DESAFIO VASCO LIMA 2011

Boas.

Realizou-se hoje dia 30 de Abril, mais uma edição do Desafio Vasco Lima 2011. Este evento, é uma forma de recordar, homenagear e manter viva a memória do nosso saudoso Amigo Vasco Lima.

Se porventura, quiser com os amigos, saborear lindos locais da Serra da Lousã, nada melhor que colocar no GPS estas coordenadas e partir a descoberta, de trilhos, castanheiros, memórias das Aldeias do Xisto e ver até que ponto não é “desorientado” com a carta militar n.º 252.

Fotos e coordenadas, Aqui.

Waypoints, Aqui.

Inté.

SUBIDA DO ESPINHAÇO DE CÃO – SERRA DA ESTRELA

Boas.

De acordo com o Plano de Actividades de 2011, a actividade de Maio será a Subida do Espinhaço de Cão, a partir do Vale Glaciário do Zêzere.

O percurso terá início junto a Ponte Pedonal, na base do Espinhaço de Cão, onde terá início a cota de 1000.00 mts, subindo até aos 1500 mts na distância de 1600.00 mts, descendo depois para o vale da Candieira. Após uma pequena refeição para retemperar forças, a descida é feita atráves da saída sul, percorrendo um trilho dos pastores até a Ponte Pedonal ou a Ponte em Betão.

O Parque de Campismo do Covão da Ponte será o Acampamento Base para todas as actividades.

O Programa é o seguinte:

Dia 20 de Maio ( Facultativo)

19:00 Horas – Lousã ao Covão da Ponte

Dia 21 de Maio

9:00 Horas – Saída para o Vale Glaciário do Zêzere em percurso TT, via Poço do Inferno e Caminho das Lameiras;

10:00 Horas – Início da subida ao Espinhaço de Cão, estando prevista a chegada ao Vale da Candieira, pelas 11:00 Horas.

11.30 Horas – Descida pelo flanco sul, mais conhecido por Trilho dos Pastores;

12:30 Horas – Percurso TT pelo Trilho Oeste do Vale Glaciário, quase até ao Covão da Caldeira. Este Trilho sem saída, percorre à cota 1300.00 mts uma das mais belas paisagens do Vale Glaciário do Zêzere.

15:00 horas – Chegada ao Covão da Ponte. O resto da tarde será dedicado a banhos no Rio Mondego, Caminhadas, Jogo do fito e ao convívio;

20:00 Horas – Grelhada “Espinhaço de Cão”.

Dia 22 de Maio

9:30 Horas – Caminhada até à Capela da Senhora de Assedasse, com ida pela margem esquerda do Mondego e retorno pela margem direita.

14:00 Horas – Regresso Livre.

VASCO LIMA “XANOC”

Faz hoje dia 27 de Abril, 3 anos que o nosso amigo Vasco Lima, partiu para a mais longa das Viagens, Travessias ou Expedições.

Para nós, estarás sempre presente e vigilante, a saborear as nossas Aventuras, Travessias, Expedições ou Viagens.

Como sempre, faltam as palavras num momento como este em que a emoção é mais forte do que escrever o que sentimos.
Man,………………..Inté

TRAVESSIA DE LOUSÃ À SALAMANCA – RESCALDO

Boas.
Foram cerca de 425 Km’s, por trilhos, caminhos,algum asfalto, desde a Lousã até Salamanca.
Cada etapa tinha em média 140 km, por paisagens e zonas de muita beleza. A Travessia da planície entre Ciudad Rodrigo e Salamanca, foi emotiva pela sua originalidade, já que é uma zona de grandes propriedades.
Deixamos este pequeno filme.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=upLUYyeBoho]
Fotos RR(RM)

Fotos Malta dos Jipes

100 Azimutes

Inté.

Leituras de altitude a partir de um receptor GPS (geometria dos satélites)

 

Porque é que a localização horizontal do veículo é mais precisa que a localização vertical (altitude)?

Actualmente existem 30 satélites NAVSTAR posicionados à volta do planeta Terra e deslocando-se em órbitas precisas. Destes, 27 encontram-se a trabalhar continuamente (os satélites PRN01, PRN25 e PRN32 estão inoperacionais).

Para um receptor GPS fornecer  ao utilizador dados precisos sobre a sua posição em três dimensões precisa de os recolher  a partir de, pelo menos, quatro satélites. No que toca à posição horizontal o receptor GPS  precisa de, pelo menos, 3 dos 27 satélites, posicionados próximo do horizonte e em posições opostas à da localização actual.

Os satélites formam um triângulo sobre a posição horizontal do utilizador. Quanto maior for este triângulo melhor o receptor GPS poderá calcular a posição horizontal corrente, uma vez que os satélites fornecem medidas de frente, trás e lado.

Por seu lado, satélites agrupados num triângulo mais pequeno e por cima do receptor produzem medidas menos precisas, uma vez que a distância de medição também varia menos.

Ao nível da Garmin, o utilizador quando acede à página de visualização gráfica do estado de recepção de dados  dos satélites pode ter um noção sobre a precisão da sua posição.

Nesta imagem de um receptor Garmin 60CSx podemos ver que o anel interior representa uma localização de 45 graus a partir do horizonte e o anel  exterior  o horizonte sobre a localização. Assim, quanto mais próximos estiverem os satélites do anel interior ou mesmo no seu interior a triangulação será menos precisa.

Medir com precisão a posição vertical (altitude)  não é tão fácil, uma vez que  tal requereria que os satélites se  posicionassem acima e abaixo do utilizador. Como é óbvio eles estão lá, mas os seus sinais encontram-se bloqueados pelo planeta Terra.

Neste contexto, os receptores GPS recorrem a modelos matemáticos diferentes para obterem a altitude. Um receptor GPS pode obter a distância a partir do centro do planeta e, depois, utilizando o raio da superfície, obter a altitude. Chamamos-lhe um modelo matemático de elevação ou altitude.

O planeta Terra não é uma esfera perfeita mas antes um elipsóide (aproximadamente).  A melhor imagem é a de uma bola que não é perfeitamente redonda mas antes espalmada no topo e na base.

Um receptor GPS utiliza para encontrar as coordenadas um modelo de elipsóide, denominado WGS-84, o qual tem em conta 2 eixos:

  • O primeiro, o eixo menor (A), mede a distância que vai do Pólo Norte ao centro do Planeta (6.356.752,3142m);
  • O segundo, ou eixo maior (B), mede a distância que vai do Equador ao centro do Planeta (6.378.137,0m).

Se repararmos a distância entre eixos é diferente. O “espalmar da bola” é calculado do seguinte modo:

                X = (A-B)/A

Com base neste modelo obtemos a imagem matemática  que define a forma do planeta , a qual é utilizada para calcular a altitude.Este modelo de elipsóide é um modelo simplificado que constitui no fundo um mapa da superfície, onde o nível do mar (altitude 0) ocorreria em toda a superfície. Mas é, ao mesmo tempo, um modelo imperfeito devido às irregularidades do relevo terrestre , provocadas por elementos naturais, como as montanhas, vales ou até elementos humanos.

Logo, a posição vertical que o receptor GPS fornecerá ao utilizador será a posição sobre o modelo elipsóide e não sobre o mar.

Para o cálculo da posição vertical (altitude) o receptor GPS necessita de três tipos de informação:

  • Posição dos satélites;
  • A hora (fornecida pelo relógios atómicos dos satélites);
  • A forma do nível do mar para o planeta Terra.

Quer isto dizer que tal altitude é correcta? Só por acidente. Já aqui vimos que a posição vertical encontrada pelo dispositivo GPS é matemática e existe sempre uma tendência para o erro no cálculo do centro do planeta devido à possibilidade de não ocorrer a intersecção de linhas por parte dos satélites.

Assim, se o utilizador tiver um erro de 10 metros na sua posição horizontal é muito provável que em termos de posição vertical ocorra um erro de de 20-30 metros (ou seja, 1.5 o erro da posição horizontal).

É por este motivo que receptores GPS incorporam um barómetro, lendo a pressão atmosférica. Mas, mesmo esta combinação pode ocasionar erros, na medida em que a pressão barométrica pode modificar-se durante a deslocação do veículo devido a outras razões que não a mudança de altitude (condiçoes atmosféricas, por exemplo).

O melhor método para obter a posição vertical é mesmo descarregar o trajecto ou a rota sobre um mapa topográfico detalhado e comparar as leituras do receptor GPS com os dados topográficos do mapa.

Um bom artigo sobre altitude pode ser encontrado aqui:

 http://gpsinformation.net/main/altitude.htm