida a localização dos mapas, aqueles são indexados e os correspondentes índices armazenados na pasta “System Files”, debaixo da pasta principal “OziExplorer”.

Os ficheiros de índices são criados a primeira vez que a procura de mapas é iniciada. O tempo que leva a criar estes índices pela primeira vez depende do número de entradas definidas em Map File Paths (menu Configuration > Map & Data Files).

 

Os índices são utilizados nas seguintes circunstâncias:

  • Procura automática de um mapa em resultado da acção “moving map” e tendo activa a opção de procura do mapa mais detalhado (menu File > Configuration > Moving Map, separador Detailed Map);

 

  • Utilização do menu Map ou das opções de controlo do ecrã:
    • Find Maps at Cursor;
    • More Detailed Map;
    • Less Detailed Map.

 

Assim, e de modo a garantir o correcto carregamento dos mapas,  deveremos que realizar as seguintes operações:

  • No menu Configuration > General Settings, acedre ao separador Other e activar a caixa de marcação “Auto Index Maps”;

 

  • No menu Configuration > Map Images Files colocar na primeira entrada a pasta que contém as imagens correspondentes aos mapas;
  • No menu Configuration > Map & Data Files realiza a mesma operação, mas desta vez para os ficheiros .map;
  • Finalmente, forçar a reindexação dos mapas através menu Map > Index Maps.

 

“DICAS SOLTAS” – “Append Track from File” – Oziexplorer (1)

Boas.

Vamos iniciar com conjunto de “Dicas Soltas”, sobre o Manuseamento do Oziexplorer, muito importantes para quem pretenda tirar partido das capacidades do Programa.

Vamos começar por esta função “Append Track from file”. Esta função permite anexar a um “Track” ou “Trajecto”, descarregado ou aberto no Oziexplorer, outro(s) “Track(s)” ou “Trajecto(s)”, colando vários “Track(s)” ou “Trajecto(s)”, que nós pretendemos, analisar, editar, avaliar, ou enviar para o nosso GPS.

A sequência de passos a seguir é a seguinte:

  1. Com o Programa Oziexplorer aberto, seleccionamos o 1º trajecto ou o que designo como “Track Base”, com a função “Load Track from file (Multi)  da janela “Load file Menu”;
  2. Clicando de seguinda na janela “Load file Menu” selecciono a função “Append track from file” que pergunta ” This will a track to the currently Loaded Track”, pelo devemos clicae “yes”:
  3. Seleccionamos em “Load file Menu” o track que queramos anexar.
  4. O novo track ou trajecto aprece no monitor com uma só cor e uma só secção.

Este procedimento permite “colar” vários tracks, facilitando a edição e o estudo de tracks ou trajectos. No entanto devemos ter em atenção que o nº de pontos condiciona de acordo com a marca e tipo de GPS o envio do track ou trajecto para o GPS.

Este assunto será abordado oportunamente.

Inté.

MARROCOS/ARGÉLIA – Reabertura das Fronteiras

Boas.

Parece que após 15 anos de “costas voltadas”, Marrocos e a Argélia vão reabrir as suas fronteiras, graças a mediação do rei Abdullah da Arábia Saudita. Outro factor importante para a Argélia, é a sua abertura ao “Turismo”, como fonte de desenvolver o País, já que, o sul da Argélia tem condições para um Turismo de Aventura. Pelo que sabemos, estão neste momento a ser construídos na zona de Tamanrasset e do Hogar diversa unidades hoteleiras. Estas zonas são expectaculares para a navegação TT, já que o deserto é uma constante.

Esperemos pois, que está notícia não passe disso mesmo e que se torne uma realidade em breve.

Inté

CHOTT TIGRI VERSUS LEGIÃO ESTRANGEIRA

Boas.

A zona do Chott Tigri, é uma das mais espectaculares de Marrocos, não só pela sua paisagem, pela riqueza de um dos maiores aquiíferos de África (cerca de 450 M m3 por ano), pelo sua reserva ornitológica e também pelas Batalhas que se travaram, nomeadamente com a Legião Estrangeira.

Mas, uma das mais importantes características do Chott Tigri é a cor do seu solo, vermelho, que advém de uma mistura de areia com argila, tornando-se “peganhosa”, do tipo plasticina, que se cola a quase tudo, com o inconveniente de “tapar” os favos dos radiadores.

Uma das maiores batalhas que tiveram lugar na zona do Chott Tigri, foi no dia 26 de Abril de 1882, quando uma uma coluna de pessoal em missão topográfica, escoltada por duas Companhias, do 3º Batalhãoda Legião Estrangeira, foram emboscados e atacados por vários milhares de rebeldes comandados por um guerrilheiro de nome Bou Amana.

Bou Amana, foi sempre um feroz opositor da presença da França no norte de África tendo enfrentado a Legião Estrangeira por diversas vezes.

Desta vez a zona de batalha foi em Chott Tigri, terreno aberto, sem elevações significativas, em que os 300 homens da Legião Francesa comandados pelo Joseph Damase Chartrand se bateram numa das mais violentas batalhas “do início da libertação de Marrocos”.

A batalha durou mais de 7 horas e morreram mais de 2000 homens, dos quais, cerca de 100 Legionários. Bou Amana e os seus guerilheiros fizeram diversas investidas, mas a colocação das tropas de Chartrand e o seu armamento, fizeram que Bou Amana batesse em retirada, face ao elevado número de mortos no campo de batalha.

Segundo os relatos da época, Joseph Damase Chartrand, bateu-se como um herói, tendo perdido o seu “Képi”, o seu sabre e o revólver, tendo ficado ferido com gravidade. Mas mesmo assim, comandou as suas tropas para uma vitória importante, sendo de realçar que no final da batalha tinha entre mão um espada que tinha retirado a uma guerrilheiro de Bou Amana.

Em 1907 a Legião Estrangeira, mandou construir um Memorial em homenagem aos mortos de 1882, Memorial este que está assinalado no Guide Gandini.

Depois deste pequeno relato histórico, aconselhamos todos aqueles que gostam de Marrocos a visitar esta zona, já que permite navegar em harmonia com o ambiente, disfrutar de espaços ricos em pessoas, fauna e flora e sobretudo sair das Rotas Emblemáticas.

Toda a faixa de compreendida no rectângulo, entre Taza, Oujda, Figuig e Boudenib é uma das mais valias de Marrocos com espaço de aventura, navegação, orientação e autonomia em 4×4.

Pequenas jóias como o pequeno Oásis de Iche, a Pista de Iche a Figuig, ea Pista de Bebi Tajid a Missouri, foi do mais emocionante que percorremos em 2010.

Fica mais uma sugestão cujo Percurso pode ser visto AQUI.

Outras notícias AQUI.

Inté