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Olá.
Este ´Parque de Campismo, ou mais correctamente Parque de Auto-caravanas, é novo e tem uma localização privilegiada em relação a Aït Benhaddou.
Se sair pela N 9 de Ouarzazate em direcção a Marrakech, siga em direcção a Aït Benhaddou e 6 kms depois encontra este novo Parque de Campismo, mais indicado para auto-caravanas ou 4×4 com tenda de tecto.
O contacto principal deve ser feito com o Senhor Youssef et Mohamed, através do nº 06 22 31 64 61.
As instalações sanitárias são simples e constituídas por um bloco com 1 casa de banho e um duche.
O Parque tem estado a melhorar desde 2017 e tem uma vista fabulosa sobre o vale e o Oued El Maleh.
Um pouco antes há um Parque de Estacionamento panorâmico sobre o vale, com as coordenadas N31 00.733 W7 06.124.
Fica mais esta nota para os que estão e vão nesta longa ponte, para o Reino de Marrocos.
Inté


Olá.

Na sequência do post anterior, eis mais uma sugestão para quem vai andar pelas Gorges de Dadés.
Um sócio da Land Lousã, pernoitou por lá numa destas noites e sugeriu este Auberge/Bivouac.
Segundo a avaliação que está no Campings Du Maroc 2018, este pequeno Parque tem cabine telefónica e wifi. A avaliação dos sanitários é razoável, sendo que é mais utilizado como Auberge e ou Parque de Autocaravanas. Há uma zona de campismo, com as condições mínimas.
Tem uma localização esplêndida, junto as Gargantas e possui bons quartos e excelente refeições.
Os contactos são: 06 50 49 98 76, e o proprietário é Lahcen Najin.
Os preços são excelentes, por exemplo para uma autocaravana com 2 pessoas o preço é de 60 dh e os quartos variam de 200 a 600 dh.

Olá.

Como se aproxima um longo fim-de-semana de pontes e vai muita gente para Marrocos, vimos aconselhar um excelente Parque de Campismo, o Camping Echrigui em Asilah.

As suas coordenadas são N35 28.348 W6 01.678.

É um pequeno Parque de Campismo, situado no centro de Asilah, perto da praia e da Medina de Asilah. Tem um novo bloco de sanitários com 4 duches e 4 casas de banho.

O espaço para acampar ou pernoitar com autocaravana ou auto-tenda é acolhedor e simpático com algumas árvores e eventualmente zonas relvadas.

Os preços são convidativos seja uma auto-tenda com duas pessoas e electricidade ´de cerca de 80 dh.

O contacto telefónico é 06 61 20 61 54 e deve falar com Akhmed.

Fica mais esta sugestão, validada esta semana por alguns dos nossos sócios e por nós em Outubro de 2017.

 

Olá.
Saiu em 27 de Fevereiro de 2018 uma actualização para o GPS Garmin Montana 610/680. Esta actualização permite corrigir o erro sobre a capacidade de carga da bateria.
Fica esta nota.

Olá.
Como o prometido é devido, aqui vai a 3ª parte do meu Relato.
Esta parte do relato é relativa ao regresso, que teve como ponto alto a visita a cidade de Ghardaia, a cidade das cinco cidades.
13 a 19º dia, dia 26 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2018

Esta será a 3ª parte do relato.
Será o relato da subida da estadia em Orán e do embarque no dia 1 de Fevereiro.
Saímos como sempre muito cedo do Bivouac 5 e um pouco depois entramos em asfalto.
Pelo caminho encontramos 5 ou 6 controles militares e as respectivas escoltas, sendo que em Borj El Haouas, estivemos a aguardar pela escolta cerca de uma hora e meia, o que atrasava a nossa subida já que teríamos de lá estar na tarde do dia 29 de Janeiro.
Mas, essas são contingências de quem vai para o sul do sul da Argélia.
Tivemos a sorte de o quartel ter umas boas instalações sanitárias e o pessoal foi-se servindo, já que alguns estavam mal da tripa, mas de certeza que não tinha sido do mechui.
Às 12:15 horas paramos para almoçar e aguardar escolta, N25 22.461 E8 01.631.
Começava a ficar tarde para chegarmos a In Amenas, já que teríamos ainda de deixar ,um dos Guias o senhor Serofi em Illizi, já que teria de ir para Tamanrasset.
Chegamos a Illizi quase ao final da tarde e deram-nos folga da escolta até a entrada de In Amenas.
Foi um pesadelo chegar a In Amenas, era noite cerrada e a caravana foi-se partindo com o andamento imposto pela 4×4 do nosso guia. Paramos antes de chegar ao primeiro controle da entrada na cidade e aguardamos muito tempo por metade da caravana.
No 2º controle, estava por lá o comissário da polícia. Pedimos para ir para um hotel, mas a resposta foi negativa e levou-nos para uma antiga Pousada da Juventude, numa zona ligeiramente afastada do centro da cidade. A rua onde ficava a Pousada era longa e repleta de lojas e restaurantes.
Mas a Pousada não tinha condições nenhumas era uma autêntica porcaria…uns optaram por dormir nas tendas no quintal, outros optaram por dormir nos quartos com camaratas.
As instalações sanitárias eram deprimentes, sem água corrente, só de balde, mas não havia outra alternativa.
Fomos jantar a um excelente restaurante, típico do Magrebe, com assador de várias carnes e batatas fritas. O pormenor do restaurante é que, no seu interior tinha uma gaiola enorme com muitos pássaros.
Sempre com polícia por perto, voltamos à Pousada e fomos dormir ou tentar dormir. Ficamos 3 na minha camarata, e decidimos encostar um guarda-fatos à porta para ninguém mais entrar, já as dormidas eram à escolha do cliente.
A etapa do dia 27, foi de In amenas a Hassi Messaoud,, cerca de 740 kms com seis escoltas e outros controles de polícia ou miltares. Pedimos à escolta que nos levasse a um hotel e assim foi. O dono do hotel, era uma pessoa muito simpática que em tempos tinha ganho uma prova do tipo Paris Dakar, e que muito orgulhosamente tinha à entrada do hotel o troféu com umas fotos.
No dia 28 o nosso objectivo era Ghardaia e se possível, visitar a cidade proibida e mais propriamente a Mzab, mas não tínhamos a certeza se autorizavam a visita. A etapa era mais curta e foi pensada para isso mesmo, pudermos visitar Ghardaia.
Aqui vimos a força e respeito que teve a Mouflon, já que conseguiu as autorizações das autoridades. Tínhamos guia e um autocarro de média dimensão, para além da habitual escolta a pé e/ou de carro.
À entrada da cidade tivemos muito tempo, pensa-se que à espera da tal autorização. Eu só via um tipo muito bem vestido a gesticular com as autoridades, e depois de muita conversa foi-nos concedida autorização para visitar a cidade e a Mzab.
Fomos para o parque de Campismo, o Le Oásis, parque onde já tinha ficado há 26 anos.
Ficamos em quartos, e lá fomos de autocarro visitar a cidade. Chegamos a Mzab e ficamos livres, podíamos andar à vontade, e mais à vontade ficamos quando todos ou casos todos, começaram a fazer as suas compras.
Tâmaras, mel de tâmaras, artesanato, panelas de pressão, quadros, sei lá, de tudo veio um pouco e a visita valeu a pena.
Vimos militares armados em todo o lado, em cada esquina, mas essa questão não tinha nada a ver connosco, eram por outro motivo entre árabes e mozabitas e essa questão passou-nos ao lado.
Dia 29 a maior etapa quase 860 kms com muitas paragens, esperas de escolta, mas era preciso chegar a Orán, não a meio da tarde como queriam as autoridades mas à noite, perto das 19:00 horas.
Foi uma entrada com alguns sustos na AE, quando não era possível com os camions saber onde o 4×4 da frente saía da AE, já que embora o GPS nos indicasse um caminho as escoltas iam por outro, o que complicava e muito.
Tínhamos feito reserva no Ibis no dia anterior e foi-nos dito e confirmado que não era preciso no dia 29, confirmar a reserva. Como era de noite, decidimos telefonar e o empregado do Ibis, diz que a reserva tinha sido anulada por falta de confirmação.
Nem queiram saber os impropérios que se ouviram naquele 4×4.
Decidimos ir ao Ibis, fazer barulho e pedir o livro de reclamações, depois de muita conversa e sem opções da polícia nos arranjar alternativa acabamos por ficar, pois havia vagas.
Ficamos instalados e depois voltamos aos 4×4 para jantar o resto de latas que ainda tínhamos.
O dia 30, foi um dia muito difícil para todos, porque soubemos que o nosso ferrie, não iria fazer a travessia devido ao mau tempo e que o assunto que nos fez voltar mais cedo, ainda não estava resolvido e estava complicado.
No porto através da Transmediterrânea, soubemos que a manter-se o estado do mar, não haveria barco tão cedo e a opção era voltar através de um ferrie muito maior de uma companhia argelina.
O pessoal que tinha ido ao porto, reuniu com o resto do pessoal que estava no hotel e num exercício de desenrascanço “À Tuga”, decide apostar tudo no ferrie argelino.
Reúne-se o dinheiro em euros e dinares do pessoal, já que era preciso arranjar cerca de 3660 euros.
Alguns até as moedas deram, mas conseguiu-se arranjar o dinheiro, mas era preciso arranjar o montante em dinares cerca de 715000 dinares.
Nesta fase foi muito importante, a equipa de polícias que andava connosco nesse dia.
Fizeram de tudo para conseguir cambiar os euros em dinares. Os bancos não faziam a troca de tanto dinheiro e houve alguém que os levou a determinado local onde conseguiram cambiar todo o dinheiro.
Compraram-se os bilhetes e todos estávamos ansiosos para que este ferrie conseguisse sair de Alicante….não havia site ou aplicação que não seguíssemos para saber se o ferrie tinha saído de Alicante ou não. O resto da tarde foi para visitar a marginal de Orán.
O 31 foi um dia mais calmo em que a nossa escolta nos leva a encher os depósitos de combustível até a rolha, a visitar a Igreja de Santa Cruz e o Forte com o mesmo nome. De seguida fomos a Aïdor, visitar a Mesquita de Moula Abdelkater Moul El Mayda, foi uma visita importante não só para grandeza arquitectónica dos edifícios, como pela vista a partir de Aïdor (Montanha).
Depois seguimos para a Gare de Orán, e mais tarde para a Catedral de Orán (Cathédral du Sacré-Couer d’Orán), seguida de uma visita pelas ruas de Orán, na sua parte mais comercial.
Orán é uma cidade imponente com um rico património arquitectónico e cultural, vale a pena uma visita mais detalhada, porventura com um guia local.
Nessa noite a nossa atenção estava em alerta máximo, para sabermos se o nosso ferrie tinha ou não saído de Alicante, era preciso sair dali, porque havia pessoas que tinham de ir trabalhar, e de manhã tivemos a certeza que o ferrie tinha saído e estava a chegar ao porto de Orán.
No dia 1 foram várias às vezes que uma equipa foi ao porto saber do assunto que estava a tratar. Entretanto a polícia diz que por volta das 12 horas no leva para o porto, onde feitas as formalidades, deveremos aguardar até lá cerca das 21:00 horas pela saída do ferrie.
Já no porto, sob uma das palas da cobertura de um edifíco, montamos as nossas mesas e juntamos todas as latas de feijoada e de sopa de pedra e fizemos um grande repasto.
Nessa altura já andava um velho polícia, com os nossos VHF’s numa caixa para nos devolver os rádios, já que a sua utilização é proibida na Argélia.
A meio da tarde a polícia manda avançar os 4×4, mas ficaram no mesmo local dois 4×4 a aguardar, pelo o que todos ansiávamos.
Por volta das 17:00 horas, ouvimos um grande e estrondoso grito de alegria, saltamos comovidos com as lágrimas nos olhos, como eu estou agora, saltamos tanto que até os polícias saltaram connosco.
Nunca o espírito de entreajuda entre alguns expedicionários foi tão patente, que a velha máxima da Land Lousã, “Vamos Todos, Voltamos Todos”, se ajustou perfeitamente a esta expedição.
A noite seria longa no ferrie, pois o mar estava mau no canal, mas quando o ferrie largou amarras, houve uma descompressão total.
Ocupamos o bar da 1ª classe, com o resto de um presunto, uma saca de pão e quase que esgotamos as cervejas do bar……
O bar encerra e há que procurar local para dormir, servia qualquer canto ou esquina, como foi, quase sempre juntos, nem todos…e ao raiar do dia depois de uma viagem bem batida, chegamos a Alicante e assim terminou mais uma Expedição,.para o ano há mais? talvez, mas com o grupo mais reduzido, e também para o lado oposto, já estamos a trabalhar nisso.
PS: Este é o meu Relato, tal e qual como o tenho na minha memória, sem notas, mas porventura ainda incompleto, pois o que se passou “Na Argélia, deve ficar para já na Argélia”, e talvez um dia nas minhas memórias possam a vir a ter o meu relato completo.
A Argélia é um País fabuloso, as pessoas são afáveis e todas as autoridades foram incansáveis connosco e hoje, a esta distância, eu pelo menos entendo o porquê de tanta escolta e de tanta segurança connosco ou com qualquer outro turista e ou trabalhador.
Estou muito grato a Argélia, ao nosso Guia El Mhadi, mas mais grato estou por ter tido um grande companheiro de viagem, um amigo que me levou a entrar nessa aventura deste a primeira hora. Trocamos dezenas de mail’s, e de telefonemas para levar a bom porto esta grande expedição, o Joao Cardoso….os outros amigos não me levem a mal em fazer esta nota….Para o ano de 2019, haverá mais….penso eu….em Timinmoun.
Obrigado a todos!
Para o ano haverá mais Argélia….

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