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Olá.
Como o prometido é devido, aqui vai a 3ª parte do meu Relato.
Esta parte do relato é relativa ao regresso, que teve como ponto alto a visita a cidade de Ghardaia, a cidade das cinco cidades.
13 a 19º dia, dia 26 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2018

Esta será a 3ª parte do relato.
Será o relato da subida da estadia em Orán e do embarque no dia 1 de Fevereiro.
Saímos como sempre muito cedo do Bivouac 5 e um pouco depois entramos em asfalto.
Pelo caminho encontramos 5 ou 6 controles militares e as respectivas escoltas, sendo que em Borj El Haouas, estivemos a aguardar pela escolta cerca de uma hora e meia, o que atrasava a nossa subida já que teríamos de lá estar na tarde do dia 29 de Janeiro.
Mas, essas são contingências de quem vai para o sul do sul da Argélia.
Tivemos a sorte de o quartel ter umas boas instalações sanitárias e o pessoal foi-se servindo, já que alguns estavam mal da tripa, mas de certeza que não tinha sido do mechui.
Às 12:15 horas paramos para almoçar e aguardar escolta, N25 22.461 E8 01.631.
Começava a ficar tarde para chegarmos a In Amenas, já que teríamos ainda de deixar ,um dos Guias o senhor Serofi em Illizi, já que teria de ir para Tamanrasset.
Chegamos a Illizi quase ao final da tarde e deram-nos folga da escolta até a entrada de In Amenas.
Foi um pesadelo chegar a In Amenas, era noite cerrada e a caravana foi-se partindo com o andamento imposto pela 4×4 do nosso guia. Paramos antes de chegar ao primeiro controle da entrada na cidade e aguardamos muito tempo por metade da caravana.
No 2º controle, estava por lá o comissário da polícia. Pedimos para ir para um hotel, mas a resposta foi negativa e levou-nos para uma antiga Pousada da Juventude, numa zona ligeiramente afastada do centro da cidade. A rua onde ficava a Pousada era longa e repleta de lojas e restaurantes.
Mas a Pousada não tinha condições nenhumas era uma autêntica porcaria…uns optaram por dormir nas tendas no quintal, outros optaram por dormir nos quartos com camaratas.
As instalações sanitárias eram deprimentes, sem água corrente, só de balde, mas não havia outra alternativa.
Fomos jantar a um excelente restaurante, típico do Magrebe, com assador de várias carnes e batatas fritas. O pormenor do restaurante é que, no seu interior tinha uma gaiola enorme com muitos pássaros.
Sempre com polícia por perto, voltamos à Pousada e fomos dormir ou tentar dormir. Ficamos 3 na minha camarata, e decidimos encostar um guarda-fatos à porta para ninguém mais entrar, já as dormidas eram à escolha do cliente.
A etapa do dia 27, foi de In amenas a Hassi Messaoud,, cerca de 740 kms com seis escoltas e outros controles de polícia ou miltares. Pedimos à escolta que nos levasse a um hotel e assim foi. O dono do hotel, era uma pessoa muito simpática que em tempos tinha ganho uma prova do tipo Paris Dakar, e que muito orgulhosamente tinha à entrada do hotel o troféu com umas fotos.
No dia 28 o nosso objectivo era Ghardaia e se possível, visitar a cidade proibida e mais propriamente a Mzab, mas não tínhamos a certeza se autorizavam a visita. A etapa era mais curta e foi pensada para isso mesmo, pudermos visitar Ghardaia.
Aqui vimos a força e respeito que teve a Mouflon, já que conseguiu as autorizações das autoridades. Tínhamos guia e um autocarro de média dimensão, para além da habitual escolta a pé e/ou de carro.
À entrada da cidade tivemos muito tempo, pensa-se que à espera da tal autorização. Eu só via um tipo muito bem vestido a gesticular com as autoridades, e depois de muita conversa foi-nos concedida autorização para visitar a cidade e a Mzab.
Fomos para o parque de Campismo, o Le Oásis, parque onde já tinha ficado há 26 anos.
Ficamos em quartos, e lá fomos de autocarro visitar a cidade. Chegamos a Mzab e ficamos livres, podíamos andar à vontade, e mais à vontade ficamos quando todos ou casos todos, começaram a fazer as suas compras.
Tâmaras, mel de tâmaras, artesanato, panelas de pressão, quadros, sei lá, de tudo veio um pouco e a visita valeu a pena.
Vimos militares armados em todo o lado, em cada esquina, mas essa questão não tinha nada a ver connosco, eram por outro motivo entre árabes e mozabitas e essa questão passou-nos ao lado.
Dia 29 a maior etapa quase 860 kms com muitas paragens, esperas de escolta, mas era preciso chegar a Orán, não a meio da tarde como queriam as autoridades mas à noite, perto das 19:00 horas.
Foi uma entrada com alguns sustos na AE, quando não era possível com os camions saber onde o 4×4 da frente saía da AE, já que embora o GPS nos indicasse um caminho as escoltas iam por outro, o que complicava e muito.
Tínhamos feito reserva no Ibis no dia anterior e foi-nos dito e confirmado que não era preciso no dia 29, confirmar a reserva. Como era de noite, decidimos telefonar e o empregado do Ibis, diz que a reserva tinha sido anulada por falta de confirmação.
Nem queiram saber os impropérios que se ouviram naquele 4×4.
Decidimos ir ao Ibis, fazer barulho e pedir o livro de reclamações, depois de muita conversa e sem opções da polícia nos arranjar alternativa acabamos por ficar, pois havia vagas.
Ficamos instalados e depois voltamos aos 4×4 para jantar o resto de latas que ainda tínhamos.
O dia 30, foi um dia muito difícil para todos, porque soubemos que o nosso ferrie, não iria fazer a travessia devido ao mau tempo e que o assunto que nos fez voltar mais cedo, ainda não estava resolvido e estava complicado.
No porto através da Transmediterrânea, soubemos que a manter-se o estado do mar, não haveria barco tão cedo e a opção era voltar através de um ferrie muito maior de uma companhia argelina.
O pessoal que tinha ido ao porto, reuniu com o resto do pessoal que estava no hotel e num exercício de desenrascanço “À Tuga”, decide apostar tudo no ferrie argelino.
Reúne-se o dinheiro em euros e dinares do pessoal, já que era preciso arranjar cerca de 3660 euros.
Alguns até as moedas deram, mas conseguiu-se arranjar o dinheiro, mas era preciso arranjar o montante em dinares cerca de 715000 dinares.
Nesta fase foi muito importante, a equipa de polícias que andava connosco nesse dia.
Fizeram de tudo para conseguir cambiar os euros em dinares. Os bancos não faziam a troca de tanto dinheiro e houve alguém que os levou a determinado local onde conseguiram cambiar todo o dinheiro.
Compraram-se os bilhetes e todos estávamos ansiosos para que este ferrie conseguisse sair de Alicante….não havia site ou aplicação que não seguíssemos para saber se o ferrie tinha saído de Alicante ou não. O resto da tarde foi para visitar a marginal de Orán.
O 31 foi um dia mais calmo em que a nossa escolta nos leva a encher os depósitos de combustível até a rolha, a visitar a Igreja de Santa Cruz e o Forte com o mesmo nome. De seguida fomos a Aïdor, visitar a Mesquita de Moula Abdelkater Moul El Mayda, foi uma visita importante não só para grandeza arquitectónica dos edifícios, como pela vista a partir de Aïdor (Montanha).
Depois seguimos para a Gare de Orán, e mais tarde para a Catedral de Orán (Cathédral du Sacré-Couer d’Orán), seguida de uma visita pelas ruas de Orán, na sua parte mais comercial.
Orán é uma cidade imponente com um rico património arquitectónico e cultural, vale a pena uma visita mais detalhada, porventura com um guia local.
Nessa noite a nossa atenção estava em alerta máximo, para sabermos se o nosso ferrie tinha ou não saído de Alicante, era preciso sair dali, porque havia pessoas que tinham de ir trabalhar, e de manhã tivemos a certeza que o ferrie tinha saído e estava a chegar ao porto de Orán.
No dia 1 foram várias às vezes que uma equipa foi ao porto saber do assunto que estava a tratar. Entretanto a polícia diz que por volta das 12 horas no leva para o porto, onde feitas as formalidades, deveremos aguardar até lá cerca das 21:00 horas pela saída do ferrie.
Já no porto, sob uma das palas da cobertura de um edifíco, montamos as nossas mesas e juntamos todas as latas de feijoada e de sopa de pedra e fizemos um grande repasto.
Nessa altura já andava um velho polícia, com os nossos VHF’s numa caixa para nos devolver os rádios, já que a sua utilização é proibida na Argélia.
A meio da tarde a polícia manda avançar os 4×4, mas ficaram no mesmo local dois 4×4 a aguardar, pelo o que todos ansiávamos.
Por volta das 17:00 horas, ouvimos um grande e estrondoso grito de alegria, saltamos comovidos com as lágrimas nos olhos, como eu estou agora, saltamos tanto que até os polícias saltaram connosco.
Nunca o espírito de entreajuda entre alguns expedicionários foi tão patente, que a velha máxima da Land Lousã, “Vamos Todos, Voltamos Todos”, se ajustou perfeitamente a esta expedição.
A noite seria longa no ferrie, pois o mar estava mau no canal, mas quando o ferrie largou amarras, houve uma descompressão total.
Ocupamos o bar da 1ª classe, com o resto de um presunto, uma saca de pão e quase que esgotamos as cervejas do bar……
O bar encerra e há que procurar local para dormir, servia qualquer canto ou esquina, como foi, quase sempre juntos, nem todos…e ao raiar do dia depois de uma viagem bem batida, chegamos a Alicante e assim terminou mais uma Expedição,.para o ano há mais? talvez, mas com o grupo mais reduzido, e também para o lado oposto, já estamos a trabalhar nisso.
PS: Este é o meu Relato, tal e qual como o tenho na minha memória, sem notas, mas porventura ainda incompleto, pois o que se passou “Na Argélia, deve ficar para já na Argélia”, e talvez um dia nas minhas memórias possam a vir a ter o meu relato completo.
A Argélia é um País fabuloso, as pessoas são afáveis e todas as autoridades foram incansáveis connosco e hoje, a esta distância, eu pelo menos entendo o porquê de tanta escolta e de tanta segurança connosco ou com qualquer outro turista e ou trabalhador.
Estou muito grato a Argélia, ao nosso Guia El Mhadi, mas mais grato estou por ter tido um grande companheiro de viagem, um amigo que me levou a entrar nessa aventura deste a primeira hora. Trocamos dezenas de mail’s, e de telefonemas para levar a bom porto esta grande expedição, o Joao Cardoso….os outros amigos não me levem a mal em fazer esta nota….Para o ano de 2019, haverá mais….penso eu….em Timinmoun.
Obrigado a todos!
Para o ano haverá mais Argélia….

Olá.

Esta é a 2ª parte e diz respeito a parte de todo terreno pura. Foram sete dias de isolamento, numa etapa de mais ou menos 700 kms, em regime de bivouac.

Era necesário levar água e combustível para esta etapa maratona, nós e os nosso guias neste imenso deserto de Tassili N’Ajjer.

Eis o meu relato do 6º ao 12º dia.

6º dia, dia 19 de Janeiro de 2018

 “La Tadrart, esta fascinante montanha ao sul de Djanet é coberta com toda a elegância da magnificência.
Síntese de paisagens deslumbrantes, rochas condensadas heterogêneas, dunas e cânions profundos de esplendor para tirar o fôlego.
O Massif de Tadrart desdobra um oceano de dunas ocreas pontuadas de picos e fortalezas irregulares, a arte rupestre é onipresente.
Ao oeste, os Tassilis de Monkor e Barkat abrem seus arcos de arenito elegantes até a infinidade do Tenere.
Destaques: pinturas e gravuras por centenas, protegidas das rochas.
Em Djaren e El Berij, um labirinto de pedras, abrindo os imensos ergs da fronteira da Líbia.
Os tons de vermelho e ocre do erg de Tin Merzouga são resultantes das fortes tempestades que assolam a zona.
Monkor, Alidama, e os arcos de pedras que se abrem na brancura do Tenere, bem como o Erg Admer, imponente com a sua cor de areias brancas.
Djanet e seu palmeiral ao pé das falésias azuladas de Tassili n’Ajjers.”
Hoje era o dia de partirmos a sós com o Guia para o deserto. Aproveitamos para ir às compras, reabastecer as viaturas e os 3 ou 4 jerricans de gasóleo, atestar os jerricans de água e comprar, verduras, pão e aproveitar para passear por Djanet.
Optamos por comprar para todos 4 frangos grelhados e 16 doses de kekab com batatas fritas.
Saímos por volta do meio-dia e depois de fazermos o controle no checkpoint à saída de Djanet, queríamos era partir, optando por parar cerca de 26 kms depois para comermos uma buxa à sobra de uma grande acácia.
Retomamos à EN que dá acesso à Líbia e ao Níger. Na bifurcação tomamos o rumo da Líbia, entrando um pouco depois em terra.
A pista era de areia pouco compacta, ainda misturada com vegetação rasteira e foi assim até ao Aquartelamento Militar. 
Feitas as operações da praxe, entrega de lista de participantes, e notas do que devemos ou não fazer. 
A partir daí começaram as primeiras dunas de areia mais rija, e o pessoal começou a ver o que tinha pela frente em mais sete dias.
Cerca das 16:40 horas o nosso Guia el Mhadi, entendeu que era hora de montar o bivouac, o nosso primeiro bivouac no Tadrart.
Foi uma noite muito fixe, sabendo que a partir daí tínhamos muito que ver…..gravuras e pinturas rupestres, dunas das mais variadas cores e areia num serpenteado de rochas…..Moula Naga com a sua duna gigante, Tin Tekak, Tin Merzouga, como sempre imponente, é inacreditável a beleza deste local, enorme e vasto. Mas vamos também ver o Canyon de D’Afazo, os Oued de Indjarren, Taffassaset e Egharghar, Tassili de Monhor, o Erg Admer, Tikoubalne e por Essendiliene.

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Este é o meu Relato, tal como o vivi e senti, nesta primeira parte da ida para a zona fabulosa de todo terreno o Parque Nacional de Tassili N’Ajjer.  Oportunamente, colocarei a vossa disposição a 2ª e a 3ª parte do relato, nomeadamente a zona do deserto e depois a subida até Orán.

Fomos a descoberta e aprendemos muito, tivemos a noção que fomos desbravar caminho e que abrimos uma nova janela no todo terreno de expedição. As condicionantes são muitas, mas vale a pena suportar todas essas limitações à circulação. Tivemos a sorte de termos uma boa empresa por detrás de nós, que assumiu perante a República da Argélia a responsabilidade de nos levar e trazer a Orán, em segurança e felizes.

Mas, para isso foi muito importante o saber e a responsabilidade do nosso Guia Touaregue El Mhadi e na zona do deserto a ajuda de outro Guia Touaregue o senhor Serofi ( a quem carinhosamente chamávamos Serafim).

Eis o Relato:

Desde 2011 que a caminho de Dakhla, eu e o João Carlos Cardoso, nos propusemos ir à Argélia. Era preciso estudar muito, ver os prós e os contras, analisar bem os custos e depois arranjar uma equipa que fosse coesa, para nos acompanhar. Entretanto a convite do João Campeão, optamos por ir a Mauritânia e aí aproveitamos para testar os nossos 4×4 e as equipas.
Teste superado, avançamos para a Argélia, com um excelente trabalho de pesquisa e de procura de um operador credível que nos pudesse levar e trazer em segurança.
De duas agências finalmente seleccionadas, optamos por aquela que nos dava a garantia de nos ir buscar e levar a Orán.
O Grupo estava constituído mas, quase à última hora tivemos que fazer umas substituições, por motivos pessoais de alguns convidados.
Resolvidos todos os procedimentos necessários, como a agência, os vistos e o ferrie, lá partimos nós à descoberta de uma nova realidade.
A Argélia recebeu-nos de braços abertos, com carinho, todas as autoridades foram simpáticas e profissionais connosco.
Não sabíamos, que desde a saída do portão do Porto de Orán até a sua entrada duas semanas depois é que, teríamos sempre a companhia simpática e gentil de polícia, gendarmérie e/ ou dos militares.
Primeiro estranhamos depois entranhamos, nada que logo ao final da tarde não assumíssemos como fazendo parte, como elo principal da nossa Expedição, salvo o período de 7 dias em que andamos no deserto ou no Parc de Tassili N’Ajjer, onde andamos por nossa conta, guiados por um Guia experiente, competente, culto e sério, o Senhor El Mhadi, Imouhagh Imouhagh.

O 1º dia, 14 de Janeiro de 2018

Saímos já depois de almoço do porto de Orán, com um carro da polícia a abrir caminho para fora da cidade, tudo ou quase tudo parava ao som da sirene do carro ou carros da polícia. Pedimos para atestar numa bomba e depois almoçar. Bastava pedir, que acediam sempre aos nossos pedidos. A alegria de atestar um 4×4 com gasóleo a 26.30 dinares que ao câmbio poderia variar ente os 11.82 cêntimos e os 13 cêntimos o litro.
Era a nova primeira alegria, gasóleo de qualidade a preço super convidativo.
Paramos para almoçar num restaurante (Bora Bora) à saída da AE, em Oued Tlelat.
O aproximar da noite estava quase e andar de noite por norma não é permitido a estrangeiros, mas a polícia tinha vontade em levar-nos mais além, e levou-nos ao Hotel Bouazza em Tiaret, onde tivemos que nos encaixar nos quartos disponíveis.
Este foi o nosso 1º dia na Argélia….amanhã haverá mais relato. Read more →

Olá.
este pequeno resumo de dicas, ainda foi elaborado em andamento por Parola Gonçalves e João Carlos Cardoso, já no regresso a casa.
Há muita coisa ainda para escrever e acrescentar, sendo que o iremos fazer com mais calma e ponderação.
a Argélia é um País fabuloso para quem gosta de grande paisagens, de aventuras de viver estados de alma. Mas também é exigente e nem todos estarão a altura do frenesim da viagem de ida e retorno de Djanet. A longa viagem para Djanet, obriga a um esforço enorme, pois, vamos sempre com escolta militar, onde paramos para comer ou acampar nos sítios mais invulgares e inapropriados. Mas também é uma faceta que estranhamos no início, adaptamos ao fim do 2º dia e entranhamos na 2ª noite. Livres, mesmo só nas 7 noites com o nosso Guia na zona de deserto pura. O que de início seria muito incomodativo, passa a ser uma banalidade bem-vinda, pois a segurança para os Argelinos está acima de tudo. Mas s+o entendemos isso quando de Ghardaia para sul, vamos vendo a esquerda e a direita a riqueza do País.
Para ir a Argélia, não é só preciso vontade ou ter algum dinheiro disponível, é também preciso arranjar uma equipa constituída por 6 a 8 4×4, fiáveis e sobretudo um ou dos responsáveis para fazer todos os contactos com a agência ou agências, para a obtenção do visto e para garantir a travessia no ferrie. Poderemos ter certezas ou não na ida, mas na volta, tudo pode acontecer, mau tempo no canal, uma avaria e outra contrariedade.
Tanto a Polícia, como a Gendarmérie e como os Militares, são muito simpáticos e afáveis. Não tivemos qualquer problema, para além de os termos sempre na sombra, exceptuando no deserto.

O que não deve trazer e fazer:
• Drones, rádios CB ou VHF ou UHF;
• Álcool em excessos e consumi-lo à frente da população ou das autoridades, por uma questão de respeito;
• Comida em excesso (apenas um pacote mínimo de emergência para vários dias), pois por lá há de tudo e é bom ajudar o comércio local;
• Trocar ou aceitar abertamente câmbios na rua, mediante oferta mais vantajosa, pois pode trazer problemas;
• Tirar fotografias às autoridades, edifícios públicos e tudo que é militar;

O que deve trazer e fazer:
• Contratar e definir o percurso de viagem com uma agência local de viagens, aprovada pelo Ministério de Turismo;
• Combinar que o guia da agência contratada o deverá acompanhar desde a entrada à saída, na fronteira, de modo a ajudá-lo nas formalidades necessárias;
• Obter os vistos com a devida antecedência, mediante carta de recomendação da agência, (esta obrigatória);
• Trocar dinheiro através do guia, nos hotéis ou em locais autorizados;
• Prever o transporte em cada viatura de 3 jerricans de combustível (20 litros cada) e 2 jerricans de água (20 litros cada), para a zona do deserto, cerca de  800 a 900 kms sem reabastecimento;
• Manter um jerrican de combustível sempre cheio, mesmo em percursos de ligação e em asfalto, é fundamental, pois poderá encontrar alguma área de abastecimento fechada e ou sem combustível; 
• Telemóvel desbloqueado;
• Adquirir cartão de comunicações e recargas de operador local (atualmente o operador MOBILIS é aquele que apresenta maior cobertura no Sul)
• Pedir para configurar a utilização de dados e de chamadas internacionais, na loja do operador;
• 2 pneus e respectivas jantes;
• Tacos para reparação de furos e um bom compressor;
• Filtros de ar, lubrificantes e líquido de refrigeração;
• Peças de substituição, como um amortecedor dianteiro e um amortecedor traseiro, retentores, rolamentos, bomba de água. Caso a viatura seja da marca Toyota, não é necessário dispensar tanto cuidado neste tópico, pois todas as cidades (mesmo as mais pequenas) dispõem de lojas de peças daquela marca;
• Reservar o ferry depois de obter o visto e chegar ao porto de embarque com antecedência para levantar os bilhetes. Pode também fazê-lo antecipadamente através de agências como a OpenTravel24.

O deslumbrante:
• Os percursos no Tadrart, em especial Tim Merzouga, as gravuras rupestres do parque, o Erg Admer e Tikobawen;
• A simpatia, o profissionalismo das forças de segurança (Gendarmerie, Polícia e Exército);
• A gentileza e honestidade das populações locais;
• A exploração de gás e petróleo em pleno deserto;

O menos bom:
• O longo trajeto de ligação, sempre com escolta policial e com paragens para dormir nos locais mais imprevisíveis
• O excesso de controlo policial que, se bem que compreensível, não permite um contacto mais descontraído com as populações e uma movimentação à vontade pelas localidades

O excepcional:
• O preço do combustível, entre 10 a 12 cêntimos de acordo com o câmbio;
• O colorido dos mercados;
• Tim Merzouga, a descida de Moula M’Aga, as cores das dunas do Erg Admer, o labirinto de pedra e areia de Tikobawen;
• O méchoui cozinhado pelos guias na areia e por entre os vales de Essendilene no último acampamento da viagem;

O fundamental
• Uma agência de viagens credível;
• Vistos;
• Veículos com revisão adequada, não facilitar;
• Um grupo de 6 a 8 veículos;
• Um mínimo de 6/7 dias no deserto e oásis junto a Ilizzi.

Para breve uma actualização.

Olá.
Uma boa sugestão para os que gostam de novos desafios.
Já vem a caminho, incluindo os tracks e pontos de passagem.


Bons Caminhos.

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