O que pode significar o conceito de GPS para a sociedade e o cidadão de hoje?

GPS é a sigla para “Global Positioning System”. Em português significa sistema de posicionamento global.

Este sistema foi criado em 1973 nos Estados Unidos da América para facilitar os sistemas de navegação.

Muitos de nós “cruzamo-nos” diariamente com ele a partir dos nossos automóveis ou até telemóveis. No entanto, o seu papel e impacto são bem mais vastos.

A hiperligação que se segue aponta para um vídeo de 7 minutos (em inglês) desenvolvido pela Força Aérea dos Estados Unidos da América:

http://www.youtube.com/watch?v=chNQW22vVNI

Explica de um modo muito simples o impacto que este tipo de sistemas tem nas nossas vidas diárias, em áreas tão diversas quanto a navegação aérea ou marítima, mercados e transações financeiras, agricultura, meteorologia, proteção civil e, claro, na utilização de telemóveis de última geração (smartphones).

Para além disso, aborda ainda o programa de modernização planeado para o sistema, o qual inclui novas funcionalidades de uso militar e civil.

“Avoid Ghetto”: uma nova funcionalidade nos dispositivos GPS?

As novas gerações de dispositivos GPS já não podem ser entendidas como um simples recetor de GPS, mas antes uma arquitetura de localização, dotada firmware e software que os dotam de sensibilidade melhorada para as zonas exteriores e interiores (zonas urbanas, fundamentalmente), mais resistência às interferências causadas por outras tecnologias sem fios, baixo consumo e tecnologia miniaturizada.

Os novos processadores SiRFstar, por exemplo, estão já associados a sensores MEM, de modo a melhorarem o posicionamento, especialmente em zonas interiores (situações de indoor). Sistemas como os TomTom ou Ndrive já nos habituaram a recorrer a atalhos para evitar zonas de tráfego congestionado ou a criar alternativas para vias com portagem.

Seguindo esta tendência a Microsoft patenteou a 3 de Janeiro (http://patft.uspto.gov/netacgi/nph-Parser?Sect1=PTO1&Sect2=HITOFF&d=PALL&p=1&u=%2Fnetahtml%2FPTO%2Fsrchnum.htm&r=1&f=G&l=50&s1=8,090,532.PN.&OS=PN/8,090,532&RS=PN/8,090,532) uma nova funcionalidade de cálculo e apresentação de rotas aos utilizadores. Oficialmente denomina-se “Pedestrian route production”, entre a comunidade “Avoid Ghetto”. De acordo com informações prestadas pelo próprio fabricante esta funcionalidade destina-se a ajudar o utilizar a evitar aquilo que podemos denominar como “vizinhança perigosa”, más condições climatéricas ou até “geografias perigosas”.

Trata-se de uma funcionalidade criada especificamente para smartphones equipados com processadores GPS e que passa agora a considerar, ao nível dos algoritmos de geração de rotas, com informação meteorológica ou até estatísticas locais de criminalidade. Apesar de útil para um automobilista, foi desenvolvida a pensar no pedestre, aquele que viaja a pé e mais exposto aos perigos do outdoor.

A Microsoft tenciona implementar esta funcionalidade nos dispositivos baseados em Windows Mobile e produzidos pela HTC, Samsung, LG e Nokia (geração Lumia).

A avaliar pela reação do público norte-americano logo após o anúncio da funcionalidade, um país já de si com uma consciência de Nação deveras sui generis e onde as minorias possuem de facto um peso enorme ao nível da sociedade e da noção de pertença (ou não) à mesma ao ponto de influenciarem ao nível escolar o estudo, não de uma, mas de várias “histórias”, estalou logo a polémica e acabou enredada em questões raciais. Aliás, é mesmo mais conhecida como a funcionalidade “Avoid Ghetto”.

No entanto se pensarmos um pouco mais sobre os algoritmos de análise que enformam tal funcionalidade, especialmente quando associadas a algumas noções típicas da cultura pop ocidental, como por exemplo o “pré-crime” (mais conhecido através do filme Minority Report) , existem de facto razões para desconfiança, senão preocupação. Segundo os porta-vozes da empresa de Redmond a funcionalidade “Pedestrian route production” contém um aspeto de retenção e consolidação da chamada “história pedestre”, ou seja o armazenamento no tempo dos trajetos efetuados por uma pluralidade de utilizadores. Compõem, por assim dizer, um “comportamento tipo” e sobre ele funcionam modelos de análise preditiva que se destinam então a inferir uma rota.

Esta variável (ou se quisermos, predictor), já de si polémica face às questões da privacidade,  é ainda combinada com outra: classificação da fonte de informação. E neste particular ninguém ainda conseguiu explicar como serão resolvidos potenciais “conflitos” entre as fontes para ajudar a gerar a “melhor” rota, nomeadamente aqueles que derivam de interesses económicos, sociais ou até políticos!

AO MEU “SAvimbi”

A marcha era intensa e a um ritmo elevado debaixo de um calor entre os 55º e os 57º centígrados. A ideia era ganhar tempo para chegar a Smara, mas sempre com a intenção de a uns 40 kms apanhar uma das Pistas do Gandini que tinhamos no GPS, nomeadamente a RPD1 ou a Rota de Vieuchange.

O vento quente queimava os olhos, obrigando a fechar o vidro lateral, mas nada que nos desmotivasse de chegar a Smara por Pista, conforme era nossa intenção.

A estrada, quase rectilínea e plana nos seus 270 kms, numa paisagem árida e quente, era de vez em quando presenteada com uma área de serviço moderna, mas inoperacional.

De repente, uma nuvem de fumo branco, qual carro de DDT ou Nafta, seguida de um motor em auto-ignição, são o prenúncio que algo de muito grave aconteceu. O SAvimbi, tinha dado o estoiro, o meu companheiro de longas viagens, expedições, passeios e confidente de todas as horas, não aguentou. O desmembramento do interior do turbo em pequenas partículas e a sua passagem para interior dos cilindros, previam já o pior.

E, assim foi, após mais 8000 kms, o motor do SAvimbi rebentou de vez. Não aguentou com os pequenos pedaços das alhetas do turbo estepadas na cabeça do 1º piston, bem como a a 1ª camisa toda riscada e danificada.

O meu Land Rover Defender Td5, vulgo “SAvimbi”, foi um companheiro de muitas aventuras, viagens e expedições e ao longo dos 10 anos, sempre esteve a altura de Todos os  Desafios. Era um excelente confidente, com uma ALMA enorme, nunca negou fogo e estava sempre pronto para todos os Desafios.

Ao Savimbi, presto aqui a minha Grande Homenagem. Foi um grande companheiro. Deu-me muitas felicidades e alegrias.

Inté.

PS: “SAvimbi vem de 6&-3&-SA.

 

TI BRÉ DO TELELÉ

Boas.

Basta ligar, que ele resolve todos os problemas dos Land Rover’s.

Perito em desligar fichas, cabos e afins. O Defender vem sempre mais leve.Trata por tu a “Nanacom”, mas ainda não conseguiu desligar nenhuma ficha do Defender do “Labareda”.

Está a estudar a aplicação de um LRefratômetro, nos land Rover’s para avaliar a qualidade do material de queima da “linha branca”.

Inté.

QUIMBUNDO – ALGUMAS PALAVRAS

Boas.

O Joaquim Pedro, tem andado a desafiar-me para ir dizendo umas palavras de “Quimbundo” ou “Kimbundo”. É uma das línguas mais faladas em Angola, nomeadamente no noroeste e na Província de Luanda. Mais de 3 milhões falam este dialecto.

Aqui vão as primeiras palavras que o Joaquim Pedro me enviou. Thanks, Man. Kutondela Kamba.

Alguns exemplos:

Abraço – Ndandu
Abrir – Kujikula
Abrir os olhos – Jula o mesu
Absoluto – Kinene-nene
Absurdo – Kiavoka
Abundancia – Dibutu
Acalmar – Sankalala
Acidente – Kifua
Acompanhar – Kueda-atuadi
Aconselhar – Kuambela
Acordar – Kubalumuna
Acreditar – Kuikila
Afastar o mal – Kenguluka
Agradecer – Kutondela
Agradecimento – Kisakidilu
Ajoelhar-se – Kubolama
Alegria – Ngala
Amigo – Kamba
Amizade -Ukamba
Arrependimento – Kitololo
Benção – Makóiu
Chorar – Kudila
Chuva forte – Dibanda
Combatente, valente – Mubangí
Confiança – Mbuanza
Consagrar – Sambulua
Coração – Muxima
Deus – Nzambi
Experiencia – Ntonta
Que Deus lhe acompanhe – Nzambi ikale ni enhe!
Falsidade – Luvunu
Força – Nguzu
Guardião – Nlundi
Guerreiro – Mukuolua
Honra – Ukindi
Mais velho – Kota
Maldição – Kiloko
Vitória – Kikóue
Viver – Sansuka
Amigo do coração – Kamba ria muxima